A doutrinação deve ser execrada
Por Alexandre Montagna, Quinta-feira, 26 Novembro 2009 | 08:08Textos extraídos do Blog do DeRose.
http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/profissao/abaixo-a-doutrinacao/
Abaixo a doutrinação
Doutrinação não funciona para a nossa proposta. Pessoas suscetíveis a aceitar catequese de quem quer que seja, não são o nosso público. Não queremos entre os nossos a síndrome de rebanho. Costumamos dizer que não somos nem mesmo ovelhas negras, pois não admitimos sequer ser ovelhas. É preciso saber pensar livremente.
Livre pensar não é sinônimo de questionar compulsivamente. Também por isso não somos ovelhas, nem negras, pois não estamos contestando a forma de viver dos outros. Somos adeptos da diversidade de opções e da liberdade de escolha.
O fato de não professarmos nenhum credo, não preconizarmos nenhuma terapia, não oferecermos nenhum benefício, torna nossa proposta cultural protegida contra qualquer eventual tendência ao equívoco e confere-lhe incontestável seriedade.
http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/filosofia/afinal-por-que-doutrinacao-deve-ser-execrada/
Afinal, por que “doutrinação” deve ser execrada?
Recebi o seguinte comentário expondo uma dúvida:
“Instra. Amina Guerra
Este é um tópico importante, sobre o qual gostaria de expor o meu entendimento. Doutrinar segundo o dicionário significa ‘instruir em uma doutrina’. Doutrina, por sua vez, significa ‘conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político ou filosófico’, entre outras coisas.
Portanto, não entendo, existe uma instrução em relação à filosofia que é o Yôga Antigo (me corrija se estiver errada), já não querer convencer ninguém de coisa alguma, isso sim, sem dúvida não queremos fazer.”Então, vamos lá, Amina.
A palavra doutrinação no Dicionário Houaiss tem o seguinte significado: “doutrinação – rubrica: religião. Ato ou efeito de doutrinar, catequese, doutrinamento, adoutrinação.” Note que o referido dicionário só vincula essa palavra à rubrica religião. Para doutrinar, esse dicionário nos dá o significado, entre outros: “incutir (em alguém), opinião, ponto de vista ou princípio sectário; inculcar em alguém uma crença ou atitude em particular, com o objetivo de que não aceite qualquer outra.”
Se perguntarmos a qualquer pessoa se ela quer ser doutrinada, a resposta é um indignado NÃO! Contudo, nos textos escritos pelos advogados aos Juízes de Direito, encontra-se com frequência o argumento: ”segundo a Doutrina Jurídica…” Bem, aí ninguém implica com essa palavra. Mas se um jornalista entrevistá-la, perguntar se nós aplicamos doutrinação no SwáSthya e você disser que sim, isso vai tomar dimensão de escândalo. Estará isso certo? Quando os espíritas não se referem à Doutrina Espírita alguém os critica por isso?
A questão vai além do simples preconceito dos cri-críticos de plantão. Ocorre que as palavras ganham conotações conforme a época e o lugar. Por exemplo, o que é que você compreende por “chauvinismo”? O que entenderia pela frase: “Bush era um chauvinista”? Todos nós entendemos que ele seria um machista abominado pelas feministas. (Ou, como dizemos no livro Ser Forte, “machista-leninista”.) No entanto, o dicionário Houaiss define: “chauvinismo – s.m. 1. patriotismo fanático, cego, agressivo” e por aí vai, sem mencionar nenhuma acepção normalmente compreendida no uso coloquial e mesmo literário desse termo.
Portanto, nós execramos a doutrinação, no sentido de catequese. Nós ensinamos, informamos, esclarecemos, mas não queremos convencer ninguém de coisa alguma. Daí, o Axioma Número Um do Método DeRose: “Não acredite.”








Dezembro 2nd, 2009 às 1:46
Ah que legal! Pelos teus ultimos posts, acho que vais gostar mesmo do livro, eu estou adorando.
e obrigada pelo elogio do blog, mas nao esta nem 10% de como eu quero que fique o layout, já que eu só sei usar os modelos oferecidos pelo blogger. Eu adoro a diagramação do da Sarita, até mandei um recadinho pra ela perguntando se ela que fez e pedindo dicas. haha
saudades! quando vierem a Sao Paulo avisem.
bjs
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Alexandre Montagna Reply:
Dezembro 3rd, 2009 at 13:20
Pois então, May, demorei para sacar que você estava em Sampa. Que legal!!
Sobre o blog, se você quiser me mandar as imagens do cabeçalho, eu invisto um tempinho para deixá-lo melhor (vi que está estourando os limites do layout).
O da Sary está em wordpress, que é uma boa plataforma para blogs, bastante personalizável. Quem sabe, você migra?
Saudades suas também, May.. Adoramos o convite de São Paulo. É uma cidade que estou há horas para conhecer, e fico muito feliz em saber que há mais um amável ponto de referência aí.
Beijinhos!
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