Alexandre Montagna

BLOG DE

Alexandre Montagna

A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

Instrutor do Método DeRose
Cultura & Geral A Nossa Cultura Tantra, o Sentir Sámkhya, o Saber Yôga, o Poder Assine meu feed RSS Visite meu perfil no Facebook Visite meu perfil no Orkut Siga meu Twitter Visite o portal do Método DeRose Conheça o site da escola Av. Rio Branco, de Florianópolis
Posts marcados com a tag ‘humanidade’
A guerra nos atrasa como espécie Julho 22, 2010 | 02:28 pm

A guerra é um excelente meio de fazer a economia girar. Uma economia bastante falha na lógica e na semântica, diga-se de passagem. E, ainda, os conflitos bélicos são grandes erros que nos prendem lá atrás enquanto espécies em evolução.

Não há motivo racional algum para um animal matar outro animal que não o conheça, não o fira, não o prejudique nem o ofenda. Ou seja, soldados matarem outros soldados de um outro país, noutras palavras, homens honestos com esposas e filhos matarem outros homens honestos com esposas e filhos de um outro país, não faz o menor dos sentidos.

Só quem ganha são os empresários de cujos mercados econômicos a guerra fez girar.

Vídeo compartilhado pela instrutora do Método DeRose Cherrine Cardoso.

Conforto emocional sem crença Novembro 6, 2009 | 08:08 am

Da série A crença conduz à ignorância

As consequências do ato crer são negativamente infindáveis. Aceitar que uma figura chamada Yeshua (Jesus) tenha existido vá lá, mas acreditar que tenha nascido de mãe virgem, fez milagres, ressuscitou e ascendeu aos céus… o que você acharia de uma cabeça que crê nisso? Não peço a julgar pessoas, devo advertir, mas peço, sim, que se compartilhe a percepção dessa situação. Somos tão racionais a respeito de todo o resto, tacharíamos de louco se alguém acreditasse em duendes ou gnomos, mas relevamos as alucinações das religiões institucionalizadas tradicionais.

De tempos em tempos, aprofundo-me um pouco mais na questão da crença. Ela parece assolar o planeta. Tanto é que a maioria das pessoas não consegue abandonar o ato de crer instantâneamente, e passamos por uma fase em que há a crença em um Senhor onipotente e onisciente, mas sem igreja. Seria isso o significado da frase ”tenho um lado espiritual independente de religiões“? Talvez, pois é uma frase que dá margem a algumas interpretações. Em partes, vejo essa expressão como uma ponte ao agnosticismo, funcionando como uma transição saudável e gradual para não causar rupturas muito grandes com nossos laços medievais – afinal, nossa criação geral bane conceitos como ateísmo e agnosticismo, e há um receio em declarar que somos ateus ou agnósticos aos quatro ventos. Mas voltemos à crença: a crença faz o impossível e improvável se tornar verdadeiro na cabeça do crente, que acredita apenas porque sua fantasia lhe é conveniente. Triste é a mente que precisa recorrer às ilusões para conquistar conforto emocional. Jamais moveria um dedo para tirar tal conforto de qualquer criatura desse mundo, mas vivo e trabalho para que tamanha felicidade seja conquistada por mim e por toda a Humanidade, sem necessitar do véu de misticismo e crendice que mascara a Natureza e esconde a nossa real existência. Larguemos a crença e sejamos felizes. Assim seja.

Yôga não é para todo mundo Setembro 24, 2009 | 03:52 pm

A caminhada do Yôga pode ser resumida na palavra evolução. Para evoluir é preciso mudar, melhorar, aprimorar hábitos e condicionamentos. Isso inclui refinar hábitos alimentares e comportamentais, bem como ampliar o espectro da sutileza em todos os planos da existência. Se me permite acrescentar mais um ponto, penso que tratar com muito respeito o espaço vital dos outros seres vivos sobre a Terra é uma das principais evoluções que a filosofia preconiza. Analisando dessa forma, vemos que o Yôga não é para todo mundo. Muitos não querem saber de mudar coisa alguma e evoluir é um verbo que não aparece em seus dicionários. Aliás, geralmente quem não tem preparo cultural para praticar Yôga sequer tem um dicionário em casa. Se você não tem, não vá ficar zangado por vestir esse capuz! Reprograme suas sinapses cerebrais e, ao invés de zangar-se, comporte-se como um bom praticante do Método DeRose e me agradeça pelo incentivo para adquirir um majestoso exemplar Houaiss. Chamar dicionário de “amansa-burro” não é com a gente. Que absurdo! Como diz minha mãe, burro é quem não quer saber; o inteligente é sedento por conhecimento e vai atrás. Logo, dicionário é “amansa-inteligente“.

Tenho profunda convicção de que todas as pessoas do mundo podem realizar esta evolução, mas algumas estão muito aquém do que se espera de uma pessoa digna e sensível, e seria necessário despender muito tempo e energia para ajudá-las a abrir os olhos. Espero que você não seja assim. Espero que a semente da sede pela expansão da consciência e lucidez desabroche com força em você. Que você cultive carinho pela mudança e pelo seu aprimoramento pessoal. E juntos caminhemos na direção na qual a Humanidade, aos trancos e barrancos, apenas engatinha.

Quem somos nós? (What the bleep do we know?) Maio 27, 2009 | 08:05 pm

Quem somos nós? foi o filme do nosso último Yôgacine, na casa da nossa querida colega Ozana. Se eu tiver que destacar um ponto ruim desse documentário, eu diria que é a abordagem excessiva do termo “espiritualidade”. Há inclusive um cientista (David Albert) que ficou indignado com o documentário, pois sua entrevista reiterou a não-relação entre física quântica e espiritualidade, enquanto a edição final de suas palavras insinuou o contrário. Depois, na segunda versão do filme que possui o subtítulo “Down the rabbit hole” (entrando na toca do coelho), o diretor ofereceu uma nova entrevista para esclarecer o posicionamento do professor Ph.D.

O radical espirit pode fazer o espectador começar a misturar com espiritualismo. Bem, caros amigos, é como diz o Mestre DeRose: “Não confunda espiritualismo com espiritualidade. A espiritualidade é um patrimônio do ser humano. O Yôga de qualquer modalidade, desde que autêntico, desenvolve a espiritualidade. Espiritualismo é a institucionalização da espiritualidade, ou o sistema que toma por centro o espírito em contraposição à matéria, baseando-se no conceito da dicotomia entre corpo e alma como coisas separadas e oponentes.” É importante reler este trecho para compreender bem estes conceitos e não misturá-los.

Há diversos links que podem ser feitos entre o filme em questão e a filosofia do Yôga, o que torna impraticável dialogar sobre todos eles em um só encontro de sábado à noite (após três deliciosas e saborosas pizzas gigantes vegetarianas). Um dos aprendizados mais importantes que temos para aplicar desde já no dia-a-dia é sobre os condicionamentos e o impacto das ações e reações em nossa rede neural. No Yôga, utilizamos os termos vásana (condicionamento) e sámskara (registro existencial) para abordar este assunto.  O filme ensina de forma clara como desenvolvemos a nossa personalidade baseada nos comportamentos anteriores, e como eles vão se consolidando e ganhando força. Alguém que se irrita uma vez, irritar-se-á outra vez mais adiante, e outra, e outra, chegando a tal ponto que o comportamento de irritação e descontrole emocional estará intrínseco à sua personalidade, amalgamando-se de tal forma que ficará difícil visualizar uma luz no fim do tunel daquela pessoa.

“O Homem faz escolhas, e as escolhas fazem o Homem.”
Ricardo Mallet

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Encerro com o excelente texto de Joris Marengo, o bem conhecido Jojó, Presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina:

O inconsciente é como um disco de vinil virgem.
Desde o nascimento são registrados, marcados na superfície lisa do disco, todas as experiências de dor e prazer.
Elas ficam ali, indefinidamente: totais, silenciosas, perenes e inconscientes. O Yôga denomina estes registros de samskáras.
O samskára, como sulcos de um vinil, obriga-nos a dançar sempre as mesmas músicas, ou seja, a repetir os atos condicionados, os vásanás.
Aquilo que denominamos de personalidade, individualidade são apenas atos condicionados mais sutis, mas ainda reações reflexas ao domínio silencioso do samskára.
- Existirá uma condição de liberdade, além dos samskáras e vásanás?
É este o estado não-condicionado que o yôgin aspira com toda a força do seu sádhana, dia após dia, samyama após samyama, sem concessões, até a liberação absoluta.

Joris Marengo

Ele ainda acrescenta no rodapé:

Samskára: as raízes profundas dos condicionamenos humanos, tendências subconscientes de caráter inato e hereditário.
Vásaná: odor, desejo, ignorância. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o homem.

quem-somos-nos-reflita-blog-alexandre-montagna

Cena que encerra o documentário

Blog do Jojó: www.yogafloripa.com/blogdojojo/

Blog do DeRose: www.uni-yoga.org/blogdoderose/

Twitter de Ricardo Mallet: twitter.com/ricardomallet

A volta de Ida: encontramos o elo perdido? Maio 20, 2009 | 11:00 am

Ainda é muito cedo para lançar sólidas notícias… porém, já demonstro-me bastante empolgado com a leitura deste artigo divulgado no TED, que abaixo publico traduzido ao nosso bom português:

ted-logo-blog-alexandre-montagna

Nesta última terça (19), no Museu Americano de História Natural, em New York, foi anunciada uma descoberta revolucionária – uma que permanecerá como um marco para paleontólogos e evolucionistas de todo o mundo. Cientistas da Universidade de Oslo descobriram “Ida”, também conhecida como Darwinius masillae, um fóssil de 47 milhões de anos que foi proclamado como o “elo perdido” na ligação entre a estrutura do esqueleto humano e os primeiros mamíferos.

Os cientistas encontraram Ida em Messel Pit, na Alemanha, e logo descobriram que ela é cerca de vinte vezes mais velha do que a maioria dos fósseis relacionados com a evolução humana. O que torna Ida tão especial é que, além de sua classificação como um precoce pró-símio (lêmures), ela tem certas características humanas inegáveis, como os olhos virados para a frente e até mesmo um polegar opositor.

Este é um dia emocionante de confirmação para os cientistas em todo o mundo. O apresentador e naturalista Sir David Attenborough disse: “Esta pequena criatura vai mostrar a nossa conexão com todo o resto dos mamíferos.”

Fique ligado no site oficial The Link para fotos, vídeos e mais informações sobre Ida e sobre a equipe de pesquisadores por trás dela.

ida-fossil-plate-darwin-evolucionismo-blog-alexandre-montagna

Será o elo perdido da nossa evolução? Será um alarme falso, que passou muito perto? Ou será apenas uma travessura de Deus para testar a nossa fé, como dizem alguns crentes?

Veja um trecho do artigo que saiu no Terra: “O formato do osso tálus dos humanos, que fica no calcanhar, é igual ao de Ida. Os polegares opositores e a presença de unhas em vez de garras também confirmam que ela era uma primata. A análise dos intestinos do fóssil mostrou que ela comia sementes e folhas.

Independentemente da importância deste esqueleto, a sua descoberta representa um importante passo na conquista do nosso mapa evolutivo.

Urubus nojentos, Hora do Planeta, PUM e escravidão Março 30, 2009 | 09:45 pm
De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

Esses dias vi uma notícia de um boi que foi atropelado por um caminhão. Não tardou muito e um tanto de homens arrastaram o machucado animal, vivo, para fora da estrada e começaram a – como é mesmo o verbo? – carneá-lo ali mesmo. Brutos. Apesar de o mamífero estar urrando de dor, agonizando pelo já lamentável acidente, arrancaram-lhe pernas, extensos nacos de filé fresco da lombar, vísceras, peito, pescoço… Acha que eu estou exagerando? Veja a notícia no site Vista-se: http://vista-se.com.br/site/boi-e-atropelado-na-br-201-e-depois-retalhado-ainda-vivo. Isso somos nós, seres humanos evoluídos, um bando de urubus nojentos. Sei que falar assim é pegar pesado, mas, pombas, mas não dá para pegar leve o tempo todo. Esse problema não é brincadeira!

No fundo, eu sei que você não faria uma coisa dessas. Mas, no contexto geral, isso, essa coisa bizarra que aconteceu e que está documentada nas fotos do link, somos nós, humanidade. Você, particularmente, não faria uma coisa dessas. Se você lê este blog então é uma pessoa diferenciada, mais humana e menos animalesca, propensa a compreender o ponto onde quero chegar, e uma sensata vegetariana em potencial. Se assim não fosse, eu não me motivaria a sequer um dia pensar em montar este blog, que é para você.

Eu quero que você junte-se a mim na dieta dos gênios e das grandes personalidades. Quero que você também adote o sistema alimentar que Darwin, Sócrates, Pitágoras, Schopenhauer, Voltaire, Newton e muitos, muitos outros sábios adotaram.

Não quero que você seja um hipócrita, que faz ações microscopicamente hilariantes com o intuito de “salvar o planeta”. Não quero que você diga “aaaai mas eu não consigo deixar a carninha para trásssss…” e seja mais uma dessas pessoas que se acham heroínas da humanidade só por fechar a torneira para não gastar água, e apagam as luzes por uma hora pela campanha Hora do Planeta e depois colocam orgulhosamente em suas frases do MSN ou Orkut: “Hora do Planeta: eu fiz a minha parte“. ESTRONDOSAMENTE ridículo, risível!

Abaixo, um áudio de Arnaldo Jabor, que cabe muito bem neste momento.

A leitura não para por aqui: leia porque a vaca é sagrada na Índia, reflita sobre as carnes na alimentação do ser humano, leia o post Não coma carne, no Blog do DeRose e A melhor culinária do mundo, no Blog do Jojó.

Por fim, veja abaixo mais uma vaquinha que foge do abate. Que alegria!
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1064847-6091,00-VACA+PERCORRE+QUASE+KM+PARA+ESCAPAR+DO+ABATE.html
Esse é o mesmo tipo de alegria que me dá quando um touro dá umas boas chifradas no toureiro.

Você sabia? Que os donos de abatedouros negam a alma dos animais? É o mesmo pretexto que foi utilizado pelos donos de escravos para maltratar os negros. Por isso, quando uma pessoa negra vem falar comigo a respeito do vegetarianismo, ela está mais propensa a entender a estupidez humana: se um homem é capaz de negar a alma de um outro ser humano, então é tranquilamente capaz de negar a alma de qualquer outro ser menos evoluído. Ops, eu falei “menos evoluído”? Acho que me enganei…


Yôga em Movimento SwáSthya - A Cultura Livre pensar do Yôga Descubra por que o Yôga é 10 Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina Blog do Jojó Blog do DeRose Método DeRose / DeRose Method / Méthode De Rose