Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Em que (não) creio

Não há motivos para tomar como verdade algo sem evidências. Isso só se deve à conquista de conforto emocional proporcionada pela crença. Deus, gnomos, duendes, reencarnações – enquanto invisíveis ou improváveis – são crenças. Se você não vê, para que crer? Aquele que não vê e limita-se a deduzir é inteligente; aquele que não vê e crê, torna-se um inculto. Para que acreditar quando se pode saber? Se saber não for possível, e se não houver provas, resta-me a dedução.

Homossexualidade

A atração carnal de um indivíduo por outro de mesmo gênero sexual é um desvio de percurso da tendência natural das coisas, mas é perfeitamente cabível, uma vez que também pode suprir a carência emocional de afeto e ternura, sentimentos estes que não são privilégios apenas da comunhão entre feminino e masculino, mas sim entre a comunhão de essências. Não há motivos para incentivar a homossexualidade, mas também não há motivo algum para temê-la. A espécie não vai acabar por isso e a pessoa que lançar tal falácia deve ser ignorada pelos mais esclarecidos.

Aborto

Varia de acordo com a profundidade da compreensão de quando a vida começa. Gosto de considerar o fator “dor” nesta questão: acho cabível a prática do aborto apenas quando o futuro feto ainda é um embrião, em estado similar ao vegetativo, pois, se o aborto tardar, esta futura pessoinha desenvolverá sistema nervoso e estará sujeito à dor e ao sofrimento.  Aí então, não caberá mais o aborto, pois incentivo a eliminação das ações que culminem em dor e sofrimento. Além do mais, e a mãe? E o ato da cópula? Se a mãe corre riscos, ou se a cópula foi forçada e desprovida de amor e respeito, ou se é um feto acéfalo, ou outras coisas similares, que faça-se o abordo e não falemos mais nisso. Segue a vida.

Evolução das espécies

Vejo as claras diferenças entre um humano e um animal, mas não vejo diferença na origem destas duas manifestações distintas de vida, que é única, mas está muito distante no horizonte do passado. Sendo assim, vejo todo tipo de existência como fenômenos naturais diversos de uma só grande experiência, e a nobreza está em comportar-se respeitando todas as demais essências. Quanto mais evoluído for o Ser, menos ele beneficiará a si próprio usurpando o direito à liberdade e à vida dos outros Seres. Animais carnívoros existem e assim é a Natureza, mas são eles, ao meu ver, desenvolvimentos evolutivos que entrarão, cedo ou milhões de anos mais tarde, em inevitável extinção, sem deixar sub-espécies como descendentes.

Vegetarianismo

Os menos esclarecidos declaram que o ser humano é originalmente carnívoro. Como assim, “originalmente”? Antes de sermos carnívoros, éramos vegetarianos, antropóides, símios, vivendo em árvores. E antes disso? Éramos outra e outra coisa, até passarmos por todos os pontos em comum com a biodiversidade terrestre. A alimentação sem carnes é nobre e compatível com nossa verdadeira essência, nosso organismo e nossa saúde.

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