Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Superpopulação Novembro 14, 2011 | 08:08 am

Menos é mais. Há uma inflação de gente no planeta azul que flutua ao redor do Sol. Não precisamos procriar tanto. E nem devemos. Assim como uma moeda se desvaloriza quanto é feita em demasia, a Humanidade também perde o seu valor se crescer demais. O povo já está para as grandes corporações assim como o gado está para a indústria do abate: manipulado em meio à loucura. Temos hoje um conglomerado de personas que vieram ao mundo e ir-se-ão sem saber do que se trata o tanto de trabalho burro que realizaram. Horas e horas diárias e cíclicas fazendo coisas que não querem para atingir resultados que não precisam. Mentes cansadas entregues a um paradigma existencial vigente que nós mesmos criamos. A superpopulação é um problema real, que afeta e polui a terra, a água e o ar deste planeta que nos sustenta condicionalmente. A Natureza, latu sensu, sempre estará bem. A biodiversidade é que está indo para uma situação pior – e nós estamos incluídos neste barco.

Atenção aos futuros papais e mamães: revertamos este quadro! A partir de agora, vamos todos considerar que o número ideal de filhos é de -2 a 1 por casal. Não entendeu o “-2″? Isto seria adotar duas crianças. Você não só deixa de colocar mais uma no mundo, como ainda salva uma criaturinha que nasceu em condições paupérrimas. Se o número populacional estivesse controlado, o ideal seria dois filhos por casal, mas agora estamos em campanha de diminuição de povo. Ter mais do que um filho é agir com um egoísmo que desconsidera o caso da contingência. Proliferar tanto assim é dar um tiro no próprio pé: maior número de pessoas por metro quadrado implica em redução do espaço vital individual, o que gera ansiedade, desentendimentos, brigas e guerras; causa, em âmbito global, um acirramento da luta social por comida, segurança e abrigo do frio e do calor (aluguéis caríssimos). Os pais esvaem-se em energia e dinheiro para sustentar suas criaturinhas durante longos anos, e deixam de valorizar o próprio crescimento financeiro e intelectual, criando um círculo vicioso de pais inexperientes com filhos despreparados. Não precisamos disso. Aguardemos a chegada dos 30, 35 anos para ter filhos (ou melhor, um filho; ou melhor: adotar um ou dois) e paremos de procriar em excesso.

Doação e adoção: Steve Jobs é um exemplo fantástico! Outubro 9, 2011 | 02:08 pm

Steve Paul Jobs foi um homem que mudou as coisas. Admirado por muitos; respeitado por todos. Revolucionou o mundo através da tecnologia, e direta ou indiretamente isto reverberou em você.

Adoção

Graças à adoção de Clara e Paul, Steve se tornou Jobs e teve oportunidades.  O que seria deste bebê de San Francisco, California, se não tivesse sido adotado? Talvez, um eterno desconhecido chamado Steve Schieble Jandali (sobrenomes dos pais biológicos).

Transplante de órgãos

Graças aos transplantes de órgãos, Steve Jobs pode receber um fígado em transplante que lhe salvou a vida. O que seria de Steve Jobs se a pessoa de vinte e poucos anos que morreu num acidente de carro não tivesse escolhido ser doador de órgãos? Talvez, o Apple guy não tivesse podido lançar mais algumas revoluções, e então ainda estaríamos sem estas coisinhas escandalosamente fantásticas chamadas iPads e tablets – que, mais do que dispositivos futurísticos, auxiliam as pessoas a se relacionarem e a produzirem mais.

Conclusão

Adoção, de fato, é muito nobre: ao invés de acrescentar ao mundo uma nova criança, você aprimora outra que já existe e que nasceu num ambiente desfavorecido, ou que nasceu com pais incompetentes e irresponsáveis. De uma forma ou de outra, este filhão ou filhona lhe será grato pelo resto da vida. Não será seu filho de sangue, e não há mal nisso. Aliás, esta criança já é um parente distante.

Doação de órgãos, de fato, é muito nobre também: qual o motivo de obrigar os órgãos a ficarem inválidos dentro de um corpo sem vida, enquanto eles, por si sós, poderiam salvar outras vidas? O problema é que as pessoas não gostam de pensar em morrer, e falar em doação de órgãos é como se agourasse a expectativa de vida. Chega de pensamento provinciano. E ficará mais fácil se você imaginar a hipótese de precisar de órgãos. Seja altruísta, nem que seja por egoísmo.


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