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Um final de semana diferente em Porto Alegre

Por Alexandre Montagna, Terça-feira, 3 Março 2009 | 14:19

Após ler este post do Daniel De Nardi, resolvi escrever algo que aconteceu há pouco tempo e aborda o mesmo tema: oportunidades da vida, e os protagonistas são os meus pais.

Eu comecei a caminhada para adquirir minha cidadania italiana. A caminhada é dura, o processo é ardiloso e a burocracia meticulosa definitivamente separa os fortes dos fracos nesta empreitada. Em uma das batalhas da guerra, que era buscar alguns documentos em Porto Alegre, meus pais se prontificaram e foram até a capital do RS para ajudar nesta etapa e, de quebra, conhecer membros da famiglia Montagna que não conheciam ou rever os que há muitos anos não viam. No carro, estavam eles e duas queridas tias-avós minhas: Lila e Irene.

Meus pais tem uma vida como a maioria das pessoas, com uma boa dose de rotina. Algumas inovam mais, realizando algo super diferente pelo menos um fim de semana por mês. Outras inovam menos ou quase nada, geralmente ficando na frente da TV em pleno domingão. Quantos domingos não foram brutalmente desperdiçados assim ao redor do mundo? Não era necessário eles terem ido até a capital dos Gaúchos, afinal, essas coisas de documentação se faz pelos Correios. Mas eles foram. Há tempos eu ouvia comentários de que tínhamos que rever os parentes que estavam na leal e valerosa cidade de Porto Alegre. E enfim eles foram! Aproveitaram a oportunidade e o resultado foi um maravilhoso encontro entre familiares, regados a conversas gerais e sorrisos sinceros.

Tudo isso a meros trezentos kilômetros de distância.

Tudo isso a meros trezentos kilômetros de distância.

Não bastasse este momento feliz, eis que surge uma outra dessas oportunidades da vida, lá mesmo em Porto Alegre, na mesma viagem: meus pais estavam passeando de carro pelas ruas porto-alegrenses, com minhas duas tias e mais um amigo que morava lá mesmo. De bobeira pela cidade, passaram em frente à casa do  Luís Fernando Veríssimo, guiados por este amigo, e resolveram parar para tirar fotos da casa – como todo bom turista assim o faria, é claro.

Neste momento abre a porta Lúcia Veríssimo, a esposa do conhecido escritor. Que surpresa! Por essa ninguém esperava. Começaram todos a conversar, era um dia lindo e ensolarado de fim de semana, todos meus parentes muito simpáticos, como sempre, e descontração era o clima naquele ambiente, o jardim da frente da casa. Não deu outra: foram convidados a entrar.  Essas coisas acontecem como um raio, não tem muita previsibilidade, e quando acontece, tem que aproveitar a oportunidade. Mais uma vez aproveitaram, afinal, este é o fim de semana diferente. Como prêmio pela grande cordialidade e conduta respeitosa, conheceram salas históricas e também o próprio Luís. Figura esta da qual já me sinto íntimo por herança genética da minha mãe, que tirou uma foto com ele. Não se espantem se eu começar a chamá-lo de  Lulu.

Famílias Veríssimo & Montagna: muito amigas.

Famílias Veríssimo & Montagna: muito amigas.

Encerrada a aventura, voltaram para casa e descansaram o restante do weekend, com a sensação de deveres cumpridos (ou oportunidades aproveitadas) e prontos para dormir o sono dos justos e aventureiros. Deixaram em Porto Alegre uma referência: para Lúcia, os meus pais, a tia Irena e a tia Lila são os amigos de Pelotas.

Não interprete este post como um mero diário. Este, assim como todos os outros textos, tem uma finalidade construtiva e a mensagem é: tire o bumbum do sofá e vá aproveitar uma destas mil e duas oportunidades à sua volta! E eu admito que às vezes preciso que alguém me diga isso. Um abraço forte e até o próximo post!

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6 respostas para “Um final de semana diferente em Porto Alegre”

  1. Gizelli escreveu:

    Legal. Como é bom rever amigos parentes e tirar o bumbum do sofá. Admito as vezes preciso de um
    empurrão.
    Bjos
    Giza

    [Responder]

    Montagna Reply:

    Muitos de nós precisamos né, Gi! Adorei te ver aqui. Um beijo, um abraço e um empurrãozinho.

    [Responder]

  2. Fernanda escreveu:

    Alexandre, resumiste muito bem o espírito da história. O amigo de Porto Alegre é o Giovani, doutorando em ornitologia, namorado da Aline, da tia Lila. Aliás, foi graças à iniciativa desta (sempre surpreendente) com “Onde é o escritório do Luís?” , e da gentileza da Lúcia, que nós, “os amigos de Pelotas” fomos ao encontro dele. Sem comentários! Amei teu texto. Gostaria de salientar que, no meu caso, às vezes, tenho de tirar o nariz dos livros – e não apenas sair do sofá – para visitar pessoas interessantes.
    Obs.: O Lu também é gentilíssimo, além de Veríssimo!
    Beijos!

    [Responder]

    Montagna Reply:

    Oi, mãe. Adorei a brincadeira com o gentilíssimo e adoraria ter participado dessa viagem.
    Que bom que veio cá me visitar, mas quero que o Tobias também faça comentários, tá bem?
    Hehehe.. um beijão!

    [Responder]

  3. Daniel De Nardi escreveu:

    Olá Ale
    Fiquei feliz de ter inspirado esse gostoso texto que você escreveu. Adorei ver a foto do Veríssimo que era meu vizinho em Porto Alegre, um gênio.
    Abs

    [Responder]

    Montagna Reply:

    Que alegria te receber, Dani!
    Através do blog, és uma inspiração para muita gente e certamente continuarás sendo.
    Abraços!

    [Responder]

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