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Superpopulação

Por Alexandre Montagna, Segunda-feira, 14 Novembro 2011 | 08:08

Menos é mais. Há uma inflação de gente no planeta azul que flutua ao redor do Sol. Não precisamos procriar tanto. E nem devemos. Assim como uma moeda se desvaloriza quanto é feita em demasia, a Humanidade também perde o seu valor se crescer demais. O povo já está para as grandes corporações assim como o gado está para a indústria do abate: manipulado em meio à loucura. Temos hoje um conglomerado de personas que vieram ao mundo e ir-se-ão sem saber do que se trata o tanto de trabalho burro que realizaram. Horas e horas diárias e cíclicas fazendo coisas que não querem para atingir resultados que não precisam. Mentes cansadas entregues a um paradigma existencial vigente que nós mesmos criamos. A superpopulação é um problema real, que afeta e polui a terra, a água e o ar deste planeta que nos sustenta condicionalmente. A Natureza, latu sensu, sempre estará bem. A biodiversidade é que está indo para uma situação pior – e nós estamos incluídos neste barco.

Atenção aos futuros papais e mamães: revertamos este quadro! A partir de agora, vamos todos considerar que o número ideal de filhos é de -2 a 1 por casal. Não entendeu o “-2″? Isto seria adotar duas crianças. Você não só deixa de colocar mais uma no mundo, como ainda salva uma criaturinha que nasceu em condições paupérrimas. Se o número populacional estivesse controlado, o ideal seria dois filhos por casal, mas agora estamos em campanha de diminuição de povo. Ter mais do que um filho é agir com um egoísmo que desconsidera o caso da contingência. Proliferar tanto assim é dar um tiro no próprio pé: maior número de pessoas por metro quadrado implica em redução do espaço vital individual, o que gera ansiedade, desentendimentos, brigas e guerras; causa, em âmbito global, um acirramento da luta social por comida, segurança e abrigo do frio e do calor (aluguéis caríssimos). Os pais esvaem-se em energia e dinheiro para sustentar suas criaturinhas durante longos anos, e deixam de valorizar o próprio crescimento financeiro e intelectual, criando um círculo vicioso de pais inexperientes com filhos despreparados. Não precisamos disso. Aguardemos a chegada dos 30, 35 anos para ter filhos (ou melhor, um filho; ou melhor: adotar um ou dois) e paremos de procriar em excesso.

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4 respostas para “Superpopulação”

  1. André Luiz escreveu:

    Excelente coloção! Alguns ainda acham que é motivo de
    comemoração uma inconsequência tão preocupante
    (7 bilhões de abitantes).

    Parabéns!
    Abraços!
    André Luiz

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Obrigado, André Luiz! Abraços.

    [Responder]

  2. Isabelle Boemeke escreveu:

    Engraçado encontrar essa matéria aqui, já que recentemente estava lendo sobre protestos em contra a legalização do aborto. Acho um absurdo as pessoas lutarem pelo direito de não ter filhos, quando na verdade deveria ser ao contrario!
    Deveriase lutar para poder procriar já que infelizmente as pessoas menos capazes, física, econômica e emocionalmente geralmente são as que mais põe seres no mundo! É realmente um egoísmo e irresponsabilidade ter tantos filhos, além do que geralmente os pais não prezam por este ser depois de nascido e ainda o envolvem em disputas idiotas como o divorcio! Acho a adoção complicada já que a genética é um fator crucial no comportamento e inteligência de um ser humano, mas acredito que no futuro as pessoas procurarão bancos de doação para escolher o “pai” ou “mãe” ideal e criar
    Seus filhos condizente com suas crenças, sem brigar, e sem medo de traumatizar o filho com um divorcio ou algo assim!
    Escrevi na pressa, mi sangre hierve con esas discusiones!
    Saudade

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    No deje tu sangre hierver, porque la emoción obscurece la razión. Pero, contudo, tus argumientos estón excelentes.
    La adoción puede ser complicada. Mas tambiém puede ser muy buena. El hijo puede ser un nuevo Steve Jobs!
    Yo te quiero y te tengo falta.
    E si, mi español está muy, muy fueda.
    Un beso. E un queso.

    [Responder]

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