Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Você não é o centro do Universo Novembro 20, 2009 | 08:08 am

Abaixo, um dos poucos vídeos que carrego em minha pasta de diretrizes conceituais e que explica o motivo pelo qual os cientistas são mais religiosos que os padres: eles estão mais em contato com a magnitude do mundo ao nosso redor, sem crença, sem temência, sem folclores.

Como sou muito querido, vou traduzir o vídeo:

- Vamos falar de TAMANHO
- O quão grandes são os objetos que flutuam em nosso Universo e o quão grandes eles podem ser?
- Aproveite a comparação a seguir, começando com um objeto bem grande, a nossa própria lua.

#Planetas

  • Lua da Terra
  • Mercúrio
  • Marte
  • Vênus
  • Terra (você está aqui)
  • Netuno
  • Saturno (sem os anéis)
  • Júpiter

#Estrelas

  • O Sol (nossa própria estrela)
  • Sirius A
  • Pollux (Laranja Gigante)
  • Arcturus (Vermelha Gigante)
  • Aldebaran (Vermelha Gigante)
  • Rigel (Azul Supergigante)
  • Pistol Star (Azul Hipergigante)
  • Antares A (Vermelha Supergigante)
  • Mu Cephei (Vermelha Supergigante)
  • VY Canis Majoris (Vermelha Hipergigante) [maior estrela conhecida]

- Tamanho da Terra (em relação à VY Canis Majoris)
- Esta estrela tem um diâmetro de aproximadamente 2.800.000.000km. Como você pode imaginar este tamanho?
- Pense em um avião de passageiros voando pela superfície desta estrela a 900km/hora.
- Levaria 1.100 anos(!) para dar uma volta completa nela.
- Ainda assim, ela é apenas um pequeno ponto entre diversas centenas de bilhões de estrelas formando nossa galáxia.
- E há centenas de bilhões de galáxias lá fora!
- Não, – você – não – é – o – centro – do – Universo!

Conforto emocional sem crença Novembro 6, 2009 | 08:08 am

Da série A crença conduz à ignorância

As consequências do ato crer são negativamente infindáveis. Aceitar que uma figura chamada Yeshua (Jesus) tenha existido vá lá, mas acreditar que tenha nascido de mãe virgem, fez milagres, ressuscitou e ascendeu aos céus… o que você acharia de uma cabeça que crê nisso? Não peço a julgar pessoas, devo advertir, mas peço, sim, que se compartilhe a percepção dessa situação. Somos tão racionais a respeito de todo o resto, tacharíamos de louco se alguém acreditasse em duendes ou gnomos, mas relevamos as alucinações das religiões institucionalizadas tradicionais.

De tempos em tempos, aprofundo-me um pouco mais na questão da crença. Ela parece assolar o planeta. Tanto é que a maioria das pessoas não consegue abandonar o ato de crer instantâneamente, e passamos por uma fase em que há a crença em um Senhor onipotente e onisciente, mas sem igreja. Seria isso o significado da frase ”tenho um lado espiritual independente de religiões“? Talvez, pois é uma frase que dá margem a algumas interpretações. Em partes, vejo essa expressão como uma ponte ao agnosticismo, funcionando como uma transição saudável e gradual para não causar rupturas muito grandes com nossos laços medievais – afinal, nossa criação geral bane conceitos como ateísmo e agnosticismo, e há um receio em declarar que somos ateus ou agnósticos aos quatro ventos. Mas voltemos à crença: a crença faz o impossível e improvável se tornar verdadeiro na cabeça do crente, que acredita apenas porque sua fantasia lhe é conveniente. Triste é a mente que precisa recorrer às ilusões para conquistar conforto emocional. Jamais moveria um dedo para tirar tal conforto de qualquer criatura desse mundo, mas vivo e trabalho para que tamanha felicidade seja conquistada por mim e por toda a Humanidade, sem necessitar do véu de misticismo e crendice que mascara a Natureza e esconde a nossa real existência. Larguemos a crença e sejamos felizes. Assim seja.

George Carlin em “Salve o planeta” Agosto 22, 2009 | 01:08 am
George Carlin

George Carlin

Foi através da rotina “Save the planet” que eu comecei a apreciar George Carlin. Comediante falecido em 2008, ele tem uma trajetória excepcional no humor. Gosto muito dele por ele ser, na verdade, um belo crítico social que utiliza a comédia como ferramenta. Essa linha profissional não é exclusividade do George, mas ele é excepcional no que faz.

Tudo o que eu pensava sobre o planeta coincidiu com o que Carlin mencionou no vídeo abaixo. Houve más interpretações sobre o que ele realmente quis dizer, mas, paciência! – é o preço que se paga por ou ser irônico demais ou deixar alguma lacuna na exposição de um argumento. Ele deixou lacunas na exposição de alguns argumentos, e isso fez com que pessoas mais limitadas entendessem que ele está se lixando para o planeta. Não é isso.

O planeta está muito bem! Sempre esteve, está e sempre estará. Quando as geleiras derretem, quando as indústrias de carne e frigoríficos poluem preciosos lençóis freáticos, quando são lançadas toneladas de dioxina na atmosfera e quando é feita muita sujeira, não é o planeta que é prejudicado: somos nós. Nós e as demais formas de vida senscientes terrestes, que sofrem muito pelos nossos atos e não tiveram nada a ver com isso.


Trecho do show de Carlin “Jammin’ in New York“, de 1992
http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0

Após ter assistido a todos os últimos 6 shows desse entertainer, vejo que muitas vezes ele aplica um tom ofensivo em suas falas, o que acaba por torná-lo um crítico censurado. Ah, se Carlin tivesse conhecido a Nossa Cultura, teria ele se tornado, quem sabe, mais contente e mais diplomático…

Encerro o post com um comentário de Arnaldo Jabor no Jornal da Globo em fevereiro de 2007, totalmente em concordância com o posicionamento de Carlin:

A personificação do imponderável Agosto 19, 2009 | 08:08 am
Papai sumiu! Ou será que nunca esteve lá?

Da nossa necessidade de antropomorfização, fizemos nascer o Pai.

Nos finalmentes da Antiguidade Tardia e primordios da Idade Média, pairava no ar uma grande ignorância acerca de nós mesmos e do funcionamento do mundo – pairava ou paira? Por olharmos ao nosso redor e encontrarmos apenas seres menos evoluídos intelectualmente, foi muito fácil criar uma estrutura conceitual de criação do Universo baseada em nós mesmos. Daí a Terra ser o centro de tudo, o Sol girar em torno de nós e, claro, sermos criados à imagem e semelhança de um suposto criador. Daí, também, nos considerarmos a coroação da criação, o ápice existencial, a nata do leite e o recheio da última bolachinha. Soma-se a isso a nossa cultura patriarcal e, pronto, aí está: Deus, a personificação masculina do imponderável. Masculina porque em cultura patriarcalista é sempre o homem aquele que governa, o delegado que manda prender e manda soltar. É o Deus, no lugar de a Deusa; é pai nosso, meu senhor, o criador, etc. Pelo que me consta, inicialmente era a Deusa-mãe, o que faz muito sentido, pois é a mulher quem gera um outro ser à sua imagem e semelhança, mas registra-se que foram os hebreus que converteram o sexo, e a Deusa virou Deus, e nunca mais se fez mulher novamente. Não havendo espaço para dois sexos no Ser Absoluto, o gênero feminino surgiu no conceito de Mãe-Natureza – conceito esse que, analisando lucidamente, é o mesmo que Deus. Isso não muda muito as coisas. É tudo crença, afinal, e crença não se comprova, nem se refuta: se o indivíduo teimar que sua imaginação é real, não há argumentos convicentes que provem o contrário, “pois é uma questão metafísica” – ele replicará. E assim se mantém o Pai Nosso que está no Céu até hoje.

Estamos ainda passando pelas transformações das descobertas do que realmente está lá fora, e isso está sendo bastante bom, pois já estamos bem mais prá frentex do que há alguns séculos. Contudo, alguns de nós ainda carregam velhos conceitos como a total inevitabilidade do destino que já está traçado, ou a ideia de um criador separado de nós que está lá em cima, ou ainda a necessidade da crença por si só em qualquer coisa. Ou seja, ainda temos uma carga grande de credo e de delirium misticum.

A boa notícia é que há alguns milênios atrás, no segmento indiano da Proto-História, no seio da Civilização do Vale do Indo, ou harappiana, não havia religiões institucionalizadas. O povo da época, os drávidas, cultuava as forças da Natureza, as águas, vegetações, luar e, principalmente, o Sol. Isso é realmente espantoso se considerarmos que aqueles eram tempos profundamente religiosos noutras regiões do planeta, como no Egito. Para os drávidas, não havia um senhor de barbas brancas regendo o Cosmos, a sociedade era naturalista e não espiritualista. Estou citando o povo da Índia Antiga porque a Nossa Cultura resgata esse ponto de vista do berço cultural indiano, pois ele pertence à herança estrutural de uma poderosa filosofia teórica chamada Sámkhya*, que é uma das raízes do Yôga Antigo. Isso atribui um caráter completamente não-místico em nossa percepção de mundo. Afinal, para que se importar com o mistério das cousas? Para mim, o único mistério é haver quem pense no mistério! (trecho de poesia de Fernando Pessoa). Que maneira bela de viver! Sem credo, catequese, doutrinação, fantasias, pecado ou temor ao sexo. Pelo que sei a respeito dos drávidas, alguns historiadores rotularam-los de ateístas, mas esse conceito é inexato, pois eles não negavam nada enquanto não havia nada para negar, já que só muitos séculos mais tarde é que o homem viria criar um Criador à sua imagem e semelhança. Portanto, o melhor termo para conceituar o posicionamento do povo drávida é agnosticismo, termo esse que está alheio às divinas comédias da crendice social. Assim sejamos todos.

Se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e luar
Então acredito nele a toda hora.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar.

(Fernando Pessoa, ilustrando muito bem o pensamento naturalista)

* Nota de rodapé a fim de registro filosófico: para aprofundar-nos ainda mais, devemos saber que do Sámkhya nasceu a primeira vertente discretamente teísta, mas ainda naturalista, denominada Sêshwarasámkhya, que significa Sámkhya Com Senhor numa clara distinção à primeira aparição da filosofia, que passou a ser denominada Niríshwarasámkhya que em sânscrito significa Sámkhya Sem Senhor, o Sámkhya original.

Alimentação natural Julho 19, 2009 | 09:34 pm

De tão mencionada, acho interessante escrever sobre ela: a alimentação natural. O que é isso? Evite o termo natural, pois num sentido amplo não quer dizer muita coisa. Afinal, se tudo está na natureza, tudo é natural! Logo, até refrigerante e algodão-doce passam a ser natural. Mas para começarmos a estabelecer critérios, vamos procurar manter o conceito de natural dentro da seguinte definição: alimento natural é o que está sendo oferecido pela natureza e não passa por processos de transformações.

Com essa definição, vamos começar a desenvolver as possibilidades. Quanto mais longe da definição, menos natural o alimento é. Portanto, temos em primeira instância todas as frutas e seus sucos, e a preciosíssima água. Além de castanhas e nozes. Essa é a nossa alimentação ideal, que encontramos diretamente na Natureza sem precisar fazer nada: só levar à boca! Mas quem conseguiria alimentar-se apenas assim? Um amigo meu de Pelotas faz isso de tempos em tempos: ele já chegou a ficar quatro meses alimentando-se só com frutas (algumas secas), bananas-passa e nozes. Ele manteve musculatura definida e pele bronzeada, com práticas de Yôga bastante fortes. Apesar da nutrição ser perfeita, há um fortíssimo ônus a ser pago: a perda do convívio social. O principal obstáculo para essa alimentação é enfrentar o desajuste social e a saudade psicológica de uma comida mais quentinha que estamos tão acostumados a comer. Por isso, o ideal para nós, hoje, não é ficar nesse item, mas sim cultivá-lo bastante.

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Em segunda colocação, vêm os vegetais, hortaliças – legumes, verduras, raízes, que não exigem grandes processos para serem ingeridos por nós: muitos já estão comestíveis, como a cenoura (quem nunca comeu cenoura estilo o coelho Pernalonga?) e outros só precisam de uma leve aquecida ou água fervida por cima para ficarem mais al dente e para eliminar possíveis bactérias. É importante aprender o método simples de lavagem para eliminar os agrotóxicos. Colocarei este método num próximo post. O crudivorismo geralmente fica nesse item, pois os alimentos são ingeridos praticamente crus. Sopas são a concessão máxima, desde que não cozinhe os alimentos, só dê uma aquecidinha gostosa.

Ao lado da segunda colocação, mas um pouquinho mais atrás, em terceira, vêm toda a alquimia possível entre os dois primeiros itens, acrescidos de fogo (fazendo pães e massas em geral com a utilização de trigo e cereais). Então temos pratos de forno e fogão, quentinhos, apimentados, condimentados (com orégano, manjericão, curry, açafrão, cominho, cardamomo, páprica e muito mais) coloridos e gostosíssimos, e estritamente vegans! Podemos convencionar que doces já são possíveis – mesmo com o açúcar refinado. O açúcar refinado não é vilão, apenas precisa ser usado muito moderadamente. Cuidado com a paixão pelo açúcar mascavo; não se transforme em um naturéba! Aqui temos feijoadas, arrozes, lentilhas e todos os grãos em pratos quentinhos e bem preparados, temos muitas tortas e belos pratos de forno, além de mencionar os milhares de preparos possíveis com legumes. Milhares mesmo!

Coma esta delícia! Mas procure reduzí-la.

Coma esta delícia! Apenas procure reduzí-la.

Na quarta colocação, acrescentamos o envolvimento animal (e não o comprometimento), e isso nos dá o leite, geralmente da vaca, que utilizamos para fazer manteiga, diversos queijos, coalhada, etc; e ainda temos o mel das abelhas. Esses ingredientes chegam para aumentar a quantidade de possibilidades culinárias, e aí já temos o iogurte, a pizza e seu queijo, o chocolate, e muito, muito mais. Cuidado com o tofú e a ricota: não se transforme em um naturéba! Coma provolone, gouda e gorgonzola, e seja feliz. Este é o ponto ideal para cultivar muito, como hábito principal. Aqui, você terá pizzas, lasanhas, macarronadas, tortas, pastelões, quiches, strogonoffs e, nossa, muito mais.. principalmente se combinar com os pratos possíveis do item anterior.

Pertinho da quarta fileira, vem o ovo como quinto colocado. Seja de galinha ou outro bichinho, o ovo é um caso à parte, pois diferentemente do mel e do leite, ele se tornará um animal caso não haja interferência na chocação. Daí muitos vegetarianos reduzirem ou simplesmente perderem o interesse pelo ovo. Eu reduzo muito e evito quase sempre; quando como ovos, eles são de colonia, e jamais ovos de granja!

Agora, para simplificar, vamos colocar na sexta colocação todos os níveis e subníveis de alimentos processados que não inserem comprometimento animal (em que o animal precisa ser morto para oferecer o alimento). Aqui temos de tudo, como batata-frita, refrigerante e bolachinha recheada. Mergulhe no sexto nível sempre que quiser, mas procure ficar nas primeiras quatro ou cinco etapas deste artigo. Assim, você se manterá como um forte e saudável vegetariano.

Quino

"Era tão bonitinha quando pequena, gordinha como eu!" - desabafa a mãe.

Abaixo, fora dessa lista, no fundo do poço, no rodapé da página, na milésima colocação dos quintos dos infernos, vem o comprometimento animal, que abrange carnes, gorduras (banhas), tripas, caldos e sangue dos bichos. Acha que entendeu algo errado, amigo leitor? Não, é isso mesmo: há quem coma sangue coagulado, chamado murcilha ou murcia. Chouriço de porco e outras aberrações culinárias são dignas de civilizações sub-bárbaras. Algumas coisas estão mascaradas como finas e requintadas, como o foie gras – o prato tradicional da França que consiste em um fígado de pato desenvolvido desumana e artificialmente para ser gigantesco e render dinheiro nos cofres da indústria.

Nesse nível caótico, encontra-se o famoso “sanduíche natural“, com beterraba ralada, atum, frango e peito de peru.

Eu, Einstein, Schopenhauer, Voltaire, Isaac Newton, Steve Jobs e Éder Jofre convidamos você a tomar a decisão mais sábia da sua vida: tornar-se vegetariano! Experimente, pague para ver: você vai nos agradecer um dia. Leia os outros textos e artigos relacionados a este assunto.

Um forte abraço vegetariano!

Apresentação de coreografia do Método DeRose pelo instrutor Arthur Costi, no Fest-Yôga Florianópolis 2009. Vegetarianismo. Vegetus - forte, vigoroso. O vegetariano é colega alimentar do búfalo, bisonte, rinoceronte, hipopótamo, cavalo, touro e do poderoso gorila. Forte como todos, saudável como sempre.

Documentário “A carne é fraca” sobre vegetarianismo, do Instituto Nina Rosa Maio 26, 2009 | 04:24 am

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A carne é fraca é um documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente. Conta com a participação dos seguintes entrevistados:

  • Éder Jofre, ex-pugilista Campeão Mundial dos Pesos-Galo;
  • Dagomir Marquezi, escritor e jornalista;
  • Washington Novaes, ambientalista, escritor e jornalista;
  • Dr. Marcio Bontempo, médico, escritor, consultor científico, presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional;
  • Christian Guy Caubet, Prof. Dr. Titular do departamento de Direito da UFSC;
  • Entre outros…

É um documentário que eu catalogo como fofinho, pois a voz da Nina Rosa deixa o tom mais meigo, e as gravações nem se comparam, em grau de choque, com o poderoso Earthlings (Terráqueos), narrado pelo ator vegetariano Joaquin Phoenix.

Frase para carregar no coração e pendurar na porta de casa Maio 14, 2009 | 05:46 pm

Este é um texto para todos que possuem apurado senso crítico e estão abertos
a conversar sobre qualquer, qualquer, qualquer coisa!

Que este post seja um convite à boa reflexão, e que lhe cultive um sorriso de sincera alegria.

Let the humanity be informed by science, inspired by art and motivated by compassion for all living beings. There is no God!

Em português: ”Deixe a humanidade ser informada pela ciência, inspirada pela arte e motivada pela compaixão por todos os seres vivos. Não há Deus!

Gosto muito dessa frase. Ela resume brilhantemente as diretrizes ideais para a humanidade. Vou debulhá-la:

1) Deixe a humanidade ser informada pela ciência [...]

Ciência é o conhecimento. Qual o oposto de ciência? Ora, o célebre oposto da ciência é a crença. O que não falta nesse mundão são pessoas com as crenças o mais aleatórias possível, cegas para visualizar as coisas como elas são. Aquilo em que se crê é o que não pode ser comprovado e torna-se uma “questão de fé”, como dizem. E por que fé é boa? Os mais alienados, os homens-bomba, os assassinos, racistas, machistas e homofóbicos desse planeta são aqueles que possuem fervorosa fé em suas crenças. A crença desune as pessoas. Vou repetir: a crença desune as pessoas. O conhecimento une. Há milhares de teorias sobre a criação do mundo, com trocentos mil deuses e histórias de contos de fadas, mas os cientistas do mundo inteiro estão unidos em uma irrefutável e avassaladora evidência: o Evolucionismo. O conhecimento, de fato, une as pessoas.

2) [...] inspirada pela arte [...]

“E que seja perdido o único dia em que não se dançou”. É assim que Nietzsche concluiu que a vida inspirada pela arte é muito mais bela e poderosa. A arte incita à beleza, à sutileza, à percepção sutil, às nuances de sensações. Quando percebemos que arte e beleza estão em todo lugar, o tempo todo, elas tornam-se sinônimos. A vida artística sugere o que é mais refinado, mais sofisticado, transcende a existência e conduz o humano a uma dança existencial, no tom da música que mais lhe agradar. A arte ama o corpo, ama a sensorialidade e é, por conceito e essência, desrepressora.

3) [...] e motivada pela compaixão por todos os seres vivos. [...]

Essa é uma frase-irmã da lei primeira, universal. Não são necessários livros e mais livros de conduta, pois todas as regras, leis e mandamentos são apenas desdobramentos comentados desta lei primeira: “Não faças ao outro o que não queres que te façam, esta é a Lei”. Se você não gosta que lhe contem mentiras, então não minta. Se você não gosta que lhe agridam, então não agrida. Não mate, não roube, não fale mal dos outros, pois tudo isso você não gostaria que fizessem com você. Vamos parar os exemplos aqui, pois isso vai longe na forma de várias mini-leis! Na frase mencionada, ao outro significa exatamente ao outro, lato sensu, e não ao outro “humano”, stricto sensu. Quando a criatura homo-sapiens convence-se de que ela não é o centro do universo, mas sim um ser irmão coexistencial de todos os outros seres, a compaixão deve se fazer presente soterrando todas as barreiras entre espécies. E nós estamos no topo evolutivo aqui na Terra, nós é que devemos liderar a existência harmoniosa da natureza, e não o contrário! Há uma história hindu que conta de uma passagem de Rámakrishna, um yôgi tântrico do século XX que, vendo que um escorpião estava prestes a morrer afogado, tratou de tentar pegá-lo para trazê-lo de volta à terra. Porém, o escorpião tentou fincar-lhe o ferrão nos dedos, e Rámakrishna soltou-o de volta à água. Instantes depois, Rámakrishna pegou o escorpião novamente, pois o sábio hindu queria impedir a morte daquele pequeno animal, e a cena voltou a se repetir. E depois, mais uma vez. Depois, novamente. E então seu discípulo que acompanhava e via a sequência desde o início, indagou seu Mestre, com a sua lucidez em processo de expansão e com sua sede de compreensão: “Mestre, por que o senhor não deixa este ser morrer afogado? Não vês que este escorpião não merece ser salvo?” E Rámakrisha responde, com a sapiência de um verdadeiro indivíduo humano: “Ele só está agindo de acordo com sua natureza, e eu só estou agindo de acordo com a minha.

4) [...] Não há Deus!

O conceito de Deus ganhou forças entre sociedades místicas, crentes, e fáceis de serem assustadas e manipuladas. Ganhou forças em épocas que não conseguíamos explicar o mundo e apelávamos ao sobrenatural. Na verdade, alguns líderes espertos inventavam histórias e nós acreditávamos, como cordatos cordeiros com fé. Achávamos que Deus havia criado o homem à sua imagem e semelhança quando, na verdade, ocorreu o exato oposto. Em nossa própria história ocidental, chamamos de Era das Trevas o período em que a sociedade foi tomada pela crença e abolia o conhecimento, mandando cientistas às fogueiras e às prisões, somente por terem ousado expôr o conhecimento e falar a verdade… foi uma verdadeira Idade das Trevas mesmo! Mais guerras já foram travadas em nome de Deus do que em nome de qualquer outra coisa. Ódio, castigo e punição são fenômenos típicos teístas: Deus castiga, Deus odeia bichas, Deus odeia negros, e – claro – Deus odeia todos aqueles que não estão na minha religião. Os índios que aqui viviam no Brasil eram felizes e serelepes, andavam e brincavam nus em grande contato com a natureza. Então a religião veio trazendo Deus: pecado, culpa e salvação, e conseguiram, afinal, vestir roupas nos índios, escondendo-lhes o corpo, levando-os às igrejas para serem salvos de seus pecados. Na Bíblia, aquele livro que me soa igual ao Corão, está escrito que ateus são tolos. Senti cheiro de insegurança aí. Completamente cheia de julgamentos e de reputação duvidosa, a Bíblia institui a fé para que ela seja válida (afinal é preciso ter muita fé para acreditar que um senhor de barbas brancas que vive em brancas nuvens foi a fonte de conteúdo para este livro). Repito a pergunta: por que fé é boa? Por que acreditar parece tão bom aos ouvidos de muitos de nós? Os mais alienados, os homens-bomba, os assassinos, racistas, machistas e homofóbicos desse planeta são aqueles que possuem fervorosa fé em suas crenças. 75% da população dos EUA é cristã, e 10% é ateísta. 75% da população carcerária dos EUA é cristã, e apenas 0.2% é ateísta. Você percebe a proporção? Traficantes carregam um grande crucifixo no peito. Criminosos e marginais picham os muros com “Jesus salva” após matarem um casal na esquina para lhes roubar as joias. Políticos erguem a Bíblia nas mãos para fazer a média com a parcela crente do eleitorado, e cometem as maiores barbáries governamentais. Fé é uma ferramenta de manipulação. Certa vez alguém disse, ao presenciar uma cena criminosa na TV: “isso é falta de Deus no coração”. Eu diria que é falta de amor no coração, falta de compaixão com todos os seres vivos do planeta, mas não falta de Deus. Aliás, dentre os maiores problemas que a humanidade passa, um deles é o excesso de Deus.

Dr. Drauzio Varella fala sobre ser ateu (recomendo que você assista)

Alguns ateus/agnósticos famosos

Sugestão de filmes e vídeos para assistir e se aprofundar nestes assuntos que já são profundos:

  • O Ponto de Mutação (Mindwalk);
  • Quem Somos Nós? – É hora de ficar esperto! (What the bleep do we know?), de William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente;
  • Zeitgeist – parte 1, de Peter Joseph;
  • Religulous, de Bill Maher;
  • Cosmos, de Carl Sagan;
  • O Poder do Mito, de Joseph Campbell;
  • Deus, o Universo e tudo o mais, com Stephen Hawking, Carl Sagan e Arthur C. Clarke;
  • Os inimigos da razão (The enemies of reason), de Richard Dawkins.

Carinho com os animais gera reciprocidade Abril 25, 2009 | 10:55 am

O humano detém um lugar nobre no podium da hierarquia dos seres neste planeta. Isso é um fato que leva as pessoas mais brutas a maltratarem os animais, com abuso e agressão, enquanto deveríamos todos, humanamente, liderar a evolução com uma convivência harmoniosa. Veja este caso, da professora Ana Julia Torres, que se dedica a cuidar de dezenas de espécies maltratadas, feridas e até mesmo esquecidas pela velhice. O centro de reabilitação ambiental, mantido por ela e por eventuais doações, atende a qualquer espécie da fauna. Lindo, não? Eu disse qualquer espécie, e não apenas cãezinhos e gatinhos.

Veja a notícia na íntegra diretamente no Portal Terra.

“Temos bichos mancos, cegos, caolhos, inválidos e alguns até foram violentados. Chegam em estado de desnutrição, feridos, queimados, apunhalados, com tiros”, afirmou a professora.

Crime ambiental

Segundo Ana Julia Torres, a história mais cruel é a de um macaco-aranha que vivia com um alcoólatra antes de morrer. “Cada vez que o homem chegava em casa, enchia o animal de chutes até o dia em que a polícia encontrou no chão uma poça de sangue e pêlos. “Choramos de raiva ao ver a cena”, lembrou.

O macaco perdeu um olho e os dentes com os pontapés, mas veterinários conseguiram salvá-lo na época. A violência deixou seqüelas no primata, que escondia a cabeça entre os membros no canto da jaula quando escutava os passos de alguém.

Natureza agradece

Os animais parecem querer retribuir o carinho dado pela professora em suas andanças pelo centro de preservação, que já salvou vários da morte e prolongou o tempo de vida de muitos outros. “Tinha um elefante caolho que quando me enxergava com o olho bom vinha me abraçar com a tromba”, relembra. Mesmo caso acontece com os leões, pois basta Torres se aproximar das jaulas para os exemplares ficarem em pé para abraçá-la e lambê-la.

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Cenas que nos fazem sorrir.

 

[ Isso é sensorialidade, é sentimento, é alma. * Alma, do latim, anima. Animal é o ser dotado de alma. Matar os animais sob o pretexto de que eles não tem alma constitui ato bárbaro digno de pessoas toscas. ]

 

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Aproximar o fucinho para fungar ou lamber representa um enorme carinho. Essa cena foi para fechar meu dia com chave de ouro.

Quero compartilhar algo que acabei de encontrar: este artigo sobre os caçadores adeptos da desprezível e nojenta “caça esportiva”.


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