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O Inferno dos ateus

Por Alexandre Montagna, Terça-feira, 23 Março 2010 | 08:08

Um ateu morre e vai para o céu. Chegando lá, é recepcionado por São Pedro:

- Hummm… (lendo o livro da vida pregressa do ateu)… infelizmente meu filho, você não pode adentrar no Reino Celestial. Você, desde jovem, declarou-se ateu. Até mesmo no leito de morte, você ficou firme no seu ateísmo. Lugar de ateu é no Inferno.

Resignado, o ateu desce às profundezas abissais procurando a entrada do Inferno. Lá chegando, tem um choque: o ambiente se assemelha àqueles grandes cassinos de Las Vegas. Logo na entrada, lindas mulheres recepcionam o ateu. Extremamente surpreso, ele adentra no Inferno e é recebido por um homem elegantemente vestido com um terno branco e uma flor no bolso do paletó:

- Seja Bem-Vindo, meu grande amigo! – diz efusivamente – Eu sou Satanás, seu anfitrião por toda a eternidade e qualquer coisa que você queira é só pedir diretamente para mim ou para aquelas lindas mulheres.

(abaixando a voz) – A ruiva de vestido preto vai te levar à loucura!

A imagem do inferno era fabulosa: uma vasta planície com uma linda relva baixa e flores coloridas. Ao fundo, uma pequena sequência de montanhas.

Percebia-se um pequeno rio à esquerda, onde o ateu reconheceu Nietzsche e Voltaire, com varas de pescar em uma mão – sem anzol, apenas para alimentar os peixes – e um copo de suco na outra. Riam com intensa alegria! À direita, num restaurante com uma enorme varanda, o ateu discerniu somente numa mesa Thomas Paine, Robert Ingersoll e Thomas Jefferson, este último acenando e apontando para um livro em sua mão. Era o último livro de Richard Dawkins.

Confuso, desnorteado, o ateu não consegue entender o que está acontecendo. Só ouve o Satanás ao seu lado, falando como se fossem dois grandes amigos tomando refresco num barzinho. E ele não parava de falar:

- Meu amigo, aqui você poderá fazer tudo o que você sempre quis. Nada é proibido, desde que você obtenha prazer e não prejudique ninguém. – E acena para um homem que passava – Oi Giordano!

O ateu curioso pergunta:
- Aquele era Giordano Bruno?
- Hã? Ahh… sim! Desculpe-me por não apresentá-lo, mas não se preocupe, pois irá conhecê-lo nas noites de quinta-feira. Todas as quintas jogamos carta, após o jogo de futebol. Os únicos que não jogam são o Karl Marx e o Albert.

- Albert… Einstein?! – E nisso, de repente, a conversa é interrompida por descargas de relâmpagos e trovões que deixam o céu escuro com nuvens negras e ventos fortes e que parecem anunciar o dia do Juízo Final. O ateu vê que a planície, outrora linda, virou uma fossa abissal que expelia de suas entranhas, labaredas sulfurosas, como línguas demoníacas. No meio do céu tempestuoso, um homem aparece, gritando loucamente e ardendo em chamas, caindo diretamente na fossa aberta no chão. Tão logo o homem é engolido pelas chamas, tudo volta ao normal que era antes. A planície, Nietzsche e Voltaire no rio e Satanás não parando de falar, como se nada tivesse acontecido.

Perplexo pelo o que viu e não se contendo em curiosidade perante a tranquilidade de Satanás, o ateu pergunta:
- Que diabos foi isto?

Satanás responde:
- Era um evangélico. Eles preferem o Inferno desta maneira.

Adaptação do original em Gtokai.

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5 respostas para “O Inferno dos ateus”

  1. Rogério Peres escreveu:

    Que belo! Uma história bem contada proporciona uma boa viagem. Ainda mais com uma moral ao fim de tudo.
    Agora, me diga… se quem não acredita em Deus é Ateu, quem não acredita em Satanás, como se chama?

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Poisé. Na verdade, sabemos nós que Deus e Satanás são dois lados de uma mesma moeda folclórica. O Ateu é aquele que não acredita na moeda.

    [Responder]

  2. Tainá escreveu:

    Muito bom!!
    heuheuehuehe
    xD

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Adorei te ter por aqui, Tainá. Um beijão para a egrégora da Asa Norte!

    [Responder]

  3. Athan3 escreveu:

    Saudações às equipes De Rose, que os ventos do bem-estar os embalem …
    Apenas, sou obrigado a postar este comentário, diante das circunstâncias do que estamos vivendo:
    Vejam este trecho dum post no Diário Ateísta:
    «Os goyim não-judeus só nasceram para nos servir. Sem isso, não têm lugar no mundo – só para servirem os judeus. (…) Porque são necessários os gentios? Eles vão trabalhar, arar e colher. Nós vamo-nos sentar como aristocratas e comer. (…) Com os gentios, será como com qualquer outra pessoa – eles precisam de morrer, mas Deus dar-lhes-à longevidade. Porquê? Imaginem que o nosso burro morre, perderíamos o nosso dinheiro. É o nosso servo… É por isso que têm vidas longas, para servir o Judeu.» (Ha´aretz)
    Notem também isso: Nós mesmos aceitamos rotulá-lo como ‘fanático’; mas não é; ele simplesmente expressa o estrito intento bíblico; que é vendido pra todos escravos fora da curriola, ‘encantando’que os encabrestados é que são os “eleitos”, e nós, como dementes, enchemos o rabo desses pústulas de dinheiro, e arrebentamos nossa vida.
    O escravo que se assanha em ter uma vaguinha pra massacrar e pisar nos outros, também é o deplorável que vive dependurado com mãos e ouvidos à mercê de um cara desses. A ‘conversão’ desse escravo se deve à sua ganância incubada proporcional à sua incompetência como pessoa. Por isso, os escravos que mesmo vendo e escutando e lendo isso que um canalha desse com tanta regalia tem a safada desfaçatez de dizer na cara de todos nós na Sociedade, ainda não tomam vergonha na cara, pois são coniventes (crentes que não são ‘gentios’, mas que são ‘eleitos’) e endossam a murrinha que exala desses caras, com o tempo, privando-se de sua própria vida, para a continuação da desgraça alheia, com a desgraça de nossa Sociedade, e de nós individualmente, como seres humanos.
    Peguem uma folha de jornal, façam cocô em cima, nela, e olhem. Agora imaaginem que um cara desse acaba de fazer cocô, e vem pra nós e diz: “Vocês têm que trabalhar, e me dar o dinheiro, pra eu fazer cocô maior que o de vocês”.
    A gente olha pra cara dele, e fica pensando: Esse cara vive pra fazer a gente trabalhar e ele ficar fazendo cocô.
    O cara cisma que a gente é escravo dele, pra ele fazer cocô em cima de nós. O que os judeus já pagaram pra uma turminha lá se dar bem em cima deles e de muitos em outros países não tá no gibi do Obama.
    Ele tinha que falar isso numa final do Mengo no Maracanã, e depois correr pra um show gospel pra os pastutos defenderem ele com seus capatazes. O escravo que se assanha em ter uma vaguinha pra massacrar e pisar nos outros também é o deplorável que vive dependurado com mãos e ouvidos à mercê de um cara desses.
    Pode parecer difícil, mas isso é muito rápido de resolvermos. Temos também muitos recursos para definir isso.

    [Responder]

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