Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

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Que bela mensagem de e-mail Julho 15, 2010 | 06:39 am

São 6h15 da manhã. Me levanto silenciosa e sutilmente para não acordar minha companheira, preparo o chimarrão muy amargo, ligo o aquecedor e venho-me ao notebook. Ao verificar minha caixa de entrada, recebo uma bela mensagem de bom dia enviada por um amigo do Rio Grande do Sul a todos os seus contatos. Adorei a mensagem porque ela é beeem diferente das outras: exorta à felicidade, ao desapego existencial e à evolução. Perfeito! Ah, e vale também ressaltar: não veio num maldito Powerpoint; não menciona aquela personagem de conto de fadas chamada Deus; não veio com tamanhos exorbitantes e num colorido de arco-íris e não é corrente.

Deguste-a:

O dia está aí, abrace-o e solte-o, sinta-se bem agora…

Faça escolhas que te deixem bem mais feliz (mais biliore…como diz meu neto)…

Olhe para o que te faz bem…mas só olhe, não agarre não viu? he he he!!!

Porque tudo é impermanente…como uma flor que abre, exala seu perfume e vai-se…

A cada segundo uma novidade…conviva com isto hoje

e tenha um lindo e maravilhosoooooooo dia !!!!

“A alma precisa de evolução, a impermanencia contribui pra isso.

Não há motivos pra resistência”.

Amo você! Beijão!!

Chicão Quevedo

Tenha um bom dia!! :D

Vinho, o álcool tradicional mantido pela sofisticação Agosto 8, 2009 | 08:08 am

Não importa se uma tradição é boa ou ruim, ela será passada adiante se for conveniente para algum grupo de pessoas, ou se for simplesmente divertida, mesmo que seja cruel. Na maioria das vezes, as tradições favorecem econômica ou politicamente um grupo de pessoas e você nem sabe! O público só vê a parte do teatro, mas não enxerga o que acontece nos bastidores. É assim que se mantêm as tradições das touradas na Espanha, do churrasco no Rio Grande do Sul, da farra do boi em Santa Catarina, do espancamento e mutilações dos muçulmanos para homenagear o neto do profeta Maomé, Husayn ibn Ali. Até mesmo a tradição da saudação através de cuspe presente na tribo Masai. Tradições se mantêm, mesmo que não sejam lógicas, agradáveis, inteligentes e conscientes.

Quanto menos sensata for a tradição, mais artificialmente colorida ela será, a fim de causar uma boa imagem. Você já percebeu isso?

A boa imagem do vinho

Isso é sszuper (hic) refiñado..

Issso é sszzuper refiñaado.. (hic)

O vinho. Quase todos têm uma boa imagem do vinho, e como não ter? Só ouvimos falar bem dele, que faz bem para o coração e por aí vai. Há profissionais que recomendam uma ingestão frequente e todos conhecem pelo menos um vivente que beba uma taça diária. Algumas vezes, ao mencionar que o Yôga recomenda a abstinência alcoólica, sou interrogado: – “Mas, e o vinho? Ele não é bom?” Permita-me ser direto: não! Vinho é uva + álcool, simplificando bastante. Pegue todos os benefícios do vinho e todos os benefícios do sumo de uva e constate que são iguais. Por que será? Isso é porque o bom do vinho são as propriedades da fruta e nada mais. Tire o álcool dessa bebida, e você terá um belo suco, super nutritivo e ainda mais saudável, já que não possuirá o efeito maléfico de redução da consciência e intoxicação proporcionado pelo álcool. Ah, e o suco de uva não dá dor de cabeça!

Veja a seguir um trecho de um artigo sobre os benefícios do vinho:

Observou-se que a reatividade dos vasos sangüíneos melhorava nestes voluntários, tanto com o vinho como com o suco de uva. Os achados, sugerem que os flavanóides da casca da uva, encontrados tanto no vinho como no suco da uva, seriam os responsáveis por tais bebefícios.
http://portaldocoracao.uol.com.br/nutricao.php?id=957

É tão complicado entender essa simplicidade? Não precisa ser PhD para perceber isso.

O vinho é tão bem visto porque fazem uma forte campanha para sua boa imagem, cheia de pompa e sofisticação. Os garçons o servem com rituais repletos de majestade, utilizando parafernalhas vinícolas dignas de Realeza, enquanto servem a preciosa água em copos simplórios, talvez de requeijão. Entrei num famoso portal de comércio eletrônico e adivinhe o que havia na seção “presentes sofisticados“? Além de vários relógios e itens aleatórios, todo o resto da página estava preenchido com acessórios referentes ao vinho. Está muito clara a ligação feita entre essa bebida e o requinte. E, é claro, isso só está assim porque nós mantemos essa tradição.

Não há motivos para colocar o vinho num pedestal. Isso é lavagem cerebral. Remova o álcool e aprecie o sagrado sumo da uva, manuseando-o com a mesma pompa e circunstância, e sorvendo-o numa linda taça de cristal.

Beber para se soltar

Há quem beba para se soltar, um pouco, muito, ou para soltar a franga de vez. É compreensível essa atitude dentro de uma cultura repressora como a nossa. Vivemos trancados em nós mesmos, segurando desejos e sentimentos constantemente. Algumas pessoas colocam em suas cabeças que precisam beber um pouco para conseguir conversar melhor. Ora, que enorme declaração de personalidade fraca! Comunicação social é o mínimo que todos nós deveríamos praticar, jamais precisando de uma bebida com álcool para isso. Aliás, toda vez que alguém vem falar comigo com aquele hálito-espanta-tubarão do vinho ou cerveja, eu já desconverso e me abstenho da frustração desse contato: ou meu interlocutor não entenderá minhas palavras, ou esquecerá boa parte do que eu falar. Isso se eu não testemunhar outros sintomas do álcool, tais como falar bobagens, ser inconveniente, ser teimoso, xingar, ofender e envergonhar alguém em público, envergonhar-se em público, paquerar invadindo o espaço vital da vítima, tirar a roupa para fazer um humilhante strip-tease, cair no chão deixando muita coisa à mostra, vomitar, etc.

Quem pratica a Nossa Cultura com dedicação, conhece e vivencia a filosofia Shakta, desrepressora. Assim, solta-se sem precisar de substâncias para isso, sejam elas lícitas ou não. O shakta e a shaktí aprendem a ser mais carinhosos e extrovertidos em sã consciência. Ora, a expansão da consciência é a meta do Yôga, e cada gota de álcool é um pequeno passo rumo à inconsciência. Quem leva o Yôga a sério, quer exatamente o oposto dessa redução da lucidez, evitando também qualquer substância nociva ao seu organismo e prejudicial ao bom funcionamento de seu cérebro. O praticante do Yôga Antigo sabe que o importante na vida é ser feliz e faz isso muito bem. Poucas pessoas sabem, contudo, que essa felicidade é viável sem ter que prejudicar o corpo ou sem ser um maria-vai-com-as-outras nas rodas de conversa.

Extroversão e carinho com consciência é uma felicidade viável

Extroversão e carinho sem uma gota de álcool é uma felicidade viável.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga.

Desrepressão consciente é o caminho para trazer o Paraíso à Terra. Foto de um Fest-Yôga repleto de gente bonita, alegre, de cara limpa, saudável e descomplicada.

Além do mais, preciso confessar, nas festas de público diversificado em que compareço, geralmente acham que eu sou quem mais bebeu, e alguns não acreditam que eu esteja de cara limpa. Abaixo, um belo registro feito numa festa de aniversário da minha querida amiga Paula Moreira.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu.

Contemplando a virtuosa dança estão meus amigos Francisco Lima, de tenista, e Pedro Largacha, de lutador de Kung-Fu. A Paulinha está de princesa e eu de Rambo Serelepe. "Enche o copo de Guaraná, garçom!!! Com laranja, por favor."

Otimismo realista: taça meio cheia e pés no chão Junho 25, 2009 | 03:27 pm

Beba água mineral em taça de cristal.
(frase inspirada em história de DeRose)

Feliz porque o copo está meio cheio, mas de olho na jarra para encher mais.

Feliz porque a taça está meio cheia, mas de olho na jarra para encher mais.

Duvide quando alguém diz: “não estou sendo pessimista, só estou sendo realista“, pois isso será, em 99% das vezes, um mero pretexto que o interlocutor utilizará para justificar suas palavras promotoras de desânimo. Toda vez que alguém se posiciona em relação a um fato está tendendo ou ao otimismo ou ao pessimismo. Ser realista seria comportar-se tal e qual o ideal romântico de um jornalista profissional: imparcialmente, contentando-se em descrever os fatos sem provocar um pio de parcialidade, não podendo sequer utilizar os subterfúgios de insinuação que só a artística sutileza da língua portuguesa permite.

O otimismo, embora seja muito querido, possui uma falha: falta o pé no chão. Vejamos como funciona:

Pessimismo – “A taça está meio vazia” – toma uma posição e só vê um lado. Só um olho aberto.
Otimismo – “A taça está meio cheia” – toma uma posição e também só vê um lado. Só um olho aberto.
Realismo – “A taça está meio vazia e meia cheia” – não toma posição, olha aos dois lados: é o fato em si. Olhos abertos.

Nesse ponto, tanto o otimista quando o pessimista ignoram o outro lado da história. A melhor atitude, então, é o otimismo realista: embora você saiba que a taça está meio vazia, fica contente porque está meio cheia. Vive feliz e de olhos abertos.

Comportando-se desta forma, você cultivará uma das dez normas éticas do Yôga: santôsha, o contentamento.

O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações. O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade. Preceito moderador: A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.

Este foi um trecho sobre santôsha extraído do Código de Ética do Yôga (Yamas e Niyamas), elaborado pelo Mestre DeRose baseado no Yôga Sútra de Pátañjali. São dez as normas éticas milenares do Yôga. Seguí-las não é um ato de obediência, pois não são leis: é um ato de sabedoria, pois são dispositivos que conferem poder sobre si próprio. Falarei mais sobre elas num próximo post.

A volta de Ida: encontramos o elo perdido? Maio 20, 2009 | 11:00 am

Ainda é muito cedo para lançar sólidas notícias… porém, já demonstro-me bastante empolgado com a leitura deste artigo divulgado no TED, que abaixo publico traduzido ao nosso bom português:

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Nesta última terça (19), no Museu Americano de História Natural, em New York, foi anunciada uma descoberta revolucionária – uma que permanecerá como um marco para paleontólogos e evolucionistas de todo o mundo. Cientistas da Universidade de Oslo descobriram “Ida”, também conhecida como Darwinius masillae, um fóssil de 47 milhões de anos que foi proclamado como o “elo perdido” na ligação entre a estrutura do esqueleto humano e os primeiros mamíferos.

Os cientistas encontraram Ida em Messel Pit, na Alemanha, e logo descobriram que ela é cerca de vinte vezes mais velha do que a maioria dos fósseis relacionados com a evolução humana. O que torna Ida tão especial é que, além de sua classificação como um precoce pró-símio (lêmures), ela tem certas características humanas inegáveis, como os olhos virados para a frente e até mesmo um polegar opositor.

Este é um dia emocionante de confirmação para os cientistas em todo o mundo. O apresentador e naturalista Sir David Attenborough disse: “Esta pequena criatura vai mostrar a nossa conexão com todo o resto dos mamíferos.”

Fique ligado no site oficial The Link para fotos, vídeos e mais informações sobre Ida e sobre a equipe de pesquisadores por trás dela.

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Será o elo perdido da nossa evolução? Será um alarme falso, que passou muito perto? Ou será apenas uma travessura de Deus para testar a nossa fé, como dizem alguns crentes?

Veja um trecho do artigo que saiu no Terra: “O formato do osso tálus dos humanos, que fica no calcanhar, é igual ao de Ida. Os polegares opositores e a presença de unhas em vez de garras também confirmam que ela era uma primata. A análise dos intestinos do fóssil mostrou que ela comia sementes e folhas.

Independentemente da importância deste esqueleto, a sua descoberta representa um importante passo na conquista do nosso mapa evolutivo.

Urubus nojentos, Hora do Planeta, PUM e escravidão Março 30, 2009 | 09:45 pm
De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

Esses dias vi uma notícia de um boi que foi atropelado por um caminhão. Não tardou muito e um tanto de homens arrastaram o machucado animal, vivo, para fora da estrada e começaram a – como é mesmo o verbo? – carneá-lo ali mesmo. Brutos. Apesar de o mamífero estar urrando de dor, agonizando pelo já lamentável acidente, arrancaram-lhe pernas, extensos nacos de filé fresco da lombar, vísceras, peito, pescoço… Acha que eu estou exagerando? Veja a notícia no site Vista-se: http://vista-se.com.br/site/boi-e-atropelado-na-br-201-e-depois-retalhado-ainda-vivo. Isso somos nós, seres humanos evoluídos, um bando de urubus nojentos. Sei que falar assim é pegar pesado, mas, pombas, mas não dá para pegar leve o tempo todo. Esse problema não é brincadeira!

No fundo, eu sei que você não faria uma coisa dessas. Mas, no contexto geral, isso, essa coisa bizarra que aconteceu e que está documentada nas fotos do link, somos nós, humanidade. Você, particularmente, não faria uma coisa dessas. Se você lê este blog então é uma pessoa diferenciada, mais humana e menos animalesca, propensa a compreender o ponto onde quero chegar, e uma sensata vegetariana em potencial. Se assim não fosse, eu não me motivaria a sequer um dia pensar em montar este blog, que é para você.

Eu quero que você junte-se a mim na dieta dos gênios e das grandes personalidades. Quero que você também adote o sistema alimentar que Darwin, Sócrates, Pitágoras, Schopenhauer, Voltaire, Newton e muitos, muitos outros sábios adotaram.

Não quero que você seja um hipócrita, que faz ações microscopicamente hilariantes com o intuito de “salvar o planeta”. Não quero que você diga “aaaai mas eu não consigo deixar a carninha para trásssss…” e seja mais uma dessas pessoas que se acham heroínas da humanidade só por fechar a torneira para não gastar água, e apagam as luzes por uma hora pela campanha Hora do Planeta e depois colocam orgulhosamente em suas frases do MSN ou Orkut: “Hora do Planeta: eu fiz a minha parte“. ESTRONDOSAMENTE ridículo, risível!

Abaixo, um áudio de Arnaldo Jabor, que cabe muito bem neste momento.

A leitura não para por aqui: leia porque a vaca é sagrada na Índia, reflita sobre as carnes na alimentação do ser humano, leia o post Não coma carne, no Blog do DeRose e A melhor culinária do mundo, no Blog do Jojó.

Por fim, veja abaixo mais uma vaquinha que foge do abate. Que alegria!
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1064847-6091,00-VACA+PERCORRE+QUASE+KM+PARA+ESCAPAR+DO+ABATE.html
Esse é o mesmo tipo de alegria que me dá quando um touro dá umas boas chifradas no toureiro.

Você sabia? Que os donos de abatedouros negam a alma dos animais? É o mesmo pretexto que foi utilizado pelos donos de escravos para maltratar os negros. Por isso, quando uma pessoa negra vem falar comigo a respeito do vegetarianismo, ela está mais propensa a entender a estupidez humana: se um homem é capaz de negar a alma de um outro ser humano, então é tranquilamente capaz de negar a alma de qualquer outro ser menos evoluído. Ops, eu falei “menos evoluído”? Acho que me enganei…

Duzentos anos de Darwin, quatro bilhões e meio de evolução Fevereiro 22, 2009 | 12:08 am

Dia 12 de fevereiro de 2009 completou 200 anos do nascimento de Charles Darwin, nosso estimado filósofo, pesquisador, cientista naturalista britânico. As revistas e os jornais sempre citam a palavra “polêmico”, pois sua teoria científica (e hoje considerada francamente óbvia) foi contra a doutrina religiosa e sua pregação sobre o surgimento do mundo. Mas no século XXI continuar mencionando que ele é polêmico contribui para o atraso da Humanidade. Ele não é polêmico: os humanóides crentes que polemizaram com ele. Permita-me dizer que interpretar o gênesis bíblico como história literal é um distúrbio que deve ser tratado com a mesma atenção àqueles que acreditam em outras fantasias, como o Papai Noel.

Dia 24 de novembro de 2009, completará 150 anos do lançamento de seu livro, que no português foi resumido ao título de A origem das Espécies.

 

O homem que consagrou-se ao expôr o mundo utilizando o verbo saber no lugar do verbo crer.

O homem que consagrou-se ao expor o mundo utilizando o verbo saber no lugar do verbo crer.

 

Eu tenho a minha teoria. É uma explicação sobre o motivo que leva as pessoas a demorarem a aceitar as ideias lúcidas geradas pelos ícones da filosofia e da ciência: identificação com a ignorância. Calma lá, não interprete mal esta palavra. Ignorante é aquele que ignora. Ignora o surgimento do mundo, ignora a mecânica da natureza, ignora seu passado e futuro e, principalmente, ignora o fato de existir pessoas e organizações que desejam manter a ignorância na cabeça do povo. Hoje em dia estes promotores das trevas conseguem fazer isso muito bem, deixando todo mundo correndo atrás da máquina, sem tempo para refletir sobre suas próprias vidas.

Por que o céu é azul? Por que o sol surge e desaparece? A Terra é plana ou redonda? Você e eu concordamos que estas perguntas já estão ultrapassadas. Mas, qual era a resposta para elas antigamente? Bem, o céu é azul porque Deus fez assim, ora bolas.. que perguntinha tola! O sol surge e desaparece porque ele gira em torno da Terra, fazendo o dia e a noite. Terra esta, aliás, que é plana, é claro. Errado, errado e errado. Vou desenvolver a segunda questão, que menciona o Sol girando ao redor da Terra, que é o superultrapassado geocentrismo. Sabe o que fez esta ideia dar tão certo? O fato de ela mencionar-nos como o centro do Mundo. Isso faz muito sentido no dogma religioso, pois Deus é o todo-poderoso, supremo, que manda prender e manda soltar, e, na crendice, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Uau! Para o manda-chuva do Cosmos ter criado seres à sua imagem e semelhança, esta turma de macaquinhos deve estar no centro do mundo, não é mesmo? E o Sol, obviamente, deve girar em torno destes primatas.

Estamos em 2009, já sabemos que somos poeira cósmica, que há bilhões e bilhões de planetas e galáxias como a Via-Láctea Universo afora, já desbravamos os céus e o homem invisível não apareceu, já descobrimos os ossos dos dinossauros e dos nossos antepassados homo-alguma-coisa. Vou reforçar: nós temos antepassados em comum com os primatas. Vou lembrar: nós somos parentes dos primatas (diga-se de passagem, humanos e macacos são quase idênticos!). E ainda assim chamamos Darwin de polêmico. Que triste.


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