Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
Twitter Facebook Feed RSS Cultura e geral Sentir Saber Poder Nossa Cultura

Yôga não é para todo mundo

Por Alexandre Montagna, Quinta-feira, 24 Setembro 2009 | 15:52

A caminhada do Yôga pode ser resumida na palavra evolução. Para evoluir é preciso mudar, melhorar, aprimorar hábitos e condicionamentos. Isso inclui refinar hábitos alimentares e comportamentais, bem como ampliar o espectro da sutileza em todos os planos da existência. Se me permite acrescentar mais um ponto, penso que tratar com muito respeito o espaço vital dos outros seres vivos sobre a Terra é uma das principais evoluções que a filosofia preconiza. Analisando dessa forma, vemos que o Yôga não é para todo mundo. Muitos não querem saber de mudar coisa alguma e evoluir é um verbo que não aparece em seus dicionários. Aliás, geralmente quem não tem preparo cultural para praticar Yôga sequer tem um dicionário em casa. Se você não tem, não vá ficar zangado por vestir esse capuz! Reprograme suas sinapses cerebrais e, ao invés de zangar-se, comporte-se como um bom praticante do Método DeRose e me agradeça pelo incentivo para adquirir um majestoso exemplar Houaiss. Chamar dicionário de “amansa-burro” não é com a gente. Que absurdo! Como diz minha mãe, burro é quem não quer saber; o inteligente é sedento por conhecimento e vai atrás. Logo, dicionário é “amansa-inteligente“.

Tenho profunda convicção de que todas as pessoas do mundo podem realizar esta evolução, mas algumas estão muito aquém do que se espera de uma pessoa digna e sensível, e seria necessário despender muito tempo e energia para ajudá-las a abrir os olhos. Espero que você não seja assim. Espero que a semente da sede pela expansão da consciência e lucidez desabroche com força em você. Que você cultive carinho pela mudança e pelo seu aprimoramento pessoal. E juntos caminhemos na direção na qual a Humanidade, aos trancos e barrancos, apenas engatinha.

Artigos possivelmente relacionados:


12 respostas para “Yôga não é para todo mundo”

  1. Sarita Borges escreveu:

    Adorei!

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Te adoro!

    [Responder]

  2. Juliana escreveu:

    Este post está excelente!
    Beijos, bom findi!

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Excelente é presenciar tua frequência nas práticas e te receber por aqui, Ju. Beijinhos e até logo mais, em nossa aula das quartas.

    [Responder]

  3. Tânia Loureiro escreveu:

    Oi Alexandre,

    quero apenas dizer que o seu blog está muito bom. Este post está uma delicia e é mesmo assim como dizes, pois mudar dá muito trabalho, e deve ser por isso que a maioria das pessoas não tenta sequer.

    Felizmente que nós, amantes do Método DeRose, gostamos de nos refinar mais e mais.

    Um beijo de Portugal com muito SwáSthya!

    Tânia Loureiro

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Foi um deleite ler estas palavras, Tânia. Recebo com honra esta mensagem que me deixou muito bem. Feliz por conhecer esta nova amiga lusitana da Nossa Cultura, te deixo aqui um outro beijão carregado de alegria e SwáSthya!

    [Responder]

  4. Ozana escreveu:

    Parabéns, Ale, mais uma vez escreveste muito bem.
    Realmente, mudar é uma tarefa árdua, mas precisamos agir, afinal é movimento que nos trás melhorias e o método ajuda muitíssimo.

    Valeu, bjs
    Ozana

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Poisé, Ozana, sem ação, não há reação. Se não agir para mudar, não há como obter evolução alguma.
    O melhor é constatar tua progressiva identificação com o nosso Método.

    Um beijão!

    [Responder]

  5. Rômulo Justa escreveu:

    Grande Alexandre,

    Belo post, lúcido e pungente. Arrisco dizer que evolução é para todos sim, mas não qualquer evolução. A preconizada pela nossa cultura, sabemos, só vinga num público que já tenha certo grau de identificação. Isto é natural, nunca houve e duvido que um dia haverá qualquer consenso sobre que horizonte de ideiais a humanidade deve percorrer, esta salada de idéias, visões, opiniões e evoluções é característica de nossa espécie e da natureza como um todo.

    Mas isso não é desculpa para não lutarmos por nossos ideais!! Se tudo é um embate de opiniões distintas, sem uma Verdade Única que julgue e premie a melhor, lutemos para divulgar e agremiar pessoas epeciais a nossa egrégora, provando que, afinal, há sempre uma outra opinião…

    Grande abraço!

    Rômulo Justa

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Rômulo, teu comentário está tão bom que não quero complementar por ora. Sem dúvida, ele pode servir de comburente para um artigo inteiramente novo.
    Sinta-se sempre motivado e convidado a deixar seus valiosos comentários, amigo.
    Forte abraço!

    [Responder]

  6. Fernanda Bizzotto escreveu:

    Oi Alexandre!

    Alexandre, parece um tanto arrogante dizer que “não é para todo mundo”, porque parece um “não é para qualquer um”, sendo que ninguém é qualquer um, todo mundo é um, cada pessoa tem seu jeito de ser, de viver e descobrir seu momento certo para se descobrir e se tornar uma pessoa melhor. Acredito que alguns já tenham isso dentro de si, já estejam abertos e completamente identificados com Nossa Filosofia, pois está intrínseco na natureza destas pessoas, porém aquele outro que acha tudo isso muito estranho, distante da realidade dele ou que acha tudo “muito louco” não sabe que a natureza dele, lá no fundo, lá escondidinho, tem também essa Cultura, essa vontade de evoluir, só que ainda não sabe como fazer isso, não está desperto. Ser diferente, ser especial, é muito bom, melhor ainda quando se encontra um grupo de pessoas assim, por isso não podemos nos fechar em nosso mundo e achar que isso não é para todos, já que tem muita gente perdida por aí querendo nos encontrar e fazer parte disso tudo. Temos que pensar abertamente ao travar contato com alguém que aquela pessoa precisava te encontrar para sintonizar ou sentir afinidade por você e despertar dentro dela uma identificação com o Método.
    Curti seu post no face, foi interessante. Gostei também do que o Rômulo Justa escreveu. Gostei também da parte do burro hehe, “burro é aquele que não quer saber”…verdade isso. Burro não é aquele que não sabe, é aquele que não quer saber =). Eu pergunto muito sabia?! Estou há 3 meses no Método, mas sempre tive em mim um diferencial e dificuldade de me relacionar com as pessoas por causa disso. Depois que conheci um instrutor de SwáSthya na academia e fiquei interessada para saber melhor o que era o “DeRose”, me encontrei, encontrei pessoas como eu e logo fiz a matrícula na minha unidade e também no módulo filosófico. Pergunto muitas coisas porque a teoria eu ainda não sei muito bem, mas o que eu sinto e sempre senti, já facilita muito as coisas, coisas que não temos como explicar.

    Parabéns pelo blog! Eu quero ter um também para divulgar coisas boas =)

    Um beijo,
    Fernanda.

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Obrigado pelo seu comentário e suas opiniões, Fernanda. Espero que o tanto de arrogância que o texto porventura esteja expressando seja transformado em incentivo para que o leitor não queira se enquadrar na turma-dos-que-não-mudam. Desejo-lhe um grande crescimento no módulo filosófico. Venha mais vezes ao blog com mais destes seus simpáticos comentários. Beijão!

    [Responder]

Deixe seu comentário


Yôga em Movimento SwáSthya - A Cultura Livre pensar do Yôga Descubra por que o Yôga é 10 Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina Blog do Jojó Blog do DeRose Método DeRose / DeRose Method / Méthode De Rose