Otimismo realista: taça meio cheia e pés no chão
Por Alexandre Montagna, Quinta-feira, 25 Junho 2009 | 15:27Beba água mineral em taça de cristal.
(frase inspirada em história de DeRose)

Feliz porque a taça está meio cheia, mas de olho na jarra para encher mais.
Duvide quando alguém diz: “não estou sendo pessimista, só estou sendo realista“, pois isso será, em 99% das vezes, um mero pretexto que o interlocutor utilizará para justificar suas palavras promotoras de desânimo. Toda vez que alguém se posiciona em relação a um fato está tendendo ou ao otimismo ou ao pessimismo. Ser realista seria comportar-se tal e qual o ideal romântico de um jornalista profissional: imparcialmente, contentando-se em descrever os fatos sem provocar um pio de parcialidade, não podendo sequer utilizar os subterfúgios de insinuação que só a artística sutileza da língua portuguesa permite.
O otimismo, embora seja muito querido, possui uma falha: falta o pé no chão. Vejamos como funciona:
Pessimismo – “A taça está meio vazia” – toma uma posição e só vê um lado. Só um olho aberto.
Otimismo – “A taça está meio cheia” – toma uma posição e também só vê um lado. Só um olho aberto.
Realismo – “A taça está meio vazia e meia cheia” – não toma posição, olha aos dois lados: é o fato em si. Olhos abertos.
Nesse ponto, tanto o otimista quando o pessimista ignoram o outro lado da história. A melhor atitude, então, é o otimismo realista: embora você saiba que a taça está meio vazia, fica contente porque está meio cheia. Vive feliz e de olhos abertos.
Comportando-se desta forma, você cultivará uma das dez normas éticas do Yôga: santôsha, o contentamento.
O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações. O contentamento e sua antítese, o descontentamento, são independentes das circunstâncias geradoras. Surgem, crescem e cingem o indivíduo apenas devido à existência do gérmen desses sentimentos no âmago da personalidade. Preceito moderador: A observância de santôsha não deve induzir à acomodação daqueles que usam o pretexto do contentamento para não se aperfeiçoar.
Este foi um trecho sobre santôsha extraído do Código de Ética do Yôga (Yamas e Niyamas), elaborado pelo Mestre DeRose baseado no Yôga Sútra de Pátañjali. São dez as normas éticas milenares do Yôga. Seguí-las não é um ato de obediência, pois não são leis: é um ato de sabedoria, pois são dispositivos que conferem poder sobre si próprio. Falarei mais sobre elas num próximo post.









Junho 26th, 2009 às 21:13
Beba água em taça de cristal não é frase do Mestre? Ele falou no curso aqui do Fest-Yôga… Abraço!
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Montagna Reply:
Junho 28th, 2009 at 1:01
Ai, será? Nos meus alfarrábios mentais ele não possuía frase alguma sobre isso, mas sim uma história a contar. De qualquer forma, vou alterar a frase para evitar qualquer astêya sem vergonha. Valeu o toque, Rica!
ps.: e beba água mineral em taça de cristal!
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Julho 31st, 2009 às 11:09
Valeu, Montagna!
Foi bem divertido mesmo esse fim de semana com a nossa Grande Egrégora!
Parabéns peo seu traalho!
Sucesso sempre!
Nesse fim de semana iremos a Balneário Camboriú! E dá-lhe Vivas e Ani!!!
abração
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Montagna Reply:
Julho 31st, 2009 at 17:11
Pooooooooo que maravilha, meu velho. Gostaria de estar lá para homenagear nossos amigos e repartir um quarto triplo rsrsrs.
Sempre bom estar conosco, né Fabião? Um forte abraço e curta bastante o fim de semana. Dá-lhe Vivas e Ani!!!
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