Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

Instrutor do Método DeRose
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Posts marcados com a tag ‘consciência’
O som do trânsito Agosto 6, 2010 | 01:31 pm

Não gosto de ouvir rádio enquanto dirijo na cidade. Nem notícia, nem música. Isso abafa o barulho do motor que eu gosto de escutar para saber se está tudo bem, isso encobre o ruído de algum possível problema, isso impede que eu escute o som de algum carro se aproximando de surpresa, de forma irregular. Enquanto dirijo, gosto de manter meus ouvidos desimpedidos de escutar tudo o que se passa ao redor, afinal, trânsito é a profusão de motoristas armados com tanques metálicos. Qualquer erro pode ser beeem sem graça.

O mesmo não vale para a estrada, porque os detalhes são menores. É mais difícil ter, ao redor, skatistas, pedestres, crianças correndo cega e ingenuamente para pegar a bola, cachorros, gatos, carros se atravessando etc.

Apesar de ser possível fazer várias coisas ao mesmo tempo (basta exercitar o cérebro para isso), há certas habilidades que a gente não precisa colocar à prova. Então, se der para andar em silêncio, eu prefiro.

Escrevi este texto baseado na notícia da Info iPod gera 17 acidentes ao dia no Reino Unido:

“SÃO PAULO – O jornal britânico Daily Mail revela que, segundo a AA (Automobile Association), iPods seriam a causa de 17 acidentes por dia no Reino Unido.

A associação afirma que corredores, ciclistas e outros pedestres não se concentram nos perigos das rodovias enquanto escutam música em seus iPods. “Isso ocorre quando andamos no tráfego, não escutamos um caminhão ou conduzimos um veículo isolados do mundo exterior. Não podemos frear a marcha tecnológica mas precisamos frear os pedetres, ciclistas e motoristas zumbis com iPods”, afirmou Edmund King, presidente da AA ao Daily Mail.

Por motivos como esse no Brasil conduzir um veículo com fones de ouvido é proibido. O motorista que for pego curtindo o som de seu iPod ou player de música com fones recebe uma multa considerada média, no valor de R$ 85,13.”

A guerra nos atrasa como espécie Julho 22, 2010 | 02:28 pm

A guerra é um excelente meio de fazer a economia girar. Uma economia bastante falha na lógica e na semântica, diga-se de passagem. E, ainda, os conflitos bélicos são grandes erros que nos prendem lá atrás enquanto espécies em evolução.

Não há motivo racional algum para um animal matar outro animal que não o conheça, não o fira, não o prejudique nem o ofenda. Ou seja, soldados matarem outros soldados de um outro país, noutras palavras, homens honestos com esposas e filhos matarem outros homens honestos com esposas e filhos de um outro país, não faz o menor dos sentidos.

Só quem ganha são os empresários de cujos mercados econômicos a guerra fez girar.

Vídeo compartilhado pela instrutora do Método DeRose Cherrine Cardoso.

Para onde vamos depois que morremos? Maio 1, 2010 | 08:08 pm

Sensato é considerar que morrer é ir a todo lugar. E, ao mesmo tempo, a lugar algum.

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Que tal este estilo retrô de crença pós-mortis?

Desconverse quando alguém começar a falar nas vidas após a morte, reencarnação, reencadernação, etc. Os que consideram vidas vindouras são crentes, porque acreditam. Os que preferem saber são agnósticos quanto a isso. Vida após a morte é fitfty-fifty (“cinquenta-cinquenta”), ou seja, pode haver como pode não haver. Comprovar por via racional, em tese, não há como. Não há indícios de que exista tal façanha, e os registros mediúnicos de pessoas mortas que paranormais alegam ter feito e que vez ou outra escutamos falar podem perfeitamente serem compreendidos à luz da esperta linguagem genérica, que é a arte de falar muito sem dizer nada, parecendo que se disse tudo.

Por outro lado…

“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!”
Miguel de Cervantes

“Hay, sí, pero no son brujas.”
Alexandre Montagna

Quando o pensador não-religioso e não-crente pensa, ele prefere levantar hipóteses sem apegar-se a elas freneticamente. Levantemos uma questão: quando morremos, para onde vão os nossos registros emocionais e mentais, como as nossas memórias? Para um materialista-seco tudo se acaba e ponto final. Está bem, vá lá. Pode ser isso mesmo. Entretanto, levantemos uma hipótese (hipóteses podem ser levantadas, não?): e se, ao morrermos, os traços de nossa personalidade ainda vagassem pela atmosfera? Ora, se você acha muito estranho o que estou falando, vale lembrar que neste exato momento há diversas ondas hertzianas viajando ao seu redor. São ondas de rádio-frequência que estão há muito tempo no ar, foram disparadas e seguem seu tráfego. (Um pouco de cultura geral profunda: cientistas declaram que boa parte da interferência nos sinais de televisão são ondas praticamente atemporais do Universo, radiação gerada desde o Big-Bang e que ainda estão por aí). Bem, e se nossos pensamentos fossem radioativos? Gerados e disparados no ar? E se pudéssemos desenvolver a capacidade de receptar os pensamentos em rádio-frequência que estão no ar? Bem isso seria a tão famosa telepatia. No mínimo, interessante. Mas, hei! E se o emissor dos pensamentos já estivesse morto? Aí então seria algo como a mediunidade, pois estaríamos escutando o que um morto disse*. Isso é, no mínimo, muito interessante!

* não diz mais, pois está morto – portanto, descartemos a possibilidade de conversa em tempo real com defuntos, coisas do tipo: “querida, eu morri mas estou bem, cuide das crianças” e etc.

Conclusão do cético-ateu-agnóstico-racional Montagna: duvide de tudo, mas não descarte nada. O mundo é louco o bastante para tudo ser possível. Aí alguém diz: – “Ué, Alexandre, mas se tudo é possível, então porque não acreditas nesta fantasia ou naquele delírio?”. Ora, é verdade que admito que tudo pode ser possível; ocorre que muita coisa é bastante improvável. Além do mais, eu não gosto de acreditar: prefiro saber! Se eu não souber, não preencherei minhas lacunas mentais com crenças. Isso, jamais! Aprofundando um pouco (e agora vem a parte mais metafísica do texto), eu defendo que não adianta dizer que isso ou aquilo é impossível porque, em pontos profundos, as nossas próprias vidas já são impossíveis. Não há motivos aparentes para estarmos aqui. Você já tentou regressar na história da humanidade, planeta, sistema solar e Cosmos? É uma loucura das grandes! Admito que, numa análise imparcial, nossa existência é bastante improvável. Entretanto, cá estamos, e há todo um Cosmos, micro e macro, a desvendar.

Vamos desvendá-lo!

Nota de rodapé: este post está na categoria Sámkhya: o Saber. Sámkhya é uma filosofia teórica indiana de linha naturalista, ou seja, atribui causas naturais a todos os efeitos. Dess’arte, não há crença, misticismo, doutrinação, delírios. Trabalha-se o mapeamento e a enumeração do Cosmos através do verbo saber, e não do crer. É uma filosofia milenar que desnuda o Universo com muita propriedade: estudando o erudito Niríshwarasámkhya obtém-se grande percepção da realidade. Não é à toa que as escrituras indianas declaram “não há conhecimento como o Sámkhya”.

Meu complexo e poderoso ego Janeiro 10, 2010 | 08:08 am

Meu ego, complexo e poderoso.
Máscara transitória que veicula meus comandos, quais são os limites em que te encerras?
Eu te influencio ou me influencias tu?
Majestoso cavalo, que anseia por galopar por todas as terras,
se eu não adestrar tuas pernas, me conduzes tu.
Colocar-te-ei no devido altar, digno de príncipe, abaixo do Rei.
Eu Sou acima de ti, e a ti ensino. Estamos muito perto.
Silencia-te quando quero, e assim me liberto.

Montagna

Vinho, o álcool tradicional mantido pela sofisticação Agosto 8, 2009 | 08:08 am

Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do teatro, mas não enxerga o que acontece nos bastidores. É assim que se mantêm as tradições das touradas na Espanha, do churrasco no Rio Grande do Sul, da farra do boi em Santa Catarina, do espancamento e mutilações dos muçulmanos para homenagear o neto do profeta Maomé, Husayn ibn Ali. Até mesmo a tradição da saudação através de cuspe presente na tribo Masai. Tradições se mantêm, mesmo que não sejam lógicas, agradáveis, inteligentes e conscientes.

Quanto menos sensata for a tradição, mais artificialmente colorida ela será, a fim de causar uma boa imagem. Você já percebeu isso?

A boa imagem do vinho

Isso é sszuper (hic) refiñado..

Issso é sszzuper refiñaado.. (hic)

O vinho. Quase todos têm uma boa imagem do vinho, e como não ter? Só ouvimos falar bem dele, que faz bem para o coração e por aí vai. Há profissionais que recomendam uma ingestão frequente e todos conhecem pelo menos um vivente que beba uma taça diária. Algumas vezes, ao mencionar que o Yôga recomenda a abstinência alcoólica, sou interrogado: – “Mas, e o vinho? Ele não é bom?” Permita-me ser direto: não! Vinho é uva + álcool, simplificando bastante. Pegue todos os benefícios do vinho e todos os benefícios do sumo de uva e constate que são iguais. Por que será? Isso é porque o bom do vinho são as propriedades da fruta e nada mais. Tire o álcool dessa bebida, e você terá um belo suco, super nutritivo e ainda mais saudável, já que não possuirá o efeito maléfico de redução da consciência e intoxicação proporcionado pelo álcool. Ah, e o suco de uva não dá dor de cabeça!

Veja a seguir um trecho de um artigo sobre os benefícios do vinho:

Observou-se que a reatividade dos vasos sangüíneos melhorava nestes voluntários, tanto com o vinho como com o suco de uva. Os achados, sugerem que os flavanóides da casca da uva, encontrados tanto no vinho como no suco da uva, seriam os responsáveis por tais bebefícios.
http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957

É tão complicado entender essa simplicidade? Não precisa ser PhD para perceber isso.

O vinho é tão bem visto porque fazem uma forte campanha para sua boa imagem, cheia de pompa e sofisticação. Os garçons o servem com rituais repletos de majestade, utilizando parafernalhas vinícolas dignas de Realeza, enquanto servem a preciosa água em copos simplórios, talvez de requeijão. Entrei num famoso portal de comércio eletrônico e adivinhe o que havia na seção “presentes sofisticados“? Além de vários relógios e itens aleatórios, todo o resto da página estava preenchido com acessórios referentes ao vinho. Está muito clara a ligação feita entre essa bebida e o requinte. E, é claro, isso só está assim porque nós mantemos essa tradição.

Não há motivos para colocar o vinho num pedestal. Isso é lavagem cerebral. Remova o álcool e aprecie o sagrado sumo da uva, manuseando-o com a mesma pompa e circunstância, e sorvendo-o numa linda taça de cristal.

Beber para se soltar

Há quem beba para se soltar, um pouco, muito, ou para soltar a franga de vez. É compreensível essa atitude dentro de uma cultura repressora como a nossa. Vivemos trancados em nós mesmos, segurando desejos e sentimentos constantemente. Algumas pessoas colocam em suas cabeças que precisam beber um pouco para conseguir conversar melhor. Ora, que enorme declaração de personalidade fraca! Comunicação social é o mínimo que todos nós deveríamos praticar, jamais precisando de uma bebida com álcool para isso. Aliás, toda vez que alguém vem falar comigo com aquele hálito-espanta-tubarão do vinho ou cerveja, eu já desconverso e me abstenho da frustração desse contato: ou meu interlocutor não entenderá minhas palavras, ou esquecerá boa parte do que eu falar. Isso se eu não testemunhar outros sintomas do álcool, tais como falar bobagens, ser inconveniente, ser teimoso, xingar, ofender e envergonhar alguém em público, envergonhar-se em público, paquerar invadindo o espaço vital da vítima, tirar a roupa para fazer um humilhante strip-tease, cair no chão deixando muita coisa à mostra, vomitar, etc.

Quem pratica a Nossa Cultura com dedicação, conhece e vivencia a filosofia Shakta, desrepressora. Assim, solta-se sem precisar de substâncias para isso, sejam elas lícitas ou não. O shakta e a shaktí aprendem a ser mais carinhosos e extrovertidos em sã consciência. Ora, a expansão da consciência é a meta do Yôga, e cada gota de álcool é um pequeno passo rumo à inconsciência. Quem leva o Yôga a sério, quer exatamente o oposto dessa redução da lucidez, evitando também qualquer substância nociva ao seu organismo e prejudicial ao bom funcionamento de seu cérebro. O praticante do Yôga Antigo sabe que o importante na vida é ser feliz e faz isso muito bem. Poucas pessoas sabem, contudo, que essa felicidade é viável sem ter que prejudicar o corpo ou sem ser um maria-vai-com-as-outras nas rodas de conversa.

Extroversão e carinho com consciência é uma felicidade viável

Extroversão e carinho sem uma gota de álcool é uma felicidade viável.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga repleto de gente bonita, alegre, de cara limpa, saudável e descomplicada.

Além do mais, preciso confessar, nas festas de público diversificado em que compareço, geralmente acham que eu sou quem mais bebeu, e alguns não acreditam que eu esteja de cara limpa. Abaixo, um belo registro feito numa festa de aniversário da minha querida amiga Paula Moreira.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu. A Paulinha está de princesa e eu de Rambo Serelepe. "Enche o copo de Guaraná, garçom!!! Com laranja, por favor."

A volta de Ida: encontramos o elo perdido? Maio 20, 2009 | 11:00 am

Ainda é muito cedo para lançar sólidas notícias… porém, já demonstro-me bastante empolgado com a leitura deste artigo divulgado no TED, que abaixo publico traduzido ao nosso bom português:

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Nesta última terça (19), no Museu Americano de História Natural, em New York, foi anunciada uma descoberta revolucionária – uma que permanecerá como um marco para paleontólogos e evolucionistas de todo o mundo. Cientistas da Universidade de Oslo descobriram “Ida”, também conhecida como Darwinius masillae, um fóssil de 47 milhões de anos que foi proclamado como o “elo perdido” na ligação entre a estrutura do esqueleto humano e os primeiros mamíferos.

Os cientistas encontraram Ida em Messel Pit, na Alemanha, e logo descobriram que ela é cerca de vinte vezes mais velha do que a maioria dos fósseis relacionados com a evolução humana. O que torna Ida tão especial é que, além de sua classificação como um precoce pró-símio (lêmures), ela tem certas características humanas inegáveis, como os olhos virados para a frente e até mesmo um polegar opositor.

Este é um dia emocionante de confirmação para os cientistas em todo o mundo. O apresentador e naturalista Sir David Attenborough disse: “Esta pequena criatura vai mostrar a nossa conexão com todo o resto dos mamíferos.”

Fique ligado no site oficial The Link para fotos, vídeos e mais informações sobre Ida e sobre a equipe de pesquisadores por trás dela.

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Será o elo perdido da nossa evolução? Será um alarme falso, que passou muito perto? Ou será apenas uma travessura de Deus para testar a nossa fé, como dizem alguns crentes?

Veja um trecho do artigo que saiu no Terra: “O formato do osso tálus dos humanos, que fica no calcanhar, é igual ao de Ida. Os polegares opositores e a presença de unhas em vez de garras também confirmam que ela era uma primata. A análise dos intestinos do fóssil mostrou que ela comia sementes e folhas.

Independentemente da importância deste esqueleto, a sua descoberta representa um importante passo na conquista do nosso mapa evolutivo.


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