Liberte-se das suas limitações

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No Brasão da cidade de São Paulo, há a seguinte legenda: Non dvcor dvco, que significa “Não sou conduzido, conduzo”. Numa leitura simples, logo entendemos que não devemos ter o comportamento de manada, mas sim devemos ser os líderes que guiam. Porém, em uma releitura mais profunda da mesma frase, podemos interpretar sob uma ótima filosófica: “Não sou conduzido pelos meus condicionamentos, conduzo a mim mesmo.” Temos, então, uma frase de impacto!

Condicionamentos são as fortes tendências influenciadoras de nossas ações e pensamentos, baseados nos registros que são impressos em nossa constituição biológica desde nosso nascimento até o momento presente. Nossas mais sinceras e genuinas escolhas são, a bem da verdade, decisões feitas dentro das canaletas de nossas limitações. Isto leva alguns cientistas até mesmo a declarar que o livre-arbítrio não existe! Definitivamente, todos temos programações que nos fazem sentir, querer e pensar em determinadas coisas e em determinados momentos.

Todas nossas ações são condicionadas e uma parcela delas é maléfica para o nosso sucesso. Eis alguns exemplos de condicionamentos ruins:

• Ter medo da decisão de mudar de profissão.
• Sentir-se orgulhoso demais para pedir desculpas e dar aquele abraço apertado e confortante.
• Ficar totalmente desconcertado quando é cometida uma gafe em público.
• Acreditar que o mundo está contra você quando algo dá errado.
• Sentimento de inferioridade e complexo de culpa.
• Receio de declarar o seu amor e encanto a uma pessoa que ainda não sabe disto.
• Pânico de falar em público.
• Brigar quando ocorrerem divergências nos relacionamentos.

De onde vem estas programações dos nossos condicionamentos? Todas elas são geradas inconscientemente através do convívio social, da criação familiar e, de certa forma, da própria genética. Vamos pensar juntos: se o indivíduo crescer dentro de um ambiente no qual se resolvem os atritos através de gritos e acusações mútuas – talvez até quebrando pratos, ele receberá este fortíssimo registro condicionado e, em sua vida adulta, toda vez que a situação esquentar haverá uma tendência para que ele repita o mesmo comportamento. Agora, aplique este exemplo para todas as outras zilhões de possibilidades de relações pessoais e situações do cotidiano: para tudo nós temos um comportamento baseado em nossa própria bagagem cultural.

Com um auto-estudo sincero, logo perceberemos que vivemos dentro de uma bolha de limitada percepção e capacidade de ação. Este é um contexto tão pequeno como um grão de areia na praia. Para reverter este processo e expandir a consciência é necessário libertar-se desta ótica tão reduzida.

Existe até uma expressão em sânscrito para designar o progresso nesta área: jívanmukta, que significa “liberado-em-vida” e refere-se ao praticante de autoconhecimento que consegue desvencilhar-se dos seus condicionamentos, tornando-se livre dos limites do ciclo existencial.

Você pode libertar-se dos condicionamentos que você não deseja. Existem vários meios para isto. Neste artigo, citarei uma das táticas que ajudam em bastantes ocasiões e atua através da mentalização em três passos.

ALERTA: o treinamento de visualização mental a seguir não tem nada de auto-ajuda: é uma tática de vencedores. A revista Forbes concorda.

A reprogramação progressiva ensinada pelo Método DeRose funciona assim:

1o Passo: “quero melhorar minha comunicabilidade”, conseqüentemente,
2o Passo: “vou progredir gradualmente para melhorar minha comunicabilidade”, e, conclusão,
3o Passo: “estou melhorando sempre mais a minha capacidade de comunicação”.

O primeiro passo é quando você define o seu objetivo, repetindo a si mesmo mental e constantemente a sua meta. O segundo passo é quando você já sente mais determinação e confirma dizendo a si mesmo que você fará aquilo que se quer. E o terceiro passo já é uma conquista e uma vivência do resultado, mas deixando em aberto o aprimoramento para conquistar ainda mais.

A vida se torna muito mais divertida, colorida e vibrante quando sentimos a liberdade para transformar-nos da forma que quisermos.

Substitua seus condicionamentos indesejáveis pelos novos que o tornam mais feliz e com mais energia e disposição para viver os dias. Isto, para mim, é viver de fato.

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