Blog de Alexandre Montagna Alexandre Montagna com o educador DeRose em setembro de 2010.
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Matando um Leão por Dia 2009 ( #mulpd2009 ) Julho 29, 2009 | 04:10 am

encontro-instrutores-metodo-derose-yoga-matando-um-leao-por-dia-logo-blog-alexandre-montagnaO 2º Encontro Internacional dos Instrutores do Método DeRose foi uma delícia. O evento reservado aos profissionais do Yôga Antigo aconteceu no último fim de semana (24, 25 e 26 de julho) e reuniu em Curitiba instrutores de cinco países, incluindo o Brasil. Essa reunião serve para fortalecer a característica terra-a-terra do Método, criando uma base sólida e muito bem amparada em duas grandes colunas, que são a filosofia e o profissionalismo.

Parabéns ao Rô que foi premiado durante o evento!

Parabéns ao Rô De Bona, que foi premiado durante o evento!

Lá conheci muitos novos amigos e conheci melhor outras pessoas em que anteriormente eu só havia trocado saudações. Foi muito legal ter feito novos amigos e estreitado laços com colegas de Floripa, Porto Alegre, São Paulo, São José dos Campos, Cascavel, Buenos Aires, Lisboa, Paris, Roma e, entre outras cidades que não saberei citar, Curitiba. O pessoal de Curitiba foi super atencioso e está de parabéns pela organização do evento, cujo líder foi o Prof. Nilzo Andrade. O Nilzo, diga-se de passagem, começou sua carreira aqui mesmo, em Chapecó! Emocionante, não? Pelo visto, estou no caminho certo.

Ele estava lá!

Ele estava lá / He was there / Il était là / Lui era lì / Él estaba allí!!

Travei um contato ainda maior com meu Mestre de Yôga, DeRose. Tive meu livro A Viagem à Índia dos Yôgis autografado e pude ter a honra de compartilhar alguns assuntos com ele em determinados momentos do evento. Além disso, conheci pessoalmente a Sónia Saraiva, de Paris. Ela preside a Fédération Française de SwáSthya Yôga e veio ao Brasil para este evento e diversos outros. O melhor momento do encontro com ela foi no final, em que pude lhe dar um abraço mais forte como gostaria de ter feito na primeira oportunidade.

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Parabéns, Mallet, pela homenagem de honra concedida durante o evento.

Compartilhei o quarto com meus amigos Helton e Fábio, ambos de Joinville. Foi super emocionante decidir quem ficaria com o sofá-cama na sala, longe da maciez das duas camas de verdade, da TV a cabo e do ar condicionado. O Fábio se saiu melhor nos dois campeonatos, enquanto eu e o Helton revezamos uma noite para cada um no indefectível sofá, que provocou muitas risadas entre nós nesses dias.

Foi muito agradável o jantar indiano que degustei com minha monitora Lisandra, a Lika. Por estar distante dela, que reside em Floripa, estes momentos têm um valor ainda maior. Foi um encontro valioso, alegre e descontraído, ainda mais porque no jantar estava também a Vivi Mondardo, que realça o caráter divertido com suas conversas e histórias. Quando a Vivi me enviar a foto que tiramos nessa noite, postarei aqui.

Um abraço especial ao meu novo amigo Instr. Juliano Meneguzzo, que me deu uma grande força aos 44min do segundo tempo que eu tinha para embarcar na rodoviária. Devido a essa pressa, não pude curtir tanto os bons momentos na Hamburgueria do Vicente, ao qual fui a convite do Arthur e com minha amiga Bárbara, depois de o evento ter acabado de vez no domingo.

Parabéns pela organização do evento, galera! Estes são o Instr. Leonardo Poli, Prof. Nilzo Andrade, Instr. Juliano Meneguzzo e Instr. Arthur Costi.

Parabéns pela organização do evento, galera! Estes são o Instr. Leonardo Poli, Prof. Nilzo Andrade, Instr. Juliano Meneguzzo e Instr. Arthur Costi. Talvez esteja faltando outros membros importantes do staff. Ah, e falando no Leo Poli, preciso mencionar que o Ricardo Poli é um cara pra lá de simpático, assim como vários colegas de Curitiba, que contribuiram para o belo clima de alto astral do evento.

Gente fina, elegante e sincera. Galera do Yôga Antigo!

Gente alegre, linda, descomplicada e de bem com a vida. Essa é a egrégora do Yôga Antigo! Já me encontrou na foto?

Fica a expectativa de levar minha amada Sary nos próximos eventos, e que eles tenham ainda mais conversas, contatos, intercâmbios de conhecimento e de carinho dentro desta belíssima egrégora cultural de profissionais do Método DeRose.

SwáSthya!

Alimentação natural Julho 19, 2009 | 09:34 pm

De tão mencionada, acho interessante escrever sobre ela: a alimentação natural. O que é isso? Evite o termo natural, pois num sentido amplo não quer dizer muita coisa. Afinal, se tudo está na natureza, tudo é natural! Logo, até refrigerante e algodão-doce passam a ser natural. Mas para começarmos a estabelecer critérios, vamos procurar manter o conceito de natural dentro da seguinte definição: alimento natural é o que está sendo oferecido pela natureza e não passa por processos de transformações.

Com essa definição, vamos começar a desenvolver as possibilidades. Quanto mais longe da definição, menos natural o alimento é. Portanto, temos em primeira instância todas as frutas e seus sucos, e a preciosíssima água. Além de castanhas e nozes. Essa é a nossa alimentação ideal, que encontramos diretamente na Natureza sem precisar fazer nada: só levar à boca! Mas quem conseguiria alimentar-se apenas assim? Um amigo meu de Pelotas faz isso de tempos em tempos: ele já chegou a ficar quatro meses alimentando-se só com frutas (algumas secas), bananas-passa e nozes. Ele manteve musculatura definida e pele bronzeada, com práticas de Yôga bastante fortes. Apesar da nutrição ser perfeita, há um fortíssimo ônus a ser pago: a perda do convívio social. O principal obstáculo para essa alimentação é enfrentar o desajuste social e a saudade psicológica de uma comida mais quentinha que estamos tão acostumados a comer. Por isso, o ideal para nós, hoje, não é ficar nesse item, mas sim cultivá-lo bastante.

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Apimente sua vida: seja vegetariano!

Em segunda colocação, vêm os vegetais, hortaliças – legumes, verduras, raízes, que não exigem grandes processos para serem ingeridos por nós: muitos já estão comestíveis, como a cenoura (quem nunca comeu cenoura estilo o coelho Pernalonga?) e outros só precisam de uma leve aquecida ou água fervida por cima para ficarem mais al dente e para eliminar possíveis bactérias. É importante aprender o método simples de lavagem para eliminar os agrotóxicos. Colocarei este método num próximo post. O crudivorismo geralmente fica nesse item, pois os alimentos são ingeridos praticamente crus. Sopas são a concessão máxima, desde que não cozinhe os alimentos, só dê uma aquecidinha gostosa.

Ao lado da segunda colocação, mas um pouquinho mais atrás, em terceira, vêm toda a alquimia possível entre os dois primeiros itens, acrescidos de fogo (fazendo pães e massas em geral com a utilização de trigo e cereais). Então temos pratos de forno e fogão, quentinhos, apimentados, condimentados (com orégano, manjericão, curry, açafrão, cominho, cardamomo, páprica e muito mais) coloridos e gostosíssimos, e estritamente vegans! Podemos convencionar que doces já são possíveis – mesmo com o açúcar refinado. O açúcar refinado não é vilão, apenas precisa ser usado muito moderadamente. Cuidado com a paixão pelo açúcar mascavo; não se transforme em um naturéba! Aqui temos feijoadas, arrozes, lentilhas e todos os grãos em pratos quentinhos e bem preparados, temos muitas tortas e belos pratos de forno, além de mencionar os milhares de preparos possíveis com legumes. Milhares mesmo!

Coma esta delícia! Mas procure reduzí-la.

Coma esta delícia! Apenas procure reduzí-la.

Na quarta colocação, acrescentamos o envolvimento animal (e não o comprometimento), e isso nos dá o leite, geralmente da vaca, que utilizamos para fazer manteiga, diversos queijos, coalhada, etc; e ainda temos o mel das abelhas. Esses ingredientes chegam para aumentar a quantidade de possibilidades culinárias, e aí já temos o iogurte, a pizza e seu queijo, o chocolate, e muito, muito mais. Cuidado com o tofú e a ricota: não se transforme em um naturéba! Coma provolone, gouda e gorgonzola, e seja feliz. Este é o ponto ideal para cultivar muito, como hábito principal. Aqui, você terá pizzas, lasanhas, macarronadas, tortas, pastelões, quiches, strogonoffs e, nossa, muito mais.. principalmente se combinar com os pratos possíveis do item anterior.

Pertinho da quarta fileira, vem o ovo como quinto colocado. Seja de galinha ou outro bichinho, o ovo é um caso à parte, pois diferentemente do mel e do leite, ele se tornará um animal caso não haja interferência na chocação. Daí muitos vegetarianos reduzirem ou simplesmente perderem o interesse pelo ovo. Eu reduzo muito e evito quase sempre; quando como ovos, eles são de colonia, e jamais ovos de granja!

Agora, para simplificar, vamos colocar na sexta colocação todos os níveis e subníveis de alimentos processados que não inserem comprometimento animal (em que o animal precisa ser morto para oferecer o alimento). Aqui temos de tudo, como batata-frita, refrigerante e bolachinha recheada. Mergulhe no sexto nível sempre que quiser, mas procure ficar nas primeiras quatro ou cinco etapas deste artigo. Assim, você se manterá como um forte e saudável vegetariano.

Quino

"Era tão bonitinha quando pequena, gordinha como eu!" - desabafa a mãe.

Abaixo, fora dessa lista, no fundo do poço, no rodapé da página, na milésima colocação dos quintos dos infernos, vem o comprometimento animal, que abrange carnes, gorduras (banhas), tripas, caldos e sangue dos bichos. Acha que entendeu algo errado, amigo leitor? Não, é isso mesmo: há quem coma sangue coagulado, chamado murcilha ou murcia. Chouriço de porco e outras aberrações culinárias são dignas de civilizações sub-bárbaras. Algumas coisas estão mascaradas como finas e requintadas, como o foie gras – o prato tradicional da França que consiste em um fígado de pato desenvolvido desumana e artificialmente para ser gigantesco e render dinheiro nos cofres da indústria.

Nesse nível caótico, encontra-se o famoso “sanduíche natural“, com beterraba ralada, atum, frango e peito de peru.

Eu, Einstein, Schopenhauer, Voltaire, Isaac Newton, Steve Jobs e Éder Jofre convidamos você a tomar a decisão mais sábia da sua vida: tornar-se vegetariano! Experimente, pague para ver: você vai nos agradecer um dia. Leia os outros textos e artigos relacionados a este assunto.

Um forte abraço vegetariano!

Apresentação de coreografia do Método DeRose pelo instrutor Arthur Costi, no Fest-Yôga Florianópolis 2009. Vegetarianismo. Vegetus - forte, vigoroso. O vegetariano é colega alimentar do búfalo, bisonte, rinoceronte, hipopótamo, cavalo, touro e do poderoso gorila. Forte como todos, saudável como sempre.


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