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Foto do nosso Yôgacine no Diário do Iguaçu de 27 de março de 2009 Março 28, 2009 | 03:07 pm

Saímos no jornal!!
Diário do Iguaçu – Chapecó, Santa Catarina
27 de março de 2009

Todos lindões! O chai saborosíssimo. Só a "legenda" ficou "engraçada", hehehe....

Todos lindões! O chai saborosíssimo, o filme profundo/divertido e as grafias do sânscrito corretíssimas nesta legenda! ( Bom, só as aspas que não precisa utilizar. Fica a dica! ) Parabéns e alegres agradecimentos ao nosso amigo e jornalista Jeferson!!

Muito legal! :) No próximo, quero mais gente participando!!

Navegue mais para baixo e visualize o post em que comentei sobre o evento, e com a foto colorida.

O Yôgacine foi ótimo! Filme: O Feitiço do Tempo (Groundhog Day) Março 25, 2009 | 12:55 am

No sábado passado, dia 21 de março, fizemos um Yôgacine na sala de práticas. O filme faz parte da série sobre karma, e o título em português é O Feitiço do Tempo - um dos prediletos do Mestre DeRose. Então só aí já se vê que não é pouca coisa…

Título original: Groundhog Day

Título original: Groundhog Day ("O dia da marmota")

A Universidade de Yôga divulga a seguinte sinopse + texto complementar:

Sinopse do filme – Trata-se de uma comédia de muito bom gosto e com um fundo filosófico. A personagem principal acorda todas as manhãs no mesmo dia e repete as mesmas coisas, os mesmos erros, dia após dia, até que, anos depois, aprende a lição e torna-se uma pessoa melhor. Só então, consegue libertar-se de sua prisão no tempo e passar ao dia seguinte.

Preleção feita pelo instrutor antes do início do filme – Não assista ao filme apenas como uma excelente comédia. Tenha sempre em mente que a maior parte dos filmes que exibimos tem alguma mensagem ou é útil de alguma maneira para a formação do caráter dos nossos futuros instrutores. Atente para o fato de que os dias, no filme, podem perfeitamente significar reencarnações (lembre-se de que não somos uma escola reencarnacionista, no entanto, podemos aprender muito com essa metáfora [esse negrito foi por minha conta]). Enquanto a personam não aprende a lição, volta e renasce no mesmo lugar e no mesmo dia. E como o pobre coitado sofre por ser rançoso…  Depois de muitas tentativas e erros, inúmeras experiências com câmbios de personalidade e de atitude, aprende a valorizar as coisas simples do dia-a-dia e a sentir carinho pelas pessoas. Aí, passa a ser feliz, todos o amam em retribuição e ele evolui para uma etapa seguinte.

Ou seja, o filme realmente é maravilhoso. E é preciso rever algumas vezes para sentir sua mensagem com mais profundidade.

Estávamos em 6 na sala, e foi um momento gostoso, não só porque o filme foi bom e porque éramos todos pessoas legais, mas sim por ser um programa diferente do encontro comum, que ocorre nas aulas regulares.

oi

Todos brindando com chai em copinhos térmicos! Da esquerda para a direita: Carla, que sempre diz que talvez não vá, mas sempre aparece - que bom!; eu; Eunice, que apareceu depois de um longo jejum de aulas, e espero que agora mantenha o ritmo; Jeferson, que tem marcado presença regularmente nos eventos extra-práticas; Sary, a pessoa com quem compartilho minha vida; e Sérgio, que também tem marcado presença regularmente nos eventos extra-práticas.

A surpresa é que tivemos chai, a deliciosa bebida indiana! Clique em cima da palavra chai para ler o post em que eu divulgo a receita que a Uni-Yôga orienta, a fim de fazer o chai mais fiel às raízes indianas.

A bebida é tão boa que o Sérgio não desperdiçava um minuto sem tomá-lo.

 

Cena recorrente durante o filme

Cena recorrente durante o filme

Valeu muito. Agradecimentos à Carla pelo registro das fotos com sua câmera. E que venha o próximo Yôgacine!!!

Karma aí! O meu destino a mim pertence! (Dois terços, pelo menos) Março 23, 2009 | 11:37 pm

Artigo inspirado no livro Karma e dharma. O subtópico “A parábola” é uma extração desse livro.

estrada_primavera_blogÉ impressionante o número de pessoas que acreditam que seu destino está traçado. Que absurdo! Se o nosso destino assim fosse, traçado, se já estivesse tudo “escrito nas estrelas”, então seríamos apenas marionetes vivendo uma vida já planejada – por aquela figura paterna invisível no céu, muitos dizem. Para os religiosos que repetem tal incoerência, uma pergunta: e o livre arbítrio? Se somos dotados da capacidade de realizar escolhas próprias, então não há a possibilidade de o futuro já estar previsto. Considerar a existência de um destino planejado implica em não aceitar que as suas decisões fazem diferença, e ainda abre portas para o perigo: se tudo está planejado, então, pombas,  porque prenderam aquele assassino, já que estava previsto que ele deveria matar a inocente moça? Ele não tinha saídas: estava escrito no destino, não foi por mal. Porque choram tanto as pitangas pelas mortes da queda do avião da Gol, se isso era para acontecer, pois “Deus sabe o que faz”?

Por que achamos que o destino é planejado

Todo esse disparate do destino foi criado e adotado por pessoas enfraquecidas nas emoções, que precisam constantemente justificar as tristezas que ocorrem em suas vidas através de crenças convenientes. Aliás, não é este o motivo de toda a crença, afinal? É muito mais confortante e fácil aceitar que você foi demitido, que seu casamento acabou, seu carro foi roubado, que sua casa foi inundada pela enchente e que um ente querido morreu muito cedo na vida porque tudo isso “era para acontecer”. Assim, você resigna-se no conforto de quem não tem alternativas e precisa aceitar as coisas como são. Eu me empenho em manter este agradável conforto emocional em todos, mas sem crença alguma.

Como o destino funciona

Você já ouviu o termo karma. Karma é a lei de ação e reação, a Lei Universal de causa e efeito e que não possui nenhuma relação com vidas passadas nem conotação mística. Karma é assim: se você cospe para cima, vai receber o cuspe de volta no olho. Ação e reação. Na tradição hindu, passa-se o conhecimento de que nós possuímos dois terços do controle sobre o nosso destino. Um terço está nas coisas que não podemos mudar. Oras, dois terços de controle sobre o destino é muita coisa, é mais da metade. Não precisa levar ao pé da letra: esta fração matemática serve para ilustrar que temos muito poder sobre nosso futuro, mas não completo. Para entender isso, imagine-se num cruzeiro em alto mar: você (micro) pode andar para o norte do navio, para o sul, leste ou oeste, mas o navio (macro) continuará rumo ao sul, pois isso está além das suas alternativas. A menos que você golpeie o capitão e assuma o comando do leme, mas pare com isso, não tente estragar o exemplo!!

Durante a nossa vida na Terra geramos trilhões de escolhas, ações e consequências que acabam por moldar o nosso futuro. Hoje quando eu for passear com minha cachorrinha, eu posso escolher conversar ou não com alguém que esteja por perto. Ao conversar com essa pessoa eu farei ela dedicar seu tempo a mim e ela irá para casa alguns minutos mais tarde, e esse pode ser o tempo exato para salvá-la de ser atropelada por um caminhão, ou para impedí-la de atender a um telefonema importante, ou etc-etc-etc. E daqui a 10 anos, as consequências das minhas decisões de hoje ainda estarão acontecendo. Coisas que você fez em 1992 ainda estão repercutindo hoje: zilhões de ações e consequências numa verdadeira cadeia de efeitos que se iniciam a cada nova ação. Essa teia de relacionamentos, ações e efeitos que você gera a cada instante, desde que nasce, é tão complexa e tão difícil de codificar num registro que muitas pessoas acabam por atribuir todo o destino a um Ser Superior que rege as cousas. Mas não precisamos disso. Paremos com os folclores.

A parábola

O destino é como as etapas das decisões do arqueiro

O destino é como as etapas das decisões do arqueiro

Existe uma parábola hindu que ilustra isso muito bem. O ser humano e o seu karma são como o arqueiro com suas flechas. Na primeira etapa, as flechas estão pousadas passivamente na aljava. Esse momento representa o karma passivo, com o qual você pode fazer o que bem entender. Na segunda etapa, o arqueiro saca uma das flechas, coloca-a no arco e tensiona-o. Ele pôs em estado de alerta uma energia potencial, mas ainda tem completo domínio, pois poderá conferir mais ou menos tensão ao arco, poderá atirar nesta ou naquela direção e, ainda, poderá desistir de lançar a flecha e guardá-la novamente no coldre. A terceira etapa, é quando o arqueiro solta a flecha. Aí não dá para voltar atrás, não é possível sair correndo para alcançar a flecha e fazê-la parar. Nesse caso, não há como impedir que toda uma sucessão de conseqüências se desencadeie. Somente sobre esta última forma de karma você não terá domínio.

Na verdade, o exemplo acima não pretende expressar uma precisão matemática de que tenhamos domínio sobre exatos dois terços do nosso karma. Trata-se de uma antiga comparação para nos proporcionar uma idéia de que temos domínio perfeito sobre a maior parte do nosso futuro.

Além disso, qualquer que seja o nosso karma, a liberdade que temos sobre as formas de cumpri-lo é bastante elástica. A sensação de restrição ou impedimento é muito mais decorrente dos próprios receios de mudar e da acomodação das pessoas, do que propriamente da lei de causa e efeito.

Quer ler sobre karma negativo e karma positivo e muito mais sobre o assunto? Faça o download do livro Karma e dharma – transforme sua vida, do Mestre DeRose, no site www.Uni-Yoga.org)

Receita do chai, a tradicional bebida indiana Março 23, 2009 | 02:34 am

RECEITA DO CHAI

Receita-padrão divulgada oficialmente pelo informativo da Universidade de Yôga.

Você pode fazer o download da receita do chai no formado PDF.

Para aumentar seu conhecimento, leia o artigo Aceita um chai? abaixo.

INGREDIENTES:

• 2 litros de água mineral
• Entre ½ e 1 copo de açúcar refinado
• 2 paus de canela
• 1 copo de gengibre ralado
• ½ copo de leite em pó (Ninho)
• 2 colheres de chá preto inglês
• 5 sementes de cardamomo

MODO DE PREPARO:

1. Medir 2 litros de água
2. Separar 200ml da água para diluir o leite
3. Por o restante da água a ferver
4. Por as sementes de cardamomo no pilão e triturar
5. Lavar e ralar o gengibre
6. Por o açúcar e a canela em uma panela e levar ao fogo. Utilizando uma colher de pau, mexer até formar uma calda
7. Adicionar o gengibre e misturar bem
8. Acrescentar a água pré-aquecida e o cardamomo
9. Deixar ferver. Após a fervura, baixar o fogo e aguardar 5 minutos
10. Diluir o leite e adicioná-lo, deixando aquecer por mais 1 minuto
11. Desligar o fogo e adicionar as 2 colheres de chá preto. Aguardar 1 minuto
12. Verificar se a garrafa térmica está pronta para receber o chai
13. Coar o chai na peneira, depois no filtro e experimentar
14. Utilizando um funil, colocar o chai na garrafa térmica
15. Pronto para servir

“Aceita um chai?”

Por DeRose, Mestre de Yôga Antigo – www.Uni-Yoga.org/blogdoderose

Chai é o nome do chá indiano, feito com um pouco de leite, açúcar e podendo conter gengibre, cardamomo e outras especiarias. Da palavra chai, provém o português chá. A partir de 1975, comecei a introduzir o chai no Ocidente. Adotamos o chai como bebida oficial nas nossas escolas. No início, teve pouca repercussão. Depois, à medida que eu viajava mais e por vários países, a influência se fez sentir. E cresceu mais quando nossa rede de escolas e associações filiadas tornou-se numericamente relevante e influente na vida de tantas pessoas. Daí, a partir de um dado momento, começamos a encontrar o nosso chai em casas de chá e até mesmo restaurantes. Em muitos deles, constava como chá yôgi, numa clara referência à nossa escola, pois na Índia esse chá não é tomado apenas em entidades de Yôga, mas em toda parte. Mesmo se você entra em uma loja de comércio, oferecem-lhe logo um chai. É uma demonstração de cordialidade. Aceitá-lo, uma demonstração de boa educação. Pois, bem, a história que quero contar tem a ver com isso.

Como um simples chai endossa nossas intenções de autenticidade

Na escola do Fernando Prado, em Buenos Aires, um senhor indiano levava a esposa para praticar SwáSthya e ficava esperando por ela na recepção da escola. Não conversava, não sorria. Quando o diretor da escola procurava ser cordial, o maridão respondia com monossílabos. Algum tempo depois, Fernando se lembrou de lhe oferecer um chai. O senhor indiano ergueu as sobrancelhas e redarguiu: “Vocês tem chai? Quero ver.” Fernando serviu-lhe um chai. O senhor indiano provou. Sorriu. Começou a conversar. Tempos mais tarde, Fernando lhe perguntou por que depois do chai ele ficou tão simpático e antes não queria nem conversa. Então, a glória: “Eu achava que vocês eram como os outros ocidentais que dizem ensinar Yôga e transmitem uma deturpação ofensiva às nossas tradições. Mas quando provei a bebida tradicional indiana, percebi que se até no chai vocês fazem questão de autenticidade, o Yôga que ensinam também deve ser autêntico.”

Chazinhos naturébas, não!

Por isso, fico muito triste quando visito alguma escola que diz seguir o nosso método, mas serve chazinhos naturébas, que são um modismo ocidental contemporâneo. Nada contra as infusões medicinais, para ser tomadas quando necessário. Mas oferecer essas bebidas sem graça dentro de uma escola de Yôga é subordinar-se a um paradigma equivocado, associando erroneamente Yôga com terapia. Yôga é filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias o definem como tal. Sua meta, segundo Pátañjali, é o samádhi, o estado de consciência expandida que proporciona o autoconhecimento. Se, por efeito colateral, aumenta a vitalidade e todas aquelas consequências positivas, devemos interpretar isso como acidentes de percurso, positivos, por certo, mas jamais como objetivo. Uma abordagem mais séria não deve acenar com benefícios. É como se o instrutor quisesse convencer alguém de alguma coisa, ou como se quisesse vender algo a alguém. Mais nobre é praticar o Yôga pelo Yôga e não visando a benefícios pessoais. Este posicionamento está muito claramente exposto em nossos livros, sempre que, pela exigência do capítulo, somos obrigados a mencionar os tão decantados “benefícios do Yôga”. Não negamos que eles existam, mas preferimos não fazer apelação. Ao não oferecer benefícios terapêuticos e não aplicar misticismo, fica evidenciada a seriedade do nosso trabalho.

Uma delícia chamada chai

Uma delícia chamada chai

DeRose concede entrevista ao blog Caminho das Índias Março 20, 2009 | 02:39 pm

Trecho retirado da entrevista de DeRose concedida ao blog Caminho das Índias que pode ser lida na íntegra neste endereço: http://www.casadoyoga.com.br/yoga_entrevista_derose.html

Blog: Como o senhor vê a questão das castas? Explique-nos um pouco sobre o assunto.
DeRose: Por um lado:
Na Índia, as castas só existem assumidamente no hinduísmo. A instituição das castas não está presente nas demais religiões, como o islamismo, o budismo etc. No hinduísmo, existem quatro castas principais que são brahmins, kshátriyas, vaishyas e súdras. Estas quatro subdividem-se em um número incalculável de sub-castas. Fora e abaixo das castas estão os intocáveis. Desde tempos imemoriais essa estrutura mantém uma razoável harmonia na sociedade hindu. No entanto, graças a Gandhi e com o passar dos anos, elas se tornaram mais flexíveis e temos visto mais casamentos intercastas e até mesmo intocáveis ganhando dinheiro e galgando postos políticos importantes, o que antes não era possível.

Por outro lado:
O tema das castas sempre despertou a curiosidade dos ocidentais, mas não compreendo a razão, já que no mundo ocidental também há a divisão da sociedade em castas. É uma tragédia quando um rapaz de casta inferior aqui do Brasil resolve se casar com uma jovem de nível superior ao dele. Sempre ocorreram até suicídios e assassinatos por esse motivo. Quando um jovem de casta baixa quer ascender socialmente, ele é brutalmente impedido. Se nasceu em um ambiente cultural humilde, a classe média o exclui. Se nasceu na classe média, é rejeitado pela classe alta. Dependendo do dialeto-de-casta da língua portuguesa que ele utilize, será aceito no nosso país para um cargo de menor ou maior importância, baseado apenas na sua linguagem. Isto está certo ou errado? Não me considero com direito de julgar, já que eu não ficaria bem impressionado com um estabelecimento que colocasse para atendimento ao público um funcionário que falasse português errado. Portanto, tanto na Índia quanto no Brasil e no mundo todo, a sociedade humana é dividida em castas. Só que a maior parte não assume. Como dizia George Orwell: “Todos os Homens são iguais, só que uns são mais iguais do que outros.”

Continue lendo o restante da entrevista.

Por que a vaca é sagrada na Índia? Março 18, 2009 | 07:57 pm

Recentemente, estava eu assistindo a uma webclass do Mestre DeRose no site da Uni-Yôga – como de costume – e houve uma passagem muito interessante: o assunto da vaca ser sagrada na Índia. Há uma visão muito equivocada sobre isso aqui no Ocidente. Geralmente, quem pergunta o faz de forma grosseira e demonstrando pouca compreensão.

Texto extraído de uma das várias webclasses disponíveis gratuitamente no site da Uni-Yôga

E o ocidental, com aquele jeito compulsivo, pergunta com petulância:
- Por que a vaca é sagrada?
E o indiano com muita tranquilidade disse para ele:
- Olha, a vaca me dá leite, me dá iogurte, me dá queijo, me dá manteiga, puxa o meu arado e me ajuda a produzir alimentos. Trabalha a vida inteira para mim. Me dá o esterco que eu utilizo para fertilizar a terra, e fazer o compustível para fazer a comida. E no final da vida, doando-se e me dando coisas, ela morre. E aí ela me dá seu couro, o seu chifre e os seus ossos que utilizo para artesanato, roupas. É sagrada ou não é? Se não fosse a vaca, o meu povo – disse ele – a essa altura estaria passando fome, porque é a vaca que fertiliza os campos e é a vaca que puxa os arados.
E de novo perguntou:
- é sagrada ou não é?

Provavelmente você tenha lido rapidamente. Volte e leia tudo de novo: isso é uma verdadeira lição de moral. É a nobre  atitude do Ser Humano de ser grato a quem o sustenta e a quem o faz bem. A vaca é o animal que mais auxiliou na sustentação do povo indiano, e eles são gratos por isso. Aqui no Ocidente, ela também nos ajuda muito. E o que fazemos? Degolamos a vaca, deixamos ela de cabeça para baixo jorrando sangue e agonizando, com muita, muita dor e sofrimento, para sujar as mesas com suas inocentes carnes mortas. Antes disso, sugamos os leites de suas tetas até não mais poder. Não bastasse todas essas barbáries, deixamos o filho – bezerro – sem se movimentar por semanas para fazer a maldosa carne de vitela (“baby beef”, bife de bebê em inglês).

Ahhh mas tudo isso é perdoado, pois esse pessoal que não entende o motivo pelo qual a vaca é sagrada na Índia, é o mesmo pessoal que “reza” para o papai do céu agradecendo a comida que está prestes a devorar……….


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