Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Vamos para Porto, alegres! Novembro 12, 2010 | 10:08 am

Mentalize para mudar, mude para viver

Vida é uma oportunidade temporária para sofrer experiências e saborear escolhas. Entretanto, ao chegar na idade adulta, ficamos com muito medo das experiências e com receio das escolhas que exijam mudanças. Buscamos o mais rápido o possível uma zona de conforto e nela ficamos nos desenvolvendo em ritmo lento e criando a famosa casca protetora, blindada contra desafios que nos tirem do casulo. Pois este casulo é justamente o que nos impede de viver a vida.

Para saborear bem a nossa breve passagem pela Terra, é importante mentalizar o que queremos. Mentalizar é quase o mesmo que imaginar, mas trata-se de uma imaginação educada, norteada pelo que realmente desejamos com sinceridade. Eu aprendi a antecipar meu futuro através das mentalizações, e posso dizer com saudável orgulho que todas elas já aconteceram ou estão em processo de realização. Funciona porque é uma matemática cósmica, uma técnica, e não algo que se obtém por mérito espiritual ou por segredos místicos. Ocorre que ao anteciparmos o futuro e imaginarmo-nos lá, nossas ações passam a conspirar a favor da consecução deste objetivo maior. É um mecanismo da Natureza: mentalizar com dedicação, agir com norte e obter o resultado.

Lisandra, minha monitora, interagindo com a Natureza em sua viagem a Bali. Esta viagem é uma de suas mentalizações. Foto de outubro de 2010.

É da nossa natureza desejar coisas que ainda não temos. Queremos nos mudar para um lugar qualquer, queremos abrir um negócio diferente, queremos mudar qualquer coisa! Ocorre que, quando a vida, a Natureza ou o mero acaso vem nos ajudar a realizar estas mentalizações, arrumamos mil e uma desculpas para não ir adiante.  Dá um certo medinho e embrulho no estômago, mas é sempre assim, é como se nós mesmos nos sabotássemos na hora H. É porque a gente aprende a sonhar, mas não a realizar o sonho; na hora de realiza-lo, tudo se torna um pretexto para rechaçar a Grande Chance! Bolamos vergonhosamente uma desculpa qualquer para empurrar com a barriga e dizer que não é o momento certo de mudar. É sempre a mesma coisa: não mudamos porque a culpa é do companheiro que não ajuda, ou é a falta de dinheiro, ou arranja-se outro pretexto qualquer. É preciso trabalhar o poder interior e desenvolvê-lo para atingir nossos anseios e agarrar as oportunidades, sem desculpas para se manter na famigerada zona de conforto. O sistema que professo possui uma forte orientação para que não enrolemos e seguremos com garra e força quando o bonde da oportunidade vier ao nosso encontro.

Podemos e devemos mentalizar alto, sem medo e sem baixa auto-estima. Afinal, se nós não pudermos atingir nossos sonhos, então quem poderá? Somente os outros? Os que aparecem na TV? Os que tem dinheiro? Que absurdo! É óbvio que nós podermos atingir nossos objetivos, sejam lá quais forem. Não importam o quão grandes sejam, nem o quão loucos possam parecer aos olhos de quem não ouve a música. (““E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não podiam escutar a música.” Friedrich Nietzsche). Tudo é atingível dentro do bom-senso.  Mentalize tudo!

Após mentalizar, é preciso ação. Finalmente, depois de muita ação, a oportunidade virá e é preciso aproveitá-la. Há um momento em que é preciso segurar firme.

Segurei firme. Vou para Porto, alegre!

Escola Moinhos, em Porto Alegre

Digo com enorme alegria, vontade, entusiasmo e friozinho na barriga (afinal, faz parte), que escolhi agarrar uma grande oportunidade, fruto de convicta mentalização. Após um convite muito especial, aceitei negociar a aquisição da Unidade Moinhos de Vento do Método DeRose, tradicional instituição fundada pelo Professor Ricardo Mallet. Mallet está expandido o seu excepcional trabalho às empresas, e eu tive a honra de receber uma ligação de sua esposa, Fernanda Meixedo, e ser convidado para dar continuidade a esta linda história na Moinhos com mais um novo capítulo, no qual certamente escreverei as mais dedicadas páginas que já produzi em toda a minha vida.

Quero registrar aqui a minha gratidão a todos os meus amigos próximos e identificados com a cultura que semeio, pois são os amigos identificados, com brilho nos olhos e que percebem o valor do estilo de vida que me esforço para disseminar, que sempre me motivam a fazer mais e melhor. Estes são o colorido da minha paisagem e me injetam de alegria, confiança e perspectivas. O brilho nos olhos dos outros é a minha razão de existir. À egrégora de Chapecó, que ao longo destes 3 anos cultivei com enorme carinho, deixarei o “caminho de pão” até Porto Alegre para que venham até mim. Não para uma visita somente, mas para dar continuidade a uma história que pode ser ainda mais enriquecedora: viabilizarei a aproximação de todos que quiserem manter acesa a chama desta Cultura dentro de si. Um caminho-de-pão é perecível, e se o tempo for passando, a idéia de seguirmos juntos se esmaecerá como um sonho que ficou no passado, e que era muito bonito. Aos alunos de Chapecó, oferto o convite para que vão a Porto uma vez por mês, assim como eu costumava ir para Florianópolis para realizar minha formação profissional no Método DeRose.

Por tudo o que sou hoje, devo agradecer aos meus pais Fernanda e Eliseu, que aos poucos foram assimilando a idéia de que eles tem um filho que toma decisões diferentes, mas conscientes e saudáveis, e por isso mesmo me apóiam bastante. Agradeço a todos os meus amigos e familiares que guardo no coração. Minha família chapecoense, meus alunos, minha monitora Lisandra, professor Joris Marengo – presidente da Federação do Método DeRose de Santa Catarina, meu primeiro instrutor Marcelo Mendonça – diretor da unidade onde comecei em Pelotas, e minha companheira de vida Sarita Borges, a Sary, a qual me dará a honra de sua companhia e terá uma fascinante trajetória nesta “guinada existencial” que ambos realizaremos na capital gaúcha. Vamos para Porto, alegres!

Pela superlativa oportunidade e pelo nítido carinho, muito obrigado, Fernanda Meixedo, e muito obrigado, Mallet!

Wilson Simonal e a velha história de difamação Julho 14, 2009 | 10:00 am
Ícone do pop nos 60's e 70's

Ícone do pop nos 60's e 70's

A história se repete over and over, mas confio em que esta espiral seja ascendente e a evolução realmente esteja presente na caminhada da Humanidade. Wilson Simonal entrou para os registros de muitas cabeças das massas como o “dedo-duro da ditadura”. Provas do fato? Niente, pelo que se consta. Mas fofoca e notícia ruim pega fácil e rápido, ainda mais com alguém que se destaca e todos conhecem muito bem. Aliás, é assim que funciona, se você começa a crescer e aparecer, estará sujeito ao facão que passa para cortar as cabeças sobressalentes e assim nivelar o povo, tornando todos iguais novamente. E quem incentiva isso são as próprias pessoas, o povo, ao atacar e perpetrar calúnias contra alguém sem ter provas ou sem sequer conhecer a pessoa.

Simonal e Sarah Vaughan

Simonal e Sarah Vaughan

Foi assim com Michael Jackson. Embora estivesse escancarado que ele estava sendo difamado, a notícias sempre estampavam fotos muito cretinas, com alguma cena que prejudicasse sua imagem pública. Isso só vende e só dá ibope porque nós compramos. Eu digo “nós” porque seria indelicado falar “você”, podendo causar um choque em ti, amigo leitor. Mas dificilmente vou me enquadrar nesse nós, pois quando se trata de alguma difamação ou alguma outra informação duvidosa, eu não acredito, não confio, não divulgo, nem passo adiante. Infelizmente, poucos agem assim.

Com Simonal aconteceu algo semelhante, e o vídeo abaixo ilustrará isso. Mas agora entenda que não quero apenas divulgar aqui a história do nosso artista, pois esse não é o meu foco, mas sim utilizar a história de Simonal para passar adiante a forte mensagem:

Não seja manipulável.

Fofoca? Difamação? Não acredite, não ouça, não incentive.

Pessoas inteligentes falam de ideias.
Pessoas medíocres falam de acontecimentos.
Pessoas burras falam de outras pessoas.
(Autor desconhecido)

Que alegria fazer parte da DeRose Culture, e ser auxiliado em minha construção cognitiva com textos como esse.

Abaixo, alguns vídeos do cantor para matar a curiosidade sobre a vida dele e seu talento.

Está morto: podemos elogiá-lo à vontade Junho 27, 2009 | 02:58 pm

“Está morto: podemos elogiá-lo à vontade.”
Machado de Assis, no conto “O empréstimo” (1881)

Você sabe que estou falando de Michael Jackson. Há muito tempo me via sozinho no lado da risca dos que o declaravam inocente das acusações malsãs. Será tão difícil ver a malandragem? Será tão difícil observar a situação de acusação e sentir que algo está cheirando mal ali, como por exemplo, uma difamação caluniosa, maldosa, chantagista e puramente mercenária?

Le roi est mort... Vive le roi.

Le roi est mort... Vive le roi.

Sugiro aqui a leitura do texto “O grande defeito do brasileiro é que ele não tem a coragem de defender” do livro Quando é Preciso Ser Forte. Embora esteja mencionando uma nacionalidade específica, ele serve muito bem para ilustrar o comportamento que as pessoas têm de permitir que difamações sejam jogadas aos ventos contra alguém que não está presente para defender-se sozinho. A covardia é confortável: basta ficar quieto e deixar as calúnias ganharem terreno. Ou ainda pior, numa clara demonstração de personalidade frágil: agarrar a fofoca em uma mão e uma pedra na outra, e juntar-se ao grupo dos que atacam e humilham, por não ter forças para negar-lhes a razão.

Texto obrigatório para ler a respeito de Michael Jackson, por DeRose:

Uni-Yoga.org/blogdoderose/uni-yoga_arquivo_derose/michael-jackson/

Texto muito bom de Luigi Poniwass sobre o ícone:

Portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/anoitetoda?id=899779

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O grande defeito do brasileiro é que ele não tem coragem de defender
(extraído do livro Quando é preciso Ser Forte, do Mestre DeRose)

Como já ouvi dizer, deve ser complexo de ex-colônia! O brasileiro não tem peito para enfrentar quem esteja insultando seu amigo, sua empresa, seu país. Certa vez eu estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos e o nosso voo sofreu atraso devido a problemas técnicos na aeronave. Na sala de embarque um senhor estrangeiro, revoltado, começou a proferir comentários deselegantes do tipo “isso só acontece aqui, porque se fosse na Europa…” e todos os brasileiros em volta mantinham-se calados, cabisbaixos. Não me contive e disse ao cavalheiro:

- Cale a boca! Eu já estive no seu país e lá é igual ou pior. Se o Brasil não o agrada, vá-se embora. Mas enquanto estiver aqui, comporte-se com a dignidade de um hóspede na casa que o acolhe!

A partir daí, todos passaram a concordar e recriminá-lo.

Noutra ocasião, eu estava descendo no elevador do edifício da Editora Nobel. O elevador parou em um andar, abriram-se as portas e um senhor estrangeiro perguntou: “está descendo?“. Respondi que sim. Ato contínuo, com a maior sem-cerimônia, o deseducado senhor entrou e começou a comentar:

- Está descendo, como o país. Também, com os políticos que o Brasil tem…

Mais uma vez, não pude ficar calado e respondi sério, sem muita cortesia:

- Os políticos do seu país são bem piores.

E fiquei encarando, olhos nos olhos, como quem vai partir para cima do outro. O estrangeiro deu um passo atrás, gaguejou e desculpou-se.

Mas o que é que os brasileiros geralmente fazem nessas situações?

Quase sempre concordam e entram no clima de falar mal do Brasil, ou de sua empresa, ou do seu amigo. “Pois é. É por isso que o Brasil na vai prá frente“; ou “esta empresa é assim mesmo, só quer saber de explorar os empregados“; ou “É, o Fulano não tem jeito…“. Será que é tão difícil defender? Será que não percebem o quanto é infame atacar e o quanto é canalha não defender?

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Sentiu o tapa?

Quando surgir uma outra difamação na mídia ou num grupo de conversa, você será um forte ou um canalha?

Aprenda com a história.


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