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Crack, mais uma droga

Por Alexandre Montagna, Sexta-feira, 15 Janeiro 2010 | 08:08

Dois tipos utilizam drogas: os que não têm escolhas  (membros de comunidades de baixo padrão que já nascem nesse mundo) e os que têm escolhas (caretas que poderiam usufruir de uma vida bastante saudável e de bom padrão, mas acabam por se atirar nos entorpecentes para fazer parte de algum grupo bobão).

A pedido de Fernanda, uma visitante que trabalha no Ministério da Saúde, vim reforçar a mensagem sobre a força que o crack tem para viciar logo na primeira vez. Na verdade, eu acharia muito mais eficaz combater o álcool, que mata bastante gente através de acidentes e mantém a massa ludibriada. Porém, este psicotrópico está aparentemente blindado contra acusações e ataques por render muito dinheiro aos que regem as leis. Então, vamos falar do crack.

A média do público que lê meu blog é avessa a drogas em geral. Entretanto, é recorrente a visitação de diversos perfis de leitores por aqui. Então, atenção: se você, leitor, é usuário de drogas e estiver a fim de experimentar o crack, largue essa ideia. Largue as drogas em geral, aliás. Se você estiver de mal com a vida e quiser mesmo chutar o balde, então, já que você praticamente jogaria sua vida fora com esta droga que vicia logo na primeira tragada (ou fungada, ou seja lá o que for), ou envenenaria-se com outras menos pesadas, ao invés de se afundar nestas coisas que tal virar índio numa das dezenas de comunidades ainda existentes pelo interior do Brasil? Andar nu 24h por dia, pintar o corpo para rituais culturais e comer mandioca na rede. Quer mais do que isso? Você pode também virar um hippie de cara limpa, viajando pela América do Sul só de caronas e curtindo as paisagens e as pessoas. Ou então, vá para a Índia e vire um saddhu! Deixe a barba crescer e fique meditando 24h por dia.. Puts, é tanta coisa boa que você pode fazer para viver..

Drogas? Fique fora!

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2 respostas para “Crack, mais uma droga”

  1. Pedro escreveu:

    Pô, Alexandre, é legal esse negócio de “sou careta, drogas bah”, mas o buraco é muito mais embaixo, literalmente.

    Quem se afunda no buraco, que é o vício, tem que ter muita força, mas muita força mesmo, para reverter a situação. Logo, quem não tem tal força, por uma porção de motivos, fica impedido de fazer escolhas.

    Ai vem você com “propostas” (num tom cômico, por isso descabido) para quando o sujeito estiver “mal da vida”. Foi infeliz.

    [Responder]

    Alexandre Montagna Reply:

    Olá, Pedro!
    É certo que o post não tem a intenção de subestimar os problemas que o vício causa. Entretanto, o alvo do texto foram os usuários de drogas mais leves ou que estão começando alguma dependência, pois estes (ainda) têm muita escolha.

    De todos usuários de drogas que conheci, todos tinham escolhas. Sei que há os que já praticamente não as tem. De qualquer forma, muito obrigado pela sua crítica, Pedro, vou observar melhor o tom do meu texto nas próximas.

    [Responder]

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