Mude, pois nunca é tarde (exemplo do axé ao metal)
Por Alexandre Montagna, Quinta-feira, 5 Março 2009 | 15:23Caso 1: Certa feita, minha mãe estava na frente da televisão assistindo a um programa de ginástica, esses que as pessoas ficam dizendo para você fazer ginástica. Minha mãe, na sua lógica de reflexão pensou: “eu não fiz nada desse tipo de coisa até hoje, então não é agora que eu vou começar a fazer“. Detalhe: minha mãe tinha 17 anos na época. Eu sequer existia.
Hoje é claro que ela não pensa mais assim, mas seguramente deve possuir um pouco dessa contra-atitude carregada dentro de si. Assim como todo mundo! E eu também. Muita gente não muda, não faz algo porque acha que já passou o tempo, ou então encontra qualquer desculpa para não mudar. Qualquer desculpa. Tudo é pretexto para ficar onde está.
Caso 2: Existem vários exemplos de pessoas que mudaram. Hoje vou citar o do Luiz Caldas. Sim, aquele cara que fez a música que foi a vinheta da novela Tieta.
Luiz Caldas largou o axé e hoje toca heavy metal. Pode? Pode. Não julgue. Não importa se heavy metal é melhor que axé, ou se você não gosta dos dois. Importa a mudança. Me responda: se você tivesse feito muito sucesso tocando axé, tanto sucesso que sua música virou vinheta de uma novela da rede de televisão mais poderosa do país, você trocaria seu estilo de música? Provavelmente não. Provavelmente ficaria na eterna mesmice. Querendo até, sonhando até, mas mudando jamais.
E o desejo de mudança ocorre com muita, muita gente. Porém, poucos são os que largam a cadeira executiva da cúpula organizacional e troca o terno-e-gravata pela bermuda colorida para realizar o antigo sonho de abrir um barzinho na beira do mar, mesmo que não dê tanto dinheiro, aliás, mesmo que não dê quase nada de dinheiro, eles mudam e ficam felizes, respirando e sentindo na brisa do ar a maresia da liberdade. Raríssimos são os que trocam o garantido pelo incerto, pois sabem que, no fundo, o incerto é o que importa, e o garantido é um obstáculo para mudança, um convite à estagnação.
Se você gosta de ler, queira ler um livro que indico realizar mudanças. É o livro do DeRose sobre karma e explana sobre o poder sobre o próprio destino, incentiva a segurar as rédeas da própria vida. Karma é um termo sânscrito que significa ação, e designa a lei universal de causa e efeito. Como todos os livros dele, o assunto é abordado sem conotação mística, espiritualista ou religiosa. E é por isso que eu gosto dele. O livro pode ser baixado gratuitamente através do site da Uni-Yôga: www.Uni-Yoga.org – na seção Free Downloads.

As cápsulas de influência de cada karma coletivo, extraído do livro Karma e dharma - transforme sua vida. Não vou desenvolver o assunto aqui. Se você quiser aprofundar-se baixe o livro no site da Uni-Yôga.
Então fica a lição: nunca é tarde para mudar.
Um grande abraço.
Para quem gosta de heavy metal ou está curiso para escutar a música do Luiz Caldas, acesse o MySpace dele. Se não apreciar a música, aprecie a coragem de mudar, que talvez seja algo que você também queira fazer. Eu vi essa notícia do Luiz Caldas no site Contraditorium.








Março 6th, 2009 às 10:41
Realmente é muito difícil mudar. Estamos tão conformados com as coisas que as vezes
não vemos que está na hora de dar um basta e começar tudo de novo. Eu vivo este dilema,
sei que lá no fundo eu não mudo por medo da reação das pessoas em minha volta, para não ser criticada,
para não ficarem me enchendo o “saco”. Não mudo e fico me culpando. Não pense que só os meus hábitos que tenho que mudar, mas tb de trabalho, sei que não posso demorar muito, como vou falar que não quero se eu aceitei e sabia como ia ser. Puxa desabafei não tudo.
Bjos
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Montagna Reply:
Março 7th, 2009 at 14:08
Eu sempre costumo fazer este pequeno exercício, Gi: imagino-me a alguns instantes de morrer. Sabe aquela cena clássica? Leito de morte, certeza da morte, questão de segundos. Pronto. Tudo fica tão mais fácil. Vem na cabeça tudo que queria ter feito e não se fez. Todos sempre dizem que não se arrependem do que fizeram e sim do que não fizeram. Mesmo que não tenha acontecido perfeitamente, mesmo que tudo tenha ficado uma grande bagunça no início, pelo menos fizeram e foi uma experiência libertadora. Aquela música “Epitáfio” dos Titãs aborda exatamente isso, não é mesmo?
Um beijão grande e ótimo fim de semana!
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Março 7th, 2009 às 13:00
Impressionante como nós vamos colocando empecilhos para as mudanças. Eu, que sou uma pessoa que gosta de mudanças, também enfrento isso. Antes de parar de comer carne, por exemplo, ficava me martirizando em como é que iria ser, o que iriam dizer.. Mas, um dia simplesmente decidi: parei. Afinal, eu tenho direito de escolher o que eu quero para mim e a minha decisão deve ser respeitada. E deu, ponto final, sem maiores complicações. Mudanças valem a pena.
Parabéns pelo blog, meu querido, não tinha te dito ainda, mas está muito muito bom!
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