Vamos, irmãos, comer uma porca sangrando para celebrar a vida e beber álcool para brindar à consciência!
E, no revólver do organismo, alguns grandes problemas à ponto de bala, esperando a garfada fatal que puxará o gatilho rumo ao Sonrisal (ou ao hospital). Essa é a Santa Ceia atual.
No cenário coadjuvante, a alguns metros da concentração da bagunça, paira numa mesa, amparado por um suporte que tenta transmitir requinte, sobre um tecido que transborda o móvel, um livro escrito por homens e atribuído a um Ser Celestial, supostamente designado para doutrinar e direcionar a conduta de vida de seus leitores, e até nesse livro errante não há em lugar algum a indicação de que o ser humano foi projetado para comer carnes.
Pelo que me consta, em nenhuma passagem das traduções mais antigas e fiéis da Bíblia há indicações de que Jesus comeu peixe, tomou vinho, ou que o ser humano foi feito para comer carnes. Muito pelo contrário, o Filho apenas tomou tiyrosh (non-alcoholic grapejuice or sweet wine [1]) e, no Gênesis, consta que fomos projetados para durar 120 anos e que foram criadas as árvores e as ervas que dão semente para que nos sirvam de alimento.
“Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem;
quem sacrifica um cordeiro é como o que degola um cão.”
(Isaías, 66:3)
Parece tudo bem claro. Não que esse livro sirva como norte moral válido para aplicarmos no cotidiano, da mesma forma como descartamos também o Corão, ou o Torá, mas vale o registro para todos aqueles que precisam de um empurrãozinho religioso.
“Virá o dia em que a matança de um animal
será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.”
(Leonardo da Vinci, mais de mil anos depois da Bíblia)
Um homem certa vez me disse que o leão só come carnes e é esbelto. Esse tipo de frase seria apenas engraçado se não fosse tragicamente utilizado em argumentos contra o vegetarianismo. Gostaria que este homem se alimentasse só de carnes para constatar que o seu exemplo não se aplica ao ser humano. Bem, isso se ele sobrevivesse para contar a história, pois se este comensal se alimentasse estritamente de vegetais, viveria indefinidamente, ia atingir lá seus 105 ou 120 anos de idade; por outro lado, em poucas semanas de alimentação estritamente carnívora este homem estaria morto. Morre! Não aguentaria essa alimentação, pois seu organismo não foi preparado para ingerir carnes. Obtusa é a mente que observa apenas uma parte do sistema, desconsiderando a totalidade da questão: o leão come carnes e é esbelto porque seu organismo é feito para comer carnes. Ainda assim, os animais carnívoros têm uma expectativa de vida menor do que a dos animais vegetarianos.
Além disso, este indivíduo constatou que o elefante só come verde e é gordo. Mas quem disse que o elefante é gordo? Pelo que me consta, é o normal dele ser daquela forma. O mesmo serve ao rinoceronte, hipopótamo… São animais fortíssimos, vigorosos, cheios de carne, músculos, com ossos muito resistentes e que só se alimentam de verdinhos. Epa! Só comem verdinhos, eu disse? Mas de onde será que esses animais tiram a proteína para sobreviver?
Olá, amigão! Viu que os mais fortes da Natureza são vegetarianos? Junte-se a nós!
Para saber mais sobre o tema vegetarianismo, acesse o portal Uni-Veg: www.Uni-Veg.org
Está no ar este projeto que eu levava em pensamentos desde o final de 2005, quando me firmei como vegetariano e já percebera que a maioria dos sites sobre o assunto alimentavam muitos folclores acerca dessa alimentação. A maioria das receitas encontradas continham a soja e o tofú como ingredientes recorrentes, e muitos portais incentivavam o uso de açúcar mascavo, arroz integral, ricota, shoyu, entre outras coisas. Apesar de não haver nenhuma carne nas receitas, isso não é vegetarianismo de verdade: comida marrom-integral, com soja, queijo esfarelado e legumes semi-crus, é alimentação naturéba. Cadê o queijo gouda, estepe, provolone, o arroz refinado, os condimentos fortes, a pimenta, as frituras e os empanados, tudo isso tão comum e presente na alimentação vegetariana por excelência, que é a da culinária indiana?
Contudo, jamais vamos desmerecer esses portais que incentivam a alimentação sem crueldade. A Uni-Veg nasce para somar forças com os demais sites vegetarianos, acrescentando conteúdo e enriquecendo a internet com pontos-de-vista bastante lúcidos e sem folclores sobre o assunto. Muitos dos que não se identificariam com o vegetarianismo ao travar contato com sites e blogs da área, possivelmente acharão interessante e gostarão do que será encontrado no portal da Uni-Veg.
O site é dividido em três áreas, mas não me estenderei sobre o assunto: deixarei que você acesse www.Uni-Veg.org, entre na caixinha de membros no topo da página e comece a navegar. O layout está lindo e o conteúdo cresce a cada semana. Acesse e participe. Junte-se a nós!
De tão mencionada, acho interessante escrever sobre ela: a alimentação natural. O que é isso? Evite o termo natural, pois num sentido amplo não quer dizer muita coisa. Afinal, se tudo está na natureza, tudo é natural! Logo, até refrigerante e algodão-doce passam a ser natural. Mas para começarmos a estabelecer critérios, vamos procurar manter o conceito de natural dentro da seguinte definição: alimento natural é oque está sendo oferecido pela natureza e não passa por processos de transformações.
Com essa definição, vamos começar a desenvolver as possibilidades. Quanto mais longe da definição, menos natural o alimento é. Portanto, temos em primeira instância todas as frutas e seus sucos, e a preciosíssima água. Além de castanhas e nozes. Essa é a nossa alimentação ideal, que encontramos diretamente na Natureza sem precisar fazer nada: só levar à boca! Mas quem conseguiria alimentar-se apenas assim? Um amigo meu de Pelotas faz isso de tempos em tempos: ele já chegou a ficar quatro meses alimentando-se só com frutas (algumas secas), bananas-passa e nozes. Ele manteve musculatura definida e pele bronzeada, com práticas de Yôga bastante fortes. Apesar da nutrição ser perfeita, há um fortíssimo ônus a ser pago: a perda do convívio social. O principal obstáculo para essa alimentação é enfrentar o desajuste social e a saudade psicológica de uma comida mais quentinha que estamos tão acostumados a comer. Por isso, o ideal para nós, hoje, não é ficar nesse item, mas sim cultivá-lo bastante.
Apimente sua vida: seja vegetariano!
Em segunda colocação, vêm os vegetais, hortaliças – legumes, verduras, raízes, que não exigem grandes processos para serem ingeridos por nós: muitos já estão comestíveis, como a cenoura (quem nunca comeu cenoura estilo o coelho Pernalonga?) e outros só precisam de uma leve aquecida ou água fervida por cima para ficarem mais al dente e para eliminar possíveis bactérias. É importante aprender o método simples de lavagem para eliminar os agrotóxicos. Colocarei este método num próximo post. O crudivorismo geralmente fica nesse item, pois os alimentos são ingeridos praticamente crus. Sopas são a concessão máxima, desde que não cozinhe os alimentos, só dê uma aquecidinha gostosa.
Ao lado da segunda colocação, mas um pouquinho mais atrás, em terceira, vêm toda a alquimia possível entre os dois primeiros itens, acrescidos de fogo (fazendo pães e massas em geral com a utilização de trigo e cereais). Então temos pratos de forno e fogão, quentinhos, apimentados, condimentados (com orégano, manjericão, curry, açafrão, cominho, cardamomo, páprica e muito mais) coloridos e gostosíssimos, e estritamente vegans! Podemos convencionar que doces já são possíveis – mesmo com o açúcar refinado. O açúcar refinado não é vilão, apenas precisa ser usado muito moderadamente. Cuidado com a paixão pelo açúcar mascavo; não se transforme em um naturéba! Aqui temos feijoadas, arrozes, lentilhas e todos os grãos em pratos quentinhos e bem preparados, temos muitas tortas e belos pratos de forno, além de mencionar os milhares de preparos possíveis com legumes. Milhares mesmo!
Coma esta delícia! Apenas procure reduzí-la.
Na quarta colocação, acrescentamos o envolvimento animal (e não o comprometimento), e isso nos dá o leite, geralmente da vaca, que utilizamos para fazer manteiga, diversos queijos, coalhada, etc; e ainda temos o mel das abelhas. Esses ingredientes chegam para aumentar a quantidade de possibilidades culinárias, e aí já temos o iogurte, a pizza e seu queijo, o chocolate, e muito, muito mais. Cuidado com o tofú e a ricota: não se transforme em um naturéba! Coma provolone, gouda e gorgonzola, e seja feliz. Este é o ponto ideal para cultivar muito, como hábito principal. Aqui, você terá pizzas, lasanhas, macarronadas, tortas, pastelões, quiches, strogonoffs e, nossa, muito mais.. principalmente se combinar com os pratos possíveis do item anterior.
Pertinho da quarta fileira, vem o ovo como quinto colocado. Seja de galinha ou outro bichinho, o ovo é um caso à parte, pois diferentemente do mel e do leite, ele se tornará um animal caso não haja interferência na chocação. Daí muitos vegetarianos reduzirem ou simplesmente perderem o interesse pelo ovo. Eu reduzo muito e evito quase sempre; quando como ovos, eles são de colonia, e jamais ovos de granja!
Agora, para simplificar, vamos colocar na sexta colocação todos os níveis e subníveis de alimentos processados que não inserem comprometimento animal (em que o animal precisa ser morto para oferecer o alimento). Aqui temos de tudo, como batata-frita, refrigerante e bolachinha recheada. Mergulhe no sexto nível sempre que quiser, mas procure ficar nas primeiras quatro ou cinco etapas deste artigo. Assim, você se manterá como um forte e saudável vegetariano.
"Era tão bonitinha quando pequena, gordinha como eu!" - desabafa a mãe.
Abaixo, fora dessa lista, no fundo do poço, no rodapé da página, na milésima colocação dos quintos dos infernos, vem o comprometimento animal, que abrange carnes, gorduras (banhas), tripas, caldos e sangue dos bichos. Acha que entendeu algo errado, amigo leitor? Não, é isso mesmo: há quem coma sangue coagulado, chamado murcilha ou murcia. Chouriço de porco e outras aberrações culinárias são dignas de civilizações sub-bárbaras. Algumas coisas estão mascaradas como finas e requintadas, como o foie gras – o prato tradicional da França que consiste em um fígado de pato desenvolvido desumana e artificialmente para ser gigantesco e render dinheiro nos cofres da indústria.
Nesse nível caótico, encontra-se o famoso “sanduíche natural“, com beterraba ralada, atum, frango e peito de peru.
Eu, Einstein, Schopenhauer, Voltaire, Isaac Newton, Steve Jobs e Éder Jofre convidamos você a tomar a decisão mais sábia da sua vida: tornar-se vegetariano! Experimente, pague para ver: você vai nos agradecer um dia. Leia os outros textos e artigos relacionados a este assunto.
Um forte abraço vegetariano!
Apresentação de coreografia do Método DeRose pelo instrutor Arthur Costi, no Fest-Yôga Florianópolis 2009. Vegetarianismo. Vegetus - forte, vigoroso. O vegetariano é colega alimentar do búfalo, bisonte, rinoceronte, hipopótamo, cavalo, touro e do poderoso gorila. Forte como todos, saudável como sempre.
Documentário “A carne é fraca” sobre vegetarianismo, do Instituto Nina Rosa
Maio 26, 2009 | 04:24 am
A carne é fraca é um documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente. Conta com a participação dos seguintes entrevistados:
Éder Jofre, ex-pugilista Campeão Mundial dos Pesos-Galo;
Dagomir Marquezi, escritor e jornalista;
Washington Novaes, ambientalista, escritor e jornalista;
Dr. Marcio Bontempo, médico, escritor, consultor científico, presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional;
Christian Guy Caubet, Prof. Dr. Titular do departamento de Direito da UFSC;
Entre outros…
É um documentário que eu catalogo como fofinho, pois a voz da Nina Rosa deixa o tom mais meigo, e as gravações nem se comparam, em grau de choque, com o poderoso Earthlings (Terráqueos), narrado pelo ator vegetariano Joaquin Phoenix.
Dia desses, um velhinho notoriamente teísta falou para mim que todos os alimentos que vem diretamente de Deus (ele quis dizer que são produzidos pela natureza, pela terra) são alimentos de vida, e todos os alimentos que receberam a interferência do homem são de morte. Vejamos: a melancia eu posso comer diretamente, bem como toda fruta; eu também posso comer diretamente a cenoura, que é uma raiz, bem como várias raízes, leguminosas e hortaliças. Agora, a vaca eu não consigo comer diretamente. Não é da minha natureza! Não tenho garras e dentes para matar, nem estômago e intestinos compatíveis para digerir. Nem eu, nem toda a raça humana. Ela precisa passar por um rígido cozimento ou assadura, e muito sal, a fim de estar mais apta ao paladar, e precisa ser ingerida apenas nas partes mais tenras para que seja mastigável pelo humanóide. Isso que é alimento de morte, hein! Será que o velhinho era vegetariano? Ou será que ele é mais um adepto do diga uma coisa e faça outra? Eu sou de ir a fundo e revelar a sujeira do tapete comportamental, mas as circunstâncias me imploravam para deixar esta dúvida passar.
Abaixo, uma pequena animação também muito enriquecedora sobre a alimentação do ser humano. Afinal, nós somos carnívoros ou não? Não.