Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Jojójí – um Gigante em nossa Instituição Setembro 19, 2011 | 12:56 am

Toda Instituição possui os seus gigantes. Indivíduos que já estão lá há muito mais tempo que você, e se tornam figuras nas quais você se baseia para galgar o seu próprio crescimento e tomar as suas próprias decisões.

Na organização internacional do Método DeRose, o Professor Joris Marengo é um destes ícones. Profissional com 34 anos de atuação no mercado da Qualidade de Vida, Jojó – que é o seu apelido – cativa e angaria o respeito de todos pelo seu carisma e pela imponência de suas realizações. Jojó já concebeu muitas preciosidades, tais como livros, festivais internacionais, festivais culturais de utilidade pública, cursos, palestras, datas comemorativas, workshops, jornais do métier, CD’s, anúncios de TV e treinamentos de proficiência voltados para outros profissionais, além de há anos presidir a Federação do Método DeRose de Santa Catarina e dirigir uma escola desta filosofia na Av. Rio Branco, 533, em Florianópolis.

Mais de três décadas após o início dos trabalhos, Jojójí possui diversos livros que estão para ser lançados em breve e deverão ser tratados como diamantes, pois são muito valiosos os seus conhecimentos gerais e específicos sobre áreas do autoconhecimento, filosofia, relações humanas, antropologia, anatomia e história da humanidade. Saiba mais sobre o Jojó em seu blog, que está recheado de artigos com trechos de seus livros.

Ele fez, faz e ainda fará muito pela Nossa Cultura. Obrigado pela amizade e pela inspiração, Jojó!

Solenidade da minha formatura como Instrutor do Método DeRose na Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis. Prof. Joris está sentado à frente, entre o Maestro Edgardo Caramella e a Professora Fernanda Neis. Ao lado, está o Comendador DeRose, que recebeu neste mesmo evento o título de Professor Doutor Honoris Causa.

Vamos para Porto, alegres! Novembro 12, 2010 | 10:08 am

Mentalize para mudar, mude para viver

Vida é uma oportunidade temporária para sofrer experiências e saborear escolhas. Entretanto, ao chegar na idade adulta, ficamos com muito medo das experiências e com receio das escolhas que exijam mudanças. Buscamos o mais rápido o possível uma zona de conforto e nela ficamos nos desenvolvendo em ritmo lento e criando a famosa casca protetora, blindada contra desafios que nos tirem do casulo. Pois este casulo é justamente o que nos impede de viver a vida.

Para saborear bem a nossa breve passagem pela Terra, é importante mentalizar o que queremos. Mentalizar é quase o mesmo que imaginar, mas trata-se de uma imaginação educada, norteada pelo que realmente desejamos com sinceridade. Eu aprendi a antecipar meu futuro através das mentalizações, e posso dizer com saudável orgulho que todas elas já aconteceram ou estão em processo de realização. Funciona porque é uma matemática cósmica, uma técnica, e não algo que se obtém por mérito espiritual ou por segredos místicos. Ocorre que ao anteciparmos o futuro e imaginarmo-nos lá, nossas ações passam a conspirar a favor da consecução deste objetivo maior. É um mecanismo da Natureza: mentalizar com dedicação, agir com norte e obter o resultado.

Lisandra, minha monitora, interagindo com a Natureza em sua viagem a Bali. Esta viagem é uma de suas mentalizações. Foto de outubro de 2010.

É da nossa natureza desejar coisas que ainda não temos. Queremos nos mudar para um lugar qualquer, queremos abrir um negócio diferente, queremos mudar qualquer coisa! Ocorre que, quando a vida, a Natureza ou o mero acaso vem nos ajudar a realizar estas mentalizações, arrumamos mil e uma desculpas para não ir adiante.  Dá um certo medinho e embrulho no estômago, mas é sempre assim, é como se nós mesmos nos sabotássemos na hora H. É porque a gente aprende a sonhar, mas não a realizar o sonho; na hora de realiza-lo, tudo se torna um pretexto para rechaçar a Grande Chance! Bolamos vergonhosamente uma desculpa qualquer para empurrar com a barriga e dizer que não é o momento certo de mudar. É sempre a mesma coisa: não mudamos porque a culpa é do companheiro que não ajuda, ou é a falta de dinheiro, ou arranja-se outro pretexto qualquer. É preciso trabalhar o poder interior e desenvolvê-lo para atingir nossos anseios e agarrar as oportunidades, sem desculpas para se manter na famigerada zona de conforto. O sistema que professo possui uma forte orientação para que não enrolemos e seguremos com garra e força quando o bonde da oportunidade vier ao nosso encontro.

Podemos e devemos mentalizar alto, sem medo e sem baixa auto-estima. Afinal, se nós não pudermos atingir nossos sonhos, então quem poderá? Somente os outros? Os que aparecem na TV? Os que tem dinheiro? Que absurdo! É óbvio que nós podermos atingir nossos objetivos, sejam lá quais forem. Não importam o quão grandes sejam, nem o quão loucos possam parecer aos olhos de quem não ouve a música. (““E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não podiam escutar a música.” Friedrich Nietzsche). Tudo é atingível dentro do bom-senso.  Mentalize tudo!

Após mentalizar, é preciso ação. Finalmente, depois de muita ação, a oportunidade virá e é preciso aproveitá-la. Há um momento em que é preciso segurar firme.

Segurei firme. Vou para Porto, alegre!

Escola Moinhos, em Porto Alegre

Digo com enorme alegria, vontade, entusiasmo e friozinho na barriga (afinal, faz parte), que escolhi agarrar uma grande oportunidade, fruto de convicta mentalização. Após um convite muito especial, aceitei negociar a aquisição da Unidade Moinhos de Vento do Método DeRose, tradicional instituição fundada pelo Professor Ricardo Mallet. Mallet está expandido o seu excepcional trabalho às empresas, e eu tive a honra de receber uma ligação de sua esposa, Fernanda Meixedo, e ser convidado para dar continuidade a esta linda história na Moinhos com mais um novo capítulo, no qual certamente escreverei as mais dedicadas páginas que já produzi em toda a minha vida.

Quero registrar aqui a minha gratidão a todos os meus amigos próximos e identificados com a cultura que semeio, pois são os amigos identificados, com brilho nos olhos e que percebem o valor do estilo de vida que me esforço para disseminar, que sempre me motivam a fazer mais e melhor. Estes são o colorido da minha paisagem e me injetam de alegria, confiança e perspectivas. O brilho nos olhos dos outros é a minha razão de existir. À egrégora de Chapecó, que ao longo destes 3 anos cultivei com enorme carinho, deixarei o “caminho de pão” até Porto Alegre para que venham até mim. Não para uma visita somente, mas para dar continuidade a uma história que pode ser ainda mais enriquecedora: viabilizarei a aproximação de todos que quiserem manter acesa a chama desta Cultura dentro de si. Um caminho-de-pão é perecível, e se o tempo for passando, a idéia de seguirmos juntos se esmaecerá como um sonho que ficou no passado, e que era muito bonito. Aos alunos de Chapecó, oferto o convite para que vão a Porto uma vez por mês, assim como eu costumava ir para Florianópolis para realizar minha formação profissional no Método DeRose.

Por tudo o que sou hoje, devo agradecer aos meus pais Fernanda e Eliseu, que aos poucos foram assimilando a idéia de que eles tem um filho que toma decisões diferentes, mas conscientes e saudáveis, e por isso mesmo me apóiam bastante. Agradeço a todos os meus amigos e familiares que guardo no coração. Minha família chapecoense, meus alunos, minha monitora Lisandra, professor Joris Marengo – presidente da Federação do Método DeRose de Santa Catarina, meu primeiro instrutor Marcelo Mendonça – diretor da unidade onde comecei em Pelotas, e minha companheira de vida Sarita Borges, a Sary, a qual me dará a honra de sua companhia e terá uma fascinante trajetória nesta “guinada existencial” que ambos realizaremos na capital gaúcha. Vamos para Porto, alegres!

Pela superlativa oportunidade e pelo nítido carinho, muito obrigado, Fernanda Meixedo, e muito obrigado, Mallet!

Método DeRose é uma cultura! Junho 10, 2010 | 08:08 am

metodo-derose-para-quem-exige-um-trabalho-serio

O mundo tem acesso à cultura do bom viver e à chave da vida plena em todos os aspectos. Há muito tempo, esta chave surgiu na forma de três grandes filosofias que nasceram aproximadamente na mesma época, e cada uma é um complemento espontâneo da outra, pois uma é estritamente prática, outra é teórica e a terceira é comportamental. Para facilitar a leitura, pouparei o leitor dos nomes destas filosofias já que são de um idioma que é desconhecido do grande público: o sânscrito.

As filosofias prática e comportamental compartilham um mesmo objetivo: a libertação. Libertação dos condicionamentos e das amarras da personalidade, numa conquista absoluta do autoconhecimento e união com a própria essência, ou Self. Contudo, a teoria, naturalista e não-mística, limita-se a estruturar o mapa da mina, enquanto a prática constitui a caminhada terra-a-terra que ruma ao tesouro. A filosofia comportamental possui características matriarcais, sensoriais e desrepressoras, e orienta o modo de interagir com os demais seres, com a natureza e consigo próprio, preconizando a melhor maneira de fazer qualquer coisa (possível definição presente no Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier Williams).

Juntas, as três filosofias possuem o valor de um diamante do tamanho dos nossos sonhos. Vivenciar os conceitos e técnicas desta cultura é como trazer o paraíso à Terra.

O educador DeRose começou em 1960 a sua trajetória que culminou na busca e sistematização desta herança ancestral, inserindo-a dentro de um Método, e tornando-o uma belíssima proposta de life style. O Método leva o nome de seu próprio sistematizador, DeRose, devido aos seus méritos: observação, pesquisa e codificação dessas raízes filosóficas, e ainda contando com o apoio e o amparo bibliográfico de diversos Mestres e estudiosos dessas filosofias ancestrais.

Portanto, quando você se deparar com uma escola certificada pelo Método DeRose em qualquer um dos países que já o acolheram, saberá que trata-se de um oásis em sua cidade: lá você terá acesso à beleza desta cultura, praticando muitas técnicas que visam o autoconhecimento, e absorvendo maravilhosos conceitos comportamentais, desenvolvendo politesse e sensorialidade, e conceitos teóricos, compreendendo o Universo sem misticismo.

Prepare-se, é muita coisa boa! Há um enorme conhecimento que o aguarda dentro de cada uma destas escolas. Tenho a convicção de que você sentirá a beleza e o refino do que encontrará. Enquanto isso, fico torcendo para que sua caminhada seja forte, mas na medida certa, pois a mesma luz que ilumina os olhos é a que pode cegá-los se for excessiva.

Método DeRose / DeRose Method / Méthode De Rose.

A sistematização do SwáSthya Yôga Junho 7, 2010 | 11:44 am

O SwáSthya Yôga não foi criado: foi codificado. O trabalho de codificação do SwáSthya Yôga consistiu em tomar os fundamentos e as técnicas do Yôga Antigo e aplicá-los numa sistematização contemporânea. Há um trecho de uma webclass de DeRose, principal líder e Mestre deste trabalho de resgate do Yôga primevo, em que ele fala um pouco sobre isso:

Método DeRose
é uma urdidura entre
conceitos (Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya) e técnicas (Yôga).

As raízes da cultura que propomos são muito antigas, com mais de 5000 anos.

Método DeRose Janeiro 18, 2010 | 08:08 am

Luminares da humanidade são homens e mulheres dispostos a compartilhar Luz (conhecimento) e, consequentemente, dissipar Trevas (ignorância). São pessoas inclinadas a espargir sabedoria e progresso existencial por onde for possível deixar rastros. A profissão de professor é algo bem parecido com isso, mas não é bem a mesma coisa, pois estes luminares se empenham em cultivar não apenas meros alunos, mas sim verdadeiros discípulos, cujos corações bombeiem sangue puro carregado de ética e vibrem no magistério para passar adiante o conhecimento. Assim fazem os Mestres.

DeRose e Srí Ramánanda numa conversa de Yôgis

DeRose e Srí Ramánanda numa conversa de Yôgis

Neste sentido, todo Mestre é professor, mas nem todo professor é Mestre. Dentre os Mestres, há o meu de Yôga, sobre o qual você provavelmente já tenha ouvido falar, já leu algo a respeito ou até mesmo travou contato com alguma de suas frases ou artigos, que sempre são perpetuados – sem os devidos créditos às vezes. É o Comendador DeRose, e sua trajetória constitui numa admirável seqüência de ações efetivas para formar futuros novos Mestres na sociedade.

DeRose direciona seus esforços para um público que realmente assimila e coloca em prática a sabedoria milenar que ele se empenha em compartilhar. Ele não canaliza sua energia para pessoas que apenas admiram a evolução pessoal: mas sim aos indivíduos que querem evoluir de fato! Numa era de tantos autores especializados em cativar a opinião pública e lançar frases de efeito, DeRose está em contraste por trabalhar na mudança real através das escolas que perpetuam um Método com o seu nome. Enquanto há milhares de oradores falando que precisamos cuidar do meio ambiente, observar honestidade e amor por todas as criaturas da Criação, e seus respectivos interlocutores balançando um “sim” com a cabeça, mas nada fazendo, nas escolas do Método DeRose todos os alunos-praticantes são adeptos de uma alimentação mais inteligente, sem carnes, consomem de empresas analisando seus méritos sócio-ambientais, separam lixo, são avessos a caças esportivas e a quaisquer tipos de maltratos animais, bem como observam diversos  outros itens, senão todos, sobre a responsabilidade ambiental. Isso é ação efetiva do indivíduo na sociedade! Coisa do DeRose

DeRose com Cid Moreira e Luciano Szafir no lançamento da nova edição do Tratado de Yôga

DeRose com os amigos Cid Moreira e Luciano Szafir no lançamento da nova edição do monumental Tratado de Yôga

Em tempos de redução da consciência com a utilização de entorpecentes como o álcool, fumo, crack e drogas em geral, todos os praticantes do Método vivem de cara limpa, saudáveis, vivem longe das drogas, incluindo as legalizadas, e por isso mesmo são muito mais conscientes de seus atos dentro do mundo em que interagem. São indivíduos que passam a ter mais voz e voto de valor. De mente lúcida e consciência em ordem, passam a se divertir mais em reuniões e festas, com um aproveitamento superlativo dos momentos de confraternização e, ainda, passam a gozar de um privilégio que poucos nichos da humanidade usufruem: o comportamento desrepressor, a extroversão e uma fascinante liberdade-com-disciplina.

Perante a impaciência e a intolerância, todos os alunos do Método DeRose são veementemente orientados a ser tolerantes, respeitosos e cordiais com quem quer que seja. Longe de isso implicar em agir como santos, isso serve para manter as diferenças num equilíbrio mais harmonioso, e essa atitude precisa mesmo ser muito incentivada. Não bastasse isso, a cultura preconizada pelo Comdor DeRose é completamente avessa a seitas, o que acaba por cultivar um público com muito mais senso crítico e lúcido, capaz de assimilar e aplicar na vida os conceitos aprendidos. E isso é ótimo!

Considerando que o poder de mudança está no indivíduo, e não no governo, o grupo internacional de alunos e praticantes do Método DeRose prefere agir ao reclamar. No Método DeRose, ninguém deseja a satisfação teórico-terapêutica, mas sim cultivar a qualidade de vida na prática, evoluindo e passando tudo de bom adiante.

A melhor forma de conhecer alguém é pessoalmente, e a segunda melhor é ouví-la diretamente. Então para conhecer melhor o Método DeRose, assista à entrevista a seguir nas palavras do seu próprio sistematizador:

Entrevista com DeRose feita em 2009 na Europa, feita pelo jornalista António Mateus. Leia a transcrição.

A doutrinação deve ser execrada Novembro 26, 2009 | 08:08 am

Textos extraídos do Blog do DeRose.

http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/profissao/abaixo-a-doutrinacao/

Abaixo a doutrinação

Doutrinação não funciona para a nossa proposta. Pessoas suscetíveis a aceitar catequese de quem quer que seja, não são o nosso público. Não queremos entre os nossos a síndrome de rebanho. Costumamos dizer que não somos nem mesmo ovelhas negras, pois não admitimos sequer ser ovelhas. É preciso saber pensar livremente.

Livre pensar não é sinônimo de questionar compulsivamente. Também por isso não somos ovelhas, nem negras, pois não estamos contestando a forma de viver dos outros. Somos adeptos da diversidade de opções e da liberdade de escolha.

O fato de não professarmos nenhum credo, não preconizarmos nenhuma terapia, não oferecermos nenhum benefício, torna nossa proposta cultural protegida contra qualquer eventual tendência ao equívoco e confere-lhe incontestável seriedade.

http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/filosofia/afinal-por-que-doutrinacao-deve-ser-execrada/

Afinal, por que “doutrinação” deve ser execrada?

Recebi o seguinte comentário expondo uma dúvida:

“Instra. Amina Guerra

Este é um tópico importante, sobre o qual gostaria de expor o meu entendimento. Doutrinar segundo o dicionário significa ‘instruir em uma doutrina’. Doutrina, por sua vez, significa ‘conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político ou filosófico’, entre outras coisas.
Portanto, não entendo, existe uma instrução em relação à filosofia que é o Yôga Antigo (me corrija se estiver errada), já não querer convencer ninguém de coisa alguma, isso sim, sem dúvida não queremos fazer.”

Então, vamos lá, Amina.

A palavra doutrinação no Dicionário Houaiss tem o seguinte significado: “doutrinação – rubrica: religião. Ato ou efeito de doutrinar, catequese, doutrinamento, adoutrinação.” Note que o referido dicionário só vincula essa palavra à rubrica religião. Para doutrinar, esse dicionário nos dá o significado, entre outros: “incutir (em alguém), opinião, ponto de vista ou princípio sectário; inculcar em alguém uma crença ou atitude em particular, com o objetivo de que não aceite qualquer outra.”

Se perguntarmos a qualquer pessoa se ela quer ser doutrinada, a resposta é um indignado NÃO! Contudo, nos textos escritos pelos advogados aos Juízes de Direito, encontra-se com frequência o argumento: ”segundo a Doutrina Jurídica…” Bem, aí ninguém implica com essa palavra. Mas se um jornalista entrevistá-la, perguntar se nós aplicamos doutrinação no SwáSthya e você disser que sim, isso vai tomar dimensão de escândalo. Estará isso certo? Quando os espíritas não se referem à Doutrina Espírita alguém os critica por isso?

A questão vai além do simples preconceito dos cri-críticos de plantão. Ocorre que as palavras ganham conotações conforme a época e o lugar. Por exemplo, o que é que você compreende por “chauvinismo”? O que entenderia pela frase: “Bush era um chauvinista”? Todos nós entendemos que ele seria um machista abominado pelas feministas. (Ou, como dizemos no livro Ser Forte, “machista-leninista”.) No entanto, o dicionário Houaiss define: “chauvinismo – s.m. 1. patriotismo fanático, cego, agressivo” e por aí vai, sem mencionar nenhuma acepção normalmente compreendida no uso coloquial e mesmo literário desse termo.

Portanto, nós execramos a doutrinação, no sentido de catequese. Nós ensinamos, informamos, esclarecemos, mas não queremos convencer ninguém de coisa alguma. Daí, o Axioma Número Um do Método DeRose: “Não acredite.”

Entrevista com DeRose Setembro 6, 2009 | 06:08 pm
Esta foi a melhor entrevista com DeRose já feita

Melhor entrevista já feita com DeRose

Já saiu em diversos blogs e sites, mas está faltando aqui, então agora é minha vez de divulgar esta conversa travada com DeRose em Portugal.

A qualidade do jornalista António Mateus permitiu que seu entrevistado, o escritor DeRose, pudesse dissertar livremente sobre sua proposta de life style que é adotada por milhares de pessoas cultas e dinâmicas em diversos países das Américas, Europa e Brasil.

DeRose disserta sobre a Nossa Cultura e seus efeitos a curto, médio e longo prazo, tais como qualidade de vida, proatividade e autoconhecimento, proporcionando boas relações humanas e uma vida saudável e descomplicada. É uma conversa de valor inestimável.

Se você quiser acessar a transcrição da entrevista, entre neste link: uni-yoga.org/blogdoderose/…

Vinho, o álcool tradicional mantido pela sofisticação Agosto 8, 2009 | 08:08 am

Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do teatro, mas não enxerga o que acontece nos bastidores. É assim que se mantêm as tradições das touradas na Espanha, do churrasco no Rio Grande do Sul, da farra do boi em Santa Catarina, do espancamento e mutilações dos muçulmanos para homenagear o neto do profeta Maomé, Husayn ibn Ali. Até mesmo a tradição da saudação através de cuspe presente na tribo Masai. Tradições se mantêm, mesmo que não sejam lógicas, agradáveis, inteligentes e conscientes.

Quanto menos sensata for a tradição, mais artificialmente colorida ela será, a fim de causar uma boa imagem. Você já percebeu isso?

A boa imagem do vinho

Isso é sszuper (hic) refiñado..

Issso é sszzuper refiñaado.. (hic)

O vinho. Quase todos têm uma boa imagem do vinho, e como não ter? Só ouvimos falar bem dele, que faz bem para o coração e por aí vai. Há profissionais que recomendam uma ingestão frequente e todos conhecem pelo menos um vivente que beba uma taça diária. Algumas vezes, ao mencionar que o Yôga recomenda a abstinência alcoólica, sou interrogado: – “Mas, e o vinho? Ele não é bom?” Permita-me ser direto: não! Vinho é uva + álcool, simplificando bastante. Pegue todos os benefícios do vinho e todos os benefícios do sumo de uva e constate que são iguais. Por que será? Isso é porque o bom do vinho são as propriedades da fruta e nada mais. Tire o álcool dessa bebida, e você terá um belo suco, super nutritivo e ainda mais saudável, já que não possuirá o efeito maléfico de redução da consciência e intoxicação proporcionado pelo álcool. Ah, e o suco de uva não dá dor de cabeça!

Veja a seguir um trecho de um artigo sobre os benefícios do vinho:

Observou-se que a reatividade dos vasos sangüíneos melhorava nestes voluntários, tanto com o vinho como com o suco de uva. Os achados, sugerem que os flavanóides da casca da uva, encontrados tanto no vinho como no suco da uva, seriam os responsáveis por tais bebefícios.
http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957

É tão complicado entender essa simplicidade? Não precisa ser PhD para perceber isso.

O vinho é tão bem visto porque fazem uma forte campanha para sua boa imagem, cheia de pompa e sofisticação. Os garçons o servem com rituais repletos de majestade, utilizando parafernalhas vinícolas dignas de Realeza, enquanto servem a preciosa água em copos simplórios, talvez de requeijão. Entrei num famoso portal de comércio eletrônico e adivinhe o que havia na seção “presentes sofisticados“? Além de vários relógios e itens aleatórios, todo o resto da página estava preenchido com acessórios referentes ao vinho. Está muito clara a ligação feita entre essa bebida e o requinte. E, é claro, isso só está assim porque nós mantemos essa tradição.

Não há motivos para colocar o vinho num pedestal. Isso é lavagem cerebral. Remova o álcool e aprecie o sagrado sumo da uva, manuseando-o com a mesma pompa e circunstância, e sorvendo-o numa linda taça de cristal.

Beber para se soltar

Há quem beba para se soltar, um pouco, muito, ou para soltar a franga de vez. É compreensível essa atitude dentro de uma cultura repressora como a nossa. Vivemos trancados em nós mesmos, segurando desejos e sentimentos constantemente. Algumas pessoas colocam em suas cabeças que precisam beber um pouco para conseguir conversar melhor. Ora, que enorme declaração de personalidade fraca! Comunicação social é o mínimo que todos nós deveríamos praticar, jamais precisando de uma bebida com álcool para isso. Aliás, toda vez que alguém vem falar comigo com aquele hálito-espanta-tubarão do vinho ou cerveja, eu já desconverso e me abstenho da frustração desse contato: ou meu interlocutor não entenderá minhas palavras, ou esquecerá boa parte do que eu falar. Isso se eu não testemunhar outros sintomas do álcool, tais como falar bobagens, ser inconveniente, ser teimoso, xingar, ofender e envergonhar alguém em público, envergonhar-se em público, paquerar invadindo o espaço vital da vítima, tirar a roupa para fazer um humilhante strip-tease, cair no chão deixando muita coisa à mostra, vomitar, etc.

Quem pratica o Método DeRose com identificação, conhece e vivencia a nossa filosofia comportamental desrepressora. Assim, solta-se sem precisar de substâncias para isso, sejam elas lícitas ou não. O praticante aprende a ser mais carinhoso e extrovertido em sã consciência. Ora, a expansão da consciência é a meta do Yôga, e cada gota de álcool é um pequeno passo rumo à inconsciência. Quem leva o Yôga a sério, quer exatamente o oposto dessa redução da lucidez, evitando também qualquer substância nociva ao seu organismo e prejudicial ao bom funcionamento de seu cérebro. O praticante do Método DeRose sabe que o importante na vida é ser feliz, e põe isso em prática muito bem. Poucas pessoas sabem, contudo, que essa felicidade é viável sem ter que prejudicar o corpo e sem ter que ser um maria-vai-com-as-outras nas rodas de conversa com álcool.

Extroversão e carinho com consciência é uma felicidade viável

Extroversão e carinho sem uma gota de álcool é uma felicidade viável.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga.

Foto de um DeRose Festival repleto de gente bonita, alegre, de cara saudavelmente limpa.

Além do mais, preciso confessar, nas festas de público diversificado em que compareço, geralmente acham que eu sou quem mais bebeu, e alguns não acreditam que eu esteja de cara limpa. Abaixo, um belo registro feito numa festa de aniversário da minha querida amiga Paula Moreira.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu. A Paulinha está de princesa e eu de Rambo Serelepe. "Enche o copo de Guaraná, garçom!!!"


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