Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Arquivo da categoria ‘Tantra: o Sentir’
Vinho, o álcool tradicional mantido pela sofisticação Agosto 8, 2009 | 08:08 am

Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do teatro, mas não enxerga o que acontece nos bastidores. É assim que se mantêm as tradições das touradas na Espanha, do churrasco no Rio Grande do Sul, da farra do boi em Santa Catarina, do espancamento e mutilações dos muçulmanos para homenagear o neto do profeta Maomé, Husayn ibn Ali. Até mesmo a tradição da saudação através de cuspe presente na tribo Masai. Tradições se mantêm, mesmo que não sejam lógicas, agradáveis, inteligentes e conscientes.

Quanto menos sensata for a tradição, mais artificialmente colorida ela será, a fim de causar uma boa imagem. Você já percebeu isso?

A boa imagem do vinho

Isso é sszuper (hic) refiñado..

Issso é sszzuper refiñaado.. (hic)

O vinho. Quase todos têm uma boa imagem do vinho, e como não ter? Só ouvimos falar bem dele, que faz bem para o coração e por aí vai. Há profissionais que recomendam uma ingestão frequente e todos conhecem pelo menos um vivente que beba uma taça diária. Algumas vezes, ao mencionar que o Yôga recomenda a abstinência alcoólica, sou interrogado: – “Mas, e o vinho? Ele não é bom?” Permita-me ser direto: não! Vinho é uva + álcool, simplificando bastante. Pegue todos os benefícios do vinho e todos os benefícios do sumo de uva e constate que são iguais. Por que será? Isso é porque o bom do vinho são as propriedades da fruta e nada mais. Tire o álcool dessa bebida, e você terá um belo suco, super nutritivo e ainda mais saudável, já que não possuirá o efeito maléfico de redução da consciência e intoxicação proporcionado pelo álcool. Ah, e o suco de uva não dá dor de cabeça!

Veja a seguir um trecho de um artigo sobre os benefícios do vinho:

Observou-se que a reatividade dos vasos sangüíneos melhorava nestes voluntários, tanto com o vinho como com o suco de uva. Os achados, sugerem que os flavanóides da casca da uva, encontrados tanto no vinho como no suco da uva, seriam os responsáveis por tais bebefícios.
http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957

É tão complicado entender essa simplicidade? Não precisa ser PhD para perceber isso.

O vinho é tão bem visto porque fazem uma forte campanha para sua boa imagem, cheia de pompa e sofisticação. Os garçons o servem com rituais repletos de majestade, utilizando parafernalhas vinícolas dignas de Realeza, enquanto servem a preciosa água em copos simplórios, talvez de requeijão. Entrei num famoso portal de comércio eletrônico e adivinhe o que havia na seção “presentes sofisticados“? Além de vários relógios e itens aleatórios, todo o resto da página estava preenchido com acessórios referentes ao vinho. Está muito clara a ligação feita entre essa bebida e o requinte. E, é claro, isso só está assim porque nós mantemos essa tradição.

Não há motivos para colocar o vinho num pedestal. Isso é lavagem cerebral. Remova o álcool e aprecie o sagrado sumo da uva, manuseando-o com a mesma pompa e circunstância, e sorvendo-o numa linda taça de cristal.

Beber para se soltar

Há quem beba para se soltar, um pouco, muito, ou para soltar a franga de vez. É compreensível essa atitude dentro de uma cultura repressora como a nossa. Vivemos trancados em nós mesmos, segurando desejos e sentimentos constantemente. Algumas pessoas colocam em suas cabeças que precisam beber um pouco para conseguir conversar melhor. Ora, que enorme declaração de personalidade fraca! Comunicação social é o mínimo que todos nós deveríamos praticar, jamais precisando de uma bebida com álcool para isso. Aliás, toda vez que alguém vem falar comigo com aquele hálito-espanta-tubarão do vinho ou cerveja, eu já desconverso e me abstenho da frustração desse contato: ou meu interlocutor não entenderá minhas palavras, ou esquecerá boa parte do que eu falar. Isso se eu não testemunhar outros sintomas do álcool, tais como falar bobagens, ser inconveniente, ser teimoso, xingar, ofender e envergonhar alguém em público, envergonhar-se em público, paquerar invadindo o espaço vital da vítima, tirar a roupa para fazer um humilhante strip-tease, cair no chão deixando muita coisa à mostra, vomitar, etc.

Quem pratica o Método DeRose com identificação, conhece e vivencia a nossa filosofia comportamental desrepressora. Assim, solta-se sem precisar de substâncias para isso, sejam elas lícitas ou não. O praticante aprende a ser mais carinhoso e extrovertido em sã consciência. Ora, a expansão da consciência é a meta do Yôga, e cada gota de álcool é um pequeno passo rumo à inconsciência. Quem leva o Yôga a sério, quer exatamente o oposto dessa redução da lucidez, evitando também qualquer substância nociva ao seu organismo e prejudicial ao bom funcionamento de seu cérebro. O praticante do Método DeRose sabe que o importante na vida é ser feliz, e põe isso em prática muito bem. Poucas pessoas sabem, contudo, que essa felicidade é viável sem ter que prejudicar o corpo e sem ter que ser um maria-vai-com-as-outras nas rodas de conversa com álcool.

Extroversão e carinho com consciência é uma felicidade viável

Extroversão e carinho sem uma gota de álcool é uma felicidade viável.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga.

Foto de um DeRose Festival repleto de gente bonita, alegre, de cara saudavelmente limpa.

Além do mais, preciso confessar, nas festas de público diversificado em que compareço, geralmente acham que eu sou quem mais bebeu, e alguns não acreditam que eu esteja de cara limpa. Abaixo, um belo registro feito numa festa de aniversário da minha querida amiga Paula Moreira.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu. A Paulinha está de princesa e eu de Rambo Serelepe. "Enche o copo de Guaraná, garçom!!!"

Sary Agosto 5, 2009 | 04:04 pm

Alma-gêmea é um conceito romântico e bonitinho, mas que não existe, na verdade. Ele faz parte dos contos de fada e das novelas que sempre terminam em casamento. Faz parte da fantasia social. Somos hoje 7 bilhões de personalidades transitando pelo mapa-mundi com grandes sonhos, pequenos hobbies e desejos carnais. O par perfeito é qualquer um que suprir pelo menos dois desses três itens. Se você conseguir combinar em tudo, melhor ainda! Você estaria amando a sua personalidade-gêmea, com certeza. Contudo, isso não garantiria felicidade, já que ela não é responsabilidade de nenhuma outra pessoa a não ser você mesmo – mas isso é assunto para um outro dia.

  • Pequenos hábitos: filmes, música, culinária, esportes, lar, estudos…
  • Grandes metas: investir na carreira, cuidar da comunidade, gerenciar organizações, ajudar crianças cegas no Tibet, etc.
  • Desejos carnais: trocar carinho, abraços, conversas aconchegantes, sair juntos, andar de mãos dadas, dar beijos, transar, etc. – achou que era só transar, não achou?

Não há alma-gêmea, mas há uma infinidade de possibilidades de relacionamentos afetivos maravilhosos. Há parceiros em potencial por todo lugar com os quais você pode se divertir ao compartilhar pequenos hobbies, ou grandes sonhos, sejam eles altruístas ou não, e ainda satisfazer desejos carnais. Tem casais que se unem apenas pelo apetite sexual, sem ter pequenos hábitos em comum e muito menos os grandes sonhos ou metas de vida. Duram pouco, de fato. Quando o pior acontece, se casam por pressão de família e sociedade e acabam por ter uma vida incompleta. Você já viu algum casal assim, pois eles não são nada raros.

Eu encontrei uma garota muito especial, com quem compartilho cada vez mais todos os itens possíveis de um relacionamento, e ainda venho desenvolvendo um outro fator importante que não mencionei anteriormente, que é o de compartilhar existência. Essa expressão é tão forte que merece o artigo especial que será lançado futuramente.

Sarita, a Sary, é essa amável e amada garota com quem compartilho minha vida, e que esteve de aniversário no último 1º de agosto. Parabéns a você, princesinha!*

No Canadá

Sary e seu sorriso contagiante no Canadá.

Te amo.

* Sara, do hebraico, significa A princesa. Sarita é o diminutivo de Sara, logo, significa princesinha. Lindo, não?

ps.: meu amigo Marco Carvalho lembrou-me do significado de Sara em sânscrito: essência! Uau….

Alimentação natural Julho 19, 2009 | 09:34 pm

De tão mencionada, acho interessante escrever sobre ela: a alimentação natural. O que é isso? Evite o termo natural, pois num sentido amplo não quer dizer muita coisa. Afinal, se tudo está na natureza, tudo é natural! Logo, até refrigerante e algodão-doce passam a ser natural. Mas para começarmos a estabelecer critérios, vamos procurar manter o conceito de natural dentro da seguinte definição: alimento natural é o que está sendo oferecido pela natureza e não passa por processos de transformações.

Com essa definição, vamos começar a desenvolver as possibilidades. Quanto mais longe da definição, menos natural o alimento é. Portanto, temos em primeira instância todas as frutas e seus sucos, e a preciosíssima água. Além de castanhas e nozes. Essa é a nossa alimentação ideal, que encontramos diretamente na Natureza sem precisar fazer nada: só levar à boca! Mas quem conseguiria alimentar-se apenas assim? Um amigo meu de Pelotas faz isso de tempos em tempos: ele já chegou a ficar quatro meses alimentando-se só com frutas (algumas secas), bananas-passa e nozes. Ele manteve musculatura definida e pele bronzeada, com práticas de Yôga bastante fortes. Apesar da nutrição ser perfeita, há um fortíssimo ônus a ser pago: a perda do convívio social. O principal obstáculo para essa alimentação é enfrentar o desajuste social e a saudade psicológica de uma comida mais quentinha que estamos tão acostumados a comer. Por isso, o ideal para nós, hoje, não é ficar nesse item, mas sim cultivá-lo bastante.

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Em segunda colocação, vêm os vegetais, hortaliças – legumes, verduras, raízes, que não exigem grandes processos para serem ingeridos por nós: muitos já estão comestíveis, como a cenoura (quem nunca comeu cenoura estilo o coelho Pernalonga?) e outros só precisam de uma leve aquecida ou água fervida por cima para ficarem mais al dente e para eliminar possíveis bactérias. É importante aprender o método simples de lavagem para eliminar os agrotóxicos. Colocarei este método num próximo post. O crudivorismo geralmente fica nesse item, pois os alimentos são ingeridos praticamente crus. Sopas são a concessão máxima, desde que não cozinhe os alimentos, só dê uma aquecidinha gostosa.

Ao lado da segunda colocação, mas um pouquinho mais atrás, em terceira, vêm toda a alquimia possível entre os dois primeiros itens, acrescidos de fogo (fazendo pães e massas em geral com a utilização de trigo e cereais). Então temos pratos de forno e fogão, quentinhos, apimentados, condimentados (com orégano, manjericão, curry, açafrão, cominho, cardamomo, páprica e muito mais) coloridos e gostosíssimos, e estritamente vegans! Podemos convencionar que doces já são possíveis – mesmo com o açúcar refinado. O açúcar refinado não é vilão, apenas precisa ser usado muito moderadamente. Cuidado com a paixão pelo açúcar mascavo; não se transforme em um naturéba! Aqui temos feijoadas, arrozes, lentilhas e todos os grãos em pratos quentinhos e bem preparados, temos muitas tortas e belos pratos de forno, além de mencionar os milhares de preparos possíveis com legumes. Milhares mesmo!

Coma esta delícia! Mas procure reduzí-la.

Coma esta delícia! Apenas procure reduzí-la.

Na quarta colocação, acrescentamos o envolvimento animal (e não o comprometimento), e isso nos dá o leite, geralmente da vaca, que utilizamos para fazer manteiga, diversos queijos, coalhada, etc; e ainda temos o mel das abelhas. Esses ingredientes chegam para aumentar a quantidade de possibilidades culinárias, e aí já temos o iogurte, a pizza e seu queijo, o chocolate, e muito, muito mais. Cuidado com o tofú e a ricota: não se transforme em um naturéba! Coma provolone, gouda e gorgonzola, e seja feliz. Este é o ponto ideal para cultivar muito, como hábito principal. Aqui, você terá pizzas, lasanhas, macarronadas, tortas, pastelões, quiches, strogonoffs e, nossa, muito mais.. principalmente se combinar com os pratos possíveis do item anterior.

Pertinho da quarta fileira, vem o ovo como quinto colocado. Seja de galinha ou outro bichinho, o ovo é um caso à parte, pois diferentemente do mel e do leite, ele se tornará um animal caso não haja interferência na chocação. Daí muitos vegetarianos reduzirem ou simplesmente perderem o interesse pelo ovo. Eu reduzo muito e evito quase sempre; quando como ovos, eles são de colonia, e jamais ovos de granja!

Agora, para simplificar, vamos colocar na sexta colocação todos os níveis e subníveis de alimentos processados que não inserem comprometimento animal (em que o animal precisa ser morto para oferecer o alimento). Aqui temos de tudo, como batata-frita, refrigerante e bolachinha recheada. Mergulhe no sexto nível sempre que quiser, mas procure ficar nas primeiras quatro ou cinco etapas deste artigo. Assim, você se manterá como um forte e saudável vegetariano.

Quino

"Era tão bonitinha quando pequena, gordinha como eu!" - desabafa a mãe.

Abaixo, fora dessa lista, no fundo do poço, no rodapé da página, na milésima colocação dos quintos dos infernos, vem o comprometimento animal, que abrange carnes, gorduras (banhas), tripas, caldos e sangue dos bichos. Acha que entendeu algo errado, amigo leitor? Não, é isso mesmo: há quem coma sangue coagulado, chamado murcilha ou murcia. Chouriço de porco e outras aberrações culinárias são dignas de civilizações sub-bárbaras. Algumas coisas estão mascaradas como finas e requintadas, como o foie gras – o prato tradicional da França que consiste em um fígado de pato desenvolvido desumana e artificialmente para ser gigantesco e render dinheiro nos cofres da indústria.

Nesse nível caótico, encontra-se o famoso “sanduíche natural“, com beterraba ralada, atum, frango e peito de peru.

Eu, Einstein, Schopenhauer, Voltaire, Isaac Newton, Steve Jobs e Éder Jofre convidamos você a tomar a decisão mais sábia da sua vida: tornar-se vegetariano! Experimente, pague para ver: você vai nos agradecer um dia. Leia os outros textos e artigos relacionados a este assunto.

Um forte abraço vegetariano!

Apresentação de coreografia do Método DeRose pelo instrutor Arthur Costi, no Fest-Yôga Florianópolis 2009. Vegetarianismo. Vegetus - forte, vigoroso. O vegetariano é colega alimentar do búfalo, bisonte, rinoceronte, hipopótamo, cavalo, touro e do poderoso gorila. Forte como todos, saudável como sempre.

Otimismo realista: taça meio cheia e pés no chão Junho 25, 2009 | 03:27 pm

Beba água mineral em taça de cristal.
(frase inspirada em história de DeRose)

Feliz porque o copo está meio cheio, mas de olho na jarra para encher mais.

Feliz porque a taça está meio cheia, mas de olho na jarra para encher mais.

Duvide quando alguém diz: “não estou sendo pessimista, só estou sendo realista“, pois isso será, em 99% das vezes, um mero pretexto que o interlocutor utilizará para justificar suas palavras promotoras de desânimo. Toda vez que alguém se posiciona em relação a um fato está tendendo ou ao otimismo ou ao pessimismo. Ser realista seria comportar-se tal e qual o ideal romântico de um jornalista profissional: imparcialmente, contentando-se em descrever os fatos sem provocar um pio de parcialidade, não podendo sequer utilizar os subterfúgios de insinuação que só a artística sutileza da língua portuguesa permite.

O otimismo, embora seja muito querido, possui uma falha: falta o pé no chão. Vejamos como funciona:

Pessimismo – “A taça está meio vazia” – toma uma posição e só vê um lado. Só um olho aberto.
Otimismo – “A taça está meio cheia” – toma uma posição e também só vê um lado. Só um olho aberto.
Realismo – “A taça está meio vazia e meia cheia” – não toma posição, olha aos dois lados: é o fato em si. Olhos abertos.

Nesse ponto, tanto o otimista quando o pessimista ignoram o outro lado da história. A melhor atitude, então, é o otimismo realista: embora você saiba que a taça está meio vazia, fica contente porque está meio cheia. Vive feliz e de olhos abertos.

Comportando-se desta forma, você cultivará uma das dez normas éticas do Yôga: santôsha, o contentamento.

O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações. O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade. Preceito moderador: A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.

Este foi um trecho sobre santôsha extraído do Código de Ética do Yôga (Yamas e Niyamas), elaborado pelo Mestre DeRose baseado no Yôga Sútra de Pátañjali. São dez as normas éticas milenares do Yôga. Seguí-las não é um ato de obediência, pois não são leis: é um ato de sabedoria, pois são dispositivos que conferem poder sobre si próprio. Falarei mais sobre elas num próximo post.

Mudanças para mim e para a Meg Junho 12, 2009 | 04:07 pm

Dentro de poucos dias realizarei uma mudança de casa, e isso sempre toma tempo antes, durante e depois. Não bastasse a mudança de casa, ainda passarei por uma separação: Meg, minha cachorrinha, não poderá ficar conosco – eu e Sary – no apartamento, pois seria inviável. Criar uma cachorrinha desde muy pequenina e depois ter que separar-se dela não é mole. É duro para mim, mas considero uma mudança ainda maior para ela, cachorrinha, com uma natureza geneticamente arraigada de matilha. Quem tem um cãozinho sabe: onde você vai, ele vai; seja para ir até a esquina ou para dar um salto nas Cataratas do Niágara. O mundo pode estar caindo e a chuva pode ser de canivetes: se você está bem e está por perto, então tudo está bem. Lealdade é mesmo uma virtude muito nobre. Basta eu refletir e me lembrar desta característica da Meg e pronto, a situação se inverte e a separação começa a ser pior para mim do que para ela, pois essas características são fortes, belas e comoventes, a ponto de me fazer chorar as pitangas.

A vida é uma sucessão de experiências – para mim, para você, para todos… e para a Meg. Que ela tenha as suas, sem mim por perto, e que seja uma cachorrinha muito feliz, doce Meg.

Lealdade

Não há nada mais lindo que ser leal. Leal quando todos os demais já deixaram de sê-lo. Leal quando todas as evidências apontam contra o seu ente querido, pessoa amada, colega ou companheiro, mas você não teme comprometer-se e mantém-se leal até o fim.
Realmente, não há nada mais nobre que a lealdade, especialmente numa época em que tão poucos preservam essa virtude.

DeRose

Documentário “A carne é fraca” sobre vegetarianismo, do Instituto Nina Rosa Maio 26, 2009 | 04:24 am

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A carne é fraca é um documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente. Conta com a participação dos seguintes entrevistados:

  • Éder Jofre, ex-pugilista Campeão Mundial dos Pesos-Galo;
  • Dagomir Marquezi, escritor e jornalista;
  • Washington Novaes, ambientalista, escritor e jornalista;
  • Dr. Marcio Bontempo, médico, escritor, consultor científico, presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional;
  • Christian Guy Caubet, Prof. Dr. Titular do departamento de Direito da UFSC;
  • Entre outros…

É um documentário que eu catalogo como fofinho, pois a voz da Nina Rosa deixa o tom mais meigo, e as gravações nem se comparam, em grau de choque, com o poderoso Earthlings (Terráqueos), narrado pelo ator vegetariano Joaquin Phoenix.

“Não devia ter comido aquela maçã” Maio 26, 2009 | 03:52 am

Trecho retirado do hipotético livro Vegetarianismo às avessas

Certa vez, uma estimada pessoa se queixou que estava com dor de barriga. Perguntei o que ela havia comido, e ela respondeu mencionando salame, murcilha, linguiça e uma maçã. E concluiu: “acho que não devia ter comido aquela maçã“.

O ser humano é carnívoro ou vegetariano? Maio 20, 2009 | 03:06 pm

Dia desses, um velhinho notoriamente teísta falou para mim que todos os alimentos que vem diretamente de Deus (ele quis dizer que são produzidos pela natureza, pela terra) são alimentos de vida, e todos os alimentos que receberam a interferência do homem são de morte. Vejamos: a melancia eu posso comer diretamente, bem como toda fruta; eu também posso comer diretamente a cenoura, que é uma raiz, bem como várias raízes, leguminosas e hortaliças. Agora, a vaca eu não consigo comer diretamente. Não é da minha natureza! Não tenho garras e dentes para matar, nem estômago e intestinos compatíveis para digerir. Nem eu, nem toda a raça humana. Ela precisa passar por um rígido cozimento ou assadura, e muito sal, a fim de estar mais apta ao paladar, e precisa ser ingerida apenas nas partes mais tenras para que seja mastigável pelo humanóide. Isso que é alimento de morte, hein! Será que o velhinho era vegetariano? Ou será que ele é mais um adepto do diga uma coisa e faça outra? Eu sou de ir a fundo e revelar a sujeira do tapete comportamental, mas as circunstâncias me imploravam para deixar esta dúvida passar.

Abaixo, uma pequena animação também muito enriquecedora sobre a alimentação do ser humano. Afinal, nós somos carnívoros ou não? Não.


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