Alexandre Montagna

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A Cultura do Poder, do Saber e do Sentir

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Treino da língua portuguesa Junho 8, 2010 | 08:08 am

Gosto de escrever à Saramago, com textos curtos e muito bem amalgamados. Mas a Saramago, prefiro DeRose, nosso escritor brasileiro e Mestre de autoconhecimento, pois este escreve com tanta elegância quanto aquele, mas com mais clareza – os menos letrados que o digam! De domingo a sábado acompanho as produções literárias de ambos: Blog do DeRose e O Caderno de Saramago, pois são seriíssimas, além de serem belos exemplos de aplicação da língua portuguesa. É um hábito que tenho esse, de ler autores o mais cultos possível, pois gosto de estudar o meu idioma e praticar a autossuperação, mas há quem não goste de nada a esse respeito. Em princípio, procuro sempre instigar pessoas a aperfeiçoarem seus conhecimentos, embora eu evite corrigí-las a princípio por não saber se elas aceitarão bem as minhas críticas construtivas. Dicas são boas para todos, então dicas eu dou. Certa feita, numa conversa superinteressante com um casal, amistosamente expus uma correção à menina, e ela ficou vermelha que nem pimentão! Nem os pimentões venciam aquele rubor. Ô menina que se enrubece fácil! Corrigi o rapaz também, mas ele não ficou como ela. Gosto de pessoas descomplicadas e sedentas por sabedoria, e estou muito feliz por namorar uma moça que é bem assim. Falando nela, temos um compromisso amanhã ao meio-dia, e vê-la-ei um pouco antes disso, às 11h ou 11h30, para depois almoçarmos no restaurante vegetariano que incoerentemente serve peixe aos domingos e às quartas. Questão comercial, eu sei. Tudo bem, eu me adéquo a isso: vou lá de segunda a terça e de quinta a sábado.

Bibliografia:

  • Não erre mais, Prof. Sacconi, Escala Educacional

Wilson Simonal e a velha história de difamação Julho 14, 2009 | 10:00 am
Ícone do pop nos 60's e 70's

Ícone do pop nos 60's e 70's

A história se repete over and over, mas confio em que esta espiral seja ascendente e a evolução realmente esteja presente na caminhada da Humanidade. Wilson Simonal entrou para os registros de muitas cabeças das massas como o “dedo-duro da ditadura”. Provas do fato? Niente, pelo que se consta. Mas fofoca e notícia ruim pega fácil e rápido, ainda mais com alguém que se destaca e todos conhecem muito bem. Aliás, é assim que funciona, se você começa a crescer e aparecer, estará sujeito ao facão que passa para cortar as cabeças sobressalentes e assim nivelar o povo, tornando todos iguais novamente. E quem incentiva isso são as próprias pessoas, o povo, ao atacar e perpetrar calúnias contra alguém sem ter provas ou sem sequer conhecer a pessoa.

Simonal e Sarah Vaughan

Simonal e Sarah Vaughan

Foi assim com Michael Jackson. Embora estivesse escancarado que ele estava sendo difamado, a notícias sempre estampavam fotos muito cretinas, com alguma cena que prejudicasse sua imagem pública. Isso só vende e só dá ibope porque nós compramos. Eu digo “nós” porque seria indelicado falar “você”, podendo causar um choque em ti, amigo leitor. Mas dificilmente vou me enquadrar nesse nós, pois quando se trata de alguma difamação ou alguma outra informação duvidosa, eu não acredito, não confio, não divulgo, nem passo adiante. Infelizmente, poucos agem assim.

Com Simonal aconteceu algo semelhante, e o vídeo abaixo ilustrará isso. Mas agora entenda que não quero apenas divulgar aqui a história do nosso artista, pois esse não é o meu foco, mas sim utilizar a história de Simonal para passar adiante a forte mensagem:

Não seja manipulável.

Fofoca? Difamação? Não acredite, não ouça, não incentive.

Pessoas inteligentes falam de ideias.
Pessoas medíocres falam de acontecimentos.
Pessoas burras falam de outras pessoas.
(Autor desconhecido)

Que alegria fazer parte da DeRose Culture, e ser auxiliado em minha construção cognitiva com textos como esse.

Abaixo, alguns vídeos do cantor para matar a curiosidade sobre a vida dele e seu talento.

Zeitgeist no Yôgacine de sábado – 4/7/2009 Julho 9, 2009 | 03:13 pm
Zeitgeist - 'o espírito da época'

Zeitgeist é um termo alemão que significa 'o espírito de época' ou 'espírito do tempo'. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

Tivemos Yôgacine no último sábado e foi maravilhoso como sempre. O filme foi muito bom, interessante e instigante, feito para sacudir o indivíduo pelos ombros e alertá-lo para algo que, se eu for resumir numa expressão, seria esta: “não acredite“. Não acredite no quê? Apenas não acredite. A probabilidade de você ser ludibriado é grande. Isso vai ao encontro do verbo que define o Sámkhya (filosofia teórica que fundamenta o Yôga Antigo), que é o verbo saber – justamente o oposto do verbo crer, que melhor define o Vêdánta – a filosofia oposta ao Sámkhya! Não é à toa que o Mestre DeRose, o sistematizador do Yôga Antigo, escreveu um pequeno texto sobre esta expressão: O que é o Axioma Número Um do SwáSthya Yôga. De quebra, você já pode conferir este artigo para enriquecer mais sua leitura “Afinal, por que “doutrinação” deve ser execrada?

Zeitgeist – The Movie, de Peter Joseph, é uma codificação de fatos históricos, políticos e econômicos, numa compilação de efeito e alto impacto no espectador. É um trabalho de resgate dos acervos da mídia e da história, e colocados na película num formato dividido em 3 partes:

1 – A maior história já contada (religião);
2 – O mundo é um palco (política);
3 – Não te preocupes com os homens por trás das cortinas (economia).

O resultado é digno de apreciação, e você pode conferir ao final deste post. Além do filme, foi muito gostoso estar presente nesse encontro com tantas pessoas legais, simpáticas e queridas que são a galera do SwáSthya Yôga de Chapecó; e ainda podendo apreciar pizzas saborosíssimas – e vegetarianíssimas também, claro – à mesa.  A pizzaria Don Marco aqui de Chapecó está produzindo belas fornadas. Abaixo, a foto do encontro. Faltou a foto de todos sentados à mesa com as pizzas coloridas e gigantes ao longo dela.

yogacine-zeitgeist-the-movie-swasthya-yoga-metodo-derose-chapeco-blog-alexandre-montagna

Galera faceira reunida para a foto do final do encontro. Linha 1 - Cláudio (nosso engraçado amigo que aparece só para os documentários profundos, vindo no fluxo da Ci), Dani (nossa querida amiga também instrutora de SwáSthya), Helio (o guerreiro de Xanxerê, que atravessa mares ao nosso encontro), Ozana (nossa simpática colega com presença sempre confirmada); Linha 2 - Sérgio (grande e entusiasmado debatedor da noite), Cris (outra parceiraça que sempre nos alegra com sua ótima companhia), Cezar (que pela primeira vez participou de um evento da turma - que seja a primeira de muitas!), Sirlei (nossa nova e simpática colega que já chegou mostrando que é de marcar presença, companheira do Cezar), Alexandre (dispenso autocomentários hehehe); Linha 3 - Sary (minha amada companheira, sempre presente e me ajudando na organização dos eventos), Jeferson (nosso estimado amigo jornalista e empresário do restaurante vegetariano San Wila) e Cinara (também sempre presente e compartilhando alegrias, divertimentos e boas conversas, puxando o Cláudio até o momento em que ele começará a praticar também.)

O próximo Yôgacine provavelmente será sobre vegetarianismo, já que este é um assunto que atrai e interessa bastante quem ainda não é vegetariano ou não possui conhecimento o suficiente sobre.

O evento foi nas instalações acima da querida loja Samarga Fran Modas.

Fique ligado para conferir em breve os próximos posts!

SwáSthya!


Zeitgeist, O Filme (ver no Google Video)

Gripe suína, gripe aviária, gripe bovina e má escolha humana. Abril 27, 2009 | 02:21 pm
Está no ar.

Está no ar.

Muitos mal-informados ainda não entenderam que comer defunto traz o mal e o pior para dentro de nossos estômagos. Enquanto Obama e outros líderes político-comerciais tentam acalmar os nervos da galera, todos nós praticantes sinceros de Yôga, vegetarianíssimos, estamos seguindo a vida numa boa, como se fosse um mundo paralelo a essa crise alimentar. Sempre foi assim, mas o problema é que parece que essa doença se alastra pelo ar, e não somente pela ingestão dos cadáveres de bicho morto. Os papadefuntos dessa vez conseguiram mesmo bagunçar a coisa. De qualquer forma, o organismo contaminado por defuntos está comprometido e, logo, mais propenso a desenvolver doenças que não vingariam em organismos mais saudáveis, como o dos vegetarianos. Contudo, torço para que não chegue por aqui, pois não quero colocar meu supersistema imunológico à prova.

Surto iniciado no México, único a registrar mortes,
atinge EUA, Canadá e Espanha.
g1.globo.com

Assista a esta gravação da webclass do Mestre DeRose sobre vegetarianismo, gravada há uns 5 anos atrás. É um trecho que cai muito bem para este assunto que abordamos no post:

DeRose WebClass

Comer carnes é uma má escolha.
Tudo bem. A má escolha percebida e refletida traz a experiência que conduz à boa escolha.

Para reforçar a leitura:
Blog do DeRose – Comida ruim não é vegetarianismo: é desinformação
Blog do DeRose – 1960 – Tornei-me vegetariano

Urubus nojentos, Hora do Planeta, PUM e escravidão Março 30, 2009 | 09:45 pm
De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

De Newton a Steve Jobs: muitos são vegetarianos e você nem sabe.

Esses dias vi uma notícia de um boi que foi atropelado por um caminhão. Não tardou muito e um tanto de homens arrastaram o machucado animal, vivo, para fora da estrada e começaram a – como é mesmo o verbo? – carneá-lo ali mesmo. Brutos. Apesar de o mamífero estar urrando de dor, agonizando pelo já lamentável acidente, arrancaram-lhe pernas, extensos nacos de filé fresco da lombar, vísceras, peito, pescoço… Acha que eu estou exagerando? Veja a notícia no site Vista-se: http://vista-se.com.br/site/boi-e-atropelado-na-br-201-e-depois-retalhado-ainda-vivo. Isso somos nós, seres humanos evoluídos, um bando de urubus nojentos. Sei que falar assim é pegar pesado, mas, pombas, mas não dá para pegar leve o tempo todo. Esse problema não é brincadeira!

No fundo, eu sei que você não faria uma coisa dessas. Mas, no contexto geral, isso, essa coisa bizarra que aconteceu e que está documentada nas fotos do link, somos nós, humanidade. Você, particularmente, não faria uma coisa dessas. Se você lê este blog então é uma pessoa diferenciada, mais humana e menos animalesca, propensa a compreender o ponto onde quero chegar, e uma sensata vegetariana em potencial. Se assim não fosse, eu não me motivaria a sequer um dia pensar em montar este blog, que é para você.

Eu quero que você junte-se a mim na dieta dos gênios e das grandes personalidades. Quero que você também adote o sistema alimentar que Darwin, Sócrates, Pitágoras, Schopenhauer, Voltaire, Newton e muitos, muitos outros sábios adotaram.

Não quero que você seja um hipócrita, que faz ações microscopicamente hilariantes com o intuito de “salvar o planeta”. Não quero que você diga “aaaai mas eu não consigo deixar a carninha para trásssss…” e seja mais uma dessas pessoas que se acham heroínas da humanidade só por fechar a torneira para não gastar água, e apagam as luzes por uma hora pela campanha Hora do Planeta e depois colocam orgulhosamente em suas frases do MSN ou Orkut: “Hora do Planeta: eu fiz a minha parte“. ESTRONDOSAMENTE ridículo, risível!

Abaixo, um áudio de Arnaldo Jabor, que cabe muito bem neste momento.

A leitura não para por aqui: leia porque a vaca é sagrada na Índia, reflita sobre as carnes na alimentação do ser humano, leia o post Não coma carne, no Blog do DeRose e A melhor culinária do mundo, no Blog do Jojó.

Por fim, veja abaixo mais uma vaquinha que foge do abate. Que alegria!
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1064847-6091,00-VACA+PERCORRE+QUASE+KM+PARA+ESCAPAR+DO+ABATE.html
Esse é o mesmo tipo de alegria que me dá quando um touro dá umas boas chifradas no toureiro.

Você sabia? Que os donos de abatedouros negam a alma dos animais? É o mesmo pretexto que foi utilizado pelos donos de escravos para maltratar os negros. Por isso, quando uma pessoa negra vem falar comigo a respeito do vegetarianismo, ela está mais propensa a entender a estupidez humana: se um homem é capaz de negar a alma de um outro ser humano, então é tranquilamente capaz de negar a alma de qualquer outro ser menos evoluído. Ops, eu falei “menos evoluído”? Acho que me enganei…

Receita do chai, a tradicional bebida indiana Março 23, 2009 | 02:34 am

RECEITA DO CHAI

Receita-padrão divulgada oficialmente pelo informativo da Universidade de Yôga.

Você pode fazer o download da receita do chai no formado PDF.

Para aumentar seu conhecimento, leia o artigo Aceita um chai? abaixo.

INGREDIENTES:

• 2 litros de água mineral
• Entre ½ e 1 copo de açúcar refinado
• 2 paus de canela
• 1 copo de gengibre ralado
• ½ copo de leite em pó (Ninho)
• 2 colheres de chá preto inglês
• 5 sementes de cardamomo

MODO DE PREPARO:

1. Medir 2 litros de água
2. Separar 200ml da água para diluir o leite
3. Por o restante da água a ferver
4. Por as sementes de cardamomo no pilão e triturar
5. Lavar e ralar o gengibre
6. Por o açúcar e a canela em uma panela e levar ao fogo. Utilizando uma colher de pau, mexer até formar uma calda
7. Adicionar o gengibre e misturar bem
8. Acrescentar a água pré-aquecida e o cardamomo
9. Deixar ferver. Após a fervura, baixar o fogo e aguardar 5 minutos
10. Diluir o leite e adicioná-lo, deixando aquecer por mais 1 minuto
11. Desligar o fogo e adicionar as 2 colheres de chá preto. Aguardar 1 minuto
12. Verificar se a garrafa térmica está pronta para receber o chai
13. Coar o chai na peneira, depois no filtro e experimentar
14. Utilizando um funil, colocar o chai na garrafa térmica
15. Pronto para servir

“Aceita um chai?”

Por DeRose, Mestre de Yôga Antigo – www.Uni-Yoga.org/blogdoderose

Chai é o nome do chá indiano, feito com um pouco de leite, açúcar e podendo conter gengibre, cardamomo e outras especiarias. Da palavra chai, provém o português chá. A partir de 1975, comecei a introduzir o chai no Ocidente. Adotamos o chai como bebida oficial nas nossas escolas. No início, teve pouca repercussão. Depois, à medida que eu viajava mais e por vários países, a influência se fez sentir. E cresceu mais quando nossa rede de escolas e associações filiadas tornou-se numericamente relevante e influente na vida de tantas pessoas. Daí, a partir de um dado momento, começamos a encontrar o nosso chai em casas de chá e até mesmo restaurantes. Em muitos deles, constava como chá yôgi, numa clara referência à nossa escola, pois na Índia esse chá não é tomado apenas em entidades de Yôga, mas em toda parte. Mesmo se você entra em uma loja de comércio, oferecem-lhe logo um chai. É uma demonstração de cordialidade. Aceitá-lo, uma demonstração de boa educação. Pois, bem, a história que quero contar tem a ver com isso.

Como um simples chai endossa nossas intenções de autenticidade

Na escola do Fernando Prado, em Buenos Aires, um senhor indiano levava a esposa para praticar SwáSthya e ficava esperando por ela na recepção da escola. Não conversava, não sorria. Quando o diretor da escola procurava ser cordial, o maridão respondia com monossílabos. Algum tempo depois, Fernando se lembrou de lhe oferecer um chai. O senhor indiano ergueu as sobrancelhas e redarguiu: “Vocês tem chai? Quero ver.” Fernando serviu-lhe um chai. O senhor indiano provou. Sorriu. Começou a conversar. Tempos mais tarde, Fernando lhe perguntou por que depois do chai ele ficou tão simpático e antes não queria nem conversa. Então, a glória: “Eu achava que vocês eram como os outros ocidentais que dizem ensinar Yôga e transmitem uma deturpação ofensiva às nossas tradições. Mas quando provei a bebida tradicional indiana, percebi que se até no chai vocês fazem questão de autenticidade, o Yôga que ensinam também deve ser autêntico.”

Chazinhos naturébas, não!

Por isso, fico muito triste quando visito alguma escola que diz seguir o nosso método, mas serve chazinhos naturébas, que são um modismo ocidental contemporâneo. Nada contra as infusões medicinais, para ser tomadas quando necessário. Mas oferecer essas bebidas sem graça dentro de uma escola de Yôga é subordinar-se a um paradigma equivocado, associando erroneamente Yôga com terapia. Yôga é filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias o definem como tal. Sua meta, segundo Pátañjali, é o samádhi, o estado de consciência expandida que proporciona o autoconhecimento. Se, por efeito colateral, aumenta a vitalidade e todas aquelas consequências positivas, devemos interpretar isso como acidentes de percurso, positivos, por certo, mas jamais como objetivo. Uma abordagem mais séria não deve acenar com benefícios. É como se o instrutor quisesse convencer alguém de alguma coisa, ou como se quisesse vender algo a alguém. Mais nobre é praticar o Yôga pelo Yôga e não visando a benefícios pessoais. Este posicionamento está muito claramente exposto em nossos livros, sempre que, pela exigência do capítulo, somos obrigados a mencionar os tão decantados “benefícios do Yôga”. Não negamos que eles existam, mas preferimos não fazer apelação. Ao não oferecer benefícios terapêuticos e não aplicar misticismo, fica evidenciada a seriedade do nosso trabalho.

Uma delícia chamada chai

Uma delícia chamada chai


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