Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Posts marcados com a tag ‘cultura’
Mau cheiro cultural no Facebook Abril 16, 2012 | 10:41 pm

Depois de tantas lutas e resistência, os indígenas tentam integrar-se aos nossos costumes. Os verdadeiros brasileiros, se podemos assim dizer, estão esforçando-se para fazer parte da nova realidade criada pelos invasores europeus.

“Fedorentos”. É assim que alguém de péssimo linguajar e lamentável nível cultural classifica os indígenas que se apresentaram no programa da Xuxa há poucos dias. Além de aparentar ser mal-educada, mal-instruída e mal-letrada, esta figura demonstra desconhecer a própria história nacional, pois não trata com respeito estes que aqui habitavam antigamente e ainda sofrem com o choque de culturas. O pobres nativos, que habitavam o campo inteiro e que ficaram no escanteio do jogo.

Este post serve para lembrar que devemos tratar os indígenas com respeito e consideração. A matéria do G1 pode ser acessada aqui. A criatura poderá ser processada por falar asneiras na rede.

 

Faça amor, não faça pornô Novembro 12, 2011 | 08:08 am

http://revistatpm.uol.com.br/revista/112/reportagens/faca-amor-nao-faca-porno.html

Guru e gurují Setembro 19, 2011 | 12:13 am

Guru

Na Índia, o termo guru significa professor, e designa qualquer instrutor, professor ou Mestre de qualquer arte ou ciência. Logo, há o guru de violão, o guru de inglês, o guru de biologia etc. No ocidente, este termo possui conotação pejorativa de espertalhão espiritual e outras coisas esotéricas. Por este motivo, não é conveniente utilizar esta palavra bonitinha, nem a de baixo.

Gurují

Utiliza-se o sufixo para tornar o apelido carinhoso. Portanto, gurují pode equivaler às expressões “querido professor” ou “estimado professor”. Na língua portuguesa seria “professorzinho”, porque para tornar um nome carinhoso nós o colocamos no diminutivo, motivo pelo qual às vezes deixa-se de chamar alguém pelo vocativo carinhoso simplesmente porque esta pessoa cresceu.

“Eu vou morar com ela” Novembro 7, 2010 | 10:57 pm

Por acaso, ao fazer uma visita à casa da minha sogra e cunhado, acabei fazendo algo cujo tempo não me dou ao luxo de perder: assistir à programação da televisão no “horário nobre”. Naquele momento passava a entrevista da Dilma Jane Silva Rousseff, mãe da presidenta eleita Dilma Rousseff, e eu escutei muito bem o que foi dito e pronunciado na íntegra (nem tão íntegro assim, pois o vídeo já foi editado e cortado ao bel prazer da emissora). E depois vi a chamada no website. Acho de uma baixeza incrível a maneira como reduziram e estupidificaram a entrevista com a seguinte chamada:

Em nenhum momento a tônica da entrevista foi essa. Com seus 86 anos de lucidez, Dilma Jane foi muito elegante e respondeu diversas perguntas – inclusive as bestas – com gentileza à jornalista. Em nenhuma parte da conversa deu margem para a interpretação de que irá se aproveitar dos requintes da filha, ser uma mãe coruja grudenta na filhota, ou – quiçá – uma parasita que usufruirá das mordomias governamentais. Resta-me deplorar a atitude da imprensa. É por isso que eu não acredito no que leio nos jornais e revistas. Quem acredita em notícias é um crente. Eu me informo sim, mas com reservas e muito senso crítico ao ler, e sugiro isso a todos! Eles inventam. E quando não inventam, diminuem o que querem, aumentam o que querem e distorcem o que querem.

Este post reforça o axioma: “nada é aquilo que parece ser“.

Nem Dilma, nem Serra: eu e tu! Outubro 31, 2010 | 10:00 am

Bom dia!

Hoje é o dia em que um novo presidente será eleito e mudará o Brasil,
dando saúde, trabalho, educação, segurança, cultura e progresso à nação!

…mentira! (Ou, pelo menos, nem tanta verdade!)

Sim, vota. Esta escolha é um brinde à democracia e faz diferença. Mas já nem tanta. Se quiseres realmente mudar o país, será preciso mais do que apertar alguns números e o botão “confirma“. O presidente é 1, e os brasileiros são 192 milhões. Quem faz a diferença de fato é essa tropa toda. Eu e tu.

“Mude o mundo, comece por você!”
(Slogan do Método DeRose utilizado na década passada)

No capitalismo, as empresas são poderosas ferramentas de transformação e progresso da sociedade (e, às vezes, são mais ricas do que o governo do país em que atuam). Inclina a tua empresa às causas sociais da tua região, diminuindo a pobreza e a carência de educação dos teus conterrâneos e consultando especialistas para que esta ajuda aos necessitados te ajude a reduzir os impostos (afinal os impostos servem para fazer isto que já estarás fazendo, mas com a certeza de que o dinheiro não será desviado ou parará em cuecas). Não importa se tens uma microempresa ou uma multinacional: ambas podem ajudar. E aos que não têm empresa é possível contribuir de diversas outras formas.

Para melhorar a economia, compra produtos nacionais para fazer com que o dinheiro fique por aqui, girando e nos enriquecendo, ao invés de partir para o estrangeiro. Pede, sempre que possível, o nosso guaraná, o nosso computador, os nossos eletrodomésticos, as nossas sandálias, os nossos sabonetes, nosso açúcar, nosso arroz, nossa cultura. Não é para comprar produto ruim só por ser nacional, mas apenas valorizar o que é nosso, comprando o que é bom.

Para melhorar o clima do país, muda a ti mesmo. Sê legal no trânsito. Dá sorrisos ao companheiro de elevador e à atendente do caixa. São coisas pequenas, sim. Mas estas gentis miudezas poderão mudar o dia do teu próximo e até mesmo mudar vidas: as dos outros e a tua! Não joga lixo no chão, nem um reles papel de bala. O nome disso é porquice e denuncia o quanto não sabes viver dentro de uma contingência. Imagina 192 milhões de papéis de bala no chão diariamente. 192 milhões de chicletes nas calçadas. Sem contar nos 192 milhões que reclamam do governo, do presidente, do prefeito. Os milhões que apontam o dedo à corrupção mas fariam o mesmo se estivessem no meio do dinheiro, querendo salvar o seu sob o pretexto de “que todo mundo faz isso”.

Por outro lado, imagina cada um dos 192 milhões de brasileiros batendo no peito e chamando para si a responsabilidade da ação e da mudança. Articulando as melhorias da educação nas escolas, qualidade nos hospitais e ruas de suas próprias cidades e bairros com patrocínio das empresas locais, e não necessariamente da prefeitura. Assim, teríamos o país inteiro mudando e – pasme – sem a necessidade de governantes! Não é uma apologia ao anarquismo (sociedade sem governo), mas à consciência absoluta da verdadeira cidadania.

Os 192 milhões têm diariamente a capacidade de mudar o país, e não podem desperdiçar este sagrado poder lavando as mãos e achando que estão cumprindo seu papel de cidadão de 4 em 4 anos. Quem pode realmente mudar não é Dilma nem Serra: somos eu e tu!

“Tom e Jerry” e a Música Clássica Outubro 21, 2010 | 08:08 am

Amo a maneira como inseriram a Música Clássica em nossa infância.

httpv://www.youtube.com/watch?v=k4SFHCWKb3g

O desenho começa tocando Liszt Hugarian Rhapsody No. 2 e depois faz um pout-pourri.

Wolfgang e Johann Outubro 15, 2010 | 10:28 pm

Um post na categoria de cultura geral para informar sobre música e oferecer uma bem-humorada sugestão de nomes aos seus filhos.

Wolfgang

Wolfgang Mozart

Wolfgang Mozart

Wolfgang, em alemão, significa o lobo viajante, e é um nome para lá de forte. Wolfgang! Bem que um dos filhos meus poderia se chamar Wolfgang!

Wolfgangs mais conhecidos:

  • Wolfgang Amadeus Mozart (para parecer culto e intelectual, a partir de agora chame o Mozart de Wolfgang).
  • Wolfgang Petersen (este cara trabalhou naquele clássico filme História Sem Fim, entre outros muito bons).
  • Johann Wolfgang von Goethe (o mais importante escritor alemão, cuja obra influenciou a literatura de todo o mundo).

Entre os nomes derivados de Wolfgang, existe o Wolfram, que batizou o serviço de pesquisa WolframAlpha.

Johann (e Johannes)

Beethoven

Beethoven escreveu uma música destinada a ilustrar a peça teatral Egmont, de Johann Wolfgang von Goethe. Os gênios se encontram.

Johann (lê-se “iôrran”) é o nome cuja raiz etimológica deu origem a João, Jean, Iorrana etc. Johann é um nome recorrente entre os gênios da música:

Além destes, Johann Nepomuk Hummel foi o mais famoso dos alunos de Mozart.

É interessante perceber que a leitura é “iôrran”, apesar de começar com a letra j. Acho curiosa a ligação entre a letra j e a letra i: são tracinhos quase idênticos com um pingo em cima, e suas pronúncias se mesclam em diversos idiomas. Até Jesus em muitos bolsões linguísticos tem seu nome pronunciado como “iêshua” (mas grafa-se Yêshua, Joshua etc).

A minha sugestão é que você vá atrás das obras de todos estes virtuoses para deliciar-se.

Tributo a Caymmi Agosto 23, 2010 | 03:35 am

Para não dizer que nunca coloco músicas no blog: assista este trecho de um show antológico gravado em 18 de outubro de 1978 em Milão, na Itália.

Tributo a Caymmi

http://www.youtube.com/watch?v=Gm_9Zw_IzrA

Garota de Ipanema

http://www.youtube.com/watch?v=0FEj8HCsBUg


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