Compreensão das cousas
Por Alexandre Montagna, Quarta-feira, 8 Abril 2009 | 01:14
No que diz respeito à compreensão das cousas, a melhor atitude que o ser humano pode cultivar é a de permitir-se mudar de ideia. Ao fechar-se em um modelo de pensamento ou crença, imediatamente bloqueia toda uma gama de possibilidades para entender melhor o mundo, pois consciência estagnada é o oposto da expansão da consciência, ou seja, é exatamente o contrário da evolução.
Estou sempre pronto para uma conversa sobre os mais profundos assuntos, e deixo minhas companhias sempre à vontade para colocar em xeque meus pontos de vista. Só temos todos a ganhar: se meu interlocutor apresentar argumentos convincentes, eu perceberei que meu ponto de vista não era o melhor e vou adquirir uma maneira mais lúcida de compreensão; por outro lado, se meu interlocutor estiver errado, será porque eu apresentei argumentos irrefutáveis e ele, se não morrer engasgado em seu próprio orgulho, também passará a ter uma visão mais límpida e certeira. Questiono-me: você está pronto para colocar em xeque seus pontos de vista ou crenças sem engasgar-se de orgulho e sem mergulhar no obscuro instinto emocional de autodefesa? Espero muito que sim.









Abril 8th, 2009 às 3:45
Penso EXATAMENTE da mesma forma. Mas acredito que na prática é muito difícil estabelecer esse tipo de relação.
Eu acho importante admitir o erro. Aceitar argumentos mais fortes. Mas nem sempre eles te fazem sentido como fazem a outros. E esse é o grande problema: o que é certo e o que é errado? De modo geral, em coisas mais abrangentes, todo mundo concorda (ou é obrigado a tal). Mas existem pensamentos que são nossos e só nossos. E é aí que a coisa complica…
Agora, se independente disso as pessoas aprendessem a deixar o orgulho um pouco de lado e aprendessem a escutar melhor o próximo, uma grande diferença seria feita. A palavra-chave, na minha concepção é a empatia. De mãos bem dadas com o bom senso.
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Montagna Reply:
Abril 14th, 2009 at 10:35
Empatia: a feita com sinceridade é privilégio de poucos. O problema maior é a interpretação intelectual diferente. Nem todos estão com as faculdades mentais desenvolvidas no mesmo nível necessário para uma boa e simples compreensão das cousas, pois a lógica é uma só: todo homem é mortal; Alexandre é homem; logo, Alexandre é mortal. E assim deveriam suceder-se as prosas. A lógica não é o ápice evolutivo, mas já está a alguns milhares de anos-luz à frente da “questão de fé”.
Enfim tua participação aqui, Chico. Que bom!!
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Abril 8th, 2009 às 13:29
Respondendo: ao analisar a imagem acima e me incluir como sendo o último elemento, concluo que cheguei a um ponto da evolução que, para melhor compreensão de todas as coisas, viver linearmente na mudança é o próprio conceito da evolução. Mas, veja só, aqui mesmo já estabeleci um conceito a ser debatido. Agora, para nós estudiosos do Yôga, vale a máxima de não se discutir com quem não está de acordo.
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Montagna Reply:
Abril 14th, 2009 at 10:37
Bela lembrança da frase, Rogério.
Não discutir com quem não está de pleno acordo: isso poupa tempo, saúde e energia. É uma dica de Ouro!
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Montagna Reply:
Agosto 10th, 2009 at 11:37
Então vamos pegar esse conceito a ser debatido. Sabe que ainda estou pensando nesse conceito de viver linearmente na mudança? Talvez seja preciso acrescentar algum dispositivos de segurança para obter uma estabilidade de conceitos e uma vida mais sólida. Mudar, sim – mas para evoluir! Mudar por mudar pode abalar a meta de supressão das instabilidades da consciência (em sânscrito, chitta vritti nirôdhah) e obtenção do autoconhecimento.
O que me dizes?
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