DeRose e o SwáSthya
Por Alexandre Montagna, Quarta-feira, 18 Fevereiro 2009 | 22:48(texto extraído da monografia de Alexandre Montagna, apresentada à banca das avaliações de revalidação anual da Universidade de Yôga)
Um filósofo contemporâneo chamado DeRose, Mestre de Yôga, desde cedo interessou-se pela filosofia e começou a debulhar a literatura disponível em sua época a fim de compreender o Yôga em sua totalidade. No seu caminho de expansão do conhecimento e evolução no Yôga, foi se tornando um grande professor, com um notável poder de realização e determinação. Devido à sua grandeza desde jovem e ao fato de os demais professores de Yôga sentirem-se ameaçados financeiramente, DeRose começou a sofrer amargas dificuldades e obstáculos logo no início de sua carreira.
Quando uma pessoa superlativamente predisposta, dinâmica e determinada assume uma filosofia para sua vida, naturalmente se interessará pela sua história e origem. Pois foi esse interesse que fez DeRose buscar as origens do Yôga: durante mais de duas décadas este professor foi à Índia, pesquisou os Shástras (escrituras hindus) e estudou nos mais tradicionais áshrams daquele país. Um ano de pesquisa árdua e dedicação integral ao Yôga já seria o suficiente para angariar um sem-número de informações. Vinte e quatro anos de pesquisa árdua e dedicação ultra-integral ao Yôga foi o suficiente para que o então Mestre DeRose concluísse sua busca pela origem do mais genuíno Yôga, que estava considerado extinto.
Eis que surge o SwáSthya Yôga, como uma proposta de resgate e codificação do Yôga Antigo, Pré-Clássico, pré-vêdico, pré-ariano, proto-histórico. O Mestre DeRose buscou o Yôga mais antigo, de fundamentação Tantra-Sámkhya (Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya) e codificou-o com o nome de SwáSthya Yôga, que em sânscrito significa auto-suficiência (self-dependence), saúde, bem-estar, conforto, satisfação.
| CRONOLOGIA HISTÓRICA DO YÔGA | |||||
| Divisão | YÔGA ANTIGO | YÔGA MODERNO | |||
| Tendência | Sámkhya | Vêdánta | |||
| Período | Yôga Pré-Clássico | Yôga Clássico | Yôga Medieval | Yôga Contemporâneo | |
| Época | Mais de 5.000 anos | séc III a.C. | séc VII d.C. | séc XI d.C. | séculos XIX e XX |
| Mestre | Shiva | Pátañjali | Shankara | Gôrakshanatha | Aurobindo Rámakrishna Vivêkánanda Shivánanda Chidánanda Krishnánanda Yôgêndra |
| Literatura | Upanishad | Yôga Sútra | Vivêka Chudamani | Hatha Yôga | |
| Fase | Proto-histórica | Histórica | |||
| Fonte | Shruti | Smriti | |||
| Povo | Drávidas | Áryas | |||
| Linha | Tantra | Brahmácharya | |||
Quadro extraído do livro Tratado de Yôga, de DeRose
Apenas este resgate histórico, que já foi reconhecido em diversos países e inclusive na própria Índia, já seria o suficiente para colocar DeRose na lista dos Grandes Mestres e nomes do Yôga mundial. Mas há outro fato que deve-se enaltecer e reconhecer, a fim de dar-lhe os créditos merecidos: o Yôga, após a obra deste Mestre, passou a ser praticado por mim e por você. E isto é sem preço. Antes o Yôga estava muito atrelado ao misticismo (Vêdánta), ao comportamento repressor (Brahmácharya) e à ocidentalização. Os praticantes geralmente eram pessoas místicas, espiritualistas, calmas, por vezes passivas, geralmente mulheres e a maioria da terceira idade. DeRose revelou que nos textos hindus antigos, o Yôga sempre foi associado a conceitos de força, poder e energia, era praticado por homens e era preciso muita energia e tempo de vida para despertar a força interior necessária para a conquista da meta, logo era necessário começar biologicamente jovem. Ele desmitificou a filosofia, resgatando o prisma naturalista do Sámkhya e tornou o Yôga uma prática muito mais cheia de vida e sensorialidade ao resgatar a raiz comportamental original do Yôga, o Tantra.
A profissão de Instrutor de Yôga não era reconhecida. DeRose, com muita lucidez, tornou a profissão extremamente viável e gratificante. É neste ponto que vou argumentar contra acusações maldosas que já presenciei: seu alto senso administrativo – necessário num sistema capitalista – é alvo de críticas de minorias inexpressivas, que acusam-no por ser bem sucedido demais, ou talvez porque consideram a prosperidade profissional incoerente nesta área, ao exercer o vício de pensamento que separa a evolução do indivíduo em um lado, e o zelo pelos bens materiais em outro lado. Na verdade, este sucesso e exemplo de competência e administração são invejados por meteoritos que gostariam de ser estrelas, mas que nunca conseguirão ter o mesmo brilho, pois ao invés de produzir em conjunto, permanecem distantes e com o ego às alturas, sendo incapazes de reconhecer um grande feito de um nobre homem.
Para compreender melhor sobre como funciona o bem-sucedido procedimento financeiro-administrativo elaborado pelo Mestre DeRose, leia o livro do Instrutor Thiago Massi: O que é a Uni-Yôga, da editora Nobel.
“Inveja não consiste em querer o que o outro tem.
Consiste em querer que o outro não tenha”
Autor desconhecido
Hoje, o reconhecimento de sua obra está espalhado por diversos países. O mundo está redescobrindo o Yôga Antigo, muito bem organizado e codificado com o nome de SwáSthya. Estima-se em 1 milhão o número de praticantes diretos e indiretos desta modalidade de Yôga no Brasil, sem contar lá fora. São milhões de pessoas que ficam encantadas com a beleza e a proposta da Nossa Filosofia. Por experiência própria, eu digo que qualquer pessoa disposta a viver com qualidade e a buscar o melhor para si identifica-se com esta Cultura.
Na trajetória profissional e pessoal do Mestre DeRose, há muitas histórias pitorescas a contar e situações que estão melhor detalhadas em sua autobiografia Quando É Preciso Ser Forte, da Editora Nobel. Sugiro veementemente que você trave contato com esta obra. Ela poderá mudar a sua vida.








