Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Como você vê o Brasil no presente e no futuro? Não tão bem quanto os estrangeiros, eu suponho. Abril 2, 2009 | 02:22 pm

olho_brasil_blogSugiro que você leia um texto que a prof. Letícia Ziebell divulgou em seu blog: http://leticiaziebell.blogspot.com/2009/03/brasil.html. Só para ter uma ideia do teor do texto, ele começa assim: “Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil[...]“. Começou bem, não é mesmo? Clique no link e leia o restante.

Se você repassa e-mails falando mal dos políticos brasileiros, como o Lula, meus pêsames. Você é mais uma dessas pessoas que contribuem para a insatisfação com o próprio país, ao mesmo tempo que, pelo outro lado, não contribuem em nada para melhorar coisa alguma. Desde quando corrente de e-mail funciona para limpar a corrupção ou provocar impeachment? Agora, outra pergunta: de onde você acha que vem os políticos? Eles não vem de uma outra dimensão ou de outra realidade. Eles são o povo. O povo é a matéria-prima, a farinha. Se esta farinha está estragada, o pão não ficará bom. Se a política está ruim, é porque o povo deve mudar. Há de haver um basta nas reclamações sobre o nosso país ou sobre os nossos políticos. Se você quer mudar o Brasil em algum aspecto, mude você primeiro. (este é um slogan da Uni-Yôga: mude o mundo: comece por você). E há uma outra frase-irmã, atribuída a Gandhi: “seja a mudança que você deseja ver no mundo”. Não poderia ser mais verdadeira.

Não faz sentido querer que os políticos sejam honestos se você, no dia-a-dia, em um nível ou noutro, falta com a ética ou com a verdade. A atitude é a mesma. Muitos dos que reclamam das malandragens do governo, no fundo só estão externando a amargura de não estar no poder para fazer a mesmíssima coisa. Além do mais, isto aqui não é um país: é um continente! E, para um continente com identidade de país, ele até que está muito bem administrado. Aliás, reforço que leia o post da Letícia Ziebell que mencionei acima. Abaixo, um texto de autoria do DeRose e depois um vídeo muito alegre.
 

O grande defeito do brasileiro é que ele não tem coragem de defender
(extraído do livro Quando é preciso Ser Forte, do Mestre DeRose)

Como já ouvi dizer, deve ser complexo de ex-colônia! O brasileiro não tem peito para enfrentar quem esteja insultando seu amigo, sua empresa, seu país. Certa vez eu estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos e o nosso voo sofreu atraso devido a problemas técnicos na aeronave. Na sala de embarque um senhor estrangeiro, revoltado, começou a proferir comentários deselegantes do tipo “isso só acontece aqui, porque se fosse na Europa…” e todos os brasileiros em volta mantinham-se calados, cabisbaixos. Não me convite e disse ao cavalheiro:

- Cale a boca! Eu já estive no seu país e lá é igual ou pior. Se o Brasil não o agrada, vá-se embora. Mas enquanto estiver aqui, comporte-se com a dignidade de um hóspede na casa que o acolhe!

A partir daí, todos passaram a concordar e recriminá-lo.

Noutra ocasião, eu estava descendo no elevador do edifício da Editora Nobel. O elevador parou em um andar, abriram-se as portas e um senhor estrangeiro perguntou: “está descendo?“. Respondi que sim. Ato contínuo, com a maior sem-cerimônia, o deseducado senhor entrou e começou a comentar:

- Está descendo, como o país. Também, com os políticos que o Brasil tem…

Mais uma vez, não pude ficar calado e respondi sério, sem muita cortesia:

- Os políticos do seu país são bem piores.

E fiquei encarando, olhos nos olhos, como quem vai partir para cima do outro. O estrangeiro deu um passo atrás, gaguejou e desculpou-se.

Mas o que é que os brasileiros geralmente fazem nessas situações?

Quase sempre concordam e entram no clima de falar mal do Brasil, ou de sua empresa, ou do seu amigo. “Pois é. É por isso que o Brasil na vai prá frente“; ou “esta empresa é assim mesmo, só quer saber de explorar os empregados“; ou “É, o Fulano não tem jeito…“. Será que é tão difícil defender? Será que não percebem o quanto é infame atacar e o quanto é canalha não defender?

Obama comenta a respeito de Lula:

DeRose concede entrevista ao blog Caminho das Índias Março 20, 2009 | 02:39 pm

Trecho retirado da entrevista de DeRose concedida ao blog Caminho das Índias que pode ser lida na íntegra neste endereço: http://www.casadoyoga.com.br/yoga_entrevista_derose.html

Blog: Como o senhor vê a questão das castas? Explique-nos um pouco sobre o assunto.
DeRose: Por um lado:
Na Índia, as castas só existem assumidamente no hinduísmo. A instituição das castas não está presente nas demais religiões, como o islamismo, o budismo etc. No hinduísmo, existem quatro castas principais que são brahmins, kshátriyas, vaishyas e súdras. Estas quatro subdividem-se em um número incalculável de sub-castas. Fora e abaixo das castas estão os intocáveis. Desde tempos imemoriais essa estrutura mantém uma razoável harmonia na sociedade hindu. No entanto, graças a Gandhi e com o passar dos anos, elas se tornaram mais flexíveis e temos visto mais casamentos intercastas e até mesmo intocáveis ganhando dinheiro e galgando postos políticos importantes, o que antes não era possível.

Por outro lado:
O tema das castas sempre despertou a curiosidade dos ocidentais, mas não compreendo a razão, já que no mundo ocidental também há a divisão da sociedade em castas. É uma tragédia quando um rapaz de casta inferior aqui do Brasil resolve se casar com uma jovem de nível superior ao dele. Sempre ocorreram até suicídios e assassinatos por esse motivo. Quando um jovem de casta baixa quer ascender socialmente, ele é brutalmente impedido. Se nasceu em um ambiente cultural humilde, a classe média o exclui. Se nasceu na classe média, é rejeitado pela classe alta. Dependendo do dialeto-de-casta da língua portuguesa que ele utilize, será aceito no nosso país para um cargo de menor ou maior importância, baseado apenas na sua linguagem. Isto está certo ou errado? Não me considero com direito de julgar, já que eu não ficaria bem impressionado com um estabelecimento que colocasse para atendimento ao público um funcionário que falasse português errado. Portanto, tanto na Índia quanto no Brasil e no mundo todo, a sociedade humana é dividida em castas. Só que a maior parte não assume. Como dizia George Orwell: “Todos os Homens são iguais, só que uns são mais iguais do que outros.”

Continue lendo o restante da entrevista.


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