O que é terapia? Cultura não é! Patch Adams concorda.
Por Alexandre Montagna, Quinta-feira, 23 Abril 2009 | 15:53Um dos vários assuntos de ontem após terminar a aula foi terapia. A Ju (..liana Werlang) expôs sua dúvida em relação a este aspecto e também ao fato de rechaçarmos a confusão entre Yôga e terapia, bem como a fusão de Yôga com outras filosofias correlatas. Há diversas linhas técnicas, filosofias, correntes, metodologias que devem ser respeitadas, e Yôga é uma delas: deve-se praticar Yôga e só, sem misturar com outras técnicas orientais – independentemente se são elas boas ou não. O pior é que algumas vezes você lerá na parte distorcida da imprensa que Yôga é terapia. Será que é mesmo? Com certeza não! Terapia é ótima, mas não tem nada a ver com Yôga: terapia ou tratamento é a investida para remediar um problema de saúde. Yôga é cultura, é filosofia de vida, é arte também!
No filme Patch Adams, estrelado por Robin Williams, conhecemos o médico que ficou famoso por defender uma medicina mais humana e que aparece como um sujeito que tenta curar os pacientes com o riso. Contudo, parece que ele próprio tem algumas ressalvas quanto a esta imagem. O Patch Adams da vida real foi entrevistado no programa Roda Viva em 2007, e nessa entrevista ele fala sobre o termo “terapia”: – “[...] quero corrigir a idéia de que rir seja uma terapia. Também nunca penso em música como terapia, nem em arte, nem em dança. Nunca precisam da palavra “terapia”, que é pequena para ajudar. A arte não precisa de ajuda da palavra “terapia”. É a cultura humana. Não fazemos terapia de cultura. Se estamos saudáveis, fazemos cultura.”
Precisa dizer algo mais? Faça Yôga antes que você precise. Não se faz Yôgaterapia. Se faz Yôga.
Se o vídeo não estiver mais disponível no YouTube, acesse
a entrevista diretamente no site do Roda Viva, com o vídeo.
Agradecimento ao Alessandro Martins, que mencionou esta entrevista originalmente em seu blog.









Abril 23rd, 2009 às 17:53
Olá beleza adorei este post realmente é totalmente diferente Yôga e terapia uma não tem nada a ver com a outra.
Bjos
Até a prática de hoje
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Montagna Reply:
Abril 25th, 2009 at 15:27
Hehehe… que bom que gostou, Gi.
BeijÔM!!
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Abril 25th, 2009 às 17:38
Muito bom esse post… adorei… e assim eu vou diminuindo as confusões sobre o que é uma coisa e o que é outra…
Bjs.
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Montagna Reply:
Abril 27th, 2009 at 19:46
É uma alegria para mim que tenhas gostado, Ju. Com a ajuda do Patch Adams, acho que eu conseguirei vacinar os leitores para que não confundam coisa boa com terapia. Algumas pessoas, quando estão mal, tem o cacoete de chamar de terapia tudo que for bom. Se estiverem mal do estômago, comer fruta é terapia; se estiverem carentes, um jantar com amigos é terapia; e assim por diante… mas isso não deve ser assim, pois você não deve comer frutas só quando está precisando: deve comer sempre! Bem como sair com amigos. A criatura vai chamar os velhos amigos só quando for dispensada pelo namorado? Que feio. E depois que a carência emocional for suprida por alguns encontros e pelo arranjo de um novo namorado, o que acontece? A pessoa deixa de sair com os amigos e volta à vidinha normal, é claro. Aquilo foi só terapia, não era estilo de vida. O mesmo ocorre com o cara que prejudicou seu organismo com má alimentação e come frutas por terapia: quando estiver melhor, deixará de comer frutas. Bobão. Não aprendeu nada. Agora imagine uma prática que trabalhe a força, o poder e a energia, a concentração, o tônus muscular, flexibilidade, alongamento, relaxamento, a sutilização dos sentidos, o aprimoramento vocal, a extroversão, que gere intercâmbio cultural e ampliação do círculo de amizades, bem como a ampliação da qualidade de vida em geral. Certamente algo que faça tudo isso, de tão bom que é será chamado de terapia por quem sequer estiver precisando de uma. Mas não é: é estilo de vida, é filosofia, é Yôga.
Um beijo grandão!
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