Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Sat chakra histórico na Unidade Moinhos Dezembro 16, 2010 | 02:49 am

Já estou na leal e valorosa cidade de Porto Alegre. Desde o dia 1º de dezembro, estou trabalhando na clássica unidade Moinhos de Vento do Método DeRose e, assim, dando sequência ao frutífero trabalho feito ao longo de 15 anos pelo estimado professor e admirado amigo meu, Ricardo Mallet.

Foi feito um sat chakra para me dar as boas vindas, organizado pela queridíssima, proativa e enérgica Fê Meixedo, no qual participaram muitos alunos com brilhos nos olhos e sorrisos nos rostos. Sala cheia, círculo grande. Histórico, porque marca a transição entre uma era e outra: a partir de agora, Mallet se dedicará a proporcionar sua experiência e conhecimento acumulado para o universo corporativo – uma decisão que está alinhada com o seu significativo propósito de vida. Foi uma experiência fascinante ter participado deste grupo de mentalização com ele e com tanta gente boa, cheia de afeto e receptividade. Havia alunos e instrutores, alguns já com história para nos contar, e outros que recém chegaram e ainda farão história conosco. Queria que tivéssemos tido mais horas para que eu pudesse ter conversado com todos no final do evento, mas, felizmente, já pude estar conectado com cada um enquanto conduzia o sat chakra. A Fernanda teve a idéia que me comove toda vez que eu penso, de promover um amigo secreto no qual eu fui o amigo-ultra-secreto de todos e recebi diversos presentes de alunos muito especiais. Com certeza, este momento em que os alunos fizeram fila para me dar um abraço e me presentear ainda seguirá comigo, como um presente da minha memória. Muito obrigado a todos. Obrigado, Fê. Obrigado, Mallet.

Que nossas vibrações da prática de hoje alcancem com muita gratidão o Professor DeRose, o sistematizador deste método que já transformou tantas vidas e assim continuará fazendo. Que alcancem todos os nossos amigos, familiares. Que alcancem meus alunos identificados que cultivei em Chapecó, dos quais sinto saudade e gostaria que estivessem aqui. E que alcancem também a minha amada companheira Sary, que está para chegar logo, logo. Que alcancem a humanidade. Estou muito feliz.

Vamos para Porto, alegres! Novembro 12, 2010 | 10:08 am

Mentalize para mudar, mude para viver

Vida é uma oportunidade temporária para sofrer experiências e saborear escolhas. Entretanto, ao chegar na idade adulta, ficamos com muito medo das experiências e com receio das escolhas que exijam mudanças. Buscamos o mais rápido o possível uma zona de conforto e nela ficamos nos desenvolvendo em ritmo lento e criando a famosa casca protetora, blindada contra desafios que nos tirem do casulo. Pois este casulo é justamente o que nos impede de viver a vida.

Para saborear bem a nossa breve passagem pela Terra, é importante mentalizar o que queremos. Mentalizar é quase o mesmo que imaginar, mas trata-se de uma imaginação educada, norteada pelo que realmente desejamos com sinceridade. Eu aprendi a antecipar meu futuro através das mentalizações, e posso dizer com saudável orgulho que todas elas já aconteceram ou estão em processo de realização. Funciona porque é uma matemática cósmica, uma técnica, e não algo que se obtém por mérito espiritual ou por segredos místicos. Ocorre que ao anteciparmos o futuro e imaginarmo-nos lá, nossas ações passam a conspirar a favor da consecução deste objetivo maior. É um mecanismo da Natureza: mentalizar com dedicação, agir com norte e obter o resultado.

Lisandra, minha monitora, interagindo com a Natureza em sua viagem a Bali. Esta viagem é uma de suas mentalizações. Foto de outubro de 2010.

É da nossa natureza desejar coisas que ainda não temos. Queremos nos mudar para um lugar qualquer, queremos abrir um negócio diferente, queremos mudar qualquer coisa! Ocorre que, quando a vida, a Natureza ou o mero acaso vem nos ajudar a realizar estas mentalizações, arrumamos mil e uma desculpas para não ir adiante.  Dá um certo medinho e embrulho no estômago, mas é sempre assim, é como se nós mesmos nos sabotássemos na hora H. É porque a gente aprende a sonhar, mas não a realizar o sonho; na hora de realiza-lo, tudo se torna um pretexto para rechaçar a Grande Chance! Bolamos vergonhosamente uma desculpa qualquer para empurrar com a barriga e dizer que não é o momento certo de mudar. É sempre a mesma coisa: não mudamos porque a culpa é do companheiro que não ajuda, ou é a falta de dinheiro, ou arranja-se outro pretexto qualquer. É preciso trabalhar o poder interior e desenvolvê-lo para atingir nossos anseios e agarrar as oportunidades, sem desculpas para se manter na famigerada zona de conforto. O sistema que professo possui uma forte orientação para que não enrolemos e seguremos com garra e força quando o bonde da oportunidade vier ao nosso encontro.

Podemos e devemos mentalizar alto, sem medo e sem baixa auto-estima. Afinal, se nós não pudermos atingir nossos sonhos, então quem poderá? Somente os outros? Os que aparecem na TV? Os que tem dinheiro? Que absurdo! É óbvio que nós podermos atingir nossos objetivos, sejam lá quais forem. Não importam o quão grandes sejam, nem o quão loucos possam parecer aos olhos de quem não ouve a música. (““E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não podiam escutar a música.” Friedrich Nietzsche). Tudo é atingível dentro do bom-senso.  Mentalize tudo!

Após mentalizar, é preciso ação. Finalmente, depois de muita ação, a oportunidade virá e é preciso aproveitá-la. Há um momento em que é preciso segurar firme.

Segurei firme. Vou para Porto, alegre!

Escola Moinhos, em Porto Alegre

Digo com enorme alegria, vontade, entusiasmo e friozinho na barriga (afinal, faz parte), que escolhi agarrar uma grande oportunidade, fruto de convicta mentalização. Após um convite muito especial, aceitei negociar a aquisição da Unidade Moinhos de Vento do Método DeRose, tradicional instituição fundada pelo Professor Ricardo Mallet. Mallet está expandido o seu excepcional trabalho às empresas, e eu tive a honra de receber uma ligação de sua esposa, Fernanda Meixedo, e ser convidado para dar continuidade a esta linda história na Moinhos com mais um novo capítulo, no qual certamente escreverei as mais dedicadas páginas que já produzi em toda a minha vida.

Quero registrar aqui a minha gratidão a todos os meus amigos próximos e identificados com a cultura que semeio, pois são os amigos identificados, com brilho nos olhos e que percebem o valor do estilo de vida que me esforço para disseminar, que sempre me motivam a fazer mais e melhor. Estes são o colorido da minha paisagem e me injetam de alegria, confiança e perspectivas. O brilho nos olhos dos outros é a minha razão de existir. À egrégora de Chapecó, que ao longo destes 3 anos cultivei com enorme carinho, deixarei o “caminho de pão” até Porto Alegre para que venham até mim. Não para uma visita somente, mas para dar continuidade a uma história que pode ser ainda mais enriquecedora: viabilizarei a aproximação de todos que quiserem manter acesa a chama desta Cultura dentro de si. Um caminho-de-pão é perecível, e se o tempo for passando, a idéia de seguirmos juntos se esmaecerá como um sonho que ficou no passado, e que era muito bonito. Aos alunos de Chapecó, oferto o convite para que vão a Porto uma vez por mês, assim como eu costumava ir para Florianópolis para realizar minha formação profissional no Método DeRose.

Por tudo o que sou hoje, devo agradecer aos meus pais Fernanda e Eliseu, que aos poucos foram assimilando a idéia de que eles tem um filho que toma decisões diferentes, mas conscientes e saudáveis, e por isso mesmo me apóiam bastante. Agradeço a todos os meus amigos e familiares que guardo no coração. Minha família chapecoense, meus alunos, minha monitora Lisandra, professor Joris Marengo – presidente da Federação do Método DeRose de Santa Catarina, meu primeiro instrutor Marcelo Mendonça – diretor da unidade onde comecei em Pelotas, e minha companheira de vida Sarita Borges, a Sary, a qual me dará a honra de sua companhia e terá uma fascinante trajetória nesta “guinada existencial” que ambos realizaremos na capital gaúcha. Vamos para Porto, alegres!

Pela superlativa oportunidade e pelo nítido carinho, muito obrigado, Fernanda Meixedo, e muito obrigado, Mallet!

Ponderações sobre Dilma Outubro 31, 2010 | 11:05 pm

Parabéns à presidenta eleita Dilma Rousseff, primeira mulher a conquistar tal façanha. Governará para todos, inclusive aos que dela não gostam, inclusive para mim e para ti. Que tenhamos então uma boa administração para todos nós durante o próximo quadriênio.

Ser constantemente do contra e rejeitar bons projetos da futura presidenta só porque ela é de outra linha política não é sensato, da mesma forma que é insensato aplaudir até os espirros. Ela é uma brasileira na presidência e à frente do Poder Executivo. É de bom tom que todos nós brasileiros apoiemos quem estiver neste cargo. Entretanto, apoiemos quem nos apóia: a candidata eleita deve fazer por merecer e mostrar que está servindo a todas as classes profissionais, regiões do país, etnias e culturas etc.

Torço para que a Dilma seja lúcida e diplomática, características as quais ela já vem demonstrando em seus discursos. Que a futura presidenta atenue a influência do próprio passado revolucionário perante os jovens românticos militantes esquerdistas que porventura queiram seguir o mesmo caminho no primeiro pseudo-pretexto que detectarem para tanto. Estes sans-culottes tupiniquins geralmente tem ideais realmente nobres, mas ocorre que devemos evitar ir às armas para mudar o mundo simplesmente porque algo não nos agrada. E nem precisamos disso, francamente. Que Dilma conforte os conservadores para conservar o conforto, até porque um coup d’État não é algo tão raro em nosso país…

Erros e acertos virão, mas já não reclamaremos tanto quando os equívocos aparecerem, pois sabemos que a verdadeira mudança está em nossas mãos diariamente, e não só em nossos dedos de 4 em 4 anos.

Nem Dilma, nem Serra: eu e tu! Outubro 31, 2010 | 10:00 am

Bom dia!

Hoje é o dia em que um novo presidente será eleito e mudará o Brasil,
dando saúde, trabalho, educação, segurança, cultura e progresso à nação!

…mentira! (Ou, pelo menos, nem tanta verdade!)

Sim, vota. Esta escolha é um brinde à democracia e faz diferença. Mas já nem tanta. Se quiseres realmente mudar o país, será preciso mais do que apertar alguns números e o botão “confirma“. O presidente é 1, e os brasileiros são 192 milhões. Quem faz a diferença de fato é essa tropa toda. Eu e tu.

“Mude o mundo, comece por você!”
(Slogan do Método DeRose utilizado na década passada)

No capitalismo, as empresas são poderosas ferramentas de transformação e progresso da sociedade (e, às vezes, são mais ricas do que o governo do país em que atuam). Inclina a tua empresa às causas sociais da tua região, diminuindo a pobreza e a carência de educação dos teus conterrâneos e consultando especialistas para que esta ajuda aos necessitados te ajude a reduzir os impostos (afinal os impostos servem para fazer isto que já estarás fazendo, mas com a certeza de que o dinheiro não será desviado ou parará em cuecas). Não importa se tens uma microempresa ou uma multinacional: ambas podem ajudar. E aos que não têm empresa é possível contribuir de diversas outras formas.

Para melhorar a economia, compra produtos nacionais para fazer com que o dinheiro fique por aqui, girando e nos enriquecendo, ao invés de partir para o estrangeiro. Pede, sempre que possível, o nosso guaraná, o nosso computador, os nossos eletrodomésticos, as nossas sandálias, os nossos sabonetes, nosso açúcar, nosso arroz, nossa cultura. Não é para comprar produto ruim só por ser nacional, mas apenas valorizar o que é nosso, comprando o que é bom.

Para melhorar o clima do país, muda a ti mesmo. Sê legal no trânsito. Dá sorrisos ao companheiro de elevador e à atendente do caixa. São coisas pequenas, sim. Mas estas gentis miudezas poderão mudar o dia do teu próximo e até mesmo mudar vidas: as dos outros e a tua! Não joga lixo no chão, nem um reles papel de bala. O nome disso é porquice e denuncia o quanto não sabes viver dentro de uma contingência. Imagina 192 milhões de papéis de bala no chão diariamente. 192 milhões de chicletes nas calçadas. Sem contar nos 192 milhões que reclamam do governo, do presidente, do prefeito. Os milhões que apontam o dedo à corrupção mas fariam o mesmo se estivessem no meio do dinheiro, querendo salvar o seu sob o pretexto de “que todo mundo faz isso”.

Por outro lado, imagina cada um dos 192 milhões de brasileiros batendo no peito e chamando para si a responsabilidade da ação e da mudança. Articulando as melhorias da educação nas escolas, qualidade nos hospitais e ruas de suas próprias cidades e bairros com patrocínio das empresas locais, e não necessariamente da prefeitura. Assim, teríamos o país inteiro mudando e – pasme – sem a necessidade de governantes! Não é uma apologia ao anarquismo (sociedade sem governo), mas à consciência absoluta da verdadeira cidadania.

Os 192 milhões têm diariamente a capacidade de mudar o país, e não podem desperdiçar este sagrado poder lavando as mãos e achando que estão cumprindo seu papel de cidadão de 4 em 4 anos. Quem pode realmente mudar não é Dilma nem Serra: somos eu e tu!

A culpa é de ninguém! Você é o responsável. Outubro 21, 2009 | 04:02 pm

Atraiu-me a atenção uma chamada de reportagem do telejornalismo diurno que dizia: “se você acorda de cara feia, coloque a culpa no seu pai“. Não derramei lágrimas, mas bateu-me um abalo típico de quando constatamos que as compreensões não avançam, mesmo após constante esforço de nossa parte. Ocorre que especialistas concluíram que estas pessoas que acordam de mau humor pela manhã podem culpar a genética. Ora, é claro que a programação dos genes interferem em nossa personalidade, mas me entristece a mania de colocar a culpa nos outros ou nas coisas pelos nossos problemas, distúrbios psicológicos ou pela simples incapacidade de nos aprimorarmos emocional e mentalmente. Com esta notícia, hordas de ranzinzas apoiar-se-ão no pretexto da genética para continuar acordando sem dar bom dia ou um sorriso para si mesmos. Assim não! Chega de delegar as causas de nossos males. É a péssima mania de lavar as mãos, eximindo-se da responsabilidade pela constituição da própria personalidade. Há viventes que realmente pensam que nasceram de um jeito e não poderão mudar nada, nunca. Dizem: “Ah, eu sou assim mesmo, não adianta“. Amaram a reportagem, de certo.

Não culpe Deus, nem o diabo, nem a sorte*. Você é o único responsável pela sua vida, seu destino e seu sucesso. Mas se alguém, deploravelmente, pensa que seu destino está traçado no Plano Divino ou escrito nas estrelas, então que atire-se em suas próprias cordas esta triste marionete.

* Trecho do vídeo Mude Sempre, do Prof. Joris Marengo.

Mudanças para mim e para a Meg Junho 12, 2009 | 04:07 pm

Dentro de poucos dias realizarei uma mudança de casa, e isso sempre toma tempo antes, durante e depois. Não bastasse a mudança de casa, ainda passarei por uma separação: Meg, minha cachorrinha, não poderá ficar conosco – eu e Sary – no apartamento, pois seria inviável. Criar uma cachorrinha desde muy pequenina e depois ter que separar-se dela não é mole. É duro para mim, mas considero uma mudança ainda maior para ela, cachorrinha, com uma natureza geneticamente arraigada de matilha. Quem tem um cãozinho sabe: onde você vai, ele vai; seja para ir até a esquina ou para dar um salto nas Cataratas do Niágara. O mundo pode estar caindo e a chuva pode ser de canivetes: se você está bem e está por perto, então tudo está bem. Lealdade é mesmo uma virtude muito nobre. Basta eu refletir e me lembrar desta característica da Meg e pronto, a situação se inverte e a separação começa a ser pior para mim do que para ela, pois essas características são fortes, belas e comoventes, a ponto de me fazer chorar as pitangas.

A vida é uma sucessão de experiências – para mim, para você, para todos… e para a Meg. Que ela tenha as suas, sem mim por perto, e que seja uma cachorrinha muito feliz, doce Meg.

Lealdade

Não há nada mais lindo que ser leal. Leal quando todos os demais já deixaram de sê-lo. Leal quando todas as evidências apontam contra o seu ente querido, pessoa amada, colega ou companheiro, mas você não teme comprometer-se e mantém-se leal até o fim.
Realmente, não há nada mais nobre que a lealdade, especialmente numa época em que tão poucos preservam essa virtude.

DeRose

Quem somos nós? (What the bleep do we know?) Maio 27, 2009 | 08:05 pm

Quem somos nós? foi o filme do nosso último Yôgacine, na casa da nossa querida colega Ozana. Se eu tiver que destacar um ponto ruim desse documentário, eu diria que é a abordagem excessiva do termo “espiritualidade”. Há inclusive um cientista (David Albert) que ficou indignado com o documentário, pois sua entrevista reiterou a não-relação entre física quântica e espiritualidade, enquanto a edição final de suas palavras insinuou o contrário. Depois, na segunda versão do filme que possui o subtítulo “Down the rabbit hole” (entrando na toca do coelho), o diretor ofereceu uma nova entrevista para esclarecer o posicionamento do professor Ph.D.

O radical espirit pode fazer o espectador começar a misturar com espiritualismo. Bem, caros amigos, é como diz o Mestre DeRose: “Não confunda espiritualismo com espiritualidade. A espiritualidade é um patrimônio do ser humano. O Yôga de qualquer modalidade, desde que autêntico, desenvolve a espiritualidade. Espiritualismo é a institucionalização da espiritualidade, ou o sistema que toma por centro o espírito em contraposição à matéria, baseando-se no conceito da dicotomia entre corpo e alma como coisas separadas e oponentes.” É importante reler este trecho para compreender bem estes conceitos e não misturá-los.

Há diversos links que podem ser feitos entre o filme em questão e a filosofia do Yôga, o que torna impraticável dialogar sobre todos eles em um só encontro de sábado à noite (após três deliciosas e saborosas pizzas gigantes vegetarianas). Um dos aprendizados mais importantes que temos para aplicar desde já no dia-a-dia é sobre os condicionamentos e o impacto das ações e reações em nossa rede neural. No Yôga, utilizamos os termos vásana (condicionamento) e sámskara (registro existencial) para abordar este assunto.  O filme ensina de forma clara como desenvolvemos a nossa personalidade baseada nos comportamentos anteriores, e como eles vão se consolidando e ganhando força. Alguém que se irrita uma vez, irritar-se-á outra vez mais adiante, e outra, e outra, chegando a tal ponto que o comportamento de irritação e descontrole emocional estará intrínseco à sua personalidade, amalgamando-se de tal forma que ficará difícil visualizar uma luz no fim do tunel daquela pessoa.

“O Homem faz escolhas, e as escolhas fazem o Homem.”
Ricardo Mallet

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Encerro com o excelente texto de Joris Marengo, o bem conhecido Jojó, Presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina:

O inconsciente é como um disco de vinil virgem.
Desde o nascimento são registrados, marcados na superfície lisa do disco, todas as experiências de dor e prazer.
Elas ficam ali, indefinidamente: totais, silenciosas, perenes e inconscientes. O Yôga denomina estes registros de samskáras.
O samskára, como sulcos de um vinil, obriga-nos a dançar sempre as mesmas músicas, ou seja, a repetir os atos condicionados, os vásanás.
Aquilo que denominamos de personalidade, individualidade são apenas atos condicionados mais sutis, mas ainda reações reflexas ao domínio silencioso do samskára.
- Existirá uma condição de liberdade, além dos samskáras e vásanás?
É este o estado não-condicionado que o yôgin aspira com toda a força do seu sádhana, dia após dia, samyama após samyama, sem concessões, até a liberação absoluta.

Joris Marengo

Ele ainda acrescenta no rodapé:

Samskára: as raízes profundas dos condicionamenos humanos, tendências subconscientes de caráter inato e hereditário.
Vásaná: odor, desejo, ignorância. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o homem.

quem-somos-nos-reflita-blog-alexandre-montagna

Cena que encerra o documentário

Blog do Jojó: www.yogafloripa.com/blogdojojo/

Blog do DeRose: www.uni-yoga.org/blogdoderose/

Twitter de Ricardo Mallet: twitter.com/ricardomallet

Mude, pois nunca é tarde (exemplo do axé ao metal) Março 5, 2009 | 03:23 pm

√ Texto revisado em 20 de março de 2011

Caso 1: Certa feita, minha mãe estava na frente da televisão assistindo a um programa de ginástica, esses que as pessoas ficam dizendo para você fazer ginástica.  Minha mãe, na sua lógica de reflexão pensou: “eu não fiz nada desse tipo de coisa até hoje, então não é agora que eu vou começar a fazer“. Detalhe: minha mãe tinha 17 anos na época. Eu sequer existia.

Hoje é claro que ela não pensa mais assim, mas seguramente deve possuir um pouco dessa contra-atitude carregada dentro de si. Assim como todo mundo! E eu também. Muita gente não muda, não faz algo porque acha que já passou o tempo, ou então encontra qualquer desculpa para não mudar. Qualquer desculpa. Tudo é pretexto para ficar onde está.

Caso 2: Existem vários exemplos de pessoas que mudaram. Hoje vou citar o do Luiz Caldas. Sim, aquele cara que fez a música que foi a vinheta da novela Tieta.

Luiz Caldas largou o axé e hoje toca heavy metal. Pode? Pode. Não julgue. Não importa se heavy metal é melhor que axé, ou se você não gosta dos dois. Importa a mudança. Me responda: se você tivesse feito muito sucesso tocando axé, tanto sucesso que sua música virou vinheta de uma novela da rede de televisão mais poderosa do país, você trocaria seu estilo de música? Provavelmente não. Provavelmente ficaria na eterna mesmice. Querendo até, sonhando até, mas mudando jamais.

E o desejo de mudança ocorre com muita, muita gente.  Porém, poucos são os que largam a cadeira executiva da cúpula organizacional e troca o terno-e-gravata pela bermuda colorida para realizar o antigo sonho de abrir um barzinho na beira do mar, mesmo que não dê tanto dinheiro, aliás, mesmo que não dê quase nada de dinheiro, eles mudam e ficam felizes, respirando e sentindo na brisa do ar a maresia da liberdade. Raríssimos são os que trocam o garantido pelo incerto, pois sabem que, no fundo, o incerto é o que importa, e o garantido é um obstáculo para mudança, um convite à estagnação.

Se você gosta de ler, queira ler um livro que indico realizar mudanças. É o livro do Prof. DeRose sobre karma e explana sobre o poder sobre o próprio destino, incentiva a segurar as rédeas da própria vida. Karma é um termo sânscrito que significa ação, e designa a lei universal de causa e efeito. Como todos os livros dele, o assunto é abordado sem conotação mística, espiritualista ou religiosa. E é por isso que eu gosto dele. O livro pode ser baixado gratuitamente através do site do Método DeRose: www.MetodoDeRose.org – na seção Free Downloads.

As cápsulas de influência de cada karma coletivo. Não vou desenvolver o assunto aqui. Se você quiser aprofundar-se baixe o livro no site da Uni-Yôga.

As cápsulas de influência de cada karma coletivo, extraído do livro Karma e dharma - transforme sua vida. Não vou desenvolver o assunto aqui. Se você quiser aprofundar-se baixe o livro no site do Método DeRose.

Então fica a lição: nunca é tarde para mudar.
Um grande abraço.

Para quem gosta de heavy metal ou está curioso para escutar a música do Luiz Caldas, acesse o MySpace dele. Se não apreciar a música, aprecie a coragem de mudar, que talvez seja algo que você também queira fazer. Eu li essa notícia do Luiz Caldas no site Contraditorium.


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