Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

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A memória do boi no matadouro Junho 6, 2010 | 09:36 pm

O post original é de Lawrence Estivalet, extraído do blog pelotense Defensores dos Direitos Animais. O negrito no último parágrafo é por minha conta.

“Um etólogo (psicólogo de animais) examinou a memória de um boi, que após dois anos não havia esquecido o que havia visto no matadouro.

O psicólogo de animais Patfield comprou um bezerro e um boi em um matadouro em Chicago. Antes, havia combinado que ambos os animais fossem “presenciar” a matança de 150 bois. Em seguida, foram colocados em um caminhão e levados para um pasto com estábulo, que Patfield havia alugado. Patfield conseguiu que cinco abatedores que trabalharam no matadouro de Chicago fossem mostrados, seguidamente, ao bezerro e ao boi durante a matança. Ao longo de dois anos seguintes, os dois animais adquiridos do matadouro não tornaram a ver os abatedores.

Enquanto o boi ficou sozinho, o bezerro foi incorporado, após um ano, a um rebanho. Antes, Patfield lhe havia feito grandes marcas nas orelhas.

Após dois anos, o etólogo convidou os abatedores e os levou de carro até o pasto, onde o boi calmamente estava deitado na relva. Quando os homens desceram do carro, o boi se espantou. Levou apenas 12 segundos. Em seguida, enfureceu-se, devastou o estábulo e jogou-se contra a cerca alta e forte de arame, onde caiu ferido. Ele gemia e urrava de medo, ao ver os homens se aproximarem.

No rebanho (no pasto), o bezerro marcado foi o único que fugiu quando se aproximaram os cinco homens que estavam gravados em sua memória. Ele desembestou em pânico. Esperaram, de propósito, 24 horas para procurar o animal. A equipe de busca encontrou o bezerro após cinco dias, a uma distância de 190 km, onde havia se juntado a um rebanho estranho. Havia perdido 55 kg do seu peso.”

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Fonte (source): Informationskreis gegen
Tierversuche, Konstanz, Suíça

Sem mais por hoje.

O melhor mesmo é não beber. Março 10, 2010 | 08:08 am

O melhor mesmo é não beber uma gota sequer.

Sua consciência merece estar lúcida o tempo todo e seu corpo merece essa desintoxicação.

O melhor mesmo é não beber uma gota sequer

O melhor mesmo é não beber uma gota sequer

Christian, o leão Dezembro 19, 2009 | 02:30 pm

Mais um exemplo de sentimento animal. É um vídeo emocionante para curtir bem o Natal, insuflado de amor, sensorialidade e respeito a todos seres -- de duas ou de quatro patinhas.

Conservadorismo e banalização do sexo Outubro 7, 2009 | 08:08 am

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Na prática, conservadorismo acaba por ser um eufemismo para comportamento repressor. Sendo desse modo, declaro que sou contra o conservadorismo de qualquer tipo, em qualquer assunto e sobre qualquer instância. Ora, o maior patrimônio do ser humano é a liberdade – liberdade de ir e vir, de escolher o que bem entender e fazer o que quiser, desde que não prejudique ninguém; e não há maior crime do que ter nossa liberdade reprimida e violentada, em qualquer nível de atividade. Ser conservador no sexo é ser repressor e reprimir a liberdade dos outros de fazer o que quiserem. Não devemos ser conservadores: esse comportamento é uma praga! Mas, sobre o sexo, será que devemos banalizá-lo, então? Depende do que entendemos por banalizar algo. Se o entendimento for “tornar o sexo normal”, então, por favor, banalizemos o sexo, pois não há ato natural mais lindo, prazeroso e normal do que a conexão entre dois seres em suas vestes carnais. Por outro lado, se banalizar trouxer o entendimento de “vulgarizar”, então jamais façamos isto! Nesse significado, não devemos banalizar o sexo, assim como não devemos cometer tal falha com a alimentação, com a conversa entre amigos, ou com o cotidiano, pois todas as circunstâncias de nossas vidas devem ser vivenciadas com amor e sentimento dignos de uma valorização do tempo que conferimos a elas. Dito tudo isto, se o leitor me permitir expor meu conceito, devo informar que vulgarismo é uma atitude, um estado de espírito que consiste em subtrair sentimentos nobres de atos afetivos, tornando-os ocos, bem como em praticar convívio social gerando desconforto nas pessoas ao seu redor.

A mola do comportamento no contexto histórico

O comportamento é como uma mola: quando mais pressionado e reprimido, maior será a força que terá quando for solto. Não são os adolescentes intensamente homofóbicos que se tornam homossexuais aos 40? Durante os últimos tempos, sofremos uma repressão sexual que só nas últimas décadas começou a se atenuar. Parte disso é devido ao enfraquecimento da religião e das crenças. Mas o resultado da liberação comportamental foi a mola dando um salto para o ar, gerando o comportamento oposto, num nível que ultrapassou a liberdade e entrou na libertinagem. Confundimos liberdade com banalização, embalados sob músicas realmente vulgares. A mola comportamental social ainda está em fase de aquietação e aos poucos vamos descobrindo que sexo é ótimo, falar de sexo é bom também, e que podemos torná-lo normal e, ao mesmo tempo, valorizá-lo muito. Nesse interím, a libertinagem vai dando pano para a manga dos conservadores, que dizem: “isso que dá os jovens não irem à igreja…“.

Um exemplo de repressão

Ainda sobre o assunto repressão, lembro-me de quando ouvi o depoimento de uma querida amiga que foi acompanhada de suas friends à beira de uma praia de nudismo, numa distância em que era possível observar (pessoas nuas) sem sair do carro. Em certo momento, todas enxergaram um grupo de homens despidos conversando, e logo o sangue subiu às faces de todas, a garganta apertou a voz, os pelos (de todas) arrepiaram-se nas peles enrubescidas, e uma delas solta uma ofensa bastante nervosa, aleatória e completamente descabida: “é gay, é gay, é tudo gay!!“. Como todas estavam à ponto de bala, numa autorepressão muito forte, a sequência foi um bando de mulheres dentro de um carro repetindo a expressão feito caturritas atônitas, para talvez tentar mascarar a incapacidade de observarem com simplicidade um grupo de seres humanos tal e qual vieram ao mundo. Esse é um belo exemplo de quando a repressão encontra a liberdade: a repressão teme a liberdade – por isso mesmo a maltrata, agride, ofende e prende.

Ser libertário e não julgar

A concepção de um mundo perfeito consistem em chegar à conclusão de que a liberdade é o nosso bem mais precioso e que devemos preservá-la, cultivá-la e vivenciá-la muito, custe o que custar. Você pode ser libertário ou repressor consigo mesmo – pois você tem essa liberdade, mas seja, acima de tudo, libertário com os outros. Não julgue sob nenhum pretexto os outros. Não julgue aquele que ama alguém do mesmo sexo. O que você tem com isso? Não importa se homem e mulher são o casal perfeito no encaixe natural do quebra-cabeça, amor é amor e está acima da dualidade sexual: está entre essências. Tampouco julgue aquela pessoa que se relaciona com duas outras simultaneamente, mesmo que você não compreenda como é possível fazer isso sem traição e com verdadeiro amor e afeto. Ao julgar outra pessoa dessa maneira, você declara abertamente que está com repressão armazenada em seus condicionamentos comportamentais. Seja desrepressor consigo mesmo e com os outros. Não julgue. Seja libertário, com maturidade, respeito e disciplina. Este é o meu convite.

Vinho, o álcool tradicional mantido pela sofisticação Agosto 8, 2009 | 08:08 am

Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do teatro, mas não enxerga o que acontece nos bastidores. É assim que se mantêm as tradições das touradas na Espanha, do churrasco no Rio Grande do Sul, da farra do boi em Santa Catarina, do espancamento e mutilações dos muçulmanos para homenagear o neto do profeta Maomé, Husayn ibn Ali. Até mesmo a tradição da saudação através de cuspe presente na tribo Masai. Tradições se mantêm, mesmo que não sejam lógicas, agradáveis, inteligentes e conscientes.

Quanto menos sensata for a tradição, mais artificialmente colorida ela será, a fim de causar uma boa imagem. Você já percebeu isso?

A boa imagem do vinho

Isso é sszuper (hic) refiñado..

Issso é sszzuper refiñaado.. (hic)

O vinho. Quase todos têm uma boa imagem do vinho, e como não ter? Só ouvimos falar bem dele, que faz bem para o coração e por aí vai. Há profissionais que recomendam uma ingestão frequente e todos conhecem pelo menos um vivente que beba uma taça diária. Algumas vezes, ao mencionar que o Yôga recomenda a abstinência alcoólica, sou interrogado: – “Mas, e o vinho? Ele não é bom?” Permita-me ser direto: não! Vinho é uva + álcool, simplificando bastante. Pegue todos os benefícios do vinho e todos os benefícios do sumo de uva e constate que são iguais. Por que será? Isso é porque o bom do vinho são as propriedades da fruta e nada mais. Tire o álcool dessa bebida, e você terá um belo suco, super nutritivo e ainda mais saudável, já que não possuirá o efeito maléfico de redução da consciência e intoxicação proporcionado pelo álcool. Ah, e o suco de uva não dá dor de cabeça!

Veja a seguir um trecho de um artigo sobre os benefícios do vinho:

Observou-se que a reatividade dos vasos sangüíneos melhorava nestes voluntários, tanto com o vinho como com o suco de uva. Os achados, sugerem que os flavanóides da casca da uva, encontrados tanto no vinho como no suco da uva, seriam os responsáveis por tais bebefícios.
http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957

É tão complicado entender essa simplicidade? Não precisa ser PhD para perceber isso.

O vinho é tão bem visto porque fazem uma forte campanha para sua boa imagem, cheia de pompa e sofisticação. Os garçons o servem com rituais repletos de majestade, utilizando parafernalhas vinícolas dignas de Realeza, enquanto servem a preciosa água em copos simplórios, talvez de requeijão. Entrei num famoso portal de comércio eletrônico e adivinhe o que havia na seção “presentes sofisticados“? Além de vários relógios e itens aleatórios, todo o resto da página estava preenchido com acessórios referentes ao vinho. Está muito clara a ligação feita entre essa bebida e o requinte. E, é claro, isso só está assim porque nós mantemos essa tradição.

Não há motivos para colocar o vinho num pedestal. Isso é lavagem cerebral. Remova o álcool e aprecie o sagrado sumo da uva, manuseando-o com a mesma pompa e circunstância, e sorvendo-o numa linda taça de cristal.

Beber para se soltar

Há quem beba para se soltar, um pouco, muito, ou para soltar a franga de vez. É compreensível essa atitude dentro de uma cultura repressora como a nossa. Vivemos trancados em nós mesmos, segurando desejos e sentimentos constantemente. Algumas pessoas colocam em suas cabeças que precisam beber um pouco para conseguir conversar melhor. Ora, que enorme declaração de personalidade fraca! Comunicação social é o mínimo que todos nós deveríamos praticar, jamais precisando de uma bebida com álcool para isso. Aliás, toda vez que alguém vem falar comigo com aquele hálito-espanta-tubarão do vinho ou cerveja, eu já desconverso e me abstenho da frustração desse contato: ou meu interlocutor não entenderá minhas palavras, ou esquecerá boa parte do que eu falar. Isso se eu não testemunhar outros sintomas do álcool, tais como falar bobagens, ser inconveniente, ser teimoso, xingar, ofender e envergonhar alguém em público, envergonhar-se em público, paquerar invadindo o espaço vital da vítima, tirar a roupa para fazer um humilhante strip-tease, cair no chão deixando muita coisa à mostra, vomitar, etc.

Quem pratica a Nossa Cultura com dedicação, conhece e vivencia a filosofia Shakta, desrepressora. Assim, solta-se sem precisar de substâncias para isso, sejam elas lícitas ou não. O shakta e a shaktí aprendem a ser mais carinhosos e extrovertidos em sã consciência. Ora, a expansão da consciência é a meta do Yôga, e cada gota de álcool é um pequeno passo rumo à inconsciência. Quem leva o Yôga a sério, quer exatamente o oposto dessa redução da lucidez, evitando também qualquer substância nociva ao seu organismo e prejudicial ao bom funcionamento de seu cérebro. O praticante do Yôga Antigo sabe que o importante na vida é ser feliz e faz isso muito bem. Poucas pessoas sabem, contudo, que essa felicidade é viável sem ter que prejudicar o corpo ou sem ser um maria-vai-com-as-outras nas rodas de conversa.

Extroversão e carinho com consciência é uma felicidade viável

Extroversão e carinho sem uma gota de álcool é uma felicidade viável.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga repleto de gente bonita, alegre, de cara limpa, saudável e descomplicada.

Além do mais, preciso confessar, nas festas de público diversificado em que compareço, geralmente acham que eu sou quem mais bebeu, e alguns não acreditam que eu esteja de cara limpa. Abaixo, um belo registro feito numa festa de aniversário da minha querida amiga Paula Moreira.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu. A Paulinha está de princesa e eu de Rambo Serelepe. "Enche o copo de Guaraná, garçom!!! Com laranja, por favor."

Sary Agosto 5, 2009 | 04:04 pm

Alma-gêmea é um conceito romântico e bonitinho, mas que não existe, na verdade. Ele faz parte dos contos de fada e das novelas que sempre terminam em casamento. Faz parte da fantasia social. Somos hoje 7 bilhões de personalidades transitando pelo mapa-mundi com grandes sonhos, pequenos hobbies e desejos carnais. O par perfeito é qualquer um que suprir pelo menos dois desses três itens. Se você conseguir combinar em tudo, melhor ainda! Você estaria amando a sua personalidade-gêmea, com certeza. Contudo, isso não garantiria felicidade, já que ela não é responsabilidade de nenhuma outra pessoa a não ser você mesmo – mas isso é assunto para um outro dia.

  • Pequenos hábitos: filmes, música, culinária, esportes, lar, estudos…
  • Grandes metas: investir na carreira, cuidar da comunidade, gerenciar organizações, ajudar crianças cegas no Tibet, etc.
  • Desejos carnais: trocar carinho, abraços, conversas aconchegantes, sair juntos, andar de mãos dadas, dar beijos, transar, etc. – achou que era só transar, não achou?

Não há alma-gêmea, mas há uma infinidade de possibilidades de relacionamentos afetivos maravilhosos. Há parceiros em potencial por todo lugar com os quais você pode se divertir ao compartilhar pequenos hobbies, ou grandes sonhos, sejam eles altruístas ou não, e ainda satisfazer desejos carnais. Tem casais que se unem apenas pelo apetite sexual, sem ter pequenos hábitos em comum e muito menos os grandes sonhos ou metas de vida. Duram pouco, de fato. Quando o pior acontece, se casam por pressão de família e sociedade e acabam por ter uma vida incompleta. Você já viu algum casal assim, pois eles não são nada raros.

Eu encontrei uma garota muito especial, com quem compartilho cada vez mais todos os itens possíveis de um relacionamento, e ainda venho desenvolvendo um outro fator importante que não mencionei anteriormente, que é o de compartilhar existência. Essa expressão é tão forte que merece o artigo especial que será lançado futuramente.

Sarita, a Sary, é essa amável e amada garota com quem compartilho minha vida, e que esteve de aniversário no último 1º de agosto. Parabéns a você, princesinha!*

No Canadá

Sary e seu sorriso contagiante no Canadá.

Te amo.

* Sara, do hebraico, significa A princesa. Sarita é o diminutivo de Sara, logo, significa princesinha. Lindo, não?

ps.: meu amigo Marco Carvalho lembrou-me do significado de Sara em sânscrito: essência! Uau….


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