Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

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Entrevista com DeRose Setembro 6, 2009 | 06:08 pm
Esta foi a melhor entrevista com DeRose já feita

Melhor entrevista já feita com DeRose

Já saiu em diversos blogs e sites, mas está faltando aqui, então agora é minha vez de divulgar esta conversa travada com DeRose em Portugal.

A qualidade do jornalista António Mateus permitiu que seu entrevistado, o escritor DeRose, pudesse dissertar livremente sobre sua proposta de life style que é adotada por milhares de pessoas cultas e dinâmicas em diversos países das Américas, Europa e Brasil.

DeRose disserta sobre a Nossa Cultura e seus efeitos a curto, médio e longo prazo, tais como qualidade de vida, proatividade e autoconhecimento, proporcionando boas relações humanas e uma vida saudável e descomplicada. É uma conversa de valor inestimável.

Se você quiser acessar a transcrição da entrevista, entre neste link: uni-yoga.org/blogdoderose/…

A personificação do imponderável Agosto 19, 2009 | 08:08 am
Papai sumiu! Ou será que nunca esteve lá?

Da nossa necessidade de antropomorfização, fizemos nascer o Pai.

Nos finalmentes da Antiguidade Tardia e primordios da Idade Média, pairava no ar uma grande ignorância acerca de nós mesmos e do funcionamento do mundo – pairava ou paira? Por olharmos ao nosso redor e encontrarmos apenas seres menos evoluídos intelectualmente, foi muito fácil criar uma estrutura conceitual de criação do Universo baseada em nós mesmos. Daí a Terra ser o centro de tudo, o Sol girar em torno de nós e, claro, sermos criados à imagem e semelhança de um suposto criador. Daí, também, nos considerarmos a coroação da criação, o ápice existencial, a nata do leite e o recheio da última bolachinha. Soma-se a isso a nossa cultura patriarcal e, pronto, aí está: Deus, a personificação masculina do imponderável. Masculina porque em cultura patriarcalista é sempre o homem aquele que governa, o delegado que manda prender e manda soltar. É o Deus, no lugar de a Deusa; é pai nosso, meu senhor, o criador, etc. Pelo que me consta, inicialmente era a Deusa-mãe, o que faz muito sentido, pois é a mulher quem gera um outro ser à sua imagem e semelhança, mas registra-se que foram os hebreus que converteram o sexo, e a Deusa virou Deus, e nunca mais se fez mulher novamente. Não havendo espaço para dois sexos no Ser Absoluto, o gênero feminino surgiu no conceito de Mãe-Natureza – conceito esse que, analisando lucidamente, é o mesmo que Deus. Isso não muda muito as coisas. É tudo crença, afinal, e crença não se comprova, nem se refuta: se o indivíduo teimar que sua imaginação é real, não há argumentos convicentes que provem o contrário, “pois é uma questão metafísica” – ele replicará. E assim se mantém o Pai Nosso que está no Céu até hoje.

Estamos ainda passando pelas transformações das descobertas do que realmente está lá fora, e isso está sendo bastante bom, pois já estamos bem mais prá frentex do que há alguns séculos. Contudo, alguns de nós ainda carregam velhos conceitos como a total inevitabilidade do destino que já está traçado, ou a ideia de um criador separado de nós que está lá em cima, ou ainda a necessidade da crença por si só em qualquer coisa. Ou seja, ainda temos uma carga grande de credo e de delirium misticum.

A boa notícia é que há alguns milênios atrás, no segmento indiano da Proto-História, no seio da Civilização do Vale do Indo, ou harappiana, não havia religiões institucionalizadas. O povo da época, os drávidas, cultuava as forças da Natureza, as águas, vegetações, luar e, principalmente, o Sol. Isso é realmente espantoso se considerarmos que aqueles eram tempos profundamente religiosos noutras regiões do planeta, como no Egito. Para os drávidas, não havia um senhor de barbas brancas regendo o Cosmos, a sociedade era naturalista e não espiritualista. Estou citando o povo da Índia Antiga porque a Nossa Cultura resgata esse ponto de vista do berço cultural indiano, pois ele pertence à herança estrutural de uma poderosa filosofia teórica chamada Sámkhya*, que é uma das raízes do Yôga Antigo. Isso atribui um caráter completamente não-místico em nossa percepção de mundo. Afinal, para que se importar com o mistério das cousas? Para mim, o único mistério é haver quem pense no mistério! (trecho de poesia de Fernando Pessoa). Que maneira bela de viver! Sem credo, catequese, doutrinação, fantasias, pecado ou temor ao sexo. Pelo que sei a respeito dos drávidas, alguns historiadores rotularam-los de ateístas, mas esse conceito é inexato, pois eles não negavam nada enquanto não havia nada para negar, já que só muitos séculos mais tarde é que o homem viria criar um Criador à sua imagem e semelhança. Portanto, o melhor termo para conceituar o posicionamento do povo drávida é agnosticismo, termo esse que está alheio às divinas comédias da crendice social. Assim sejamos todos.

Se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e luar
Então acredito nele a toda hora.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar.

(Fernando Pessoa, ilustrando muito bem o pensamento naturalista)

* Nota de rodapé a fim de registro filosófico: para aprofundar-nos ainda mais, devemos saber que do Sámkhya nasceu a primeira vertente discretamente teísta, mas ainda naturalista, denominada Sêshwarasámkhya, que significa Sámkhya Com Senhor numa clara distinção à primeira aparição da filosofia, que passou a ser denominada Niríshwarasámkhya que em sânscrito significa Sámkhya Sem Senhor, o Sámkhya original.

Zeitgeist no Yôgacine de sábado – 4/7/2009 Julho 9, 2009 | 03:13 pm
Zeitgeist - 'o espírito da época'

Zeitgeist é um termo alemão que significa 'o espírito de época' ou 'espírito do tempo'. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

Tivemos Yôgacine no último sábado e foi maravilhoso como sempre. O filme foi muito bom, interessante e instigante, feito para sacudir o indivíduo pelos ombros e alertá-lo para algo que, se eu for resumir numa expressão, seria esta: “não acredite“. Não acredite no quê? Apenas não acredite. A probabilidade de você ser ludibriado é grande. Isso vai ao encontro do verbo que define o Sámkhya (filosofia teórica que fundamenta o Yôga Antigo), que é o verbo saber – justamente o oposto do verbo crer, que melhor define o Vêdánta – a filosofia oposta ao Sámkhya! Não é à toa que o Mestre DeRose, o sistematizador do Yôga Antigo, escreveu um pequeno texto sobre esta expressão: O que é o Axioma Número Um do SwáSthya Yôga. De quebra, você já pode conferir este artigo para enriquecer mais sua leitura “Afinal, por que “doutrinação” deve ser execrada?

Zeitgeist – The Movie, de Peter Joseph, é uma codificação de fatos históricos, políticos e econômicos, numa compilação de efeito e alto impacto no espectador. É um trabalho de resgate dos acervos da mídia e da história, e colocados na película num formato dividido em 3 partes:

1 – A maior história já contada (religião);
2 – O mundo é um palco (política);
3 – Não te preocupes com os homens por trás das cortinas (economia).

O resultado é digno de apreciação, e você pode conferir ao final deste post. Além do filme, foi muito gostoso estar presente nesse encontro com tantas pessoas legais, simpáticas e queridas que são a galera do SwáSthya Yôga de Chapecó; e ainda podendo apreciar pizzas saborosíssimas – e vegetarianíssimas também, claro – à mesa.  A pizzaria Don Marco aqui de Chapecó está produzindo belas fornadas. Abaixo, a foto do encontro. Faltou a foto de todos sentados à mesa com as pizzas coloridas e gigantes ao longo dela.

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Galera faceira reunida para a foto do final do encontro. Linha 1 - Cláudio (nosso engraçado amigo que aparece só para os documentários profundos, vindo no fluxo da Ci), Dani (nossa querida amiga também instrutora de SwáSthya), Helio (o guerreiro de Xanxerê, que atravessa mares ao nosso encontro), Ozana (nossa simpática colega com presença sempre confirmada); Linha 2 - Sérgio (grande e entusiasmado debatedor da noite), Cris (outra parceiraça que sempre nos alegra com sua ótima companhia), Cezar (que pela primeira vez participou de um evento da turma - que seja a primeira de muitas!), Sirlei (nossa nova e simpática colega que já chegou mostrando que é de marcar presença, companheira do Cezar), Alexandre (dispenso autocomentários hehehe); Linha 3 - Sary (minha amada companheira, sempre presente e me ajudando na organização dos eventos), Jeferson (nosso estimado amigo jornalista e empresário do restaurante vegetariano San Wila) e Cinara (também sempre presente e compartilhando alegrias, divertimentos e boas conversas, puxando o Cláudio até o momento em que ele começará a praticar também.)

O próximo Yôgacine provavelmente será sobre vegetarianismo, já que este é um assunto que atrai e interessa bastante quem ainda não é vegetariano ou não possui conhecimento o suficiente sobre.

O evento foi nas instalações acima da querida loja Samarga Fran Modas.

Fique ligado para conferir em breve os próximos posts!

SwáSthya!


Zeitgeist, O Filme (ver no Google Video)

Fest-Yôga Florianópolis 2009 está chegando!! Maio 28, 2009 | 02:21 pm

Postado novamente para ficar na primeira página

fest-yoga

Você sabe o que eu gosto no Fest-Yôga? É um evento de Yôga, e não de Oriente ou de alternativismo. São 600, 700 pessoas de boa cabeça, sem misticismo no ar, conversando e interagindo muito entre si. Ok, ok, vou falar com ainda mais objetividade: são centenas de pessoas respirando 3 beliíssimas filosofias: Yôga, Sámkhya e Tantra. Nada pode ser melhor do que isso. Bem, pode sim: melhor do que o festival, só mesmo se conviver com um grupo assim no dia-a-dia, rodeado de pessoas entusiasmadas pelo saber, desreprimidas, descomplicadas, que valorizam a sensorialidade e com um poder interior que cresce a cada prática de Yôga (o sádhana diário que confere força, poder e energia).

Chamamos a reunião destas 3 filosofias, Yôga, Sámkhya e Tantra, de Nossa Cultura – o caldo cultural do Método DeRose pelo mundo. E o Festival Internacional de Yôga de Florianópolis é, entre todos, o maior dos festivais do Método, pois, talvez por ser o mais antigo, e também com méritos à sua localização geográfica, é o mais cheio de participantes e o mais recheado de vivências: este Fest-Yôga bate o recorde de 3 vivências simultâneas! Não dá para fazer tudo, é muita coisa – muita coisa boa!

O evento ocorrerá nos dias 29, 30 e 31 de maio, e estamos indo eu, Dani, Sary, Mateus e Helio, numa aventura sobre quadro rodas a caminho do oriente catarinense, representando a egrégora chapecoense!

SwáSthya!

www.Fest-Yoga.com.br

A volta de Ida: encontramos o elo perdido? Maio 20, 2009 | 11:00 am

Ainda é muito cedo para lançar sólidas notícias… porém, já demonstro-me bastante empolgado com a leitura deste artigo divulgado no TED, que abaixo publico traduzido ao nosso bom português:

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Nesta última terça (19), no Museu Americano de História Natural, em New York, foi anunciada uma descoberta revolucionária – uma que permanecerá como um marco para paleontólogos e evolucionistas de todo o mundo. Cientistas da Universidade de Oslo descobriram “Ida”, também conhecida como Darwinius masillae, um fóssil de 47 milhões de anos que foi proclamado como o “elo perdido” na ligação entre a estrutura do esqueleto humano e os primeiros mamíferos.

Os cientistas encontraram Ida em Messel Pit, na Alemanha, e logo descobriram que ela é cerca de vinte vezes mais velha do que a maioria dos fósseis relacionados com a evolução humana. O que torna Ida tão especial é que, além de sua classificação como um precoce pró-símio (lêmures), ela tem certas características humanas inegáveis, como os olhos virados para a frente e até mesmo um polegar opositor.

Este é um dia emocionante de confirmação para os cientistas em todo o mundo. O apresentador e naturalista Sir David Attenborough disse: “Esta pequena criatura vai mostrar a nossa conexão com todo o resto dos mamíferos.”

Fique ligado no site oficial The Link para fotos, vídeos e mais informações sobre Ida e sobre a equipe de pesquisadores por trás dela.

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Será o elo perdido da nossa evolução? Será um alarme falso, que passou muito perto? Ou será apenas uma travessura de Deus para testar a nossa fé, como dizem alguns crentes?

Veja um trecho do artigo que saiu no Terra: “O formato do osso tálus dos humanos, que fica no calcanhar, é igual ao de Ida. Os polegares opositores e a presença de unhas em vez de garras também confirmam que ela era uma primata. A análise dos intestinos do fóssil mostrou que ela comia sementes e folhas.

Independentemente da importância deste esqueleto, a sua descoberta representa um importante passo na conquista do nosso mapa evolutivo.

Duzentos anos de Darwin, quatro bilhões e meio de evolução Fevereiro 22, 2009 | 12:08 am

Dia 12 de fevereiro de 2009 completou 200 anos do nascimento de Charles Darwin, nosso estimado filósofo, pesquisador, cientista naturalista britânico. As revistas e os jornais sempre citam a palavra “polêmico”, pois sua teoria científica (e hoje considerada francamente óbvia) foi contra a doutrina religiosa e sua pregação sobre o surgimento do mundo. Mas no século XXI continuar mencionando que ele é polêmico contribui para o atraso da Humanidade. Ele não é polêmico: os humanóides crentes que polemizaram com ele. Permita-me dizer que interpretar o gênesis bíblico como história literal é um distúrbio que deve ser tratado com a mesma atenção àqueles que acreditam em outras fantasias, como o Papai Noel.

Dia 24 de novembro de 2009, completará 150 anos do lançamento de seu livro, que no português foi resumido ao título de A origem das Espécies.

 

O homem que consagrou-se ao expôr o mundo utilizando o verbo saber no lugar do verbo crer.

O homem que consagrou-se ao expor o mundo utilizando o verbo saber no lugar do verbo crer.

 

Eu tenho a minha teoria. É uma explicação sobre o motivo que leva as pessoas a demorarem a aceitar as ideias lúcidas geradas pelos ícones da filosofia e da ciência: identificação com a ignorância. Calma lá, não interprete mal esta palavra. Ignorante é aquele que ignora. Ignora o surgimento do mundo, ignora a mecânica da natureza, ignora seu passado e futuro e, principalmente, ignora o fato de existir pessoas e organizações que desejam manter a ignorância na cabeça do povo. Hoje em dia estes promotores das trevas conseguem fazer isso muito bem, deixando todo mundo correndo atrás da máquina, sem tempo para refletir sobre suas próprias vidas.

Por que o céu é azul? Por que o sol surge e desaparece? A Terra é plana ou redonda? Você e eu concordamos que estas perguntas já estão ultrapassadas. Mas, qual era a resposta para elas antigamente? Bem, o céu é azul porque Deus fez assim, ora bolas.. que perguntinha tola! O sol surge e desaparece porque ele gira em torno da Terra, fazendo o dia e a noite. Terra esta, aliás, que é plana, é claro. Errado, errado e errado. Vou desenvolver a segunda questão, que menciona o Sol girando ao redor da Terra, que é o superultrapassado geocentrismo. Sabe o que fez esta ideia dar tão certo? O fato de ela mencionar-nos como o centro do Mundo. Isso faz muito sentido no dogma religioso, pois Deus é o todo-poderoso, supremo, que manda prender e manda soltar, e, na crendice, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Uau! Para o manda-chuva do Cosmos ter criado seres à sua imagem e semelhança, esta turma de macaquinhos deve estar no centro do mundo, não é mesmo? E o Sol, obviamente, deve girar em torno destes primatas.

Estamos em 2009, já sabemos que somos poeira cósmica, que há bilhões e bilhões de planetas e galáxias como a Via-Láctea Universo afora, já desbravamos os céus e o homem invisível não apareceu, já descobrimos os ossos dos dinossauros e dos nossos antepassados homo-alguma-coisa. Vou reforçar: nós temos antepassados em comum com os primatas. Vou lembrar: nós somos parentes dos primatas (diga-se de passagem, humanos e macacos são quase idênticos!). E ainda assim chamamos Darwin de polêmico. Que triste.


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