Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Clássico documentário “Ilha das Flores”, de Porto Alegre

Por Alexandre Montagna, Sexta-feira, 3 Fevereiro 2012 | 17:00

Você deve assistir a este ótimo documentário escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, com produção da Casa de Cinema de Porto Alegre.


http://video.google.com.br/videoplay?docid=5745221479034421196

Confira os créditos, elenco etc: casacinepoa.com.br/os-filmes/créditos/ilha-das-flores.


Deus, o Universo e tudo mais

Por Alexandre Montagna, Sábado, 14 Janeiro 2012 | 08:08

“Em Deus, o Universo e tudo mais, professor Stephen Hawking, doutor Carl Sagan e novelista Arthur C. Clarke discutem sobre a origem e o fim do universo assim como a natureza de Deus, a essência da ciência, e os mecanismos da criatividade.”

Parte 1
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Ut0Q4SwCetE[/youtube]
http://www.youtube.com/watch?v=Ut0Q4SwCetE

Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=zUN4djWJzoM

Parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=1or5MgVys8E

Parte 4

http://www.youtube.com/watch?v=kcRyeOQYlMU

Parte 5

http://www.youtube.com/watch?v=4oQqP9T27Us

Parte 6

http://www.youtube.com/watch?v=mb9hWjxnATo


O mundo que preconizamos

Por Alexandre Montagna, Segunda-feira, 9 Janeiro 2012 | 13:30

Saiu no Blog do DeRose o seguinte vídeo, indicado por Pablo:

httpv://www.youtube.com/watch?v=hYR11V-qcHQ

Este vídeo ilustra muito bem o mundo que preconizamos. O nosso Método de mudar o mundo segue conceitos muito belos, como estes que você encontra abaixo:

“Manual de Civilidade”

MetodoDeRose.org/blogdoderose/a-bem-da-justica-e-da-verdade/manual-de-civilidade/

Civilidade, o que é isso?

O que vem a ser “civilidade”? O Dicionário Houaiss nos diz que é “um conjunto de formalidades, de palavras e atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração, boas maneiras, cortesia.” Como sinônimo nos oferece a palavra “delicadeza”.

Eu tiraria formalidades e colocaria atitudes, já que a civilidade precisa ser tão legitimamente incorporada que não deve depender de formalidades. Defendo que a civilidade é autêntica quando exercida até com seus amigos íntimos, com seus familiares e com seu parceiro afetivo.

Cordialidade

Cordialidade provém do latim cordis, coração. É algo que fazemos de coração, com afeto, com amor. Expressar cordialidade como um estilo de vida, além de ser uma postura linda perante a vida, perante o mundo, faz bem a nós mesmos. No passado, havia inclusive remédios que eram denominados cordiais, porque faziam bem ao coração.

De fato, você fica com uma sensação de coração mais leve quando manifesta uma atitude bonita, amável, seja lá com quem for. Isso nos demonstra que o maior beneficiado não é o outro que foi alvo da nossa gentileza e sim nós mesmos, em primeiro lugar.

A civilidade abre portas, facilita os trâmites sociais, culturais e até mesmo os burocráticos. Um aluno cordial cativa seus professores que facilitarão sua vida escolar. Um funcionário gentil azeita as relações com clientes, com colegas e com superiores. Um cliente simpático consegue mais boa vontade e, às vezes, até um desconto por parte do vendedor. Um vendedor atencioso vende mais, ganha mais dinheiro. Um morador simpático consegue exceções maravilhosas do porteiro do seu prédio.

A civilidade, a cordialidade são muito fáceis quando o outro já está sendo amável. Mas, e quando o outro está sendo grosseiro e agressivo? Bem, aí é preciso que sua civilidade seja muito autêntica e que você tenha assumido o compromisso perante si próprio de ser cordial em qualquer situação, com qualquer pessoa, haja o que houver.

Certa vez, a vizinha apresentou uma reclamação por escrito contra uma instrutora do nosso Método que morava no apartamento de cima. Reclamava que  a moradora de cima chegava tarde, andava de salto alto e ouvia música muito alta. Fora uma reclamação injusta. Na época, Virgínia nem usava salto alto. E sempre foi uma jovem suave, de modos sutis. O impulso da indignação era escrever uma carta veemente que rebatesse as reclamações daquela senhora. A vontade de qualquer pessoa seria a de lhe dizer umas verdades e criar um confronto. Mas, como Virgínia é instrutora do Método DeRose, orientei-a a escrever esta carta:

“Prezada Sra. Rosa Maria.

Fiquei ciente de que, involuntariamente, perturbei o seu sossego. Peço que me desculpe, pois tenho plena consciência de que a minha liberdade termina onde começa a do meu vizinho. Lamentavelmente, as paredes e lajes do nosso prédio são muito finas e o mínimo ruído produzido num apartamento perturba os que estão em baixo e em volta.

Procuro ouvir minhas músicas em volume baixo e sempre que posso caminho descalça quando estou em casa. Mesmo assim, soube que o som tem atrapalhado o seu descanso.

Já providenciei um tapete para ver se assim os ruídos do meu apartamento não reverberam mais no seu e vou tentar escutar minhas músicas ainda mais baixo. Caso essas medidas não sejam suficientes, por favor, me informe para que eu veja que outros cuidados preciso adotar para não incomodá-la.

Quanto a chegar tarde em casa, eu preciso trabalhar até tarde e como não tenho computador em casa preciso usar o do escritório da Universidade onde trabalho, a fim de que na manhã seguinte minhas tarefas estejam em dia. Mas procurarei entrar em casa o mais silenciosamente possível.

Obrigada pela sua compreensão.

Virgínia Barbosa
Apartamento 75
Tel. xxxx-xxxx”

Como resultado dessa cartinha, a moradora retirou a queixa contra a vizinha, elogiou-a perante todos os condôminos e até eu recebi elogios por nossa instrutora ser tão educada.

No mesmo prédio, uma vizinha reclamou da moradora ao lado que, por acaso era outra instrutora da nossa Cultura. A reclamação era absurda, pois aludia a barulho que faziam as amigas recebidas altas horas da noite pela Mariana. Acontece que a Mariana não recebia ninguém na sua casa, nem de noite, nem de dia, pois trabalhava muito o dia todo e à noite chegava e caía na cama, de cansada, e dormia.

Mais uma oportunidade de alimentar conflitos ou de cultivar as boas relações humanas. Aconselhei Mariana que escreveu a seguinte carta:

“Estimada vizinha Vivian.

Acabo de receber o seu e-mail que foi enviado ao síndico, sobre alguns probleminhas que estão ocorrendo no nosso andar.

Lamento que ao abrir a porta eu tenha feito muito barulho. Não percebi, mas é possível que assim tenha sido por falta de cuidado da minha parte. Vou prestar mais atenção das próximas vezes.

Sobre eu chegar de madrugada com uma amiga falando alto, isso pode ter ocorrido no máximo uma vez, há muito tempo. Moro sozinha e não recebo amigos ou amigas em casa, pelo simples motivo de que trabalho na escola até tarde e não me sobra tempo para atividades sociais em minha residência. Imagino que possa ter sido outra pessoa e sugiro que, para tirarmos a dúvida, da próxima vez que isso ocorrer, a prezada vizinha observe pelo olho mágico ou mesmo abra a porta para flagrar quem está entrando com a amiga de madrugada, falando alto.

De qualquer forma, estou ao seu inteiro dispor para conversarmos e buscarmos juntas as soluções que satisfaçam a todos nós que precisamos compartilhar um espaço tão pequeno.

Cordialmente,

Mariana Rodrigues”

Mas o prédio é mesmo problemático. A vítima seguinte fui eu mesmo, com reclamações descabidas sobre a minha cadela Jaya que é extremamente educada. Argumentava o síndico que alguns condôminos reclamaram por que ela estava solta e eles tinham medo. E porque cachorro tem que descer pelo elevador de serviço e sair pela garagem. E que nossos cães (dos moradores que tinham cachorros) não poderiam circular nem brincar nas áreas comuns do térreo. E mais uma porção de implicâncias. Agora era a minha vez de escrever uma cartinha de acordo com os nossos princípios de cordialidade e conciliação. Enviei esta carta a todos os moradores:

 

“Estimado Vizinho.

Sou o proprietário do apartamento 71. Recentemente, nosso Síndico teve uma amável conversa comigo a respeito da minha cachorrinha Jaya (que de cachorrinha só tem o carinho que sinto por ela, pois é meio grandalhona) e do Fred, o labrador preto de propriedade da moradora Sra. Regina.

O síndico me informou que, às vezes, eles correm e sujam o chão com as patas cheias de terra e que alguns moradores têm medo deles, não por ser bravos – pois eles são bem mansos e queridos – mas pelo seu tamanho, uma vez que poderiam trombar com algum condômino mais idoso. Ele está com a razão.

Por isso,  por uma questão de civilidade e boa vizinhança, quero encontrar uma solução que o deixe satisfeito e que agrade aos demais moradores sem, com isso, prejudicar os que tem cães.

Como parte da solução, propus instalar, por minha conta, uma cerca que proteja o canteiro de flores para que elas não sejam pisoteadas pelos nossos amiguinhos de quatro patas.

Propus, também, que a parte de trás, que dá para a Av. Rebouças, seja isolada e que nossos cães possam se exercitar e brincar sem perturbar os demais moradores.

Caso o estimado Vizinho tenha alguma opinião ou sugestão a respeito, eu agradeceria se tivesse a bondade de me escrever ou contactar, para que pudéssemos avaliar e ponderar uma solução adequada.

Com toda a boa vontade do

DeRose

Bem, nem sempre a gentileza funciona. Nesse caso, não adiantou nada quanto aos cães. Mas tenho a certeza de que contribuiu bastante para a nossa  boa imagem junto aos vizinhos. E isso é sempre muito importante.

“Três-vezes-três ações de civilidade por dia”

Um bom exemplo de praticante do Método DeRose na área de conceitos é a ação efetiva para transformar o mundo através da civilidade (podemos chamar de boas ações ou até de boas maneiras).
Todos os dias vamos computar quantas ações louváveis protagonizamos.

Três vezes três

O três é um dos números reverenciados na nossa tradição hindu, e encontramo-lo na Trimurti, no trishúla, no trikuti, no tribandha, no trigranthi etc. Vamos então fazer nossa contagem a partir dele.
Se você realizar hoje menos de três ações meritórias, considere este como um dia de chumbo.
Se realizar três boas ações, este foi um dia de bronze.
Com duas vezes três ações de boas maneiras, seu dia terá sido de prata.
Conquistando três-vezes-três ações de civilidade, comemore um dia de ouro.
Mas se conseguiu realizar mais de três-vezes-três ações, você é o nosso heroi e o seu dia foi de diamante!
Que ações poderiam ser essas?
Efetue uma doação a alguma instituição de assistência social séria.
Participe como voluntário em alguma campanha filantrópica.
Envolva-se de corpo e alma com as campanhas da Defesa Civil da sua cidade.
Dê comida a quem tem fome.
Dê um agasalho a quem tem frio.
Dê um sorriso, uma atenção, um afeto a quem esteja precisando disso tanto quanto o que tem fome e o que tem frio.
Salve um cão abandonado.
Regue as flores do jardim do seu vizinho, desinteressadamente.
Pare o carro a fim de dar passagem a um pedestre que esteja querendo atravessar a rua, mesmo fora da faixa.
Socorra um desconhecido que esteja caído na calçada tendo um ataque epilético.
Dê flores a um amigo.
Não se abale quando outro motorista for mal educado, der uma fechada ou mesmo bater no seu carro.
Peça desculpas, mesmo quando tiver a certeza de que está com a razão.
Trate bem um mendigo que venha pedir dinheiro.
Telefone para um amigo, colega ou parente, só para perguntar como vai.
Converse amenidades com um desconhecido no supermercado ou no shopping center.
Dê a mão a uma senhora para sair do carro.
Ofereça-se para ajudar a carregar as compras ao vizinho no prédio em que mora ou ao desconhecido no estacionamento.
Carregue a bolsa pesada da sua amiga.
Ouça o desabafo de quem precise falar sobre um problema.
Jogue no lixo algo que alguém tiver deixado cair fora da lixeira.
Acaricie um cão.
Elogie o filho de alguém.
Dê os parabéns a um colega ou concorrente por uma conquista ou por um projeto vitorioso.
Dê uma gorjeta mais substancial do que o mínimo de praxe.
Agradeça pelo serviço e elogie a atuação do garçom ou outro profissional.
Diga “você está com a razão”.
Sorria para as pessoas no clube, nas lojas, na sua empresa.
Trate com cortesia o seu porteiro, a sua auxiliar de limpeza e todo o pessoal subalterno.
Recicle.
Dê informações, auxilie, oriente (na empresa, no trânsito, na faculdade).
Converse com os funcionários que o atendem.
Escute as reivindicações do cônjuge. E atenda-as.
Diga obrigado e sorria para alguém na rua, no trânsito, nas compras.
Responda com gentileza a um vizinho irritado.
Acalme um colega, um familiar ou um amigo quando ele estiver zangado com você.
Não insulte a quem bem que merecia.
Quando não precisar de algum objeto ou roupa não o guarde nem o jogue fora: procure quem esteja precisando e faça-lhe presente. O que não presta para um pode ser uma bênção para outro.
Dê uma informação útil a alguém.

Método Giraldi, da Polícia Militar do Estado de São Paulo:

Não tome decisões emocionadas.
A família é o que há de mais importante. Tenha tempo para esposa e filhos.
A ausência de um pai e de uma mãe é a porta de entrada para as drogas
Serenidade em todos os momentos.
Há três formas de amor: a palavra, o tato e o olhar. Portanto abrace seu filho, sua esposa e seus amigos.
Sorria sempre.
Elogie seu filho e seu subalterno quando possível.
Não grite com seu filho ou com seu subalterno. Troque o medo pelo respeito.
Problemas no trabalho, não devem entrar no lar.
Visite sempre seus pais, para não visitá-los no cemitério.


Testando: poça, pôxa.

Por Alexandre Montagna, Quarta-feira, 28 Dezembro 2011 | 23:39

Acentuação no wordpress dá problema no Facebook.

Testing sharing at Facebook. Houston, we have encoding issues.


História de um brahmane, por Voltaire

Por Alexandre Montagna, Quarta-feira, 28 Dezembro 2011 | 21:25
História de um brahmane

“Durante as minhas viagens encontrei um velho brahmane – homem muito sábio, cheio de espírito e erudição; além do mais, era rico, e portanto mais sábio ainda, já que, como não lhe faltava nada, não precisava enganar ninguém. Sua casa era otimamente governada por três lindas mulheres que faziam de tudo para agradá-lo; e quando não se divertia com elas, sua ocupação era filosofar.

Perto de sua moradia, que era bonita, bem decorada e cercada de encantadores jardins, morava uma velha hindu, muito devota, imbecil e extremamente pobre.

- Quem me dera não ter nascido! – disse-me um dia o brahmane. Perguntei-lhe por quê. – Faz quarenta anos que eu estudo – respondeu-me -, e foram quarenta anos perdidos: ensino aos outros, e ignoro tudo; esse estado me enche a alma de tanta humilhação e desgosto que faz com que minha vida seja insuportável. Nasci, vivo no tempo, e não sei o que é o tempo; encontro-me num ponto no meio das duas eternidades, como dizem os nossos sábios, e não tenho a mínima idéia do que seja a eternidade. Sou feito de matéria, penso, e nunca pude saber o que é que produz o pensamento; ignoro se o meu entendimento é em mim uma simples faculdade, como a de caminhar, de digerir, e se penso com a minha cabeça como seguro com as minhas mãos. Não apenas o princípio de meu pensamento me é desconhecido, mas também o princípio dos meus movimentos: não sei por que existo. Não obstante, cada dia me fazem perguntas sobre todos esses pontos; é preciso responder; nada tenho que preste para lhes comunicar; falo bastante, e fico confuso e envergonhado de mim mesmo depois de haver falado. O pior é quando me perguntam se Brahma (Deus do panteão hindu que personifica o Absoluto no aspecto de criador do mundo. Pertence à trimurti junto com Vishnu e Shiva [N. de A.M.]) foi produzido por Vishnu, ou se ambos são eternos. Deus é testemunha de que nada sei a respeito, o que bem se vê pelas minhas respostas. “Ah! Meu reverendo”, imploram-me, “dize-me como é que o mal inunda toda a Terra.” Sinto-me nas mesmas dificuldades que aqueles que me fazem tal pergunta: digo-lhes algumas vezes que tudo vai o melhor possível; mas aqueles que foram arruinados ou mutilados na guerra não acreditam nisso, nem eu tampouco; retiro-me abatido pela sua curiosidade e pela minha ignorância. Vou consultar nossos antigos livros, e estes duplicam minha escuridão. Vou consultar meus companheiros: respondem-me alguns que o essencial é gozar a vida e zombar dos homens; outros acreditam saber alguma coisa, e perdem-se em divagações; tudo contribui para aumentar o doloroso sentimento que me domina. Às vezes me sinto à beira do desespero, quando penso que, depois de todas as minhas pesquisas, não sei nem de onde venho nem para onde vou ou no que me transformarei.

O estado desse excelente homem me causou verdadeira compaixão: ninguém tinha mais senso e boa-fé. Compreendi que, quanto mais luzes havia no seu entendimento e mais sensibilidade no seu coração, mais infeliz era ele.

Vi no mesmo dia a velha sua vizinha: perguntei-lhe se alguma vez havia ficado aflita por querer saber como era a sua alma. Ela nem entendeu a minha pergunta: jamais em sua vida refletira um instante sobre um só dos pontos que atormentavam o brahmane; acreditava de todo o coração nas metamorfoses de Vishnu e, desde que algumas vezes pudesse conseguir água do Ganges para se lavar, considerava-se a mais feliz das mulheres.
Impressionado com a felicidade daquela pobre criatura, voltei ao meu filósofo e lhe disse:

- Não te envergonhas de ser infeliz, quando mora à tua porta uma velha autômata que não pensa em nada e vive feliz?

- Tens razão – respondeu-me ele. – Mil vezes eu disse a mim mesmo que seria feliz se fosse tão tolo como a minha vizinha, contudo não desejaria tal felicidade.

Essa resposta me impressionou mais que todo o resto; consultei minha consciência e vi que na verdade também não desejaria ser feliz sob a condição de ser imbecil.

Apresentei a questão a filósofos, e eles concordaram com a minha opinião. “Contudo”, dizia eu, “existe uma terrível contradição nessa maneira de pensar”. Pois de que se trata, afinal? De ser feliz. Que importa, então, ter espírito ou ser tolo? Mais ainda: aqueles que estão contentes consigo mesmos estão bem certos de estar contentes; mas aqueles que raciocinam não tem tanta certeza de raciocinar bem. “É claro”, dizia eu, “que se deveria preferir não ter senso comum, desde que este contribua, o mínimo que seja, para o nosso mal-estar.” Todos concordaram comigo, porém não encontrei ninguém que aceitasse se tornar imbecil para se sentir contente. Daí concluí que, se damos muito valor à felicidade, damos mais ainda à razão.

Contudo, pensando bem, parece uma insensatez preferir a razão à felicidade. Como explicar, então, tal contradição? E também todas as outras. Há muito a discutir a respeito disso.”

(Histoire d’un Bramin, Voltaire)

 


Utilize óculos escuros de qualidade. A lente é o segredo!

Por Alexandre Montagna, Terça-feira, 27 Dezembro 2011 | 22:02

Cuidado: as lentes dos óculos escuros devem ser de qualidade séria. Lentes escuras reduzem a quantidade de luz que chega aos seus olhos, fazendo com que a pupila se dilate. Tudo bem até aí. Entretanto, quando as lentes são de má qualidade, elas diminuem só a luz, mas não bloqueiam os raios nocivos e – como você está com suas pupilas dilatadas – você receberá um banho enorme de raios prejudiciais à saúde de seus olhos. Ou seja, se é para ter óculos de camelôs, é muito mais saudável não usar nada.

Você pode ler dicas interessantes aqui: http://viagem.hsw.uol.com.br/oculos-de-sol.htm


Um ano de Moinhos de Vento. Um ano de Porto Alegre.

Por Alexandre Montagna, Sábado, 24 Dezembro 2011 | 00:50

Muitas conquistas pessoais…

Amizade com pessoas especiais…

Amadurecimento profissional…

Vida alegre…

1 ano de Porto Alegre!

Muito obrigado
a todos que estão
fazendo linda parte
desta trajetória.


A mente atrás do rosto (personam) e os jogos de poder

Por Alexandre Montagna, Terça-feira, 6 Dezembro 2011 | 00:08

Verbos da simplicidade inocente de um sentimento.

Há quem trate tudo isto como um jogo. De fato, um jogo é. A vida, esta que começa quando você está no ventre de sua mãe, é um jogo. Ela lhe coloca em situações nas quais você precisa se relacionar com outros indivíduos. Para você, a sua vida é o mais importante. Para os outros, o mais importante é a vida deles. Para você, a vida acontece através das janelas dos seus olhos. Para os outros, a vida é vista pela ótica do sistema visual deles. O perfume da vida que você sente, só você sente. Os outros sentem outros cheiros.

Apesar de o Cosmos ser uma grande teia em que tudo se influencia mutuamente e em que todos nós somos colegas de existência, a noção de mundo que todos têm é que o Universo se divide entre “eu” e “os outros”. E aí o jogo começa (“let the game begin”)! A corrida pela sobrevivência, as estratégias de sucesso, os jogos de poder. A transa com a fêmea-alpha, o degustar da lebre recém abatida, a melhor caverna da floresta, a melhor sombra da savana, o maior respeito angariado. Viva o macho-alpha. Longa vida ao Fuhrer.

O problema se agrava quando o cérebro é capaz de armar complexas estratégias para o poder. Esta evolução dos estratagemas de sobrevivência conduz à falsidade, às palavras para despistar, às cortinas de fumaça e veste lobos com peles de cordeiros. Indivíduos que abraçam a vítima como se fossem um irmão. Uma irmandade de Caim e Abel. Neste cenário, obter triunfo é uma arte digna de jogador que trata os demais como adversários, e não como amigos. Aliás, aos olhos de um estrategista, ninguém é, na verdade, amigo. Estes são apenas outros jogadores a quem concede-se proximidade e com quem compartilha-se um pouco do espaço vital enquanto for conveniente. Ilusórias parcerias e amizades podem se transformar em pó num piscar de olhos, antes que você consiga soletrar a frase “esta-relação-não-me-ajuda-a-obter-poder”.

“Nada é aquilo que parece ser.” (DeRose)

Tratar os amigos como adversários no jogo da vida definitivamente não é o caminho mais empático, amoroso e fraternal. Este caminho evoluído é, via de regra, uma meta proposta por diversas correntes e ordens que visam uma Fraternidade Universal, uma Irmandade sem limites e uma União e Integração entre todas as criaturas vivas. Entretanto, poucos são os seguidores, os iniciados ou os cidadãos que realmente estão engajados para que esta proposta aconteça de fato. E sem envolver dogmas, claro.

A utópica união dos seres passa pelo exercício da transparência, lealdade, sinceridade e alma pura. Este romantismo ideal tem terreno infértil no planeta Terra mesmo entre pessoas de quem espera-se um pouco mais de boa vontade. Na verdade, eu ainda não sei dizer se o problema é na fertilidade do terreno (pessoas) ou na habilidade do plantio (método para implementar a união). A impressão é que mesmo os considerados e aceitos como homens-de-bem vez ou outra são até piores do que os maus declarados. Às vezes fico imaginando que Maquiavel foi um rapaz com muita boa vontade, mas sentiu que em terra de mãos duras, mão macia se machuca, e assim produziu seus textos sobre como conquistar poder dentre tanta competição e hostilidade, baseando-se em experiências sofridas e observadas.

A chave para o sucesso na vida afetiva e de verdadeiras amizades é perceber o real valor das pessoas. A intenção por trás da ação. A mente atrás do rosto. Jamais deposite seu coração nas mãos de um jogador. Espere até encontrar um amigo.



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