Alexandre Montagna

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Palestra na CEPAF, em Chapecó Julho 30, 2009 | 07:15 am

Após voltar bombando do 2º Encontro Internacional dos Instrutores do Método DeRose (Matando um Leão por Dia), realizei, na segunda-feira (27), uma palestra. O local foi o auditório da EPAGRI – CEPAF – Centro de Pesquisa e Agricultura Familiar. Ao informar o convite à minha monitora, Lisandra Zapelini, ela respondeu: “se sentir que consegue encarar essa, pode ir“, e fui. O tema é o assunto que a semana de palestras promove: Qualidade de Vida - e não poderia ter sido outro melhor. Qualidade de vida é com o Método DeRose (Yôga Antigo), sem dúvidas! O público foi bastante receptivo e tivemos bons momentos. Penso que o bom palestrante é aquele que consegue interagir com a platéia, gerando um clima de alegria, atenção e descontração, mas sem apelar para a comédia pura, o que serviria para mascarar a falta de conteúdo. Nesse ponto, acho que consegui uma boa dosagem, inspirado nos mais experientes profissionais da Nossa Cultura que já tive acesso e o privilégio de observar: DeRose, Jojó, Mallet, Caramella, Luís Lopes e outros.

Registro aqui meu agradecimento à Michelle de Liz, minha ex-aluna, pelo convite para conceder essa palestra.

Abaixo, algumas fotos do evento.

Treinando desde já para aperfeiçoar a oratória

Alexandre Montagna em palestra no auditório da CEPAF, em Chapecó - Santa Catarina

Sente

Segunda foto. Treinando desde já para chegar mais perto dos palestrantes abaixo.

Um dia eu chego nesse nível

Um dia eu chego nesse nível. Esse é o Ricardo Mallet, presidente da Federação de Yôga do RS.

Ou quem sabe esse

Meta de oratória. Esse é o Jojó, presidente da Federação de Yôga de SC.

Coroação do treinamento. Esse é o DeRose!

Coroação do treinamento. Esse é o DeRose, fundador da Uni-Yôga!

Para seguir neste assunto, leia o post do Prof. Joris Marengo sobre suas palestras.

Quem somos nós? (What the bleep do we know?) Maio 27, 2009 | 08:05 pm

Quem somos nós? foi o filme do nosso último Yôgacine, na casa da nossa querida colega Ozana. Se eu tiver que destacar um ponto ruim desse documentário, eu diria que é a abordagem excessiva do termo “espiritualidade”. Há inclusive um cientista (David Albert) que ficou indignado com o documentário, pois sua entrevista reiterou a não-relação entre física quântica e espiritualidade, enquanto a edição final de suas palavras insinuou o contrário. Depois, na segunda versão do filme que possui o subtítulo “Down the rabbit hole” (entrando na toca do coelho), o diretor ofereceu uma nova entrevista para esclarecer o posicionamento do professor Ph.D.

O radical espirit pode fazer o espectador começar a misturar com espiritualismo. Bem, caros amigos, é como diz o Mestre DeRose: “Não confunda espiritualismo com espiritualidade. A espiritualidade é um patrimônio do ser humano. O Yôga de qualquer modalidade, desde que autêntico, desenvolve a espiritualidade. Espiritualismo é a institucionalização da espiritualidade, ou o sistema que toma por centro o espírito em contraposição à matéria, baseando-se no conceito da dicotomia entre corpo e alma como coisas separadas e oponentes.” É importante reler este trecho para compreender bem estes conceitos e não misturá-los.

Há diversos links que podem ser feitos entre o filme em questão e a filosofia do Yôga, o que torna impraticável dialogar sobre todos eles em um só encontro de sábado à noite (após três deliciosas e saborosas pizzas gigantes vegetarianas). Um dos aprendizados mais importantes que temos para aplicar desde já no dia-a-dia é sobre os condicionamentos e o impacto das ações e reações em nossa rede neural. No Yôga, utilizamos os termos vásana (condicionamento) e sámskara (registro existencial) para abordar este assunto.  O filme ensina de forma clara como desenvolvemos a nossa personalidade baseada nos comportamentos anteriores, e como eles vão se consolidando e ganhando força. Alguém que se irrita uma vez, irritar-se-á outra vez mais adiante, e outra, e outra, chegando a tal ponto que o comportamento de irritação e descontrole emocional estará intrínseco à sua personalidade, amalgamando-se de tal forma que ficará difícil visualizar uma luz no fim do tunel daquela pessoa.

“O Homem faz escolhas, e as escolhas fazem o Homem.”
Ricardo Mallet

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Encerro com o excelente texto de Joris Marengo, o bem conhecido Jojó, Presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina:

O inconsciente é como um disco de vinil virgem.
Desde o nascimento são registrados, marcados na superfície lisa do disco, todas as experiências de dor e prazer.
Elas ficam ali, indefinidamente: totais, silenciosas, perenes e inconscientes. O Yôga denomina estes registros de samskáras.
O samskára, como sulcos de um vinil, obriga-nos a dançar sempre as mesmas músicas, ou seja, a repetir os atos condicionados, os vásanás.
Aquilo que denominamos de personalidade, individualidade são apenas atos condicionados mais sutis, mas ainda reações reflexas ao domínio silencioso do samskára.
- Existirá uma condição de liberdade, além dos samskáras e vásanás?
É este o estado não-condicionado que o yôgin aspira com toda a força do seu sádhana, dia após dia, samyama após samyama, sem concessões, até a liberação absoluta.

Joris Marengo

Ele ainda acrescenta no rodapé:

Samskára: as raízes profundas dos condicionamenos humanos, tendências subconscientes de caráter inato e hereditário.
Vásaná: odor, desejo, ignorância. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o homem.

quem-somos-nos-reflita-blog-alexandre-montagna

Cena que encerra o documentário

Blog do Jojó: www.yogafloripa.com/blogdojojo/

Blog do DeRose: www.uni-yoga.org/blogdoderose/

Twitter de Ricardo Mallet: twitter.com/ricardomallet

Bibliografia recomendada para estudo do Yôga e dicas de livros para leitura geral Abril 6, 2009 | 11:19 am

bibliografia-livros-estudo-leitura-yoga

Leia:
Porque recomendamos que o aluno comece estudando as obras indicadas
Orientação ao leitor de Yôga

Bibliografia recomendada para estudo do Yôga:

  1. DeRoseTratado de Yôga, Nobel.
  2. DeRoseQuando é preciso ser forte, Nobel.
  3. DeRoseTudo o que você nunca quis saber sobre Yôga, L&PM.
  4. DeRosePrograma do Curso Básico de Yôga, Uni-Yôga.
  5. DeRoseBoas Maneiras no Yôga, Uni-Yôga.
  6. DeRoseEu me lembro…, Nobel.
  7. DeRoseEncontro com o Mestre, Matrix.
  8. DeRoseSútras – máximas de lucidez e êxtase, Nobel.
  9. DeRoseTantra, a sexualidade sacralizada, Uni-Yôga.
  10. DeRoseYôga Sútra de Pátañjali, Uni-Yôga.
  11. DeRoseMensagens do Yôga, Uni-Yôga.
  12. DeRoseKarma e dharma – transforme a sua vida, Uni-Yôga.
  13. DeRoseChakras e kundaliní, Uni-Yôga.
  14. DeRoseAlimentação vegetariana: chega de abobrinha!, Uni-Yôga.
  15. DeRoseMeditação, Uni-Yôga.
  16. DeRoseOrigens do Yôga Antigo, Uni-Yôga.
  17. DeRoseCorpos do Homem e Planos do Universo, Uni-Yôga.
  18. DeRoseGuia do Instrutor de Yôga, Uni-Yôga (esgotado).
  19. DeRoseProntuário de Yôga Antigo, (edição histórica só para colecionadores).
  20. DeRoseA regulamentação dos profissionais de Yôga, Uni-Yôga.
  21. DeRoseAlternativas de relacionamento afetivo, Afrontamento (Portugal).
  22. Santos, SérgioYôga, Sámkhya e Tantra, Uni-Yôga.
  23. Santos, SérgioEscala Evolutiva, Uni-Yôga.
  24. Flores, AnahíCoreografias, Uni-Yôga.
  25. Marengo, Joris50 Aulas de Swásthya Yôga, edição do autor.
  26. De Bona, RodrigoA Parábola do Croissant, Uni-Yôga.
  27. Silva, LucilaLéxico de Yôga Antigo, Uni-Yôga.
  28. Feuerstein, G. A tradição do Yôga, Pensamento.
  29. Michaël, T. O Yôga, Zahar Editores.
  30. Michaël, T. O Yôga, Martins Fontes (Edição Portuguesa).
  31. Time-LifeÍndia Antiga, Abril Coleções.
  32. ShivánandaHatha Yôga, Editorial Kier.
  33. ShivánandaPránáyáma, Pensamento.
  34. ShivánandaKundaliní Yôga, Editorial Kier.
  35. ShivánandaTantra Yôga, Nada Yôga e Kriyá Yôga, Editorial Kier.
  36. ShivánandaAutobiografia, Pensamento.
  37. ShivánandaJapa Yôga, Edição do Shivánanda Ashram.
  38. Bernard, T. El Camino Práctico del Yôga.
  39. Eliade, M. Pátañjali y el Yôga, Editora Paidós.
  40. Eliade, M. Técnicas del Yôga, Cia. Fabril Editora.
  41. Eliade, M. Yôga, imortalidade e liberdade, Editora Palas Athena.
  42. Purôhit SwámiAphorisms of Yôga, Faber & Faber (Londres e Boston).
  43. Kastberger, F. Léxico de Filosofía Hindú, Editorial Kier.
  44. Van LysebethTantra, o Culto da Feminilidade, Summus Editorial.
  45. Blay, A. Tantra Yôga, Iberia
  46. Woodroffe, J. Principios del Tantra, Editorial Kier.
  47. Woodroffe, J. Shaktí y Shakta, Editorial Kier.
  48. Avalon, A. El Poder Serpentino, Editorial Kier.
  49. GôswámiLaya Yôga.
  50. Monier-WilliamsSanskrit-English Dictionary, Oriental Publishers.

Indicações de leitura geral:

Títulos que sugiro e que bons amigos sugerem:

  • Macaco Nu – Desmond Morris – Ed. Record
  • Pai Rico, Pai Pobre – Robert Kiyosaki – Ed. Campus
  • O Monge e o Executivo – James C. Hunter – Ed. Sextante
  • O Universo numa Casca de Nós – Stephen Hawking – Ed. Sextante
  • Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Stephen R. Covey – Ed. Franklin Covey
  • Posicionamento – Al Ries e Jack Trout – Ed. Pioneira
  • Reputação, na velocidade do pensamento – Mário Rosa – Ed. Geração Editorial
  • Segredos de uma Mente Milionária – T. Harv Eker – Ed. ARX
  • Tratado Geral Sobre a Fofoca – José Ângelo Gaiarsa – Ed. Summus

Carnes na alimentação do ser humano Março 9, 2009 | 02:58 pm
Ele não nasceu para morrer sangrando na minha mesa.

Ele não nasceu para morrer sangrando na sua mesa.

Estou convencido de que toda pessoa sensível é uma pessoa vegetariana em potencial. Mas falta coragem para mudar, afinal, é preciso ter atitude. Que coisa mais estranha e incoerente alguém responder “não quero ver, não quero saber” quando você o convida para assistir a um documentário sobre a indústria das carnes. Estranho essa pessoa não querer saber qual a procedência daquilo que constitui seu corpo, sua matéria orgânica. Isso é o que eu chamo de identificação com a ignorância, ou, como escutei recentemente: ignorância voluntária. São pessoas ignorantes, que ignoram o que acontece e querem permanecer assim, mantendo abaixado o véu dos bastidores. Porque sabem, no fundo, que este véu está manchado de sangue no outro lado.

“O que me preocupa não é o grito dos maus,
mas sim o silêncio dos bons”

Esta frase – que tenho nos meus registros como de Martin Luther King – é muito correta. E vou parafraseá-la:

“O que me preocupa não é a inteligência dos maus,
mas sim a ignorância dos bons”

Esses dias eu estava conversando com um amigo, um cara inteligente,  e ele começou a falar de um documentário que passou na TV a cabo que mostrava um jovem vivendo por um tempo numa comunidade tribal. Numa das aventuras, este jovem teve que matar um pombo à mão. Acho que esguelando o bixo, com ele se debatendo, o sangue jorrando e tudo mais. Ele não conseguiu. Se não me engano o cara quase chorou, e passou mal, certamente. O mais absurdo de toda essa conversa, é que este meu amigo conseguiu concluir – em sua lógica muito exótica – que o ser humano precisa comer carnes para sobreviver. Sim, você leu certo, ele me veio com essa. Pois eu tive que mostrar a ele exatamente o oposto. O ser humano não foi feito para comer defunto, nem para matá-lo, nem para digerí-lo. Se naturalmente assim fosse, o rapazote do documentário teria conseguido. Não conseguiu. E o meu amigo teve que concordar comigo, mas não quis dar o braço totalmente a torcer, dizendo: “é, eu não tinha pensado por esse lado, dá para interpretar dessa forma também“. Nenhum humano é capaz de matar animais, não fomos projetados para isso. E mesmo que tivéssemos uma faca, não teríamos coragem. Com exceção das pessoas que passaram por um processo de dessensibilização, ou seja, perderam a sensibilidade e o amor, agindo com frieza, sangue frio, tal qual um assassino. Açougueiros geralmente desenvolvem isso com o tempo. Não foram poucos os filmes de terror que uniram os dois universos: açougue e assassinatos brutais.

Matar seres para banhar-se de suas carnes mortas não é algo digno de uma pessoa sensível. Lei do mais forte o escambau, meu amigo. Lei do mais forte é matar com suas próprias presas, dilacerar com seus próprios dentes e digerir com seu próprio estômago, sem utilizar sal de frutas e sem contrair câncer de cólon, sem irritar as mucosas dos órgãos, sem desenvolver urina ácida e sem provocar centenas de outros problemas de saúde. Leia o restante deste artigo

Mude sempre, por Joris Marengo Fevereiro 21, 2009 | 12:01 am

Este é o vídeo que fiz para o Prof. Joris Marengo, presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina. Ele criou, escolheu e montou tudo: texto, música e imagens; eu apenas codifiquei em formato de vídeo. As transformações na vida de quem seguir estes conselhos certamente serão maravilhosas. Aperte play:

 ”Este poema foi escrito em 1994 em um dia de outono, chuvoso,
e fui invadido por uma sensação estranha de monotonia.
Depois descobri que outras pessoas escreveram coisas
bem parecidas. Provavelmente, possuídos momentaneamente
pelos mesmos fantasmas… Divirta-se”

Jojó

Que tal conhecer o blog do Jojó? Acesse www.yogafloripa.com/blogdojojo

Hoje, 18 de fevereiro, é o dia do Yôga! Fevereiro 18, 2009 | 11:29 pm

Hoje é o Dia do Yôga!!! Realizei agora há pouco uma prática especial para esta data. O dia 18 de fevereiro é a data de aniversário do Mestre DeRose. Coincidentemente, é também a data de um outro importante Mestre de linha tântrika do século XX, chamado Rámakrishna.

Neste final do Dia do Yôga, quero reforçar a dica para que você leia e aprofunde mais seus conhecimentos através da vasta obra de DeRose, nosso Mestre e aniversariante do dia. Quero também deixar meus sinceros votos de que você se identifique com esta fascinante filosofia milenar, buscando o autoconhecimento e a expansão da consciência com muita gana e vontade, com a mesma intensidade com que desejaria o ar após 3 minutos com pulmões vazios.

Para o Yôga, o ser humano está adormecido enquanto não despertar o poder interior e não atingir dhyána (meditação) e samádhi (hiperconsciência).

Que deste dia em diante você tenha mais força e poder interior para realizar as mais profundas e inimagináveis mudanças em sua vida e existência, caminhando rumo à meta.

“Toda evolução pressupõe mudança.”
Mallet

“Enquanto a Humanidade espera que a sorte a agarre para mudar a sua vida, o SwáSthya Yôgin agarra a vida e muda a sua sorte.”
Joris Marengo

SwáSthya!

Com carinho,

Alexandre Montagna
Instrutor de SwáSthya Yôga
montagna@uni-yoga.org | +55 49 9981-4604
www.Uni-Yoga.org | www.AlexandreMontagna.com

Visite o blog do educador DeRose em www.Uni-Yoga.org/blogdoderose


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