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	<title>Blog de Alexandre Montagna &#187; Tantra</title>
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	<description>A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir</description>
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		<title>Método DeRose é uma cultura!</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 11:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
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<p>O mundo tem acesso à cultura do bom viver e à chave da vida plena em todos os aspectos. Há muito tempo, esta chave surgiu na forma de três grandes filosofias que nasceram aproximadamente na mesma época, e cada uma é um complemento espontâneo da outra, pois uma é estritamente prática, outra é teórica e a terceira é comportamental. Para facilitar a leitura, pouparei o leitor dos nomes destas filosofias já que são de um idioma que é desconhecido do grande público: o sânscrito.</p>
<p>As filosofias prática e comportamental compartilham um mesmo objetivo: a libertação. Libertação dos condicionamentos e das amarras da personalidade, numa conquista absoluta do autoconhecimento e união com a própria essência, ou <em>Self</em>. Contudo, a teoria, naturalista e não-mística, limita-se a estruturar o mapa da mina, enquanto a prática constitui a caminhada terra-a-terra que ruma ao tesouro. A filosofia comportamental possui características matriarcais, sensoriais e desrepressoras, e orienta o modo de interagir com os demais seres, com a natureza e consigo próprio, preconizando a <em>melhor maneira de fazer qualquer coisa</em> (possível definição presente no Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier Williams).</p>
<p>Juntas, as três filosofias possuem o valor de um diamante do tamanho dos nossos sonhos. Vivenciar os conceitos e técnicas desta cultura é como trazer o paraíso à Terra.</p>
<p>O educador DeRose começou em 1960 a sua trajetória que culminou na busca e sistematização desta herança ancestral, inserindo-a dentro de um Método, e tornando-o uma belíssima proposta de <em>life style</em>. O Método leva o nome de seu próprio sistematizador, DeRose, devido aos seus méritos: observação, pesquisa e codificação dessas raízes filosóficas, e ainda contando com o apoio e o amparo bibliográfico de diversos Mestres e estudiosos dessas filosofias ancestrais.</p>
<p>Portanto, quando você se deparar com uma escola certificada pelo <strong>Método DeRose</strong> em qualquer um dos países que já o acolheram, saberá que trata-se de um oásis em sua cidade: lá você terá acesso à beleza desta cultura, praticando muitas técnicas que visam o autoconhecimento, e absorvendo maravilhosos conceitos comportamentais, desenvolvendo <em>politesse</em> e sensorialidade, e conceitos teóricos, compreendendo o Universo sem misticismo.</p>
<p>Prepare-se, é muita coisa boa! Há um enorme conhecimento que o aguarda dentro de cada uma destas escolas. Tenho a convicção de que você sentirá a beleza e o refino do que encontrará. Enquanto isso, fico torcendo para que sua caminhada seja forte, mas na medida certa, pois <em>a mesma luz que ilumina os olhos é a que pode cegá-los se for excessiva</em>.</p>
<p>Método DeRose / DeRose Method / Méthode De Rose.</p>
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		<title>DeRose Festival Florianópolis 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 06:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eeeeeeeeeeestá chegando o DeRose Festival Florianópolis 2010!! Amanhã embarcaremos eu, Dani, Sary, Mateus, Cris e Sarinha rumo à capital catarinense para mergulhar em três dias de pura vivência e convivência com praticantes do Método DeRose de diversas regiões do Brasil e do mundo. Será fantástico!! Este é o mais antigo e também o maior dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1432" title="derose-festival" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2010/05/derose-festival.gif" alt="derose-festival" width="240" height="150" /></p>
<p>Eeeeeeeeeeestá chegando o <a href="http://www.derosefestival.com" target="_blank">DeRose Festival Florianópolis 2010</a>!! Amanhã embarcaremos eu, Dani, <a href="http://www.saritaborges.com" target="_blank">Sary</a>, Mateus, Cris e Sarinha rumo à capital catarinense para mergulhar em três dias de pura vivência e convivência com praticantes do Método DeRose de diversas regiões do Brasil e do mundo. Será fantástico!!</p>
<p>Este é o mais antigo e também o maior dos festivais do Método em número de participantes. Por isto mesmo, o evento bate o recorde de três atividades ocorrendo simultaneamente! Não dá para fazer tudo, então é preciso treinar o nosso poder de escolha. São muitas atividades excelentes!</p>
<p>O Método DeRose é uma urdidura entre conceitos e técnicas oriundas de tradições culturais muito antigas. Este belo evento proporciona a agradável confraternização de centenas de pessoas ao redor do mundo que se identificam com a cultura preconizada.</p>
<p>Um forte abraço e até à volta!!</p>
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		<title>Conservadorismo e banalização do sexo</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-987" title="sexo-tabu-blog-alexandre-montagna" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/sexo-tabu-blog-alexandre-montagna.jpg" alt="sexo-tabu-blog-alexandre-montagna" width="650" height="200" /></p>
<p>Na prática, conservadorismo acaba por ser um eufemismo para comportamento repressor. Sendo desse modo, declaro que sou contra o conservadorismo de qualquer tipo, em qualquer assunto e sobre qualquer instância. Ora, o maior patrimônio do ser humano é a liberdade &#8211; liberdade de ir e vir, de escolher o que bem entender e fazer o que quiser, desde que não prejudique ninguém; e não há maior crime do que ter nossa liberdade reprimida e violentada, em qualquer nível de atividade. Ser conservador no sexo é ser repressor e reprimir a liberdade dos outros de fazer o que quiserem. Não devemos ser conservadores: esse comportamento é uma praga! Mas, sobre o sexo, será que devemos banalizá-lo, então? Depende do que entendemos por banalizar algo. Se o entendimento for &#8220;tornar o sexo normal&#8221;, então, por favor, banalizemos o sexo, pois não há ato natural mais lindo, prazeroso e normal do que a conexão entre dois seres em suas vestes carnais. Por outro lado, se banalizar trouxer o entendimento de &#8220;vulgarizar&#8221;, então jamais façamos isto! Nesse significado, não devemos banalizar o sexo, assim como não devemos cometer tal falha com a alimentação, com a conversa entre amigos, ou com o cotidiano, pois todas as circunstâncias de nossas vidas devem ser vivenciadas com amor e sentimento dignos de uma valorização do tempo que conferimos a elas. Dito tudo isto, se o leitor me permitir expor meu conceito, devo informar que vulgarismo é uma atitude, um estado de espírito que consiste em subtrair sentimentos nobres de atos afetivos, tornando-os ocos, bem como em praticar convívio social gerando desconforto nas pessoas ao seu redor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A mola do comportamento no contexto histórico</strong></p>
<p>O comportamento é como uma mola: quando mais pressionado e reprimido, maior será a força que terá quando for solto. Não são os adolescentes intensamente homofóbicos que se tornam homossexuais aos 40? Durante os últimos tempos, sofremos uma repressão sexual que só nas últimas décadas começou a se atenuar. Parte disso é devido ao enfraquecimento da religião e das crenças. Mas o resultado da liberação comportamental foi a mola dando um salto para o ar, gerando o comportamento oposto, num nível que ultrapassou a liberdade e entrou na libertinagem. Confundimos liberdade com banalização, embalados sob músicas realmente vulgares. A mola comportamental social ainda está em fase de aquietação e aos poucos vamos descobrindo que sexo é ótimo, falar de sexo é bom também, e que podemos torná-lo normal e, ao mesmo tempo, valorizá-lo muito. Nesse interím, a libertinagem vai dando pano para a manga dos conservadores, que dizem: &#8220;<em>isso que dá os jovens não irem à igreja&#8230;</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Um exemplo de repressão</strong></p>
<p>Ainda sobre o assunto repressão, lembro-me de quando ouvi o depoimento de uma querida amiga que foi acompanhada de suas <em>friends</em> à beira de uma praia de nudismo, numa distância em que era possível observar (pessoas nuas) sem sair do carro. Em certo momento, todas enxergaram um grupo de homens despidos conversando, e logo o sangue subiu às faces de todas, a garganta apertou a voz, os pelos (de todas) arrepiaram-se nas peles enrubescidas, e uma delas solta uma ofensa bastante nervosa, aleatória e completamente descabida: &#8220;<em>é gay, é gay, é tudo gay!!</em>&#8220;. Como todas estavam à ponto de bala, numa autorepressão muito forte, a sequência foi um bando de mulheres dentro de um carro repetindo a expressão feito caturritas atônitas, para talvez tentar mascarar a incapacidade de observarem com simplicidade um grupo de seres humanos tal e qual vieram ao mundo. Esse é um belo exemplo de quando a repressão encontra a liberdade: <strong>a repressão teme a liberdade</strong> &#8211; por isso mesmo a maltrata, agride, ofende e prende.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ser libertário e não julgar</strong></p>
<p>A concepção de um mundo perfeito consistem em chegar à conclusão de que a liberdade é o nosso bem mais precioso e que devemos preservá-la, cultivá-la e vivenciá-la muito, custe o que custar. Você pode ser libertário ou repressor consigo mesmo &#8211; pois você tem essa liberdade, mas seja, acima de tudo, libertário com os outros. Não julgue sob nenhum pretexto os outros. Não julgue aquele que ama alguém do mesmo sexo. O que você tem com isso? Não importa se homem e mulher são o casal perfeito no encaixe natural do quebra-cabeça, amor é amor e está acima da dualidade sexual: está entre essências. Tampouco julgue aquela pessoa que se relaciona com duas outras simultaneamente, mesmo que você não compreenda como é possível fazer isso sem traição e com verdadeiro amor e afeto. Ao julgar outra pessoa dessa maneira, você declara abertamente que está com repressão armazenada em seus condicionamentos comportamentais. Seja desrepressor consigo mesmo e com os outros. Não julgue. Seja libertário, com maturidade, respeito e disciplina. Este é o meu convite.</p>
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		<title>Entrevista com DeRose</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 21:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já saiu em diversos blogs e sites, mas está faltando aqui, então agora é minha vez de divulgar esta conversa travada com DeRose em Portugal. A qualidade do jornalista António Mateus permitiu que seu entrevistado, o escritor DeRose, pudesse dissertar livremente sobre sua proposta de life style que é adotada por milhares de pessoas cultas e dinâmicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1044" class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><img class="size-full wp-image-1044" title="entrevista-escritor-derose-blog-alexandre-montagna" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/entrevista-escritor-derose-blog-alexandre-montagna.jpg" alt="Esta foi a melhor entrevista com DeRose já feita" width="160" height="159" /><p class="wp-caption-text">Melhor entrevista já feita com DeRose</p></div>
<p>Já saiu em diversos blogs e sites, mas está faltando aqui, então agora é minha vez de divulgar esta conversa travada com DeRose em Portugal.</p>
<p>A qualidade do jornalista António Mateus permitiu que seu entrevistado, o escritor DeRose, pudesse dissertar livremente sobre sua proposta de <em>life style</em> que é adotada por milhares de pessoas cultas e dinâmicas em diversos países das Américas, Europa e Brasil.</p>
<p>DeRose disserta sobre a Nossa Cultura e seus efeitos a curto, médio e longo prazo, tais como qualidade de vida, proatividade e autoconhecimento, proporcionando boas relações humanas e uma vida saudável e descomplicada. É uma conversa de valor inestimável.</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="410" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="volume=100&amp;author=Uni-Y%C3%B4ga&amp;description=Entrevista%20de%201h%20com%20DeRose%2C%20gravada%20na%20Europa%2C%20em%202009&amp;title=Entrevista%20com%20DeRose&amp;file=http%3A%2F%2Funi-yoga.org%2Fvideos%2Fentrevista_portugal_DeRose.flv&amp;plugins=viral-1d" /><param name="src" value="http://www.uni-yoga.org/tools/jwplayer/player-viral.swf" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="410" height="300" src="http://www.uni-yoga.org/tools/jwplayer/player-viral.swf" allowfullscreen="true" flashvars="volume=100&amp;author=Uni-Y%C3%B4ga&amp;description=Entrevista%20de%201h%20com%20DeRose%2C%20gravada%20na%20Europa%2C%20em%202009&amp;title=Entrevista%20com%20DeRose&amp;file=http%3A%2F%2Funi-yoga.org%2Fvideos%2Fentrevista_portugal_DeRose.flv&amp;plugins=viral-1d"></embed></object></div>
<p>Se você quiser acessar a transcrição da entrevista, entre neste link: <a href="http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/2009/09/02/entrevista-do-derose-realizada-com-o-jornalista-antonio-mateus/">uni-yoga.org/blogdoderose/&#8230;</a></p>
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		<title>Vinho, o álcool tradicional mantido pela sofisticação</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 11:08:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do teatro, mas não enxerga o que acontece nos bastidores. É assim que se mantêm as tradições das touradas na Espanha, do churrasco no Rio Grande do Sul, da farra do boi em Santa Catarina, do espancamento e mutilações dos muçulmanos para homenagear o neto do profeta Maomé, Husayn ibn Ali. Até mesmo a tradição da saudação através de cuspe presente na tribo Masai. Tradições se mantêm, mesmo que não sejam lógicas, agradáveis, inteligentes e conscientes.</p>
<p>Quanto menos sensata for a tradição, mais artificialmente colorida ela será, a fim de causar uma boa imagem. Você já percebeu isso?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A boa imagem do vinho</strong></p>
<div id="attachment_774" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-774" title="vinho-requinte-blog-alexandre-montagna" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/vinho-requinte-blog-alexandre-montagna.jpg" alt="Isso é sszuper (hic) refiñado.." width="200" height="200" /><p class="wp-caption-text">Issso é sszzuper refiñaado.. (hic)</p></div>
<p>O vinho. Quase todos têm uma boa imagem do vinho, e como não ter? Só ouvimos falar bem dele, que faz bem para o coração e por aí vai. Há profissionais que recomendam uma ingestão frequente e todos conhecem pelo menos um vivente que beba uma taça diária. Algumas vezes, ao mencionar que o Yôga recomenda a abstinência alcoólica, sou interrogado: &#8211; &#8220;<em>Mas, e o vinho? Ele não é bom?</em>&#8221; Permita-me ser direto: não! Vinho é <strong>uva</strong><strong> + álcool</strong>, simplificando bastante. Pegue todos os benefícios do vinho e todos os benefícios do sumo de uva e constate que são iguais. Por que será? Isso é porque o bom do vinho são as propriedades da fruta e nada mais. Tire o álcool dessa bebida, e você terá um belo suco, super nutritivo e ainda mais saudável, já que não possuirá o efeito maléfico de redução da consciência e intoxicação proporcionado pelo álcool. Ah, e o suco de uva não dá dor de cabeça!</p>
<p>Veja a seguir um trecho de um artigo sobre os benefícios do vinho:</p>
<blockquote><p>Observou-se que a reatividade dos vasos sangüíneos melhorava nestes voluntários, tanto com o vinho como com o suco de uva. Os achados, sugerem que os flavanóides da casca da uva, encontrados tanto no vinho como no suco da uva, seriam os responsáveis por tais bebefícios.<br />
<a href="http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957" target="_blank">http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957</a></p></blockquote>
<p>É tão complicado entender essa simplicidade? Não precisa ser PhD para perceber isso.</p>
<p>O vinho é tão bem visto porque fazem uma forte campanha para sua boa imagem, cheia de pompa e sofisticação. Os garçons o servem com rituais repletos de majestade, utilizando parafernalhas vinícolas dignas de Realeza, enquanto servem a preciosa água em copos simplórios, talvez de requeijão. Entrei num famoso portal de comércio eletrônico e adivinhe o que havia na seção &#8220;<em>presentes sofisticados</em>&#8220;? Além de vários relógios e itens aleatórios, todo o resto da página estava preenchido com acessórios referentes ao vinho. Está muito clara a ligação feita entre essa bebida e o requinte. E, é claro, isso só está assim porque nós mantemos essa tradição.</p>
<p>Não há motivos para colocar o vinho num pedestal. Isso é lavagem cerebral. Remova o álcool e aprecie o sagrado sumo da uva, manuseando-o com a mesma pompa e circunstância, e sorvendo-o numa linda taça de cristal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Beber para se soltar</strong></p>
<p>Há quem beba para se soltar, um pouco, muito, ou para soltar a franga de vez. É compreensível essa atitude dentro de uma cultura repressora como a nossa. Vivemos trancados em nós mesmos, segurando desejos e sentimentos constantemente. Algumas pessoas colocam em suas cabeças que precisam beber um pouco para conseguir conversar melhor. Ora, que enorme declaração de personalidade fraca! Comunicação social é o mínimo que todos nós deveríamos praticar, jamais precisando de uma bebida com álcool para isso. Aliás, toda vez que alguém vem falar comigo com aquele hálito-espanta-tubarão do vinho ou cerveja, eu já desconverso e me abstenho da frustração desse contato: ou meu interlocutor não entenderá minhas palavras, ou esquecerá boa parte do que eu falar. Isso se eu não testemunhar outros sintomas do álcool, tais como falar bobagens, ser inconveniente, ser teimoso, xingar, ofender e envergonhar alguém em público, envergonhar-se em público, paquerar invadindo o espaço vital da vítima, tirar a roupa para fazer um humilhante <em>strip-tease</em>, cair no chão deixando muita coisa à mostra, vomitar, etc.</p>
<p>Quem pratica a Nossa Cultura com dedicação, conhece e vivencia a filosofia Shakta, desrepressora. Assim, solta-se sem precisar de substâncias para isso, sejam elas lícitas ou não. O shakta e a shaktí aprendem a ser mais carinhosos e extrovertidos em sã consciência. Ora, a expansão da consciência é a meta do Yôga, e cada <span style="text-decoration: underline;">gota</span> de álcool é um pequeno passo rumo à inconsciência. Quem leva o Yôga a sério, quer exatamente o oposto dessa redução da lucidez, evitando também qualquer substância nociva ao seu organismo e prejudicial ao bom funcionamento de seu cérebro. O praticante do Yôga Antigo sabe que o importante na vida é ser feliz e faz isso muito bem. Poucas pessoas sabem, contudo, que essa felicidade é viável sem ter que prejudicar o corpo ou sem ser um <em>maria-vai-com-as-outras</em> nas rodas de conversa.</p>
<div id="attachment_843" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-843" title="festa-sem-alcool-metodo-derose-yoga-kobrasol-blog-alexandre-montagna" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/festa-sem-alcool-metodo-derose-yoga-kobrasol-blog-alexandre-montagna.jpg" alt="Extroversão e carinho com consciência é uma felicidade viável" width="600" height="377" /><p class="wp-caption-text">Extroversão e carinho sem uma gota de álcool é uma felicidade viável.</p></div>
<div id="attachment_844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-844" title="festa-sem-alcool-metodo-derose-fest-yoga-florianopolis-blog-alexandre-montagna" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/festa-sem-alcool-metodo-derose-fest-yoga-florianopolis-blog-alexandre-montagna.jpg" alt="Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga." width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga repleto de gente bonita, alegre, de cara limpa, saudável e descomplicada.</p></div>
<p>Além do mais, preciso confessar, nas festas de público diversificado em que compareço, geralmente acham que eu sou quem mais bebeu, e alguns não acreditam que eu esteja de cara limpa. Abaixo, um belo registro feito numa festa de aniversário da minha querida amiga Paula Moreira.</p>
<div id="attachment_845" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-845" title="festa-sem-alcool-pedro-largacha-paula-moreira-francisco-lima-pelotas-blog-alexandre-montagna" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/festa-sem-alcool-pedro-largacha-paula-moreira-francisco-lima-pelotas-blog-alexandre-montagna.jpg" alt="Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu." width="600" height="354" /><p class="wp-caption-text">Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu. A Paulinha está de princesa e eu de Rambo Serelepe. &quot;Enche o copo de Guaraná, garçom!!! Com laranja, por favor.&quot;</p></div>
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		<title>Fest-Yôga Florianópolis 2009 está chegando!!</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 17:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postado novamente para ficar na primeira página Você sabe o que eu gosto no Fest-Yôga? É um evento de Yôga, e não de Oriente ou de alternativismo. São 600, 700 pessoas de boa cabeça, sem misticismo no ar, conversando e interagindo muito entre si. Ok, ok, vou falar com ainda mais objetividade: são centenas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Postado novamente para ficar na primeira página</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-555" title="fest-yoga" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/fest-yoga.png" alt="fest-yoga" width="334" height="102" /></p>
<p>Você sabe o que eu gosto no Fest-Yôga? É um evento de Yôga, e não de Oriente ou de alternativismo. São 600, 700 pessoas de boa cabeça, sem misticismo no ar, conversando e interagindo muito entre si. Ok, ok, vou falar com ainda mais objetividade: são centenas de pessoas respirando 3 beliíssimas filosofias: Yôga, Sámkhya e Tantra. Nada pode ser melhor do que isso. Bem, pode sim: melhor do que o festival, só mesmo se conviver com um grupo assim no dia-a-dia, rodeado de pessoas entusiasmadas pelo saber, desreprimidas, descomplicadas, que valorizam a sensorialidade e com um poder interior que cresce a cada prática de Yôga (o sádhana diário que confere força, poder e energia).</p>
<p>Chamamos a reunião destas 3 filosofias, Yôga, Sámkhya e Tantra, de <strong>Nossa Cultura</strong> &#8211; o caldo cultural do Método DeRose pelo mundo. E o Festival Internacional de Yôga de Florianópolis é, entre todos, o maior dos festivais do Método, pois, talvez por ser o mais antigo, e também com méritos à sua localização geográfica, é o mais cheio de participantes e o mais recheado de vivências: este Fest-Yôga bate o recorde de 3 vivências <span style="text-decoration: underline;">simultâneas</span>! Não dá para fazer tudo, é muita coisa &#8211; muita coisa boa!</p>
<p>O evento ocorrerá nos dias 29, 30 e 31 de maio, e estamos indo eu, Dani, Sary, Mateus e Helio, numa aventura sobre quadro rodas a caminho do oriente catarinense, representando a egrégora chapecoense!</p>
<p><strong><em>SwáSthya!</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.fest-yoga.com.br" target="_blank">www.Fest-Yoga.com.br</a></p>
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		<title>A lenda do perfume secreto Kámala</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 23:05:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Nossa Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[A LENDA DO PERFUME SECRETO KÁMALA (Extraído do imenso livro Tratado de Yôga, de DeRose) Conta a lenda, que Muntaz era uma das esposas de um poderoso Maharája do Norte da Índia. Desalentada, via que seu senhor manifestava preferência pelas outras mulheres enquanto ela era rejeitada, apesar de procurar conquistar o coração do Rei, fazendo-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>A LENDA DO PERFUME SECRETO KÁMALA</strong><br />
<small>(Extraído do imenso livro <em><strong>Tratado de Yôga</strong></em>, de DeRose)</small></p>
<p>Conta a lenda, que Muntaz era uma das esposas de um poderoso Maharája do Norte da Índia. Desalentada, via que seu senhor manifestava preferência pelas outras mulheres enquanto ela era rejeitada, apesar de procurar conquistar o coração do Rei, fazendo-se graciosa e tentando servi-lo da melhor maneira. Mas nada adiantava. As outras deviam ser mais adestradas nas artes do amor e colhiam os benefícios da satisfação do Marajá.</p>
<p>Certo dia, Muntaz procurou um Mago para que lhe preparasse um filtro de amor a fim de ajudá-la a aprisionar o coração do Rei. O Mago, súdito daquele soberano, recusou-se a ajudá-la, temendo as conseqüências, caso fosse descoberto. </p>
<p><span id="more-236"></span></p>
<p>Muntaz, tomada de desesperança, recolheu-se às funções secundárias das esposas menos importantes e passou a tomar muito cuidado com as suas ações, pois os reis costumavam mandar matar as esposas inconvenientes. </p>
<p>Assim, ocupou-se da arte da perfumaria, tida em alta conta nas cortes indianas de antanho. Além dos incensos, era muito apreciada a utilização de fontes com chafarizes que, ao invés de água, jorravam água-de-colônia, para deleite do monarca e seus convidados.</p>
<p>Tempos depois, o reino foi visitado por perfumistas portadores de oferendas ao Maharája, constituídas pelas mais nobres fórmulas de todo o mundo, inclusive da Europa. Muntaz foi encarregada de servi-los como anfitriã e de aprender o que pudesse para aprimorar sua função.</p>
<p>O perfumista-mor, homem idoso, cuja experiência o tornara observador de invejável acuidade, dirigiu-se a Muntaz e perscrutou:</p>
<p>- Alteza, notei que o coração de certa dama da corte está triste pela falta de retribuição do amor que devota ao seu esposo.</p>
<p>- Caro senhor, sua acutilância pode pôr em risco a privacidade dessa dama &#8211; respondeu a desditosa consorte com indisfarçável tristeza. </p>
<p>- Asseguro-lhe que esse risco ela não correrá, porquanto posso ajudar tal senhora com toda a discrição.</p>
<p>Ouvindo essas palavras, os olhos de Muntaz traíram a curiosidade, o desejo e a esperança. O ancião percebeu e sentiu-se encorajado a prosseguir:</p>
<p>- Uma das mais bem guardadas fórmulas que trago na memória, é a do perfume denominado <em>Kámala</em>. Seu aroma poderoso é capaz de despertar a paixão do homem e da mulher, estimulando o desejo dos dois parceiros tão intensamente, a ponto de restabelecer os fluidos vitais dos homens impotentes e das mulheres frígidas. Esse secreto perfume foi elaborado originalmente com o objetivo de aumentar a energia das pessoas para despertar nelas a força da criatividade, da sensibilidade e do dinamismo para o trabalho intelectual. Mas os antigos observaram que sob sua ação, surgiram as outras manifestações que enriqueciam a vida amorosa. Foi aí que o batizaram com o nome Kámala, que significa <em>flor de lótus</em>. Vou lhe ensinar essa fórmula para que Vossa Alteza possa auxiliar a dama em questão, ou qualquer outra que o necessite.</p>
<p>Depois de ouvir tudo isso, Muntaz não podia recusar a oferta. Disse-lhe, então, o sábio perfumista:</p>
<p>- É preciso utilizar os mais fortes fixadores da natureza, para que este óleo fique tão impregnado no corpo a ponto de exalar o seu perfume por muitas horas e até dias. O âmbar, o civete e o almíscar conferem-lhe o fascínio da sensualidade. Por outro lado, o sândalo, a alfazema e a rosa de boa procedência proporcionam a nobreza, a delicadeza e a nota romântica do buquê. Isto é um grande segredo da perfumaria oriental, que o Ocidente ainda desconhece. Depois é só ir temperando com mais estas dezessete essências naturais, até ficar bem aveludado e macio. Finalmente, o Kámala deve ser posto a envelhecer num recipiente de cristal, cuja tampa precisa permanecer lacrada por um ano, guardado em local fresco e ao abrigo da luz. Só depois desse tempo, pode ser utilizado. Mas atenção: a fórmula tem que ser preparada em noite de lua crescente e só se deve romper o lacre numa noite da mesma lua.</p>
<p>Muntaz fez exatamente como lhe havia sido ensinado. Um ano depois, muito emocionada, abriu o frasco. A fragrância invadiu seus aposentos. Conforme as instruções do velho perfumista, Muntaz resistiu à tentação e usou apenas três gotas na palma da mão, esfregou as mãos e, com elas, seu pescoço, colo e cabelos. Nessa noite, propositadamente, foi levar os quitutes ao Maharája. Este, ao sentir o perfume inebriante, pareceu notá-la pela primeira vez em tantos anos. Pediu-lhe que ficasse e se sentasse junto a ele. Perguntou-lhe por que haviam-se distanciado e confessou-lhe o desejo de estar mais tempo em sua presença.</p>
<p>Assim, dia após dia, Muntaz foi conquistando o coração do Rei até que, finalmente, ele ficou loucamente apaixonado por ela e não se interessava mais pelas outras mulheres.</p>
<p>Conta-se que quando Muntaz morreu, o Maharája mandou construir um mausoléu enorme e lindíssimo em mármore branco, como jamais houve outro igual em toda a Índia. E que, no palácio, encheu seus aposentos de espelhos dispostos de maneira que, onde quer que ele estivesse, pudesse vê-la em sua última morada. Hoje repousa ao lado dela, realizando suas juras de amor eterno.</p>
<p><em>Nos séculos seguintes e até hoje o perfume Kámala é considerado secreto e, embora seja caro, é difícil de se conseguir mesmo uma pequena quantidade. Somente os yôgins muito merecedores podem, eventualmente, obter um frasquinho com seu instrutor.</em></p>
<p>Esta lenda é apenas um conto. A fórmula Kámala foi elaborada por nós. É oportuno informar que nenhum fixador de origem animal que exigisse sacrifício, foi utilizado.<br />
•	O civete é retirado, sem causar dano ao animal, com uma espátula, de uma bolsa que o gato de algália tem perto do ânus para marcar seu território.<br />
•	O âmbar gris é expelido espontaneamente pelo cachalote e fica boiando no mar.<br />
•	O almíscar de origem animal não existe mais no mercado desde o século passado. Hoje só existem o almíscar vegetal e o sintetizado.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_238" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-238" title="kamala" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/kamala.jpg" alt="O maravilhoso Kámala" width="600" height="325" /><p class="wp-caption-text">O maravilhoso Kámala</p></div>
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		<title>DeRose e o SwáSthya</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 01:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Montagna</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(texto extraído da monografia de Alexandre Montagna, apresentada à banca das avaliações de revalidação anual da Universidade de Yôga) Um filósofo contemporâneo chamado DeRose, Mestre de Yôga, desde cedo interessou-se pela filosofia e começou a debulhar a literatura disponível em sua época a fim de compreender o Yôga em sua totalidade. No seu caminho de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>(texto extraído da monografia de Alexandre Montagna, apresentada à banca das avaliações de revalidação anual da Universidade de Yôga)</em></strong></p>
<p>Um filósofo contemporâneo chamado DeRose, Mestre de Yôga, desde cedo interessou-se pela filosofia e começou a debulhar a literatura disponível em sua época a fim de compreender o Yôga em sua totalidade. No seu caminho de expansão do conhecimento e evolução no Yôga, foi se tornando um grande professor, com um notável poder de realização e determinação. Devido à sua grandeza desde jovem e ao fato de os demais professores de Yôga sentirem-se ameaçados financeiramente, DeRose começou a sofrer amargas dificuldades e obstáculos logo no início de sua carreira.</p>
<p>Quando uma pessoa superlativamente predisposta, dinâmica e determinada assume uma filosofia para sua vida, naturalmente se interessará pela sua história e origem. Pois foi esse interesse que fez DeRose buscar as origens do Yôga: durante mais de duas décadas este professor foi à Índia, pesquisou os Shástras (escrituras hindus) e estudou nos mais tradicionais áshrams daquele país. Um ano de pesquisa árdua e dedicação integral ao Yôga já seria o suficiente para angariar um sem-número de informações. <strong>Vinte e quatro anos de pesquisa árdua e dedicação ultra-integral ao Yôga</strong> foi o suficiente para que o então Mestre DeRose concluísse sua busca pela origem do mais genuíno Yôga, que estava considerado extinto.</p>
<p>Eis que surge o SwáSthya Yôga, como uma proposta de resgate e codificação do Yôga Antigo, Pré-Clássico, pré-vêdico, pré-ariano, proto-histórico. O Mestre DeRose buscou o Yôga mais antigo, de fundamentação Tantra-Sámkhya (Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya) e codificou-o com o nome de SwáSthya Yôga, que em sânscrito significa auto-suficiência (self-dependence), saúde, bem-estar, conforto, satisfação.</p>
<table style="margin: 1.5em auto; text-align: center;" border="1" bordercolor="#999">
<tbody>
<tr>
<td style="background: #eee;" colspan="6">CRONOLOGIA HISTÓRICA DO YÔGA</td>
</tr>
<tr>
<td class="divisao1">Divisão</td>
<td class="yogaantigo2" style="background: #ccc;" colspan="2">YÔGA ANTIGO</td>
<td class="yogamoderno2" colspan="3">YÔGA MODERNO</td>
</tr>
<tr>
<td>Tendência</td>
<td style="background: #ccc;" colspan="2">Sámkhya</td>
<td colspan="3">Vêdánta</td>
</tr>
<tr>
<td>Período</td>
<td style="background: #ccc;">Yôga Pré-Clássico</td>
<td>Yôga Clássico</td>
<td colspan="2">Yôga Medieval</td>
<td>Yôga Contemporâneo</td>
</tr>
<tr>
<td>Época</td>
<td style="background: #ccc;">Mais de 5.000 anos</td>
<td>séc III a.C.</td>
<td>séc VII d.C.</td>
<td>séc XI d.C.</td>
<td>séculos XIX e XX</td>
</tr>
<tr>
<td>Mestre</td>
<td style="background: #ccc;">Shiva</td>
<td>Pátañjali</td>
<td>Shankara</td>
<td>Gôrakshanatha</td>
<td rowspan="2">Aurobindo<br />
Rámakrishna<br />
Vivêkánanda<br />
Shivánanda<br />
Chidánanda<br />
Krishnánanda<br />
Yôgêndra</td>
</tr>
<tr>
<td>Literatura</td>
<td style="background: #ccc;">Upanishad</td>
<td>Yôga Sútra</td>
<td>Vivêka Chudamani</td>
<td>Hatha Yôga</td>
</tr>
<tr>
<td>Fase</td>
<td style="background: #ccc;">Proto-histórica</td>
<td colspan="4">Histórica</td>
</tr>
<tr>
<td>Fonte</td>
<td style="background: #ccc;">Shruti</td>
<td colspan="4">Smriti</td>
</tr>
<tr>
<td>Povo</td>
<td style="background: #ccc;">Drávidas</td>
<td colspan="4">Áryas</td>
</tr>
<tr>
<td>Linha</td>
<td style="background: #ccc;">Tantra</td>
<td colspan="4">Brahmácharya</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;"><em>Quadro extraído do livro <strong>Tratado de Yôga</strong>, de DeRose</em></p>
<p>Apenas este resgate histórico, que já foi reconhecido em diversos países e inclusive na própria Índia, já seria o suficiente para colocar DeRose na lista dos Grandes Mestres e nomes do Yôga mundial. Mas há outro fato que deve-se enaltecer e reconhecer, a fim de dar-lhe os créditos merecidos: o Yôga, após a obra deste Mestre, passou a ser praticado por mim e por você. E isto é sem preço. Antes o Yôga estava muito atrelado ao misticismo (Vêdánta), ao comportamento repressor (Brahmácharya) e à ocidentalização. Os praticantes geralmente eram pessoas místicas, espiritualistas, calmas, por vezes passivas, geralmente mulheres e a maioria da terceira idade. DeRose revelou que nos textos hindus antigos, o Yôga sempre foi associado a conceitos de força, poder e energia, era praticado por homens e era preciso muita energia e tempo de vida para despertar a força interior necessária para a conquista da meta, logo era necessário começar biologicamente jovem. Ele desmitificou a filosofia, resgatando o prisma naturalista do Sámkhya e tornou o Yôga uma prática muito mais cheia de vida e sensorialidade ao resgatar a raiz comportamental original do Yôga, o Tantra.</p>
<p>A profissão de Instrutor de Yôga não era reconhecida. DeRose, com muita lucidez, tornou a profissão extremamente viável e gratificante. É neste ponto que vou argumentar contra acusações maldosas que já presenciei: seu alto senso administrativo &#8211; necessário num sistema capitalista &#8211; é alvo de críticas de minorias inexpressivas, que acusam-no por ser bem sucedido demais, ou talvez porque consideram a prosperidade profissional incoerente nesta área, ao exercer o vício de pensamento que separa a evolução do indivíduo em um lado, e o zelo pelos bens materiais em outro lado. Na verdade, este sucesso e exemplo de competência e administração são invejados por meteoritos que gostariam de ser estrelas, mas que nunca conseguirão ter o mesmo brilho, pois ao invés de produzir em conjunto, permanecem distantes e com o ego às alturas, sendo incapazes de reconhecer um grande feito de um nobre homem.</p>
<p>Para compreender melhor sobre como funciona o bem-sucedido procedimento financeiro-administrativo elaborado pelo Mestre DeRose, leia o livro do Instrutor Thiago Massi: <strong><em>O que é a Uni-Yôga</em></strong>, da editora Nobel.</p>
<p style="text-align: center; "><em>&#8220;Inveja não consiste em querer o que o outro tem.<br />
Consiste em querer que o outro não tenha&#8221;</em><br />
Autor desconhecido</p>
<p>Hoje, o reconhecimento de sua obra está espalhado por diversos países. O mundo está redescobrindo o Yôga Antigo, muito bem organizado e codificado com o nome de <strong>SwáSthya</strong>. Estima-se em 1 milhão o número de praticantes diretos e indiretos desta modalidade de Yôga no Brasil, sem contar lá fora. São milhões de pessoas que ficam encantadas com a beleza e a proposta da Nossa Filosofia. Por experiência própria, eu digo que qualquer pessoa disposta a viver com qualidade e a buscar o melhor para si identifica-se com esta Cultura.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_27" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.uni-yoga.org"><img class="size-full wp-image-27" title="logo-metodo-derose" src="http://alexandremontagna.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/logo-metodo-derose.jpg" alt="Método DeRose" width="450" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Logo do Método DeRose</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Na trajetória profissional e pessoal do Mestre DeRose, há muitas histórias pitorescas a contar e situações que estão melhor detalhadas em sua autobiografia <strong><em>Quando É Preciso Ser Forte</em></strong>, da Editora Nobel. Sugiro veementemente que você trave contato com esta obra. Ela poderá mudar a sua vida.</p>
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