Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

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Sary Agosto 5, 2009 | 04:04 pm

Alma-gêmea é um conceito romântico e bonitinho, mas que não existe, na verdade. Ele faz parte dos contos de fada e das novelas que sempre terminam em casamento. Faz parte da fantasia social. Somos hoje 7 bilhões de personalidades transitando pelo mapa-mundi com grandes sonhos, pequenos hobbies e desejos carnais. O par perfeito é qualquer um que suprir pelo menos dois desses três itens. Se você conseguir combinar em tudo, melhor ainda! Você estaria amando a sua personalidade-gêmea, com certeza. Contudo, isso não garantiria felicidade, já que ela não é responsabilidade de nenhuma outra pessoa a não ser você mesmo – mas isso é assunto para um outro dia.

  • Pequenos hábitos: filmes, música, culinária, esportes, lar, estudos…
  • Grandes metas: investir na carreira, cuidar da comunidade, gerenciar organizações, ajudar crianças cegas no Tibet, etc.
  • Desejos carnais: trocar carinho, abraços, conversas aconchegantes, sair juntos, andar de mãos dadas, dar beijos, transar, etc. – achou que era só transar, não achou?

Não há alma-gêmea, mas há uma infinidade de possibilidades de relacionamentos afetivos maravilhosos. Há parceiros em potencial por todo lugar com os quais você pode se divertir ao compartilhar pequenos hobbies, ou grandes sonhos, sejam eles altruístas ou não, e ainda satisfazer desejos carnais. Tem casais que se unem apenas pelo apetite sexual, sem ter pequenos hábitos em comum e muito menos os grandes sonhos ou metas de vida. Duram pouco, de fato. Quando o pior acontece, se casam por pressão de família e sociedade e acabam por ter uma vida incompleta. Você já viu algum casal assim, pois eles não são nada raros.

Eu encontrei uma garota muito especial, com quem compartilho cada vez mais todos os itens possíveis de um relacionamento, e ainda venho desenvolvendo um outro fator importante que não mencionei anteriormente, que é o de compartilhar existência. Essa expressão é tão forte que merece o artigo especial que será lançado futuramente.

Sarita, a Sary, é essa amável e amada garota com quem compartilho minha vida, e que esteve de aniversário no último 1º de agosto. Parabéns a você, princesinha!*

No Canadá

Sary e seu sorriso contagiante no Canadá.

Te amo.

* Sara, do hebraico, significa A princesa. Sarita é o diminutivo de Sara, logo, significa princesinha. Lindo, não?

ps.: meu amigo Marco Carvalho lembrou-me do significado de Sara em sânscrito: essência! Uau….

Boa cultura Abril 23, 2009 | 12:38 am

Comportamento x ponto de vista

Numa conversa, meu amigo Rogério Peres, citando sua companheira Margareth Peres, colocou uma questão interessante sobre a relação entre  ponto de vista e comportamento que levantou a reflexão: em qual é melhor atuar? Nosso corpo é uma via de mão dupla: se por um lado o ponto de vista define o comportamento, por outro lado o comportamento atua no ponto de vista. A visão de mundo, enquanto não se manifestar no comportamento, é subjetiva e neutra; o comportamento do indivíduo, por outro lado, é objetivo e afeta o meio, o grupo, a coletividade. Definitivamente, é melhor atuar no comportamento, pois além de ser o que nos afeta de imediato, é o caminho mais fácil e com menos espinhos. Mudar a cabeça de um vivente é algo muy trabalhoso, dependendo do vivente. Atuemos majoritariamente na área comportamental, e deixemos que os pontos de vista aprimorem-se naturalmente com o tempo.

Boa cultura

A cultura de um povo define o certo e o errado, e só por isso merece absoluta atenção e carinho. Enquanto a boa cultura é desrepressora e permite à mulher o topless, a má cultura reprime e condena com desonra a moça que pensar muito alto em realizá-lo, com provável desfecho em apedrejamento em certos países. Enquanto a boa cultura incentiva a especulação naturalista e a ciência, a má cultura prendeu e queimou em praça pública quem divulgou conhecimentos que desmentiram crenças. A cultura molda o ponto de vista, e este define as diretrizes do comportamento individual que, por sua vez, afeta o relacionamento interpessoal. Urge a necessidade da boa cultura, e eu vivo e trabalho por isso.

DeRose concede entrevista ao blog Caminho das Índias Março 20, 2009 | 02:39 pm

Trecho retirado da entrevista de DeRose concedida ao blog Caminho das Índias que pode ser lida na íntegra neste endereço: http://www.casadoyoga.com.br/yoga_entrevista_derose.html

Blog: Como o senhor vê a questão das castas? Explique-nos um pouco sobre o assunto.
DeRose: Por um lado:
Na Índia, as castas só existem assumidamente no hinduísmo. A instituição das castas não está presente nas demais religiões, como o islamismo, o budismo etc. No hinduísmo, existem quatro castas principais que são brahmins, kshátriyas, vaishyas e súdras. Estas quatro subdividem-se em um número incalculável de sub-castas. Fora e abaixo das castas estão os intocáveis. Desde tempos imemoriais essa estrutura mantém uma razoável harmonia na sociedade hindu. No entanto, graças a Gandhi e com o passar dos anos, elas se tornaram mais flexíveis e temos visto mais casamentos intercastas e até mesmo intocáveis ganhando dinheiro e galgando postos políticos importantes, o que antes não era possível.

Por outro lado:
O tema das castas sempre despertou a curiosidade dos ocidentais, mas não compreendo a razão, já que no mundo ocidental também há a divisão da sociedade em castas. É uma tragédia quando um rapaz de casta inferior aqui do Brasil resolve se casar com uma jovem de nível superior ao dele. Sempre ocorreram até suicídios e assassinatos por esse motivo. Quando um jovem de casta baixa quer ascender socialmente, ele é brutalmente impedido. Se nasceu em um ambiente cultural humilde, a classe média o exclui. Se nasceu na classe média, é rejeitado pela classe alta. Dependendo do dialeto-de-casta da língua portuguesa que ele utilize, será aceito no nosso país para um cargo de menor ou maior importância, baseado apenas na sua linguagem. Isto está certo ou errado? Não me considero com direito de julgar, já que eu não ficaria bem impressionado com um estabelecimento que colocasse para atendimento ao público um funcionário que falasse português errado. Portanto, tanto na Índia quanto no Brasil e no mundo todo, a sociedade humana é dividida em castas. Só que a maior parte não assume. Como dizia George Orwell: “Todos os Homens são iguais, só que uns são mais iguais do que outros.”

Continue lendo o restante da entrevista.

Dia Internacional da mulher de 2009 Março 8, 2009 | 12:01 am

 Feliz Dia Internacional das Mulheres, mulheres!
E um beijo para você, Sary, minha amada companheira.

Vamos educar bem as nossas menininhas

É assim que educam nossas menininhas desde cedo

Você sabe por que existe o Dia Internacional da Mulher e não existe o mesmo para o homem? Porque em nossa sociedade machista e patriarcal a mulher sempre esteve no segundo plano. Portanto, este dia 8 de março celebra a conquista da mulher ao direito de trabalhar com igualdade de condições em relação ao homem. Pessoalmente, atribuo à esta data a comemoração do direito da mulher ao voto, do direito de participar ativamente da sociedade, política, cultura, economia e educação.

A má notícia é que muitas mulheres ainda são machistas. Ainda enchem as filhinhas de brinquedos de casinha, de boneca, de cozinha, com vassourinhas e bebês para cuidar e dar o “mamá”. Entre numa loja de departamentos e você verá a seção de meninas toda rosa, entupida de bonecas e panelinhas até não mais poder. E na seção dos meninos há uma boa variedade de brinquedos que estimulam a coordenação motora e que estimulam a memória ou a concentração. Quem vai dirigir as empresas e decidir o futuro da humanidade assim?

Educam os filhos deixando-os sair para a balada, e as meninas ficam em casa. O filho pode aos 16 anos dormir na casa da namorada, mas “ai da minha filha de 16 anos se inventar de dormir na casa do namorado“. Nota: essa idade varia de acordo com a cidade e a estrutura familiar, mas a experiência é igual: com a mesma idade, o filho tem mais privilégios do que a filha.

Se o menino sai com várias, é um garanhão, o orgulho do pai. Se a menina sai com vários, é uma galinha, uma vergonha!

Que vergonha!


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