O ser humano é carnívoro ou vegetariano?
Por Alexandre Montagna, Quarta-feira, 20 Maio 2009 | 15:06Dia desses, um velhinho notoriamente teísta falou para mim que todos os alimentos que vem diretamente de Deus (ele quis dizer que são produzidos pela natureza, pela terra) são alimentos de vida, e todos os alimentos que receberam a interferência do homem são de morte. Vejamos: a melancia eu posso comer diretamente, bem como toda fruta; eu também posso comer diretamente a cenoura, que é uma raiz, bem como várias raízes, leguminosas e hortaliças. Agora, a vaca eu não consigo comer diretamente. Não é da minha natureza! Não tenho garras e dentes para matar, nem estômago e intestinos compatíveis para digerir. Nem eu, nem toda a raça humana. Ela precisa passar por um rígido cozimento ou assadura, e muito sal, a fim de estar mais apta ao paladar, e precisa ser ingerida apenas nas partes mais tenras para que seja mastigável pelo humanóide. Isso que é alimento de morte, hein! Será que o velhinho era vegetariano? Ou será que ele é mais um adepto do diga uma coisa e faça outra? Eu sou de ir a fundo e revelar a sujeira do tapete comportamental, mas as circunstâncias me imploravam para deixar esta dúvida passar.
Abaixo, uma pequena animação também muito enriquecedora sobre a alimentação do ser humano. Afinal, nós somos carnívoros ou não? Não.








Maio 21st, 2009 às 2:38
O tema é polêmico, dizem. Como assim?, pensamos. Bom talvez esteja aqui mesmo a resposta. Para nós vegetarianos só não é polêmico porque pensamos. Cabe a quem pensa tratar o assunto de uma forma bem pedagógica, mais esclarecedora aos comuns. E sendo assim como fazes, te parabenizo. Estás cada vez melhor.
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Montagna Reply:
Junho 4th, 2009 at 14:48
“[...] só não é polêmico porque pensamos.” – só isso já rendeu todo o ótimo comentário. É quase um sútra.
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Maio 22nd, 2009 às 23:56
Adoreiiiiiiiiiiiiiiiii o videoooo
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Montagna Reply:
Maio 26th, 2009 at 23:29
Eeeeeeeeeeeeeee hehehe.. o porquinho falante é demais né!
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Junho 3rd, 2009 às 9:55
Rogério entrei no teu Blog e como voces dizem AMEI.
Sou portuguesa, pratico SwáSthya Yôga na escola Antas há 3 anos.
Espero estar para o ano ai no Fest-Yôga de Florianópolis. O nosso director, Eduardo Cirilo marcou a sua presença este ano.
Adorei o video, vou colocá-lo no Blog da minha familia para colocar em “discussão” este tema. Desde que me tornei vegetariana que me são colocadas muitas destas perguntas. So faltou uma: “O cerebro do Homem primitivo evoluiu a partir do momento que introduziu na sua dieta alimentar a carne”.
Vou passar a ser uma leitora assidua.
Saudações de Portugal.
SwáSthya!
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Montagna Reply:
Junho 4th, 2009 at 14:31
Olá, Ana! Adorei sua participação aqui. Quanto a questão que você apresentou, vou apenas dar uma pequena contribuição, que espero ajudar. O cérebro, assim como todo órgão, passou por uma evolução exigida pela necessidade de nos adaptarmos a uma nova realidade: a realidade de uma era em que descemos das árvores (por emigração ou por extinção dos bosques) e pouco havia para comer. O que fez nosso cérebro aumentar de tamanho não foi a ingestão de carne, mas sim – e muito provavelmente – a necessidade de pensar como construir um bom abrigo que nos protegesse de predadores cá no chão, e também como bolar melhores estratégias de caça, melhores ferramentas e utensílios para pegar pequenas presas, já que não somos preparados para isso. Um animal carnívoro, como o leão, não precisa pensar: ele já tem TODO o corpo voltado para a caça: garras, alta velocidade e força descomunal, além de dentes afiadíssimos. Nós, por outro lado, tivemos que compensar todas nossas limitações através de objetos e estratégias de caça, e isso fez nosso cérebro aumentar de tamanho. Tivemos que pensar em estratégias até para comer o defunto, assando-o ou cozinhando-o, pois nosso organismo não consegue ingerí-lo e digerí-lo ao natural. Não somos carnívoros.
Você foi ao festival, Ana? Eu recordo-me do Mestre DeRose citando Eduardo Cirilo de Porto, mas não o conheci pessoalmente. Vi também a Prof.ª Letícia Ziebell, que você deve conhecer. Ela está presente nas fotos que coloquei neste post.
Um abraço grandão!
Alexandre
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Agosto 27th, 2009 às 1:40
Esse é um vídeo que não representa a realidade, ele só mostra um lado da moeda. Não somos carnívoros, obviamente, assim como não somos herbívoros. Somos onívoros. Nosso organismo é preparado para comer tanto carne como vegetais. O vídeo fala que nosso intestino não é tão curto quanto o de um carnívoro, mas não diz que ele também não é tão longo quanto o de um herbívoro. Outro ponto importante: Não digerimos celulose. Os aminoácidos essenciais dos seres humanos não são os mesmos dos herbívoros. Necessitamos também de vitamina B12, que não é possível adquirir através do consumo exclusivo de vegetais. Há de se ressaltar, também, a nossa dificuldade de obtenção de proteínas através dos vegetais. Cabe também a informação de que temos 3 genes exclusivos para resolver o problema de casos de consumo EXCESSIVO de carne em nosso organismo.
Há várias outras coisas. Anatomicamente por exemplo, temos arcada dentária mista. No decorrer do processo evolutivo, devido nossa capacidade intelectual, adquirimos a capacidade de caçar utilizando ferramentas e de cozinhar os alimentos e, por isso, possuir dentes e garras avantajadas não era mais vital. Basta ver que TODOS animais do gênero “Homo”, ou seja, todos nossos ancestrais e ramos diretos ligados a eles, eram caçadores. A habilidade humana na caça não é relacionada ao seu físico, mas sim ao seu intelecto. Outras característica de caçador do homem e o fato olhos voltados para frente, na parte frontal da face.
Há muito mais. Enfim, nada contra as pessoas serem vegetarianas, cada um faz o que acha certo. Aliás, é muito importante comermos vegetais. Mas o homem não é naturalmente herbívoro. Somos onívoros, sem sombra de dúvidas.
Eu refutei, em meu blog, o documentário “A Carne é Fraca”, caso estejam interessados.
http://worldevolution.wordpress.com/2009/08/04/a-carne-e-fraca/
Abraços
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Alexandre Montagna Reply:
Agosto 27th, 2009 at 14:49
Olá, Gil. Pelo que percebo em seu blog, você gosta de experimentar o mundo através de uma atitude que eu chamo de “ceticismo distante“. Eu também. Entretando, logro uma posição nesse assunto que você ainda não conquistou: a percepção dos dois lados da moeda. Isso porque eu fiquei durante um ano inteiro reunindo argumentos para refutar o vegetarianismo, até que percebi ser esta uma alimentação poderosa, saudável e coerente com nosso organismo.
Se você não está disposta a mudar de ideia, então não adianta vir aqui comigo. É preciso estar disposto à mudança; eu estou disposto a considerar quaisquer argumentos contrários vindos de meus leitores, mas você não é a primeira – e nem será a última – a chegar até mim convicta de que o ser humano é carnívoro ou onívoro. Toda vez que desfrutei de um momento mais prolongado com meu interlocutor de opinião contrária, consegui esclarecer melhor essa questão: o fato de estarmos adotando uma alimentação onívora não quer dizer que esta modalidade alimentar é a melhor opção para nós.
Uma pena que você assistiu apenas ao documentário A Carne é Fraca, pois ele não é tão bom quanto eu gostaria que fosse. O vídeo apela muito para os sentimentos dos animais, e isso fica bem marcante com a vozinha doce e melancólica da Nina, e, embora esse seja um fator ético e nobre, muitas pessoas não tem a sensibilidade despertada para isso e o apelo passa a ser praticamente inócuo. Faltou expor a fundo nosso sistema digestivo, faltou mencionarmos o contexto histórico da adoção da alimentação carnívora/carniceira nas eras glaciais, os sintomas e efeitos das opções alimentares, os mitos, paradigmas… enfim, faltou muita coisa. Se eu achar um tempinho favorável, me dedicarei para contribuir com seu blog no post do documentário.
Se você quiser uma discussão saudável com este seu amigo virtual, sinta-se convidada a colocar seus pontos. Sugiro que evite expressões como “sem sombra de dúvidas” ou outras semelhantes. Até porque só quem chega no nível da Verdade Suprema Absoluta é que está sem sombra de dúvidas, mas aí vamos deixar essa balela ultra-cognitiva para os crentes, não é mesmo?
Um abraço,
Alexandre Montagna
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Gil Reply:
Novembro 16th, 2009 at 17:52
Olá, Alexandre. Obrigado pela resposta. Primeiramente, deixe-me apenas esclarecer que sou O Gil, e não A Gil hehe… Isso sempre acontece.
Enfim, me incomoda muito duas coisas. Primeiro, a tentativa de definição da personalidade das pessoas via resposta de blog. Segundo, vídeos diversos abarrotado de falácias a torto e a direito na tentativa de criar fanáticos.
Não gosto de “experimentar o mundo através do ‘ceticismo distante’”. Sou biólogo, inclusive, e tudo o que eu disse foi ponderado. Eu, ao contrário de você, e também ao contrário do que você fez, não fiquei reunindo argumentos para refutar o vegetarianismo. Eu não quero nem pretendo derrubar nada. O que eu fiz aqui, nesse comentário, foi apenas dizer que o vídeo é totalmente parcial, falacioso, maléfico e mentiroso.
Já que as pessoas vegetarianas são felizes, saudáveis, acreditam estar fazendo o bem, por que realizar vídeos como esses? O vegetarianismo, se for realmente o melhor para todos, não se confirmará por si? Para que inventar que o homem é herbívoro, que a carne apodrece no estômago, que se todos fossem vegetarianos não haveria fome no mundo?
Eu não estou disposto nem indisposto a mudar de ideia, de maneira alguma. Quero ler as evidências, conhecer os fatos para saber o que realmente acontece. Ora, se eu quisesse mudar de ideia eu estaria buscando apenas argumentos contrários e se quisesse manter a ideia, eu só iria procurar argumentos favoráveis. De qualquer modo eu estaria sendo parcial e a metodologia científica iria para o espaço. Procuro aplicar a metodologia científica sempre, analiso os fatos, leio os argumentos, vejo a conclusão dos especialistas.
Uma coisa interessante que podemos (todos) observar, é na quantidade massiva de vídeos como esses que você postou, totalmente tendenciosos, e a quase ausência dos que não são tendenciosos. Por que será? Por que quer-se tanto que todos sejam vegetarianos a ponto de mentir descaradamente para que isso ocorra? Por que querem formar fanáticos? A Nina Rosa, através do instituto, presta um imenso desfavor à ciência e à educação, se portando totalmente de maneira antiética.
O que eu concordo com você é que não é porque somos onívoros que, necessariamente, uma dieta onívora seja a melhor opção. Mas também não significa que não seja. Uma dieta vegetariana também pode não ser a melhor opção. Tudo depende de uma alimentação equilibrada. Dizer que ser vegetariano é ser saudável é mentira. Dizer que não ser vegetariano é ser saudável é mentira.
Agora, sim, somos onívoros. E eu digo sem sombra de dúvidas porque a onivoria é um termo designado cientificamente para classificar os animais. Todos animais designados onívoros, como o homem, o porco, o urso, alguns macacos, compartilham características morfológicas, fisiológicas e comportamentais, diferentes dos animais exclusivamente carnívoros e exclusivamente herbívoros, que acarreta numa designação de animal onívoro. É uma classificação humana constatada após diversos estudos realmente científicos, não é achismo e opinião. Por isso o sem sombra de dúvidas.
Abraços
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Alexandre Montagna Reply:
Novembro 18th, 2009 at 14:36
Olá, Gil. Primeiramente quero parabenizá-lo pela maneira como colocou os argumentos no blog. Assim, o mínimo das boas relações humanas estará assegurado.
Deixemos os vídeos vegetarianos de lado e conversemos entre nós. Acho que você apreciará mais dessa forma.
Sobre o vegetarianismo emergir como a melhor opção por si só, lembre-se de que isso não é verdade em curtos prazos. A verdade não prevalece assim tão facilmente.. Só há 17 anos atrás, em 1992, que o Papa João Paulo II admitiu publicamente que a Terra era redonda e pediu desculpas pelas barbáries cometidas pela igreja católica perante seus opositores ideológicos. A verdade prevalece sim, mas demooooora. A campanha vegetariana serve para antecipar o destino bom ao qual a humanidade caminha.
Na verdade, eu não gostaria de seguir a discussão, pois tenho a impressão de que não renderemos muitos frutos, posto que você até mesmo criou um blog para refutar um vídeo vegetariano. Se eu cultivasse esperança em uma concordância forte entre nós, seria ela resultado apenas de um encontro em pessoa, e não virtual.
Só não vejo motivos para não gostar do vegetarianismo, a menos que você seja filho de fazendeiro ou dono de frigoríficos. Interesse pecuniário.
O melhor que posso fazer no momento é sugerir, modestamente, que você acesse meu site http://www.Uni-Veg.org e assista aos vídeos lá mencionados. Principalmente o do DeRose, intitulado “Alimentação Biológica”, do site da Uni-Yôga. Neste vídeo, estou certo de que você não encontrará abobrinhas.
Um abraço, Gil, e obrigado pela sua participação.
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Setembro 17th, 2009 às 17:48
Carnívoro?? Nunca. O ser humano é onívoro, ou seja, adaptado tanto à carne quanto aos vegetais. Ótimo, ele “agüenta” os dois, porém, a carne não é saudável para ninguém. A maioria das pessoas come cerca de TRÊS A QUATRO VEZES a quantidade de proteínas que precisa por causa da carne. Mesmo os vegetarianos tem mais proteínas do que precisam. É claro que esse é só um ponto de vista. Mas vejamos: alguém sabe como são tratados os animais? Vegetais são seres vivos, também, e matamos eles para comer, fazendo-os sofrer, de qualquer maneira, certo? Errado. vegetais não têm cérebro, não sofrem. O tratamento dos animais é ridículo. De dar dó. Eles enlouquecem, na maioria das vezes, pois não têm espaço para se movimentar. Não pastam mais. Então, enchem eles de drogas e hormônios para sobreviverem, e/ou para produzirem mais leite e ovos. Eles sofrem, muito, com isso. Além disso, é claro, são mortos sem piedade, e muitas vezes são obrigados a assistir a morte dos companheiros, para sentirem mais pânico, desespero. Assim, todos nós comemos esses hormônios e drogas junto com a carne, leite e ovos, que entram em estado de apodrecimento até chegarem aos açougues, devido ao transporte e tempo que permanecem sem cuidados necessários. Além disso há outra coisa que favorece a não injestão de carne: o planeta. Nosso planeta, como sabem, está morrendo. Cada dia pior. Muitas coisas o ajudariam, e uma dels, adivinham? Os animais, com seus ‘escrementos’, liberam gases poluentes na atmosfera. http://www.depositonaweb.com.br/4263/vacas-produzem-gas-poluente-na-mesma-quantidade-de-carros/
Ninguém precisa virar vegetariano de vez. Mas, carambaaa, comer carne todo dia?? 2 vezes por semana eu recomendaria. Podem me chamar de adolescente ignorante e bla bla bla, mas eu sou vegetariano e, cada dia que leio sobre isso, fico mais satisfeito. Sei que é impossível o planeta virar vegetariano do nada, mas, como já disse, se você manerar na carne… vai fazer bem à sua saúde, aos animais… e ao mundo!
Obs.: Não escrevi por que não me lembro muito bem do fato, mas parece que os que mais comem carne no mundo é a Argentina. Coincidência ou não, é o país que mais morre de câncer no intestino no mundo.
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Alexandre Montagna Reply:
Setembro 18th, 2009 at 15:24
Obrigado pela sua contribuição, Guto!
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Outubro 3rd, 2009 às 0:18
A associação da dentição, aparelho digestivo e outros aspectos físicos é importante, porém, não é fundametal. Deixe a criança uma semana sem comer e depois dê a ela o coelho e a maçã para ver o que faz: Ela come o coelho, a maçã e você.
Da mesma maneira que sobrevivemos sem comer carne, também sobrevivemos sem comer vegetais, havendo suplementação (em ambos os casos).
Acho interessante uma analogia entre os vegetarianos, os ateus e os evangélicos. Em ambos os casos o fanatismo é exagerado, que exalta a carência de argumentos e a necessidade de agruparem-se para defenderem suas idéias. O protecionismo é evidente aqui mesmo neste site. Enquanto o vegetariano pensante ofende os “onívoros” errantes, o autor recrimina o “sem sombra de dúvidas” da Gil… Talvez isso aconteça em defesa do argumento do Rogério, afinal, para termos certeza de alguma coisa é necessário “pensarmos”, ou criarmos sutras. Pois bem, se para o carnívoro sobra a certeza e para o herbívoro a arrogância, fica uma pergunta: De que adianta proteger os animais e agredir todos os outros? Enfim, antes ser um carnívoro autêntico do que um herbívoro hipócrita!
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Alexandre Montagna Reply:
Outubro 7th, 2009 at 5:05
Nem um, nem outro: prefiro ser um vegetariano autêntico.
Convido-o a retornar ao meu blog, Fernando, quando a boa sorte em seus estudos proporcionarem reflexões mais acertadas.
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