Como você vê o Brasil no presente e no futuro? Não tão bem quanto os estrangeiros, eu suponho.
Por Alexandre Montagna, Quinta-feira, 2 Abril 2009 | 14:22
Sugiro que você leia um texto que a prof. Letícia Ziebell divulgou em seu blog: http://leticiaziebell.blogspot.com/2009/03/brasil.html. Só para ter uma ideia do teor do texto, ele começa assim: “Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil[...]“. Começou bem, não é mesmo? Clique no link e leia o restante.
Se você repassa e-mails falando mal dos políticos brasileiros, como o Lula, meus pêsames. Você é mais uma dessas pessoas que contribuem para a insatisfação com o próprio país, ao mesmo tempo que, pelo outro lado, não contribuem em nada para melhorar coisa alguma. Desde quando corrente de e-mail funciona para limpar a corrupção ou provocar impeachment? Agora, outra pergunta: de onde você acha que vem os políticos? Eles não vem de uma outra dimensão ou de outra realidade. Eles são o povo. O povo é a matéria-prima, a farinha. Se esta farinha está estragada, o pão não ficará bom. Se a política está ruim, é porque o povo deve mudar. Há de haver um basta nas reclamações sobre o nosso país ou sobre os nossos políticos. Se você quer mudar o Brasil em algum aspecto, mude você primeiro. (este é um slogan da Uni-Yôga: mude o mundo: comece por você). E há uma outra frase-irmã, atribuída a Gandhi: “seja a mudança que você deseja ver no mundo”. Não poderia ser mais verdadeira.
Não faz sentido querer que os políticos sejam honestos se você, no dia-a-dia, em um nível ou noutro, falta com a ética ou com a verdade. A atitude é a mesma. Muitos dos que reclamam das malandragens do governo, no fundo só estão externando a amargura de não estar no poder para fazer a mesmíssima coisa. Além do mais, isto aqui não é um país: é um continente! E, para um continente com identidade de país, ele até que está muito bem administrado. Aliás, reforço que leia o post da Letícia Ziebell que mencionei acima. Abaixo, um texto de autoria do DeRose e depois um vídeo muito alegre.
O grande defeito do brasileiro é que ele não tem coragem de defender
(extraído do livro Quando é preciso Ser Forte, do Mestre DeRose)
Como já ouvi dizer, deve ser complexo de ex-colônia! O brasileiro não tem peito para enfrentar quem esteja insultando seu amigo, sua empresa, seu país. Certa vez eu estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos e o nosso voo sofreu atraso devido a problemas técnicos na aeronave. Na sala de embarque um senhor estrangeiro, revoltado, começou a proferir comentários deselegantes do tipo “isso só acontece aqui, porque se fosse na Europa…” e todos os brasileiros em volta mantinham-se calados, cabisbaixos. Não me convite e disse ao cavalheiro:
- Cale a boca! Eu já estive no seu país e lá é igual ou pior. Se o Brasil não o agrada, vá-se embora. Mas enquanto estiver aqui, comporte-se com a dignidade de um hóspede na casa que o acolhe!
A partir daí, todos passaram a concordar e recriminá-lo.
Noutra ocasião, eu estava descendo no elevador do edifício da Editora Nobel. O elevador parou em um andar, abriram-se as portas e um senhor estrangeiro perguntou: “está descendo?“. Respondi que sim. Ato contínuo, com a maior sem-cerimônia, o deseducado senhor entrou e começou a comentar:
- Está descendo, como o país. Também, com os políticos que o Brasil tem…
Mais uma vez, não pude ficar calado e respondi sério, sem muita cortesia:
- Os políticos do seu país são bem piores.
E fiquei encarando, olhos nos olhos, como quem vai partir para cima do outro. O estrangeiro deu um passo atrás, gaguejou e desculpou-se.
Mas o que é que os brasileiros geralmente fazem nessas situações?
Quase sempre concordam e entram no clima de falar mal do Brasil, ou de sua empresa, ou do seu amigo. “Pois é. É por isso que o Brasil na vai prá frente“; ou “esta empresa é assim mesmo, só quer saber de explorar os empregados“; ou “É, o Fulano não tem jeito…“. Será que é tão difícil defender? Será que não percebem o quanto é infame atacar e o quanto é canalha não defender?









Abril 3rd, 2009 às 8:52
É isso mesmo Alexandre. Acho que o facto de estar fora do país me ajuda a ver as coisas por outra perspectiva:)
Uma das coisas que mais me irrita é quando eu encontro um brasileiro aqui, falando mal de Portugal… É um absurdo, afinal de contas, a pessoa vive aqui por que escolheu, então não tem o direito de ter essa atitude. Me dá vontade de mandar o “gajo” de volta para casa
Mas a insatisfação é endêmica… não importa qual seja o motivo, é sempre mais fácil reclamar do que elogiar.
Cabe a nós “reeducadores comportamentais”, o esforço titânico para mudar esse condicionamento.
Um beijnho, em Maio nos encontramos hein?
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Montagna Reply:
Abril 14th, 2009 at 10:13
Eeeeeeee adorei a notícia do encontro!!
Eu fico brabo quando falam mal de Portugal aqui no Brasil; mas é pior o exemplo que deste: o do vivente morar no local, ser acolhido e reclamar nessas circunstâncias. É como cuspir no prato enquanto ainda se está comendo. Com este panorama, veio-me um estalo para complementar a tua expressão: é um Esforço Titânico Uniforme Constante (praticamente, um conceito da Física Quântica) que devemos manter na nossa profissão, para mudar a si próprio e auxiliar na transformação dos demais.
Um beijão feliz e boa semana!!
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Abril 3rd, 2009 às 9:30
Concordo em tudo com o texto. Realmente, o povo é muito passivo. Ninguém vai as ruas reclamar de nada, ninguém tenta mudar. Ficar falando mal é fácil, mas agir que é bom…
Att, Antonio
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Montagna Reply:
Abril 14th, 2009 at 10:03
E devemos complementar relembrando que o melhor caminho para mudar o mundo é sempre mudando a si próprio primeiro. É mais prático, eficaz e inteligente.
Um abraço amigo.
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Abril 7th, 2009 às 13:04
Olá!
Ainda não tinha comentado, mas eu gostei muito deste post. E o texto da Letícia também. É realmente uma vergonha que nós, brasileiros, não defendamos o nosso querido país. Muito bem colocado o texto.
Um grande beijo
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