Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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A evolução no Método DeRose Dezembro 21, 2009 | 02:25 pm

A SUBLIMAÇÃO DO QUADRADO AO CÍRCULO

Um conceito universalmente aceito é o de que os ritos, símbolos, paramentos e orações constituem as muletas das quais o ser humano pode eventualmente necessitar no início da sua evolução. Quando, entretanto, tiver conquistado o amadurecimento interior, torna-se emancipado de todos esses artifícios e do próprio espiritualismo. Essa equação é desenvolvida pelo simbolismo do quadrado, do triângulo e do círculo.

O quadrado é a pedra bruta e representa o homem embrutecido, ainda-materialista por ignorância, por desconhecimento do universo interior que está por descortinar.

O triângulo é a pedra angular e representa o homem que começou sua caminhada através do espiritualismo.

O círculo é a pedra filosofal e representa o homem já evoluído, sem arestas, que conquistou o Conhecimento e o Poder. Por isso, não precisa mais das ferramentas, agora para ele obsoletas e até mesmo grosseiras que o espiritualismo proporciona. Tudo isso lhe foi útil numa etapa, mas agora encontra-se muito além. É como subir os degraus de uma escadaria. Cada degrau pode ter sido extremamente necessário para se galgar os seguintes, mas para continuar subindo é necessário desapegar-se dos já trilhados e prosseguir para os subseqüentes.

O Método DeRose oferece um método eficaz de sublimação do quadrado diretamente para o círculo, sem passar pelo triângulo, portanto, sem misticismo nem doutrinação.

O QUE É SUBLIMAÇÃO?

Sublimação é o fenômeno que nos permite passar de um estado mais denso para outro mais sutil, sem passar pelo intermediário. Por exemplo, podemos ter água em estado sólido, líquido ou gasoso. Em estado sólido é gelo, em estado gasoso é vapor d’água. Se deixarmos um bloco de gelo sem refrigeração, a tendência é que ele derreta, passando ao estado líquido e, em seguida, comece a evaporar, passando ao gasoso. Entretanto, um cubo de gelo seco não passa pelo estado líquido, intermediário, e vai diretamente ao gasoso, mais sutil. O mesmo ocorre com um tablete de cânfora. Isso, na Física, chama-se sublimação. No nosso caso, a sublimação consiste em passar diretamente do estado grosseiro, representado pelo quadrado, ao de pessoa lúcida e sensível, representada pelo círculo, sem passar pelo estado hipnótico do misticismo, representado pelo triângulo.

QUADRADO, TRIÂNGULO, CÍRCULO

A maioria das escolas filosóficas de inspiração orientalista adota a divisão didática em sete níveis de atuação do ser humano no universo, em ordem de sutileza crescente. Desses sete veículos de manifestação da consciência, os quatro primeiros são considerados concretos e o quadrado é o seu símbolo.

Os três mais sutis são considerados abstratos e simbolizados pelo triângulo. O conjunto dos quatro primeiros chama-se quaternário inferior ou personalidade. O conjunto dos outros três denomina-se tríade superior ou individualidade.
O quaternário inferior é constituído pelo corpo físico denso, físico energético, emocional e mental concreto. A tríade superior é formada pelo mental abstrato, intuicional e mônada. Para os reencarnacionistas, a tríade é a parte que reencarna e o quadrado consome-se totalmente, entre uma encarnação e outra.

O homem de pouca evolução tem mais desenvolvido o quaternário e bem menos a tríade. O que está no meio do caminho, o espiritualista, tem a tríade mais desenvolvida e o quaternário bem menos. Em ambos os casos observa-se um desequilíbrio, uma hipertrofia de um setor em detrimento de outro. Contudo, isso faz parte do plano de evolução. O movimento oscilatório precede a estabilidade.

Tendo superado o quadrado e o triângulo, o ser humano penetra na esfera superior, representada pelo círculo, de equilíbrio perfeito. Observamos, então, três etapas da evolução, tamas, rajas e sattwa, simbolizadas pelas formas geométricas: quadrado, triângulo e círculo, respectivamente. Quando você atinge a evolução circular todos os veículos, desde o físico denso até à mônada, tendem a manifestar equilibradamente o seu potencial de saúde, força e rendimento.

Para o desenvolvimento comum é assim que se evolui: primeiro, o quaternário, depois, o triângulo e, só então, o círculo. Contudo, há meios de acelerar a evolução, obtendo um progresso de um milhão de anos em uma década. Consiste na sublimação da fase espiritualista, convertendo o quadrado diretamente no círculo.

Simbolicamente isso é obtido através do dinamismo (rajas) imposto ao símbolo de tamas (inércia) e transmutando-o em um signo giratório, o círculo. Para quem sabe ler o alfabeto da simbologia, isso é feito traçando-se linhas de força entre os ângulos do quadrado e, depois, recruzando-os. É o mesmo que tomar o quadrado e fazê-lo girar. O produto da energia liberada é a aceleração evolutiva e a queima de etapas, logo, a eliminação de karma.

Uma alusão ocultista a esses conceitos encontra-se no desenho do homem inscrito num quadrado e num círculo, de Da Vinci, que sugere a identidade natural do ser humano com esses dois símbolos, mas omite intencionalmente o triângulo. Como se sabe, esse gênio não era espiritualista, logrou uma evolução bem acelerada e tentou dizer-nos, de forma cifrada, como o conseguiu.

Conclusão: o homem comum tem que passar pelas três fases, a do quadrado (o homem bruto); a do triângulo (o espiritualista) e a do círculo (a pessoa lúcida e evoluída, portanto descondicionada de credos e ideologias). Entretanto, os que tiverem o privilégio de receber a iniciação no Método DeRose, passam diretamente do estado bruto ao de Ser Consciente, sem precisar perder tempo com o misticismo.

Homem Vitruviano

Homem Vitruviano

Texto retirado do livro Corpos do homem e planos do universo, do escritor DeRose.

Sat chakra com De Bona Outubro 22, 2009 | 05:03 pm

É com alegria que recebemos ontem o Professor Rodrigo De Bona em nosso sat chakra. De Bona é o Vice-Presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina e esteve conosco na noite desta quarta-feira, conduzindo a prática de mentalização e alegrando a todos com sua fantástica e exemplar presença. É a primeira vez que um instrutor do leste vem visitar o nosso núcleo, que está no faroeste* catarinense.

* far west, o “longe oeste”.

sat-chakra-yoga-chapeco-professor-rodrigo-de-bona-blog-alexandre-montagna Cris, Sary, Instr. Alexandre, Instrª Daniela, Prof. De Bona, Nat, Cezar, Ozana e Mateus.

Foi uma prática realmente diferente, na qual tive boas sensações sendo geradas e que até agora estou assimilando. Quero deixar aqui meu agradecimento público pelo carinho, conversas, dicas e risadas que este nosso amigo nos proporcionou.

Que volte sempre, Rô!

Yôga não é para todo mundo Setembro 24, 2009 | 03:52 pm

A caminhada do Yôga pode ser resumida na palavra evolução. Para evoluir é preciso mudar, melhorar, aprimorar hábitos e condicionamentos. Isso inclui refinar hábitos alimentares e comportamentais, bem como ampliar o espectro da sutileza em todos os planos da existência. Se me permite acrescentar mais um ponto, penso que tratar com muito respeito o espaço vital dos outros seres vivos sobre a Terra é uma das principais evoluções que a filosofia preconiza. Analisando dessa forma, vemos que o Yôga não é para todo mundo. Muitos não querem saber de mudar coisa alguma e evoluir é um verbo que não aparece em seus dicionários. Aliás, geralmente quem não tem preparo cultural para praticar Yôga sequer tem um dicionário em casa. Se você não tem, não vá ficar zangado por vestir esse capuz! Reprograme suas sinapses cerebrais e, ao invés de zangar-se, comporte-se como um bom praticante do Método DeRose e me agradeça pelo incentivo para adquirir um majestoso exemplar Houaiss. Chamar dicionário de “amansa-burro” não é com a gente. Que absurdo! Como diz minha mãe, burro é quem não quer saber; o inteligente é sedento por conhecimento e vai atrás. Logo, dicionário é “amansa-inteligente“.

Tenho profunda convicção de que todas as pessoas do mundo podem realizar esta evolução, mas algumas estão muito aquém do que se espera de uma pessoa digna e sensível, e seria necessário despender muito tempo e energia para ajudá-las a abrir os olhos. Espero que você não seja assim. Espero que a semente da sede pela expansão da consciência e lucidez desabroche com força em você. Que você cultive carinho pela mudança e pelo seu aprimoramento pessoal. E juntos caminhemos na direção na qual a Humanidade, aos trancos e barrancos, apenas engatinha.

Entrevista com DeRose Setembro 6, 2009 | 06:08 pm
Esta foi a melhor entrevista com DeRose já feita

Melhor entrevista já feita com DeRose

Já saiu em diversos blogs e sites, mas está faltando aqui, então agora é minha vez de divulgar esta conversa travada com DeRose em Portugal.

A qualidade do jornalista António Mateus permitiu que seu entrevistado, o escritor DeRose, pudesse dissertar livremente sobre sua proposta de life style que é adotada por milhares de pessoas cultas e dinâmicas em diversos países das Américas, Europa e Brasil.

DeRose disserta sobre a Nossa Cultura e seus efeitos a curto, médio e longo prazo, tais como qualidade de vida, proatividade e autoconhecimento, proporcionando boas relações humanas e uma vida saudável e descomplicada. É uma conversa de valor inestimável.

Se você quiser acessar a transcrição da entrevista, entre neste link: uni-yoga.org/blogdoderose/…

Um texto meu no “Livre Pensar do Yôga” Agosto 6, 2009 | 12:08 pm
Imagem característica do portal

Shiva, o criador mitológico do Yôga, ilustra o portal.

Tenho a alegria e o prazer de ver minha primeira contribuição ao belo portal chamado Livre Pensar do Yôga, gerenciado pelo meu amigo Caio Melo e que compila textos de diversos instrutores e praticantes da Nossa Cultura.

Inicialmente, publicaria o texto aqui no blog, mas ao perceber a possibilidade de publicar lá no Livre Pensar, enviei meu texto, pois achei cabido e gentil compartilhar minhas ideias noutros sites que me permitam fazer isso. O artigo chama-se Método DeRose é uma Cultura, e você pode encontrá-lo neste link: LivrePensardoYoga.com. Acesse!

O Fest-Yôga Floripa 2009 foi ótimo! Junho 3, 2009 | 01:23 am

Para mim, o Fest-Yôga de Florianópolis deste ano foi ainda melhor, e imagino que esta seja uma tendência natural: estes encontros vão ficando ainda mais apaixonantes conforme vamos conhecendo mais pessoas e ampliando nosso círculo de amizades – o que é uma das características de pertencer à Uni-Yôga. Foi excelente!!

O evento organizado pela FYESC contou com 547 inscritos, dentre eles muitos praticantes novos e avançados, instrutores e dezenas de professores e Mestres. Abaixo, algumas fotos do evento:

Fest-Yôga Florianópolis 2009 está chegando!! Maio 28, 2009 | 02:21 pm

Postado novamente para ficar na primeira página

fest-yoga

Você sabe o que eu gosto no Fest-Yôga? É um evento de Yôga, e não de Oriente ou de alternativismo. São 600, 700 pessoas de boa cabeça, sem misticismo no ar, conversando e interagindo muito entre si. Ok, ok, vou falar com ainda mais objetividade: são centenas de pessoas respirando 3 beliíssimas filosofias: Yôga, Sámkhya e Tantra. Nada pode ser melhor do que isso. Bem, pode sim: melhor do que o festival, só mesmo se conviver com um grupo assim no dia-a-dia, rodeado de pessoas entusiasmadas pelo saber, desreprimidas, descomplicadas, que valorizam a sensorialidade e com um poder interior que cresce a cada prática de Yôga (o sádhana diário que confere força, poder e energia).

Chamamos a reunião destas 3 filosofias, Yôga, Sámkhya e Tantra, de Nossa Cultura – o caldo cultural do Método DeRose pelo mundo. E o Festival Internacional de Yôga de Florianópolis é, entre todos, o maior dos festivais do Método, pois, talvez por ser o mais antigo, e também com méritos à sua localização geográfica, é o mais cheio de participantes e o mais recheado de vivências: este Fest-Yôga bate o recorde de 3 vivências simultâneas! Não dá para fazer tudo, é muita coisa – muita coisa boa!

O evento ocorrerá nos dias 29, 30 e 31 de maio, e estamos indo eu, Dani, Sary, Mateus e Helio, numa aventura sobre quadro rodas a caminho do oriente catarinense, representando a egrégora chapecoense!

SwáSthya!

www.Fest-Yoga.com.br

Quem somos nós? (What the bleep do we know?) Maio 27, 2009 | 08:05 pm

Quem somos nós? foi o filme do nosso último Yôgacine, na casa da nossa querida colega Ozana. Se eu tiver que destacar um ponto ruim desse documentário, eu diria que é a abordagem excessiva do termo “espiritualidade”. Há inclusive um cientista (David Albert) que ficou indignado com o documentário, pois sua entrevista reiterou a não-relação entre física quântica e espiritualidade, enquanto a edição final de suas palavras insinuou o contrário. Depois, na segunda versão do filme que possui o subtítulo “Down the rabbit hole” (entrando na toca do coelho), o diretor ofereceu uma nova entrevista para esclarecer o posicionamento do professor Ph.D.

O radical espirit pode fazer o espectador começar a misturar com espiritualismo. Bem, caros amigos, é como diz o Mestre DeRose: “Não confunda espiritualismo com espiritualidade. A espiritualidade é um patrimônio do ser humano. O Yôga de qualquer modalidade, desde que autêntico, desenvolve a espiritualidade. Espiritualismo é a institucionalização da espiritualidade, ou o sistema que toma por centro o espírito em contraposição à matéria, baseando-se no conceito da dicotomia entre corpo e alma como coisas separadas e oponentes.” É importante reler este trecho para compreender bem estes conceitos e não misturá-los.

Há diversos links que podem ser feitos entre o filme em questão e a filosofia do Yôga, o que torna impraticável dialogar sobre todos eles em um só encontro de sábado à noite (após três deliciosas e saborosas pizzas gigantes vegetarianas). Um dos aprendizados mais importantes que temos para aplicar desde já no dia-a-dia é sobre os condicionamentos e o impacto das ações e reações em nossa rede neural. No Yôga, utilizamos os termos vásana (condicionamento) e sámskara (registro existencial) para abordar este assunto.  O filme ensina de forma clara como desenvolvemos a nossa personalidade baseada nos comportamentos anteriores, e como eles vão se consolidando e ganhando força. Alguém que se irrita uma vez, irritar-se-á outra vez mais adiante, e outra, e outra, chegando a tal ponto que o comportamento de irritação e descontrole emocional estará intrínseco à sua personalidade, amalgamando-se de tal forma que ficará difícil visualizar uma luz no fim do tunel daquela pessoa.

“O Homem faz escolhas, e as escolhas fazem o Homem.”
Ricardo Mallet

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Encerro com o excelente texto de Joris Marengo, o bem conhecido Jojó, Presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina:

O inconsciente é como um disco de vinil virgem.
Desde o nascimento são registrados, marcados na superfície lisa do disco, todas as experiências de dor e prazer.
Elas ficam ali, indefinidamente: totais, silenciosas, perenes e inconscientes. O Yôga denomina estes registros de samskáras.
O samskára, como sulcos de um vinil, obriga-nos a dançar sempre as mesmas músicas, ou seja, a repetir os atos condicionados, os vásanás.
Aquilo que denominamos de personalidade, individualidade são apenas atos condicionados mais sutis, mas ainda reações reflexas ao domínio silencioso do samskára.
- Existirá uma condição de liberdade, além dos samskáras e vásanás?
É este o estado não-condicionado que o yôgin aspira com toda a força do seu sádhana, dia após dia, samyama após samyama, sem concessões, até a liberação absoluta.

Joris Marengo

Ele ainda acrescenta no rodapé:

Samskára: as raízes profundas dos condicionamenos humanos, tendências subconscientes de caráter inato e hereditário.
Vásaná: odor, desejo, ignorância. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o homem.

quem-somos-nos-reflita-blog-alexandre-montagna

Cena que encerra o documentário

Blog do Jojó: www.yogafloripa.com/blogdojojo/

Blog do DeRose: www.uni-yoga.org/blogdoderose/

Twitter de Ricardo Mallet: twitter.com/ricardomallet


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