Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

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Quem somos nós? (What the bleep do we know?) Maio 27, 2009 | 08:05 pm

Quem somos nós? foi o filme do nosso último Yôgacine, na casa da nossa querida colega Ozana. Se eu tiver que destacar um ponto ruim desse documentário, eu diria que é a abordagem excessiva do termo “espiritualidade”. Há inclusive um cientista (David Albert) que ficou indignado com o documentário, pois sua entrevista reiterou a não-relação entre física quântica e espiritualidade, enquanto a edição final de suas palavras insinuou o contrário. Depois, na segunda versão do filme que possui o subtítulo “Down the rabbit hole” (entrando na toca do coelho), o diretor ofereceu uma nova entrevista para esclarecer o posicionamento do professor Ph.D.

O radical espirit pode fazer o espectador começar a misturar com espiritualismo. Bem, caros amigos, é como diz o Mestre DeRose: “Não confunda espiritualismo com espiritualidade. A espiritualidade é um patrimônio do ser humano. O Yôga de qualquer modalidade, desde que autêntico, desenvolve a espiritualidade. Espiritualismo é a institucionalização da espiritualidade, ou o sistema que toma por centro o espírito em contraposição à matéria, baseando-se no conceito da dicotomia entre corpo e alma como coisas separadas e oponentes.” É importante reler este trecho para compreender bem estes conceitos e não misturá-los.

Há diversos links que podem ser feitos entre o filme em questão e a filosofia do Yôga, o que torna impraticável dialogar sobre todos eles em um só encontro de sábado à noite (após três deliciosas e saborosas pizzas gigantes vegetarianas). Um dos aprendizados mais importantes que temos para aplicar desde já no dia-a-dia é sobre os condicionamentos e o impacto das ações e reações em nossa rede neural. No Yôga, utilizamos os termos vásana (condicionamento) e sámskara (registro existencial) para abordar este assunto.  O filme ensina de forma clara como desenvolvemos a nossa personalidade baseada nos comportamentos anteriores, e como eles vão se consolidando e ganhando força. Alguém que se irrita uma vez, irritar-se-á outra vez mais adiante, e outra, e outra, chegando a tal ponto que o comportamento de irritação e descontrole emocional estará intrínseco à sua personalidade, amalgamando-se de tal forma que ficará difícil visualizar uma luz no fim do tunel daquela pessoa.

“O Homem faz escolhas, e as escolhas fazem o Homem.”
Ricardo Mallet

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Ilustração da rede neural, onde registram-se os condicionamentos

Encerro com o excelente texto de Joris Marengo, o bem conhecido Jojó, Presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina:

O inconsciente é como um disco de vinil virgem.
Desde o nascimento são registrados, marcados na superfície lisa do disco, todas as experiências de dor e prazer.
Elas ficam ali, indefinidamente: totais, silenciosas, perenes e inconscientes. O Yôga denomina estes registros de samskáras.
O samskára, como sulcos de um vinil, obriga-nos a dançar sempre as mesmas músicas, ou seja, a repetir os atos condicionados, os vásanás.
Aquilo que denominamos de personalidade, individualidade são apenas atos condicionados mais sutis, mas ainda reações reflexas ao domínio silencioso do samskára.
- Existirá uma condição de liberdade, além dos samskáras e vásanás?
É este o estado não-condicionado que o yôgin aspira com toda a força do seu sádhana, dia após dia, samyama após samyama, sem concessões, até a liberação absoluta.

Joris Marengo

Ele ainda acrescenta no rodapé:

Samskára: as raízes profundas dos condicionamenos humanos, tendências subconscientes de caráter inato e hereditário.
Vásaná: odor, desejo, ignorância. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o homem.

quem-somos-nos-reflita-blog-alexandre-montagna

Cena que encerra o documentário

Blog do Jojó: www.yogafloripa.com/blogdojojo/

Blog do DeRose: www.uni-yoga.org/blogdoderose/

Twitter de Ricardo Mallet: twitter.com/ricardomallet

Urubus nojentos, Hora do Planeta, PUM e escravidão Março 30, 2009 | 09:45 pm
De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

Esses dias vi uma notícia de um boi que foi atropelado por um caminhão. Não tardou muito e um tanto de homens arrastaram o machucado animal, vivo, para fora da estrada e começaram a – como é mesmo o verbo? – carneá-lo ali mesmo. Brutos. Apesar de o mamífero estar urrando de dor, agonizando pelo já lamentável acidente, arrancaram-lhe pernas, extensos nacos de filé fresco da lombar, vísceras, peito, pescoço… Acha que eu estou exagerando? Veja a notícia no site Vista-se: http://vista-se.com.br/site/boi-e-atropelado-na-br-201-e-depois-retalhado-ainda-vivo. Isso somos nós, seres humanos evoluídos, um bando de urubus nojentos. Sei que falar assim é pegar pesado, mas, pombas, mas não dá para pegar leve o tempo todo. Esse problema não é brincadeira!

No fundo, eu sei que você não faria uma coisa dessas. Mas, no contexto geral, isso, essa coisa bizarra que aconteceu e que está documentada nas fotos do link, somos nós, humanidade. Você, particularmente, não faria uma coisa dessas. Se você lê este blog então é uma pessoa diferenciada, mais humana e menos animalesca, propensa a compreender o ponto onde quero chegar, e uma sensata vegetariana em potencial. Se assim não fosse, eu não me motivaria a sequer um dia pensar em montar este blog, que é para você.

Eu quero que você junte-se a mim na dieta dos gênios e das grandes personalidades. Quero que você também adote o sistema alimentar que Darwin, Sócrates, Pitágoras, Schopenhauer, Voltaire, Newton e muitos, muitos outros sábios adotaram.

Não quero que você seja um hipócrita, que faz ações microscopicamente hilariantes com o intuito de “salvar o planeta”. Não quero que você diga “aaaai mas eu não consigo deixar a carninha para trásssss…” e seja mais uma dessas pessoas que se acham heroínas da humanidade só por fechar a torneira para não gastar água, e apagam as luzes por uma hora pela campanha Hora do Planeta e depois colocam orgulhosamente em suas frases do MSN ou Orkut: “Hora do Planeta: eu fiz a minha parte“. ESTRONDOSAMENTE ridículo, risível!

Abaixo, um áudio de Arnaldo Jabor, que cabe muito bem neste momento.

A leitura não para por aqui: leia porque a vaca é sagrada na Índia, reflita sobre as carnes na alimentação do ser humano, leia o post Não coma carne, no Blog do DeRose e A melhor culinária do mundo, no Blog do Jojó.

Por fim, veja abaixo mais uma vaquinha que foge do abate. Que alegria!
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1064847-6091,00-VACA+PERCORRE+QUASE+KM+PARA+ESCAPAR+DO+ABATE.html
Esse é o mesmo tipo de alegria que me dá quando um touro dá umas boas chifradas no toureiro.

Você sabia? Que os donos de abatedouros negam a alma dos animais? É o mesmo pretexto que foi utilizado pelos donos de escravos para maltratar os negros. Por isso, quando uma pessoa negra vem falar comigo a respeito do vegetarianismo, ela está mais propensa a entender a estupidez humana: se um homem é capaz de negar a alma de um outro ser humano, então é tranquilamente capaz de negar a alma de qualquer outro ser menos evoluído. Ops, eu falei “menos evoluído”? Acho que me enganei…

Cartão postal da turma de Chapecó e dicas de hoje Março 4, 2009 | 06:49 pm

Eis o cartão postal da turma de Chapecó. Faltaram vários queridos alunos na foto, mas que aparecerão em próximas.

cartao-postal

Cartão postal

Quero sugerir a visita ao blog do Mestre DeRose, que hoje fala um pouco sobre ativos, passivos e a tão mencionada crise.

Quero sugerir, também, a leitura do post A melhor culinária do mundo, que é a vegetarianíssima indiana, no blog do Jojó.

Mude sempre, por Joris Marengo Fevereiro 21, 2009 | 12:01 am

Este é o vídeo que fiz para o Prof. Joris Marengo, presidente da Federação de Yôga do Estado de Santa Catarina. Ele criou, escolheu e montou tudo: texto, música e imagens; eu apenas codifiquei em formato de vídeo. As transformações na vida de quem seguir estes conselhos certamente serão maravilhosas. Aperte play:

 ”Este poema foi escrito em 1994 em um dia de outono, chuvoso,
e fui invadido por uma sensação estranha de monotonia.
Depois descobri que outras pessoas escreveram coisas
bem parecidas. Provavelmente, possuídos momentaneamente
pelos mesmos fantasmas… Divirta-se”

Jojó

Que tal conhecer o blog do Jojó? Acesse www.yogafloripa.com/blogdojojo


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