Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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DeRose Festival Florianópolis 2010 Maio 27, 2010 | 03:46 am

derose-festival

Eeeeeeeeeeestá chegando o DeRose Festival Florianópolis 2010!! Amanhã embarcaremos eu, Dani, Sary, Mateus, Cris e Sarinha rumo à capital catarinense para mergulhar em três dias de pura vivência e convivência com praticantes do Método DeRose de diversas regiões do Brasil e do mundo. Será fantástico!!

Este é o mais antigo e também o maior dos festivais do Método em número de participantes. Por isto mesmo, o evento bate o recorde de três atividades ocorrendo simultaneamente! Não dá para fazer tudo, então é preciso treinar o nosso poder de escolha. São muitas atividades excelentes!

O Método DeRose é uma urdidura entre conceitos e técnicas oriundas de tradições culturais muito antigas. Este belo evento proporciona a agradável confraternização de centenas de pessoas ao redor do mundo que se identificam com a cultura preconizada.

Um forte abraço e até à volta!!

A personificação do imponderável Agosto 19, 2009 | 08:08 am
Papai sumiu! Ou será que nunca esteve lá?

Da nossa necessidade de antropomorfização, fizemos nascer o Pai.

Nos finalmentes da Antiguidade Tardia e primordios da Idade Média, pairava no ar uma grande ignorância acerca de nós mesmos e do funcionamento do mundo – pairava ou paira? Por olharmos ao nosso redor e encontrarmos apenas seres menos evoluídos intelectualmente, foi muito fácil criar uma estrutura conceitual de criação do Universo baseada em nós mesmos. Daí a Terra ser o centro de tudo, o Sol girar em torno de nós e, claro, sermos criados à imagem e semelhança de um suposto criador. Daí, também, nos considerarmos a coroação da criação, o ápice existencial, a nata do leite e o recheio da última bolachinha. Soma-se a isso a nossa cultura patriarcal e, pronto, aí está: Deus, a personificação masculina do imponderável. Masculina porque em cultura patriarcalista é sempre o homem aquele que governa, o delegado que manda prender e manda soltar. É o Deus, no lugar de a Deusa; é pai nosso, meu senhor, o criador, etc. Pelo que me consta, inicialmente era a Deusa-mãe, o que faz muito sentido, pois é a mulher quem gera um outro ser à sua imagem e semelhança, mas registra-se que foram os hebreus que converteram o sexo, e a Deusa virou Deus, e nunca mais se fez mulher novamente. Não havendo espaço para dois sexos no Ser Absoluto, o gênero feminino surgiu no conceito de Mãe-Natureza – conceito esse que, analisando lucidamente, é o mesmo que Deus. Isso não muda muito as coisas. É tudo crença, afinal, e crença não se comprova, nem se refuta: se o indivíduo teimar que sua imaginação é real, não há argumentos convicentes que provem o contrário, “pois é uma questão metafísica” – ele replicará. E assim se mantém o Pai Nosso que está no Céu até hoje.

Estamos ainda passando pelas transformações das descobertas do que realmente está lá fora, e isso está sendo bastante bom, pois já estamos bem mais prá frentex do que há alguns séculos. Contudo, alguns de nós ainda carregam velhos conceitos como a total inevitabilidade do destino que já está traçado, ou a ideia de um criador separado de nós que está lá em cima, ou ainda a necessidade da crença por si só em qualquer coisa. Ou seja, ainda temos uma carga grande de credo e de delirium misticum.

A boa notícia é que há alguns milênios atrás, no segmento indiano da Proto-História, no seio da Civilização do Vale do Indo, ou harappiana, não havia religiões institucionalizadas. O povo da época, os drávidas, cultuava as forças da Natureza, as águas, vegetações, luar e, principalmente, o Sol. Isso é realmente espantoso se considerarmos que aqueles eram tempos profundamente religiosos noutras regiões do planeta, como no Egito. Para os drávidas, não havia um senhor de barbas brancas regendo o Cosmos, a sociedade era naturalista e não espiritualista. Estou citando o povo da Índia Antiga porque a Nossa Cultura resgata esse ponto de vista do berço cultural indiano, pois ele pertence à herança estrutural de uma poderosa filosofia teórica chamada Sámkhya*, que é uma das raízes do Yôga Antigo. Isso atribui um caráter completamente não-místico em nossa percepção de mundo. Afinal, para que se importar com o mistério das cousas? Para mim, o único mistério é haver quem pense no mistério! (trecho de poesia de Fernando Pessoa). Que maneira bela de viver! Sem credo, catequese, doutrinação, fantasias, pecado ou temor ao sexo. Pelo que sei a respeito dos drávidas, alguns historiadores rotularam-los de ateístas, mas esse conceito é inexato, pois eles não negavam nada enquanto não havia nada para negar, já que só muitos séculos mais tarde é que o homem viria criar um Criador à sua imagem e semelhança. Portanto, o melhor termo para conceituar o posicionamento do povo drávida é agnosticismo, termo esse que está alheio às divinas comédias da crendice social. Assim sejamos todos.

Se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e luar
Então acredito nele a toda hora.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar.

(Fernando Pessoa, ilustrando muito bem o pensamento naturalista)

* Nota de rodapé a fim de registro filosófico: para aprofundar-nos ainda mais, devemos saber que do Sámkhya nasceu a primeira vertente discretamente teísta, mas ainda naturalista, denominada Sêshwarasámkhya, que significa Sámkhya Com Senhor numa clara distinção à primeira aparição da filosofia, que passou a ser denominada Niríshwarasámkhya que em sânscrito significa Sámkhya Sem Senhor, o Sámkhya original.

Matando um Leão por Dia 2009 ( #mulpd2009 ) Julho 29, 2009 | 04:10 am

encontro-instrutores-metodo-derose-yoga-matando-um-leao-por-dia-logo-blog-alexandre-montagnaO 2º Encontro Internacional dos Instrutores do Método DeRose foi uma delícia. O evento reservado aos profissionais do Yôga Antigo aconteceu no último fim de semana (24, 25 e 26 de julho) e reuniu em Curitiba instrutores de cinco países, incluindo o Brasil. Essa reunião serve para fortalecer a característica terra-a-terra do Método, criando uma base sólida e muito bem amparada em duas grandes colunas, que são a filosofia e o profissionalismo.

Parabéns ao Rô que foi premiado durante o evento!

Parabéns ao Rô De Bona, que foi premiado durante o evento!

Lá conheci muitos novos amigos e conheci melhor outras pessoas em que anteriormente eu só havia trocado saudações. Foi muito legal ter feito novos amigos e estreitado laços com colegas de Floripa, Porto Alegre, São Paulo, São José dos Campos, Cascavel, Buenos Aires, Lisboa, Paris, Roma e, entre outras cidades que não saberei citar, Curitiba. O pessoal de Curitiba foi super atencioso e está de parabéns pela organização do evento, cujo líder foi o Prof. Nilzo Andrade. O Nilzo, diga-se de passagem, começou sua carreira aqui mesmo, em Chapecó! Emocionante, não? Pelo visto, estou no caminho certo.

Ele estava lá!

Ele estava lá / He was there / Il était là / Lui era lì / Él estaba allí!!

Travei um contato ainda maior com meu Mestre de Yôga, DeRose. Tive meu livro A Viagem à Índia dos Yôgis autografado e pude ter a honra de compartilhar alguns assuntos com ele em determinados momentos do evento. Além disso, conheci pessoalmente a Sónia Saraiva, de Paris. Ela preside a Fédération Française de SwáSthya Yôga e veio ao Brasil para este evento e diversos outros. O melhor momento do encontro com ela foi no final, em que pude lhe dar um abraço mais forte como gostaria de ter feito na primeira oportunidade.

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Parabéns, Mallet, pela homenagem de honra concedida durante o evento.

Compartilhei o quarto com meus amigos Helton e Fábio, ambos de Joinville. Foi super emocionante decidir quem ficaria com o sofá-cama na sala, longe da maciez das duas camas de verdade, da TV a cabo e do ar condicionado. O Fábio se saiu melhor nos dois campeonatos, enquanto eu e o Helton revezamos uma noite para cada um no indefectível sofá, que provocou muitas risadas entre nós nesses dias.

Foi muito agradável o jantar indiano que degustei com minha monitora Lisandra, a Lika. Por estar distante dela, que reside em Floripa, estes momentos têm um valor ainda maior. Foi um encontro valioso, alegre e descontraído, ainda mais porque no jantar estava também a Vivi Mondardo, que realça o caráter divertido com suas conversas e histórias. Quando a Vivi me enviar a foto que tiramos nessa noite, postarei aqui.

Um abraço especial ao meu novo amigo Instr. Juliano Meneguzzo, que me deu uma grande força aos 44min do segundo tempo que eu tinha para embarcar na rodoviária. Devido a essa pressa, não pude curtir tanto os bons momentos na Hamburgueria do Vicente, ao qual fui a convite do Arthur e com minha amiga Bárbara, depois de o evento ter acabado de vez no domingo.

Parabéns pela organização do evento, galera! Estes são o Instr. Leonardo Poli, Prof. Nilzo Andrade, Instr. Juliano Meneguzzo e Instr. Arthur Costi.

Parabéns pela organização do evento, galera! Estes são o Instr. Leonardo Poli, Prof. Nilzo Andrade, Instr. Juliano Meneguzzo e Instr. Arthur Costi. Talvez esteja faltando outros membros importantes do staff. Ah, e falando no Leo Poli, preciso mencionar que o Ricardo Poli é um cara pra lá de simpático, assim como vários colegas de Curitiba, que contribuiram para o belo clima de alto astral do evento.

Gente fina, elegante e sincera. Galera do Yôga Antigo!

Gente alegre, linda, descomplicada e de bem com a vida. Essa é a egrégora do Yôga Antigo! Já me encontrou na foto?

Fica a expectativa de levar minha amada Sary nos próximos eventos, e que eles tenham ainda mais conversas, contatos, intercâmbios de conhecimento e de carinho dentro desta belíssima egrégora cultural de profissionais do Método DeRose.

SwáSthya!

Alimentação natural Julho 19, 2009 | 09:34 pm

De tão mencionada, acho interessante escrever sobre ela: a alimentação natural. O que é isso? Evite o termo natural, pois num sentido amplo não quer dizer muita coisa. Afinal, se tudo está na natureza, tudo é natural! Logo, até refrigerante e algodão-doce passam a ser natural. Mas para começarmos a estabelecer critérios, vamos procurar manter o conceito de natural dentro da seguinte definição: alimento natural é o que está sendo oferecido pela natureza e não passa por processos de transformações.

Com essa definição, vamos começar a desenvolver as possibilidades. Quanto mais longe da definição, menos natural o alimento é. Portanto, temos em primeira instância todas as frutas e seus sucos, e a preciosíssima água. Além de castanhas e nozes. Essa é a nossa alimentação ideal, que encontramos diretamente na Natureza sem precisar fazer nada: só levar à boca! Mas quem conseguiria alimentar-se apenas assim? Um amigo meu de Pelotas faz isso de tempos em tempos: ele já chegou a ficar quatro meses alimentando-se só com frutas (algumas secas), bananas-passa e nozes. Ele manteve musculatura definida e pele bronzeada, com práticas de Yôga bastante fortes. Apesar da nutrição ser perfeita, há um fortíssimo ônus a ser pago: a perda do convívio social. O principal obstáculo para essa alimentação é enfrentar o desajuste social e a saudade psicológica de uma comida mais quentinha que estamos tão acostumados a comer. Por isso, o ideal para nós, hoje, não é ficar nesse item, mas sim cultivá-lo bastante.

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Em segunda colocação, vêm os vegetais, hortaliças – legumes, verduras, raízes, que não exigem grandes processos para serem ingeridos por nós: muitos já estão comestíveis, como a cenoura (quem nunca comeu cenoura estilo o coelho Pernalonga?) e outros só precisam de uma leve aquecida ou água fervida por cima para ficarem mais al dente e para eliminar possíveis bactérias. É importante aprender o método simples de lavagem para eliminar os agrotóxicos. Colocarei este método num próximo post. O crudivorismo geralmente fica nesse item, pois os alimentos são ingeridos praticamente crus. Sopas são a concessão máxima, desde que não cozinhe os alimentos, só dê uma aquecidinha gostosa.

Ao lado da segunda colocação, mas um pouquinho mais atrás, em terceira, vêm toda a alquimia possível entre os dois primeiros itens, acrescidos de fogo (fazendo pães e massas em geral com a utilização de trigo e cereais). Então temos pratos de forno e fogão, quentinhos, apimentados, condimentados (com orégano, manjericão, curry, açafrão, cominho, cardamomo, páprica e muito mais) coloridos e gostosíssimos, e estritamente vegans! Podemos convencionar que doces já são possíveis – mesmo com o açúcar refinado. O açúcar refinado não é vilão, apenas precisa ser usado muito moderadamente. Cuidado com a paixão pelo açúcar mascavo; não se transforme em um naturéba! Aqui temos feijoadas, arrozes, lentilhas e todos os grãos em pratos quentinhos e bem preparados, temos muitas tortas e belos pratos de forno, além de mencionar os milhares de preparos possíveis com legumes. Milhares mesmo!

Coma esta delícia! Mas procure reduzí-la.

Coma esta delícia! Apenas procure reduzí-la.

Na quarta colocação, acrescentamos o envolvimento animal (e não o comprometimento), e isso nos dá o leite, geralmente da vaca, que utilizamos para fazer manteiga, diversos queijos, coalhada, etc; e ainda temos o mel das abelhas. Esses ingredientes chegam para aumentar a quantidade de possibilidades culinárias, e aí já temos o iogurte, a pizza e seu queijo, o chocolate, e muito, muito mais. Cuidado com o tofú e a ricota: não se transforme em um naturéba! Coma provolone, gouda e gorgonzola, e seja feliz. Este é o ponto ideal para cultivar muito, como hábito principal. Aqui, você terá pizzas, lasanhas, macarronadas, tortas, pastelões, quiches, strogonoffs e, nossa, muito mais.. principalmente se combinar com os pratos possíveis do item anterior.

Pertinho da quarta fileira, vem o ovo como quinto colocado. Seja de galinha ou outro bichinho, o ovo é um caso à parte, pois diferentemente do mel e do leite, ele se tornará um animal caso não haja interferência na chocação. Daí muitos vegetarianos reduzirem ou simplesmente perderem o interesse pelo ovo. Eu reduzo muito e evito quase sempre; quando como ovos, eles são de colonia, e jamais ovos de granja!

Agora, para simplificar, vamos colocar na sexta colocação todos os níveis e subníveis de alimentos processados que não inserem comprometimento animal (em que o animal precisa ser morto para oferecer o alimento). Aqui temos de tudo, como batata-frita, refrigerante e bolachinha recheada. Mergulhe no sexto nível sempre que quiser, mas procure ficar nas primeiras quatro ou cinco etapas deste artigo. Assim, você se manterá como um forte e saudável vegetariano.

Quino

"Era tão bonitinha quando pequena, gordinha como eu!" - desabafa a mãe.

Abaixo, fora dessa lista, no fundo do poço, no rodapé da página, na milésima colocação dos quintos dos infernos, vem o comprometimento animal, que abrange carnes, gorduras (banhas), tripas, caldos e sangue dos bichos. Acha que entendeu algo errado, amigo leitor? Não, é isso mesmo: há quem coma sangue coagulado, chamado murcilha ou murcia. Chouriço de porco e outras aberrações culinárias são dignas de civilizações sub-bárbaras. Algumas coisas estão mascaradas como finas e requintadas, como o foie gras – o prato tradicional da França que consiste em um fígado de pato desenvolvido desumana e artificialmente para ser gigantesco e render dinheiro nos cofres da indústria.

Nesse nível caótico, encontra-se o famoso “sanduíche natural“, com beterraba ralada, atum, frango e peito de peru.

Eu, Einstein, Schopenhauer, Voltaire, Isaac Newton, Steve Jobs e Éder Jofre convidamos você a tomar a decisão mais sábia da sua vida: tornar-se vegetariano! Experimente, pague para ver: você vai nos agradecer um dia. Leia os outros textos e artigos relacionados a este assunto.

Um forte abraço vegetariano!

Apresentação de coreografia do Método DeRose pelo instrutor Arthur Costi, no Fest-Yôga Florianópolis 2009. Vegetarianismo. Vegetus - forte, vigoroso. O vegetariano é colega alimentar do búfalo, bisonte, rinoceronte, hipopótamo, cavalo, touro e do poderoso gorila. Forte como todos, saudável como sempre.

Fest-Yôga Florianópolis 2009 está chegando!! Maio 28, 2009 | 02:21 pm

Postado novamente para ficar na primeira página

fest-yoga

Você sabe o que eu gosto no Fest-Yôga? É um evento de Yôga, e não de Oriente ou de alternativismo. São 600, 700 pessoas de boa cabeça, sem misticismo no ar, conversando e interagindo muito entre si. Ok, ok, vou falar com ainda mais objetividade: são centenas de pessoas respirando 3 beliíssimas filosofias: Yôga, Sámkhya e Tantra. Nada pode ser melhor do que isso. Bem, pode sim: melhor do que o festival, só mesmo se conviver com um grupo assim no dia-a-dia, rodeado de pessoas entusiasmadas pelo saber, desreprimidas, descomplicadas, que valorizam a sensorialidade e com um poder interior que cresce a cada prática de Yôga (o sádhana diário que confere força, poder e energia).

Chamamos a reunião destas 3 filosofias, Yôga, Sámkhya e Tantra, de Nossa Cultura – o caldo cultural do Método DeRose pelo mundo. E o Festival Internacional de Yôga de Florianópolis é, entre todos, o maior dos festivais do Método, pois, talvez por ser o mais antigo, e também com méritos à sua localização geográfica, é o mais cheio de participantes e o mais recheado de vivências: este Fest-Yôga bate o recorde de 3 vivências simultâneas! Não dá para fazer tudo, é muita coisa – muita coisa boa!

O evento ocorrerá nos dias 29, 30 e 31 de maio, e estamos indo eu, Dani, Sary, Mateus e Helio, numa aventura sobre quadro rodas a caminho do oriente catarinense, representando a egrégora chapecoense!

SwáSthya!

www.Fest-Yoga.com.br

Bibliografia recomendada para estudo do Yôga e dicas de livros para leitura geral Abril 6, 2009 | 11:19 am

bibliografia-livros-estudo-leitura-yoga

Leia:
Porque recomendamos que o aluno comece estudando as obras indicadas
Orientação ao leitor de Yôga

Bibliografia recomendada para estudo do Yôga:

  1. DeRoseTratado de Yôga, Nobel.
  2. DeRoseQuando é preciso ser forte, Nobel.
  3. DeRoseTudo o que você nunca quis saber sobre Yôga, L&PM.
  4. DeRosePrograma do Curso Básico de Yôga, Uni-Yôga.
  5. DeRoseBoas Maneiras no Yôga, Uni-Yôga.
  6. DeRoseEu me lembro…, Nobel.
  7. DeRoseEncontro com o Mestre, Matrix.
  8. DeRoseSútras – máximas de lucidez e êxtase, Nobel.
  9. DeRoseTantra, a sexualidade sacralizada, Uni-Yôga.
  10. DeRoseYôga Sútra de Pátañjali, Uni-Yôga.
  11. DeRoseMensagens do Yôga, Uni-Yôga.
  12. DeRoseKarma e dharma – transforme a sua vida, Uni-Yôga.
  13. DeRoseChakras e kundaliní, Uni-Yôga.
  14. DeRoseAlimentação vegetariana: chega de abobrinha!, Uni-Yôga.
  15. DeRoseMeditação, Uni-Yôga.
  16. DeRoseOrigens do Yôga Antigo, Uni-Yôga.
  17. DeRoseCorpos do Homem e Planos do Universo, Uni-Yôga.
  18. DeRoseGuia do Instrutor de Yôga, Uni-Yôga (esgotado).
  19. DeRoseProntuário de Yôga Antigo, (edição histórica só para colecionadores).
  20. DeRoseA regulamentação dos profissionais de Yôga, Uni-Yôga.
  21. DeRoseAlternativas de relacionamento afetivo, Afrontamento (Portugal).
  22. Santos, SérgioYôga, Sámkhya e Tantra, Uni-Yôga.
  23. Santos, SérgioEscala Evolutiva, Uni-Yôga.
  24. Flores, AnahíCoreografias, Uni-Yôga.
  25. Marengo, Joris50 Aulas de Swásthya Yôga, edição do autor.
  26. De Bona, RodrigoA Parábola do Croissant, Uni-Yôga.
  27. Silva, LucilaLéxico de Yôga Antigo, Uni-Yôga.
  28. Feuerstein, G. A tradição do Yôga, Pensamento.
  29. Michaël, T. O Yôga, Zahar Editores.
  30. Michaël, T. O Yôga, Martins Fontes (Edição Portuguesa).
  31. Time-LifeÍndia Antiga, Abril Coleções.
  32. ShivánandaHatha Yôga, Editorial Kier.
  33. ShivánandaPránáyáma, Pensamento.
  34. ShivánandaKundaliní Yôga, Editorial Kier.
  35. ShivánandaTantra Yôga, Nada Yôga e Kriyá Yôga, Editorial Kier.
  36. ShivánandaAutobiografia, Pensamento.
  37. ShivánandaJapa Yôga, Edição do Shivánanda Ashram.
  38. Bernard, T. El Camino Práctico del Yôga.
  39. Eliade, M. Pátañjali y el Yôga, Editora Paidós.
  40. Eliade, M. Técnicas del Yôga, Cia. Fabril Editora.
  41. Eliade, M. Yôga, imortalidade e liberdade, Editora Palas Athena.
  42. Purôhit SwámiAphorisms of Yôga, Faber & Faber (Londres e Boston).
  43. Kastberger, F. Léxico de Filosofía Hindú, Editorial Kier.
  44. Van LysebethTantra, o Culto da Feminilidade, Summus Editorial.
  45. Blay, A. Tantra Yôga, Iberia
  46. Woodroffe, J. Principios del Tantra, Editorial Kier.
  47. Woodroffe, J. Shaktí y Shakta, Editorial Kier.
  48. Avalon, A. El Poder Serpentino, Editorial Kier.
  49. GôswámiLaya Yôga.
  50. Monier-WilliamsSanskrit-English Dictionary, Oriental Publishers.

Indicações de leitura geral:

Títulos que sugiro e que bons amigos sugerem:

  • Macaco Nu – Desmond Morris – Ed. Record
  • Pai Rico, Pai Pobre – Robert Kiyosaki – Ed. Campus
  • O Monge e o Executivo – James C. Hunter – Ed. Sextante
  • O Universo numa Casca de Nós – Stephen Hawking – Ed. Sextante
  • Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Stephen R. Covey – Ed. Franklin Covey
  • Posicionamento – Al Ries e Jack Trout – Ed. Pioneira
  • Reputação, na velocidade do pensamento – Mário Rosa – Ed. Geração Editorial
  • Segredos de uma Mente Milionária – T. Harv Eker – Ed. ARX
  • Tratado Geral Sobre a Fofoca – José Ângelo Gaiarsa – Ed. Summus

O que é o Método DeRose Março 28, 2009 | 12:01 am

Método DeRose é uma urdidura entre conceitos e técnicas, oriundas de tradições culturais muito antigas.

Ou de forma mais extensa:

O Método DeRose é uma proposta de estilo de vida com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontração e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhecimento.

Listando por tópico, facilita a compreensão:

  • uma proposta de life style;
  • com ênfase em boa qualidade de vida;
  • boas maneiras;
  • boas relações humanas:
  • boa cultura;
  • boa alimentação;
  • boa forma;
  • reeducação respiratória;
  • administração do stress;
  • as técnicas orgânicas;
  • tônus muscular;
  • flexibilidade;
  • concentração e meditação;
  • a consequência final é o autoconhecimento.

Receita do chai, a tradicional bebida indiana Março 23, 2009 | 02:34 am

Receita de chai indiano

(pronuncie “tchai”)

“Aceita um chai?”

Escrito por DeRose (www.MetodoDeRose.org/blog). Assista a um vídeo com a receita no YouTube.

DeRose ensina a fazer o chai indiano

Chai é o nome do chá indiano, feito com um pouco de leite, açúcar e podendo conter gengibre, cardamomo e outras especiarias. Da palavra chai, provém o português chá. A partir de 1975, comecei a introduzir o chai no Ocidente. Adotamos o chai como bebida oficial nas nossas escolas. No início, teve pouca repercussão. Depois, à medida que eu viajava mais e por vários países, a influência se fez sentir. E cresceu mais quando nossa rede de escolas e associações filiadas tornou-se numericamente relevante e influente na vida de tantas pessoas. Daí, a partir de um dado momento, começamos a encontrar o nosso chai em casas de chá e até mesmo restaurantes. Em muitos deles, constava como chá yôgi, numa clara referência à nossa escola, pois na Índia esse chá não é tomado apenas em entidades de Yôga, mas em toda parte. Mesmo se você entra em uma loja de comércio, oferecem-lhe logo um chai. É uma demonstração de cordialidade. Aceitá-lo, uma demonstração de boa educação. Pois, bem, a história que quero contar tem a ver com isso.

Como um simples chai endossa nossas intenções de autenticidade

Na escola do Fernando Prado, em Buenos Aires, um senhor indiano levava a esposa para praticar SwáSthya e ficava esperando por ela na recepção da escola. Não conversava, não sorria. Quando o diretor da escola procurava ser cordial, o maridão respondia com monossílabos. Algum tempo depois, Fernando se lembrou de lhe oferecer um chai. O senhor indiano ergueu as sobrancelhas e redarguiu: “Vocês tem chai? Quero ver.” Fernando serviu-lhe um chai. O senhor indiano provou. Sorriu. Começou a conversar. Tempos mais tarde, Fernando lhe perguntou por que depois do chai ele ficou tão simpático e antes não queria nem conversa. Então, a glória: “Eu achava que vocês eram como os outros ocidentais que dizem ensinar Yôga e transmitem uma deturpação ofensiva às nossas tradições. Mas quando provei a bebida tradicional indiana, percebi que se até no chai vocês fazem questão de autenticidade, o Yôga que ensinam também deve ser autêntico.”

Chazinhos naturébas, não!

Por isso, fico muito triste quando visito alguma escola que diz seguir o nosso método, mas serve chazinhos naturébas, que são um modismo ocidental contemporâneo. Nada contra as infusões medicinais, para ser tomadas quando necessário. Mas oferecer essas bebidas sem graça dentro de uma escola de Yôga é subordinar-se a um paradigma equivocado, associando erroneamente Yôga com terapia. Yôga é filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias o definem como tal. Sua meta, segundo Pátañjali, é o samádhi, o estado de consciência expandida que proporciona o autoconhecimento. Se, por efeito colateral, aumenta a vitalidade e todas aquelas consequências positivas, devemos interpretar isso como acidentes de percurso, positivos, por certo, mas jamais como objetivo. Uma abordagem mais séria não deve acenar com benefícios. É como se o instrutor quisesse convencer alguém de alguma coisa, ou como se quisesse vender algo a alguém. Mais nobre é praticar o Yôga pelo Yôga e não visando a benefícios pessoais. Este posicionamento está muito claramente exposto em nossos livros, sempre que, pela exigência do capítulo, somos obrigados a mencionar os tão decantados “benefícios do Yôga”. Não negamos que eles existam, mas preferimos não fazer apelação. Ao não oferecer benefícios terapêuticos e não aplicar misticismo, fica evidenciada a seriedade do nosso trabalho.

Como preparar o chai
(Texto extraído do livro
Alimentação biológica, do Comendador DeRose)

Na Índia, o chai é feito com leite e, eventualmente, com condimentos. Muitas vezes, vi os hindus preparando o chai na rua. É muito simples.

Eles colocam em uma panela sobre o fogo a quantidade desejada de água, para um copo, dois copos etc. Juntam a quantidade de leite que é quase igual à de água. Colocam a erva do chá preto e o açúcar. Quando sobe a fervura, está pronto! Retiram do fogo e servem.

No entanto, o chá preto não deve ferver porque se torna tóxico. Claro que uma leve fervura não faz mal, porém se puder evitar é melhor. Então, sugiro que você coloque a água para ferver antes, desligue o fogo e – só então – coloque a erva do chá preto, o leite e o açúcar. Açúcar branco, é claro! Na Índia nunca vi o tal de açúcar mascavo. Mas se quiser, tome sem adoçar, pois o adoçante artificial é execrável.

Masala tea, ou masala chai, é o que leva especiarias. Existe um composto que se pode encontrar em alguns importadores de condimentos, denominado tea masala. Masala (pronuncie “massála”) é masculino e significa blend. Basta colocar um pouco do pó, a gosto.

Ginger tea, ou ginger chai, é feito com gengibre, o qual deve ser cortado em fatia finas ou ralado e posto na água que vai ferver. Nesse caso, deixamos ebulir alguns instantes para retirar o sabor e os princípios ativos do gengibre, antes de prosseguir na confecção do chai.

Para variar e também para dar uma refrescada no hálito, pode-se acrescentar cardamomo. Ou em pó, ou em sementes. Neste caso, retiramos as sementes da palha e esmagamo-las com uma faca ou pilão.

É de bom tom coar antes de servir, a fim de evitar fragmentos do gengibre ou do cardamomo.

Use um tipo de chá preto forte. As marcas inglesas costumam ser as melhores e são produzidas na Índia. Os melhores chás ingleses são do tipo Assam e Darjeeling, pois deixam o chai encorpado, com boa cor, aroma e sabor. Os chás pretos sul-americanos não devem ser utilizados porque são muito fracos e têm um sabor bem diferente, em nada aparentado com o do verdadeiro chá preto indiano. No Brasil, os chás indianos ou ingleses são muito caros, mas na Inglaterra e nos Estados Unidos são extremamente baratos. Vale a pena fazer uma viagem para se abastecer.

E um bom chai para você!

Receita-padrão do chai do Método DeRose

O chá indiano de especiarias faz parte da rotina dos alunos do Método DeRose. Antes ou depois da prática há sempre um momento para o chai e uma boa conversa.

INGREDIENTES PARA UM AUTÊNTICO CHAI:

- 500 ml de água;
- Meio copo de gengibre ralado.
- 500 ml de leite;
- 5 sementes de cardamomo;
- 2 unidades de canela em pau;
- 6 colheres (de sopa) de açúcar;
- 3 colheres (de sopa) de chá preto;

MODO DE PREPARO:

Ferva a água e adicione o gengibre, o cardamomo e a canela. Acrescente o leite, o açúcar. Desligue o fogo e coloque o chá preto para infusão por cerca de 3 minutos. Por último, coe.

Obs.: o chai só estará pronto quando a cozinha estiver limpa e organizada.

Receita do chai indiano – versão alternativa

Esta receita foi muito utilizada na década de 90 nas escolas da Universidade de Yôga.
Você pode fazer o download desta receita do chai no formado PDF.

Abelhas amam chai

Talvez, no preparo, o açúcar chame abelhinhas, a menos que você feche as portas da cozinha.

INGREDIENTES:

• 2 litros de água mineral
• Entre ½ e 1 copo de açúcar refinado
• 2 paus de canela
• 1 copo de gengibre ralado
• ½ copo de leite em pó (Ninho)
• 2 colheres de chá preto inglês
• 5 sementes de cardamomo

MODO DE PREPARO:

1. Medir 2 litros de água
2. Separar 200ml da água para diluir o leite
3. Por o restante da água a ferver
4. Por as sementes de cardamomo no pilão e triturar
5. Lavar e ralar o gengibre
6. Por o açúcar e a canela em uma panela e levar ao fogo. Utilizando uma colher de pau, mexer até formar uma calda
7. Adicionar o gengibre e misturar bem
8. Acrescentar a água pré-aquecida e o cardamomo
9. Deixar ferver. Após a fervura, baixar o fogo e aguardar 5 minutos
10. Diluir o leite e adicioná-lo, deixando aquecer por mais 1 minuto
11. Desligar o fogo e adicionar as 2 colheres de chá preto. Aguardar 1 minuto
12. Verificar se a garrafa térmica está pronta para receber o chai
13. Coar o chai na peneira, depois no filtro e experimentar
14. Utilizando um funil, colocar o chai na garrafa térmica
15. Pronto para servir

Obs.: o chai só estará pronto quando a cozinha estiver limpa e organizada.

Receita chai – versão de desespero e emergencial

Caso falte leite na sua casa, mas tenha leite condensado, será tolerado fazer a receita que segue:

INGREDIENTES:

1 litro de água
1 lata de leite condensado (ou menos)
½ xícara de canela em rama picada
½ xícara de gengibre ralado
10 cravos da Índia
1 colher de sopa de chá preto

MODO DE PREPARO:

Em 1 litro de água esquente o gengibre, a canela e o cravo. Desligue o fogo quando a água ferver. Em seguida, acrescente o leite condensado e o chá preto. Depois, misture os ingredientes, tampe e deixe em infusão por 10min. Coe numa peneira fina e estará pronto para servir.

Obs.: o chai só estará pronto quando a cozinha estiver limpa e organizada.

Uma delícia chamada chai

Uma delícia chamada chai

Como a Nossa Cultura influenciou o mundo: o chai
(Texto extraído do Blog do DeRose)

Em 1975 viajei à Índia pela primeira vez. Depois, anualmente durante vinte e quatro anos. Ao retornar da primeira viagem, comecei a oferecer o chai aos alunos. Todos gostaram, mas a ideia não pegou. Eu só tinha uma escola e no Rio de Janeiro, na época, argumentava-se que o chai era quente e não deveria servir para o Rio, que tinha elevadas temperaturas. Eu contra-argumentava que se fosse assim, ninguém deveria tomar cafezinho quente e isso era (e ainda é) uma mania nacional.

DeRose em Londres, 2011

Passaram-se os anos, repetiram-se as viagens à Índia e eu insistia no chai. A nossa rede cresceu e expandiu-se por quase todo o país, bem como por Portugal, Argentina e, mais tarde, pela França, Inglaterra, Itália, Espanha, Estados Unidos etc.

Mas, curiosamente, embora todos declarassem que gostavam do chai, a ideia não pegava. O paradigma ocidental contemporâneo era de que uma escola de hinduísmo no Ocidente tinha que ter chazinho naturéba. Você sabe: aquelas infusões muito boas para a saúde, mas com gosto ruim. Acontece que não trabalhamos com terapia, nem com gente doente. Mas o pior era o fato de que esse costume constituía um falso estereótipo e nós somos contra estereótipos, especialmente os falsos.

Um dia perdi a paciência e disse que a escola que insistisse em servir “chazinhos” naturébas não estava alinhada conosco. Que o chá da Índia era o chai e que eu não queria ver outro que não fosse o chai nas nossas escolas. Aí, funcionou! Todas as nossas escolas começaram a servir o chai e assim o fizemos durante alguns anos.

Pouco a pouco, vimos aparecer o chai nesta e naquela casa de chá, bem como em alguns restaurantes mais finos. Mais algum tempo se passou e o chai se fez presente em algumas entidades culturais. Ele já estava bem popular quando a rede Globo lançou uma novela inspirada na Índia. Nossos milhares de alunos que eram aficcionados do chai exultaram ao ver na TV a nossa bebida institucional. Daí para a frente, passamos a encontrar chai em toda parte, alguns deles intragáveis. Em muitos restaurantes, inseriam no cardápio uma explanação que era a cópia literal dos nossos textos explicativos sobre o chai.

Por tudo o que foi descrito, julgamos que fomos nós que introduzimos o chai no Brasil, Argentina e Portugal.


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