Alexandre Montagna

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A crença em Deus e o retrocesso estadunidense Março 7, 2010 | 10:08 am

Saiu hoje às 7h da manhã no G1: Inimigos de Darwin nos EUA agora atacam também o aquecimento global, no link http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1517447-5603,00.html.

Escreverei o post baseando-me no fato de que você leu o texto do link :)

Não é mais surpresa para mim perceber que os Estados Unidos estão infestados com maçãs estragadas. Maçãs estas que já vêm cheirando mal desde a simbólica árvore do Jardim do Éden, mencionada no livro de contos-de-fada chamado Bíblia. Estes frutos podres querem impregnar a educação e a ciência com seus sumos azedos da crença. Urge a necessidade de alguém limpar a árvore e quebrar esses galhos. Vale lembrar, claro, que isso não é tragédia exclusiva estadunidense. Também temos aqui nossas maçãs passadas. Entretanto, acredite, lá nos States a coisa demonstra estar bem pior.

A crença cria cegueira e ignorância mental. E não estamos falando da crença dos outros, e sim de toda e qualquer crença. Estas reações dos religiosos yankees são consequência natural por tomar como verdade fatos sem embasamento algum, como o “fato” de que um velho de barbas brancas criou o mundo e a Terra é o centro do Universo. Pode uma coisa dessas? Tanto pode como tem gente que crê nesse geocentrismo estapafúrdio remanescente da Idade Medieval (Era das Trevas.. Era da Ignorância) e quer obrigar mundo e meio a acreditar nisso também. É sempre assim.. “creia no que eu creio”. Aquele lance de “respeite a crença dos outros” só é dito pelas crenças menos expressivas. Quando a coisa ganha volume e poder, já passa a receber um tom de império e proliferação, com campanhas para converter ovelhas e queimar infiéis. Ninguém quer admitir o quão insensato é considerar que a Bíblia é a verdade suprema, mas o Corão não, ou o Torá, ou o Bhagavad Gítá, e etc. Cada religião elege a sua verdade. Sabe qual delas está correta? Chuta…

Enquanto houver crença, não haverá verdade alguma.

Para os não-religiosos, ateus, agnósticos, seculares ou simplesmente lúcidos (acabei de envolver aqui 99,9% dos cientistas, matemáticos, físico, filósofos de grande renome que transformaram o mundo), não há muita diferença entre um cristão comum e um homem-bomba muçulmano. Enquanto uns jogam bombas, outros tentam persuadir políticos a inserirem nos livros escolares a crença do criacionismo em nível de igualdade com o conhecimento da evolução das espécies. Há uma pequena diferença de grau, mas a farinha da ignorância está toda no mesmo saco crente. E para a parcela lúcida da humanidade, isso é mesmo um saco!

Textículo de Krauss Março 6, 2010 | 03:49 pm

Eis abaixo um pequeno texto de Lawrence Krauss:

Lawrence-Krauss-stardust-blog-Alexandre-Montagna
“Todos os átomos do seu corpo vieram de uma estrela que explodiu. E os átomos na sua mão esquerda provavelmente vieram de uma estrela diferente dos átomos de sua mão direita. É, realmente, a coisa mais poética que eu sei sobre física: você é completamente poeira das estrelas. Você não poderia estar aqui se as estrelas não tivessem explodido, porque os elementos – carbono, nitrogênio, oxigênio, ferro, todas as coisas que importam para a evolução e para a vida – não foram criadas no início dos tempos. Elas foram criadas nas fornadas nucleares das estrelas, e a única maneira para que elas tenham chegado no seu corpo é se aquelas estrelas foram gentis o suficiente para explodirem. Então, esqueça Jesus. As estrelas morreram para que você pudesse estar aqui hoje.”

Lawrence Krauss

Lawrence, 55 anos, é um físico estadunidense que ficou famoso ao sugerir que a chave para entender o surgimento do Universo é um tipo de matéria impossível de detectar da Terra, conhecida como matéria escura. Ele também se dedica a combater a aproximação entre ciência e religião e está em campanha contra o criacionismo, que contesta a teoria da evolução de Darwin (sim, em pleno século XXI ainda há criacionistas perambulando por aí). Sobre esse assunto, Krauss já manifestou sua preocupação até em uma carta aberta enviada ao papa em 2005.

Os créditos da fonte deste texto já estão apagados pelo tempo, talvez tenha sido compartilhado pelo @Alessandro_M, que tuíta muita coisa interessante, ou por um dos blogs agnósticos cujo feed RSS eu assino.

Meu complexo e poderoso ego Janeiro 10, 2010 | 08:08 am

Meu ego, complexo e poderoso.
Máscara transitória que veicula meus comandos, quais são os limites em que te encerras?
Eu te influencio ou me influencias tu?
Majestoso cavalo, que anseia por galopar por todas as terras,
se eu não adestrar tuas pernas, me conduzes tu.
Colocar-te-ei no devido altar, digno de príncipe, abaixo do Rei.
Eu Sou acima de ti, e a ti ensino. Estamos muito perto.
Silencia-te quando quero, e assim me liberto.

Montagna

Ilusão de ótica – O giro da bailarina Janeiro 10, 2010 | 01:08 am

O que você vê, quando vê, é a realidade? As coisas são obviamente como você enxerga?

Sente-se, contemple e me responda: para que lado a bailarina está girando?

bailarina-ilusao-otica-blog-alexandre-montagna

Tem certeza? Chame alguém ao seu lado e logo começarão as discórdias da humanidade.

Aula de biologia com evolução das espécies e recombinação gênica Dezembro 14, 2009 | 08:08 am

Via Bule Voador.

Uma grande diferença entre mitologia e religião Dezembro 13, 2009 | 06:08 pm

“Sobre o objeto de contemplação
sempre soube que uma diferença havia,
pois se você crer, é religião
mas se não crer, é mitologia.”
Alexandre Montagna

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Se crer, é religião. A mente se afunila; você toma como verdade acontecimentos infundados, sem evidências e cujo único sentido é o conforto emocional produzido pela crença.

Se não crer, é mitologia. A mente se expande; você aumenta sua cultura e sua percepção de mundo, pois, sob o prisma mitológico, as histórias geralmente proporcionam ensinamentos interessantes.

Basicamente, bastam as imagens para este post.

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Mitologia é o nome que damos às religiões dos outros.” (Joseph Campbell)


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