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Alimentação natural Julho 19, 2009 | 09:34 pm

De tão mencionada, acho interessante escrever sobre ela: a alimentação natural. O que é isso? Evite o termo natural, pois num sentido amplo não quer dizer muita coisa. Afinal, se tudo está na natureza, tudo é natural! Logo, até refrigerante e algodão-doce passam a ser natural. Mas para começarmos a estabelecer critérios, vamos procurar manter o conceito de natural dentro da seguinte definição: alimento natural é o que está sendo oferecido pela natureza e não passa por processos de transformações.

Com essa definição, vamos começar a desenvolver as possibilidades. Quanto mais longe da definição, menos natural o alimento é. Portanto, temos em primeira instância todas as frutas e seus sucos, e a preciosíssima água. Além de castanhas e nozes. Essa é a nossa alimentação ideal, que encontramos diretamente na Natureza sem precisar fazer nada: só levar à boca! Mas quem conseguiria alimentar-se apenas assim? Um amigo meu de Pelotas faz isso de tempos em tempos: ele já chegou a ficar quatro meses alimentando-se só com frutas (algumas secas), bananas-passa e nozes. Ele manteve musculatura definida e pele bronzeada, com práticas de Yôga bastante fortes. Apesar da nutrição ser perfeita, há um fortíssimo ônus a ser pago: a perda do convívio social. O principal obstáculo para essa alimentação é enfrentar o desajuste social e a saudade psicológica de uma comida mais quentinha que estamos tão acostumados a comer. Por isso, o ideal para nós, hoje, não é ficar nesse item, mas sim cultivá-lo bastante.

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Em segunda colocação, vêm os vegetais, hortaliças – legumes, verduras, raízes, que não exigem grandes processos para serem ingeridos por nós: muitos já estão comestíveis, como a cenoura (quem nunca comeu cenoura estilo o coelho Pernalonga?) e outros só precisam de uma leve aquecida ou água fervida por cima para ficarem mais al dente e para eliminar possíveis bactérias. É importante aprender o método simples de lavagem para eliminar os agrotóxicos. Colocarei este método num próximo post. O crudivorismo geralmente fica nesse item, pois os alimentos são ingeridos praticamente crus. Sopas são a concessão máxima, desde que não cozinhe os alimentos, só dê uma aquecidinha gostosa.

Ao lado da segunda colocação, mas um pouquinho mais atrás, em terceira, vêm toda a alquimia possível entre os dois primeiros itens, acrescidos de fogo (fazendo pães e massas em geral com a utilização de trigo e cereais). Então temos pratos de forno e fogão, quentinhos, apimentados, condimentados (com orégano, manjericão, curry, açafrão, cominho, cardamomo, páprica e muito mais) coloridos e gostosíssimos, e estritamente vegans! Podemos convencionar que doces já são possíveis – mesmo com o açúcar refinado. O açúcar refinado não é vilão, apenas precisa ser usado muito moderadamente. Cuidado com a paixão pelo açúcar mascavo; não se transforme em um naturéba! Aqui temos feijoadas, arrozes, lentilhas e todos os grãos em pratos quentinhos e bem preparados, temos muitas tortas e belos pratos de forno, além de mencionar os milhares de preparos possíveis com legumes. Milhares mesmo!

Coma esta delícia! Mas procure reduzí-la.

Coma esta delícia! Apenas procure reduzí-la.

Na quarta colocação, acrescentamos o envolvimento animal (e não o comprometimento), e isso nos dá o leite, geralmente da vaca, que utilizamos para fazer manteiga, diversos queijos, coalhada, etc; e ainda temos o mel das abelhas. Esses ingredientes chegam para aumentar a quantidade de possibilidades culinárias, e aí já temos o iogurte, a pizza e seu queijo, o chocolate, e muito, muito mais. Cuidado com o tofú e a ricota: não se transforme em um naturéba! Coma provolone, gouda e gorgonzola, e seja feliz. Este é o ponto ideal para cultivar muito, como hábito principal. Aqui, você terá pizzas, lasanhas, macarronadas, tortas, pastelões, quiches, strogonoffs e, nossa, muito mais.. principalmente se combinar com os pratos possíveis do item anterior.

Pertinho da quarta fileira, vem o ovo como quinto colocado. Seja de galinha ou outro bichinho, o ovo é um caso à parte, pois diferentemente do mel e do leite, ele se tornará um animal caso não haja interferência na chocação. Daí muitos vegetarianos reduzirem ou simplesmente perderem o interesse pelo ovo. Eu reduzo muito e evito quase sempre; quando como ovos, eles são de colonia, e jamais ovos de granja!

Agora, para simplificar, vamos colocar na sexta colocação todos os níveis e subníveis de alimentos processados que não inserem comprometimento animal (em que o animal precisa ser morto para oferecer o alimento). Aqui temos de tudo, como batata-frita, refrigerante e bolachinha recheada. Mergulhe no sexto nível sempre que quiser, mas procure ficar nas primeiras quatro ou cinco etapas deste artigo. Assim, você se manterá como um forte e saudável vegetariano.

Quino

"Era tão bonitinha quando pequena, gordinha como eu!" - desabafa a mãe.

Abaixo, fora dessa lista, no fundo do poço, no rodapé da página, na milésima colocação dos quintos dos infernos, vem o comprometimento animal, que abrange carnes, gorduras (banhas), tripas, caldos e sangue dos bichos. Acha que entendeu algo errado, amigo leitor? Não, é isso mesmo: há quem coma sangue coagulado, chamado murcilha ou murcia. Chouriço de porco e outras aberrações culinárias são dignas de civilizações sub-bárbaras. Algumas coisas estão mascaradas como finas e requintadas, como o foie gras – o prato tradicional da França que consiste em um fígado de pato desenvolvido desumana e artificialmente para ser gigantesco e render dinheiro nos cofres da indústria.

Nesse nível caótico, encontra-se o famoso “sanduíche natural“, com beterraba ralada, atum, frango e peito de peru.

Eu, Einstein, Schopenhauer, Voltaire, Isaac Newton, Steve Jobs e Éder Jofre convidamos você a tomar a decisão mais sábia da sua vida: tornar-se vegetariano! Experimente, pague para ver: você vai nos agradecer um dia. Leia os outros textos e artigos relacionados a este assunto.

Um forte abraço vegetariano!

Apresentação de coreografia do Método DeRose pelo instrutor Arthur Costi, no Fest-Yôga Florianópolis 2009. Vegetarianismo. Vegetus - forte, vigoroso. O vegetariano é colega alimentar do búfalo, bisonte, rinoceronte, hipopótamo, cavalo, touro e do poderoso gorila. Forte como todos, saudável como sempre.

Documentário “A carne é fraca” sobre vegetarianismo, do Instituto Nina Rosa Maio 26, 2009 | 04:24 am

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A carne é fraca é um documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente. Conta com a participação dos seguintes entrevistados:

  • Éder Jofre, ex-pugilista Campeão Mundial dos Pesos-Galo;
  • Dagomir Marquezi, escritor e jornalista;
  • Washington Novaes, ambientalista, escritor e jornalista;
  • Dr. Marcio Bontempo, médico, escritor, consultor científico, presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional;
  • Christian Guy Caubet, Prof. Dr. Titular do departamento de Direito da UFSC;
  • Entre outros…

É um documentário que eu catalogo como fofinho, pois a voz da Nina Rosa deixa o tom mais meigo, e as gravações nem se comparam, em grau de choque, com o poderoso Earthlings (Terráqueos), narrado pelo ator vegetariano Joaquin Phoenix.

“Não devia ter comido aquela maçã” Maio 26, 2009 | 03:52 am

Trecho retirado do hipotético livro Vegetarianismo às avessas

Certa vez, uma estimada pessoa se queixou que estava com dor de barriga. Perguntei o que ela havia comido, e ela respondeu mencionando salame, murcilha, linguiça e uma maçã. E concluiu: “acho que não devia ter comido aquela maçã“.

O ser humano é carnívoro ou vegetariano? Maio 20, 2009 | 03:06 pm

Dia desses, um velhinho notoriamente teísta falou para mim que todos os alimentos que vem diretamente de Deus (ele quis dizer que são produzidos pela natureza, pela terra) são alimentos de vida, e todos os alimentos que receberam a interferência do homem são de morte. Vejamos: a melancia eu posso comer diretamente, bem como toda fruta; eu também posso comer diretamente a cenoura, que é uma raiz, bem como várias raízes, leguminosas e hortaliças. Agora, a vaca eu não consigo comer diretamente. Não é da minha natureza! Não tenho garras e dentes para matar, nem estômago e intestinos compatíveis para digerir. Nem eu, nem toda a raça humana. Ela precisa passar por um rígido cozimento ou assadura, e muito sal, a fim de estar mais apta ao paladar, e precisa ser ingerida apenas nas partes mais tenras para que seja mastigável pelo humanóide. Isso que é alimento de morte, hein! Será que o velhinho era vegetariano? Ou será que ele é mais um adepto do diga uma coisa e faça outra? Eu sou de ir a fundo e revelar a sujeira do tapete comportamental, mas as circunstâncias me imploravam para deixar esta dúvida passar.

Abaixo, uma pequena animação também muito enriquecedora sobre a alimentação do ser humano. Afinal, nós somos carnívoros ou não? Não.

Meat the truth – Uma verdade mais que inconveniente (ainda sobre carnes na alimentação do ser humano) Maio 5, 2009 | 05:41 pm

É uma incoerência ideológica fechar a torneira para salvar a água planetária se você não for vegetariano. Não consegue imaginar o porquê? Então reserve tempo e assista ao documentário abaixo. É muito comum encontrar gente agindo assim por aí. Acabam por ser paladinos da hipocrisia, pessoas que querem aliviar a consciência com qualquer ato medíocre, sem ir a fundo no problema e sem realizar as verdadeiras e transformadoras mudanças. Isso não adianta. Nunca adiantou.. Gente de boa intenção nas coisinhas piturruchas, pitititicas, mas de má compreensão do âmbito geral, do mundo, da famosa visão holística muito utilizada no ambiente universitário.

Tem ainda as pessoas que falam de Deus e amor, paz e bondade, mas se banham, literalmente, com gordura e sangue nas mesas, carnes de defuntos que chegaram ali após passar pelas maiores brutalidades e barbáries dignas de holocausto, para serem enterradas no cemitério estomacal de ignóbeis desumanos, portadores de artérias entupidas e bíblias de bolso que dizem para termos “compaixão com todas as criaturas do Criador“..

Abaixo, o documentário muito enriquecedor Meat the truth, apresentado pela Marianne Thimmer, membro do Partido dos Animais da Holanda, especialmente para você conhecer a verdade sobre as carnes, parando de ignorar este assunto. Afinal, eu escrevo somente para pessoas que anseiam por não ser ignorantes, com sede e fome de lucidez e conhecimento. Bom apetite!

Eu sugiro que você assista a este documentário: Meat the truth

Ei, você. Agora que viu tudo isso, saiba que alimentação vegetariana é a mais temperada e apetitosa. E jamais – blergh! – jamais pense que você tem que comer soja, tofú, açúcar mascavo ou verdes pastos (saladinhas). Independentemente de serem boas ou não, isso é coisa de alimentação naturéba, e não de vegetariana.

Isto é vegetarianismo: A melhor culinária do mundo (no Blog do Jojó).

Ainda sobre a gripe suína… Abril 28, 2009 | 01:48 pm

A gripe suína, ao que me constou pelo nome, possuía grande semelhança com outras doenças que ganharam fama no passado. Na TV, contudo, estão esforçando-se para evitar pânico ao dizer que este vírus não se contrai através da ingestão de carnes de suínos em si, mas sim pelo ar, somente e só. Não é bem o que eu li outrora no site da própria Globo. Além disso, há rumores de que seja tudo um golpe para prejudicar ainda mais as companhias aéreas, já machucadas financeiramente, através da redução do tráfego internacional. Ou seja, essa gripe teria o lado verídico, possívelmente induzido com má intenção, e a sua contraparte exagerada, com tons supervalorizados de tragédia. É bem possível, afinal, o mundo é um palco e manipulação não é lá uma arte tão difícil de se aplicar. Por isso, lembre-se do axioma nº 1: não acredite! Vá até o dicionário e rabisque o verbo acreditar e seus sinônimos. Me agradecerá por isso.

Bem, seja o que for esta gripe, estou cá, tranquilinho e vegetariano, esperando o teatro desastre passar.


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